sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Mídia e Sensacionalismo - Trabalhos Finais: SENSACIONALISMO E CAOS: O medo da possibilidade da falta na Greve dos Caminhoneiros


Como trabalho final da disciplina Mídia e Sensacionalismo 2018.1,  Júlio César faz uma reflexão em cima das matérias repercutidas na mídia televisiva sobre a greve dos caminhoneiros e de como elas foram conduzidas durante o período de falta de abastecimento. Analisando as construções socioculturais das matrizes do sensacionalismo, ele faz uma ponte de como elas estão presentes nas abordagens jornalísticas.

"Dito isso, entendemos os meios de comunicação como potenciais causadores/disseminadores/intensificadores de medos, anseios, desesperos - multimedos, multianseios, multidesesperos. Isso, em grande parte, só é possível pelas suas estruturas sensacionalistas e espetacularizadoras do caos, onde, ao invés dessa mídia sugerir soluções ou estimular o pensamento crítico a respeito desses casos problemáticos que geram grande comoção, elas falam a respeito do que acontece/pode acontecer, com uma cobertura superficial e em grande quantidade durante muito tempo, o que acaba aumentando o problema e dificultando sua recuperação no imaginário social."

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Postagem: Victória Guedes - graduanda de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI



Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: Brilho Eterno de Uma Mente Pós-Moderna: Amor Líquido e Pós-Modernidade


Ingrid Telino, aluna da disciplina de Sociologia e Comunicação 2018.1, discute sobre os conceitos de "pós-modernidade" e "amor líquido" nas relações humanas contemporâneas. Como objeto de reflexão ela aborda o filme de 2004, "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças".

"Para Bauman,  vivemos em um mundo de incertezas,  tempos de relações sociais frágeis que cada vez mais se tornam relações mercantilizadas e individualizadas. Neste
contexto, a relação social, uma responsabilidade mútua entre as partes que se relacionam, é trocada por um outro tipo de relação que o autor chama de conexão,  onde sem pressão para estabelecer responsabilidade mútua entre seus participantes, o relacionamento se torna frágil. Ele tira esta palavra das análises de relacionamentos em sites de encontros. Em suas pesquisas ele percebe que o grande agrado dos sites de encontros está na facilidade de esquecer o outro, de se desconectar."

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Postagem: Victória Guedes - graduanda de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Mídia e Sensacionalismo - Trabalhos Finais: Os Elementos Sensórios em "The Handmaid's Tale"


Para o trabalho final da disciplina de Mídia e Sensacionalismo de 2018.1, Guilherme Cunha e Gabriel Ferreira produziram um videocast comentando uma cena da 2ª temporada de The Handmaid's Tale. A dupla explora elementos que sensibilizam nossos sentidos, segue mais detalhes na explicação dos autores.

"Essa série, que explicamos melhor sobre no vídeo, nos perpassou em diversos sentidos. Principalmente pela força dos elementos que ao longo de todas as duas temporadas que assistimos juntos nos fez arrepiar, cair lágrimas e sentir mais do que qualquer outra série.  Entender a mídia através das estratégias do sensacionalismo nos fez refletir bastante sobre esse fenômeno que são as séries, principalmente sobre o por que somos tão fascinados e dispostos a dedicar tanto tempo maratonando horas e horas de episódios. E a partir dessa reflexão, criamos esse videocast representando as nossas principais percepções sobre esta cena em específico que não só mexeu com a gente, mais com milhares de espectadores."

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Postagem: Victória Guedes - graduanda de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: Análise Sociológica "The Handmaid's Tale"



Marcelle Souto, aluna da disciplina de Sociologia e Comunicação 2018.1, analisa a primeira temporada da série The Handmaid's Tale com teoria e conceitos elaborados por Durkheim e Bourdieu, trazendo reflexões acerca da noção de "anomia" e "ordem social".

"Essa sociedade dialoga claramente com os pensamentos de Durkheim, visto que em sua concepção o geral se impõe ao particular. A tal consciência social se impõe aos sujeitos como formas sociais comuns de agir e pensar, o fato social, com a única garantia da coesão e da ordem. Na república de Gilead, os sujeitos têm funções específicas e cada um se encaixa dentro de um molde, cada regra precisa ser seguida e tudo deve funcionar na mais perfeita ordem, as ruas são limpas e não há violência. Ao mesmo tempo que essa sociedade tem toda uma estrutura rígida, eles estão conseguindo reverter a situação da infertilidade tanto do solo quanto das mulheres, por meio das aias." 

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Postagem: Victória Guedes - graduanda de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: HANNAH GADSBY EM “NANETTE” E O HUMOR AUTODEPRECIATIVO NA CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE



A aluna Anna Júlia Viana da disciplina de Sociologia e Comunicação 2018.1 traz uma reflexão sobre humor e identidades na contemporaneidade, analisando a apresentação de Hannah Gadsby em "Nanette", uma narrativa permeada de conteúdo do universo LGBT e feminino através da vivência da autora.

"A modernidade líquida traz o fim das autoridades, até então absolutas na hora de designar qual identidade deveria ser incorporada; é preciso criar sua própria identidade e passar a vida a redefinindo. Tanto a mudança quanto a conservação não são naturais, ambas necessitam de contexto e o da modernidade líquida é o da possibilidade completa de mudança.
O modo de vida de consumo irrefreável e de exposição da vida privada no meio público faz com que as pessoas procurem por exemplos, não autoridades. Ao tratar abertamente sobre questões como sexualidade nesses espaços coletivos, o que se espera é empatia por parte do público."

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Postagem: Victória Guedes - graduanda de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI


quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "Sonder: the realization that everyone has a story"




Eduarda Rodriguez, aluna da disciplina Sociologia e Comunicação 2018.1, analisa com base teórica em Simmel e  Bauman, o neologismo "Sonder" criado por John Koenig para o Dictionary of Obscure Sorrows, que nomeia sentimentos que não existem em palavras.  

"Na vida moderna o tempo todo estamos recebendo informações, sejam essas nas ruas com anúncios e outdoors coloridos por todos os lados ou em casa com as televisões, celulares e todas as outras telas que compõem o dia a dia das pessoas. Diante disso, pode-se observar que cada vez mais os sujeitos nutrem o sentimento de que há muito acontecendo no mundo, porém pouco é alcançado e experimentado. Nesse sentido, a sensação de que todos os seres humanos possuem uma história própria torna-se possível, porém a angústia aparece ao perceber que talvez a sua existência não afete em nada na história do outro, que talvez você seja apenas mais um coadjuvante ou que até mesmo suas histórias nunca se cruzem."

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Postagem: Victória Guedes - graduanda de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Comunicação e Cultura Popular - Trabalhos Finais: Um conto sobre blasfêmia

Vinícius Machado, aluno da disciplina Comunicação e Cultura Popular 2017.1, explora os usos da blasfêmia na literatura neste ótimo conto sobre a trajetória de Nemo, um ladrão no melhor estilo Robin Hood, que rouba dos ricos para dar aos pobres e carrega consigo uma certa noção de justiça.
“Eu roubo dos ricos para conseguir comida o suficiente para alimentar duas pessoas pobres” dizia Nemo gesticulando felizmente para seus colegas da guilda de ladrões “Eu sou bem pobre e como por dois”. Os seus colegas todos riam e algum deles deu um tabefe nas suas costas magras que quase o fez derrubar um pouco de cerveja na capa negra que cobria quase seu corpo todo. Rir da desgraça às vezes é a única coisa que sobra para algumas pessoas e Nemo com certeza era uma delas. Ao virar sua caneca e perceber que apenas umas gotas caiam em sua boca, se aventurou até o balcão desviando das poças de mijo, cerveja e das tábuas soltas de madeira encardida; a guilda dos ladrões era sem dúvidas um dos lugares mais grotescos da cidade. “Você não devia beber assim hoje, tenho um trabalho que eu não ofereceria nem para meu pior inimigo, algo que Ninguém pode fazer” disse uma voz.
Blasfêmia sempre foi uma diversão para a família de Nemo, principalmente antes do pai dele ter sido queimado por difamar contra o clero e o Rei. Os padres falavam “Ninguém pode roubar” ou “ninguém pode mentir” e todas essas baboseiras. E por isso o garoto foi chamado de Nemo, que significa “Ninguém”. Ele podia tudo que era proibido aos outros e os próprios padres o liberavam.
Seu pai era um velho homem que passava o dia perturbando as pessoas que sabiam ler para conseguir pequenos pedaços de informação, o que não era muito, mas o suficiente ao longo dos anos para saber que nem o Rei e nem os padres eram melhores que ninguém; uma verdade perigosa. Ao espalhar essas palavras na hora e no lugar errado foi considerado herege e queimado. Uma lição que Nemo levou para o resto da vida: “Se for para fazer faz certo” ecoavam os gritos de sua mãe nas suas memórias “Não adianta ser inteligente de um lado e burro do outro”.


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Postagem: Matheus Bibiano - graduando de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI



segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Comunicação e Cultura Popular - Trabalhos Finais: Usos e Apropriações do Fidget Spinner



Nicholas Sassi, aluno da disciplina Comunicação e Cultura Popular 2017.1, traz uma discussão sobre os usos e apropriações do fidget spinner, um "brinquedo giratório" que passa um objeto de escritório para um objeto de trabalho com a ansiedade de crianças e adolescentes.

"O Fidget spinner é por definição uma máquina inútil, ou seja, um dispositivo que tem uma função, mas não tem um propósito específico. Feito normalmente de plástico, aço, titânio ou cobre, o objeto, de forma geral, é um conjunto, normalmente de dois ou três, pesos ligados a um rolamento independente no centro. Quando os pesos são movimentados começam a girar em volta do centro e é possível sentir as várias forças de rotação atuando no objeto. 

Para além da definição material, se faz muito difícil definir o objeto enquanto propósito, isso pois, muito embora seja associado a brinquedos, suas apropriações por diversos grupos para diversos propósitos é deveras variada. Por conta disso, até mesmo o nome do produto, em suas variedades possíveis, não é uma unanimidade".

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Postagem: Matheus Bibiano - graduando de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Blog do GRECOS indica: site do NEMES

O Blog do GRECOS indica o site do Núcleo de Estudos de Mídia, Emoções e Sociabilidade - NEMES, coordenado pelo prof. João Freire Filho, ECO/UFRJ, e tendo como vice-coordenadores os profs. Mayka Castellano e Tatiane Leal.

No site, conforme divulgação, "além da produção intelectual dos participantes do grupo de pesquisa, há um arquivo atualizado de notícias sobre emoções e temas afins".

Parabéns e vida longa ao NEMES!






quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "Conservação e transformação da estrutura social no filme A Vizinhança do Tigre"


Ingá Maria, aluna da disciplina Sociologia e Comunicação de 2017.1, propõe uma reflexão sobre o filme A Vizinhança do Tigre, longa-metragem brasileiro, dirigido por Affonso Uchoa, que trata da trajetória de Juninho, Eldo, Adilson, Menor e Neguinho, jovens moradores da periferia de Contagem/MG, na "travessia entre a infância e a vida adulta, pelas ruas, terrenos, casas e quintais do Bairro Nacional, Região Metropolitana de Belo Horizonte". Para compor esta reflexão, ela recorre à contribuição de Pierre Bourdieu sobre a relações de divisão do campo de poder e sua teoria social do Construtivismo estruturalista/Estruturalismo construtivista.

"Se aplicarmos essa chave de leitura para A Vizinhança do Tigre, rapidamente percebemos a expressão inegável de uma estrutura social que incide sobre os corpos e as práticas dos sujeitos filmados. Junim precisa pagar a dívida que contraiu com agiotas dentro da prisão. O campo do poder, comparável para Bourdieu com “um espaço geográfico no interior do qual se recortam posições” também se faz presente e ainda na primeira sequência do filme, um dos garotos recebe uma carta de intimação da justiça. Até mesmo os poderes sociais fundamentais, que o sociólogo denomina de capitais, encontram sua manifestação econômica nas casas sem reboco ou sua expressão cultural através da associação fácil entre meninos da periferia e o gosto pelo rap".

Assista ao trailer do filme:


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Postagem: Matheus Bibiano - graduando de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI