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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais - “Uma nação renascida”: estrutura, poder e dominação na série The Purge


Para finalizar a disciplina Sociologia e Comunicação 0 aluno Leonardo Vidal desenvolveu uma análise sobre a série The Purge a partir de conceitos de Durkheim, Gramsci e Marx, que foram discutidos durante o período.

"A série The Purge, disponível na Amazon Prime, surgiu a partir da franquia dos cinemas Uma Noite de Crime, tendo duas temporadas, a primeira em 2018 e a segunda em 2019. Com roteiro de James DeMonaco, a série continua contando histórias sobre o novo sistema implementado a partir da ascensão de um novo partido nacionalista ao poder dos Estados Unidos: The New Founding Fathers of America (NFFA).
Em 2014, os Estados Unidos enfrentam um cenário caótico com uma crise econômica e social que abre espaço para o grupo NFFA derrubar o governo e assumir a presidência do país. A partir de 2016, sob um governo autoritário, totalitário e opressor da NFFA, inicia-se um plano nacional para estabilizar a sociedade norte-americana devido ao aumento da violência e problemas sociais: The Annual Purge. Com o discurso pautado na salvação do país, os cidadãos norte-americanos seguiriam todas as regras e leis durante o ano em troca de um feriado especial que daria a oportunidade das pessoas purificarem, assim como é chamado na série."

Para ler o trabalho completo clique aqui. 



Postagem: Giulia Jesus - graduanda de Estudos de Mídia/

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

terça-feira, 16 de novembro de 2021

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais - Análise do álbum “Goela Abaixo” - Liniker e os Caramelows


Para finalizar a disciplina Sociologia e Comunicação, a aluna Livia Maria Hora fez uma análise sobre o álbum “Goela Abaixo” de Liniker e os  Caramelows através de de conceitos trabalhados na disciplina e de sua própria experiência com o álbum. 


"Somos tão subjugados o tempo inteiro, estamos sempre ansiosos, sempre com a sensação de que podemos ser trocados, sabemos que a força do Estado pode operar sobre nós a qualquer instante, temos que nos esgoelar para receber o mínimo de respeito e o mínimo de humanidade, que às vezes tudo o que queremos é um descanso. Uma pausa para sentirmos que somos seres humanos. Um momento de paz e troca para não nos perder completamente. O carinho na goela é uma demonstração de que não precisamos mais gritar."

Para ler o trabalho completo clique aqui. 



Postagem: Giulia Jesus - graduanda de Estudos de Mídia/

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

terça-feira, 26 de outubro de 2021

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais - Olimpianos Modernos: O caso Juliette Freire



Para finalizar a disciplina Sociologia e Comunicação, a partir de pensamentos do sociólogo Edgar Morin em seu livro Culturas de Massa, a aluna Mariana Goulart desenvolveu uma análise acerca das narrativa relacionadas a campeã  da 22ª edição do Big Brother Brasil, Juliette Freire, e seu potencial de identificação.


"A narrativa criada pela jogadora e principalmente montada para a edição que ia ao ar diariamente do Big Brother Brasil, conseguiu fazer com que muitas pessoas se identificassem com a história que a participante vivia lá dentro da casa, essa identificação tem muito a ver com o que Edgar Morin comenta em seu livro Culturas de Massa no Século XX: o espírito do tempo, ao trazer uma reflexão que coloca esses novos influenciadores no lugar de deuses, se tornando modelos de vida para quem os acompanha."

Para ler o trabalho completo clique aqui. 



Postagem: Giulia Jesus - graduanda de Estudos de Mídia/

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais - A rotina de Skincare em Tempos de Isolamento Social


Para o trabalho final de Sociologia e Comunicação, a aluna Ana Luise Duniec analisou o crescimento da rotina de skincare , cuidados com a pele, durante a quarentena em meio às redes sociais, tendo como base conceitos de alguns dos autores discutidos ao longo da disciplina.


"Em meio a esse tempo de reclusão mundial, por conta da COVID-19, muitas pessoas notaram uma diferença na saúde de suas peles. Aproveitando a oportunidade, influenciadores digitais e múltiplas páginas de redes sociais, não hesitaram em recomendar múltiplos produtos para seus seguidores, muitas vezes sem recomendação dermatológica.
A rotina de cuidados com a pele surgiu, de maneira massificada, no momento em que marcas começaram a lançar tendências no mercado relacionadas a uma beleza mais leve e natural. Dessa forma, a rotina coreana de cuidados com a pele, K-Beauty, ganhou bastante força, principalmente a partir do ano de 2018 até os dias atuais."

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Postagem: Giulia Jesus - graduanda de Estudos de Mídia/

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Teoria Critica da Mídia - Trabalhos Finais - O caso Blogueirinha e a Padronização da Performance

Para o trabalho final da disciplina de Teoria Crítica da Mídia, as alunas Mariana Goulart e Renata Azevedo, utilizando conceitos de Debord e Goffman  fizeram um podcast sobre o fenômeno nas redes sociais que são as “blogueiras” e a personagem Blogueirinha que ganha fama nas redes sociais e se torna influencer como uma caricatura dessas pessoas.


"Nos últimos anos o mercado de influencers tem crescido de forma exponencial, marcas e empresas usam do reconhecimento e alcance dessas pessoas para vender seus produtos, foi com o surgimento dessa nova profissão e a padronização de certos comportamentos devido ao interesse de cada vez maior do reconhecimento de “blogueira” que surge a “Blogueirinha”, personagem criada pelo ator Bruno Matos como uma caricatura dessas novas personalidades midiáticas. A personagem imita esses padrões presentes nas blogueiras com certo exagero para criar humor em cima disso. 

 No podcast iremos debater sobre esse fenômeno nas redes sociais que são as “blogueiras” e contrapor com a personagem Blogueirinha que ganha fama nas redes sociais e se torna influencer como uma caricatura dessas pessoas , serão usados conceitos de Debord e Goffman para embasar a discussão."

Confira o podcast criado pelas alunas:



Postagem: Giulia Jesus - graduanda de Estudos de Mídia/

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais - Meninas Malvadas, uma análise social




Para o trabalho final da disciplina de Sociologia e Comunicação, Alessandra de Oliveira desenvolveu uma análise do filme Meninas Malvadas, relacionando o desenvolvimento da
protagonista com alguns sociólogos apresentados durante o semestre.


"Em 09 de julho de 2004, semana da independência dos Estados Unidos, estava sendo lançado o filme de comédia adolescente Meninas Malvadas, o enredo acompanha Cady Heron (Lindsay Lohan), uma adolescente que passou a maior parte da sua vida morando na África — não especificam em momento algum do filme qual país a personagem morava, apenas deixam em aberto reafirmando o estereótipo do continente ser um único país, como se o povo fosse único sem qualquer tipo de pluralidade e a região fosse homogênea — ela cresceu tendo ensino doméstico, com sua mãe lecionando as disciplinas. Ao completar dezesseis anos a família se muda para os Estados Unidos, e pela primeira vez Cady passa pela experiência de estudar em um colégio, tendo um enorme choque cultural. "

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Postagem: Giulia Jesus - graduanda de Estudos de Mídia/

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais - “Cercados”: Uma Análise Sob a Ótica de Kellner


Para o trabalho final da disciplina de Sociologia e Comunicação, Marcela Beatriz Neves Silva desenvolveu uma análise da série documental "Cercados" a partir de argumentos elaborados pelo filósofo Douglas Kellner.


" “Cercados”, a nova produção original da Globoplay, serviço de streaming do canal Globo, retrata a rotina do setor jornalístico da emissora no período da pandemia do coronavírus. Entre desafios, alegrias e muito trabalho, o documentário mostra para o público os bastidores dos programas mais conhecidos da empresa, o “Jornal Nacional”, “Profissão Repórter” e “GloboNews” e os obstáculos na hora de transmitir as notícias mais relevantes acerca desta nova doença, principalmente pela resistência do governo Bolsonaro e seus apoiadores. Com esta premissa em mente, decidi analisar o referente produto segundo os argumentos de Douglas Kellner, que no seu livro “A Cultura da Mídia” destaca a dificuldade que governos conservadores têm de aceitar mudanças e o papel da mídia na difusão de ideias contrárias."

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Postagem: Giulia Jesus - graduanda de Estudos de Mídia/

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Teoria Critica da Mídia - Trabalhos Finais - Mulheres negras na mídia, representação e a síndrome do tokenismo



Para o trabalho final da disciplina de Teoria Crítica da Mídia, Marcele Oliveira fez uma análise da representação das mulheres negras na mídia e as formas de olhar e reinventar o conceito de “tokenismo”.

"Quem vê na mídia as artistas brasileiras Elis Mc e Mc Soffia, ambas mulheres negras, muito jovens, talentosíssimas e completamente conscientes de sua cor, pode até pensar que a favela venceu. Para um país que foi o último país das Américas a abolir a escravidão, no qual se perpetua uma política de morte, ou necropolítica como diz Achille Mbembe (PEREIRA, 2019), em uma falsa ilusão de democracia e segurança, considero difícil utilizar essa afirmativa. Será que a favela venceu mesmo? Mídiaticamente, somos vitoriosos em ter figuras como Iza, Ludmilla, Karol Conka, Drik Barbosa e muitos outros nomes mais ocupando as telas e telinhas da sociedade contemporânea. Escolho aqui falar das mulheres negras não só por identificação mas também por entender que elas demoraram a serem vistas. Hoje, Elza Soares é considerada rainha, mas Mané Garrincha, famoso jogador de futebol brasileiro, que a espancou em diversos momentos da vida, também é considerado rei. Trago esse exemplo para reafirmar como a mídia é um ambiente conflituoso, com disputas discursivas. Atualmente, empoderamento, lugar de fala e representatividade são conceitos amplamente utilizados, assim como racismo, desigualdade e resistência. Não dá mais para “passar batido” certos conceitos e, sendo assim, vale refletir: estaria mesmo a favela vencendo e a população preta nos espaços de poder? Nos espaços de decisão? Formando-se, alimentando-se bem, tendo condições de vida digna? Vivendo ou sobrevivendo? Conquistando ou sendo token de quem sabe que não é mais possível ignorar a cor da pele da maior parte da população do país? Nesta análise, discorro sobre a figura de mulheres negras na mídia e sobre formas de olhar e reinventar o conceito de “tokenismo”."

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Postagem: Giulia Jesus - graduanda de Estudos de Mídia/

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Mídia e Sensacionalismo - Trabalhos Finais: O Corpo na Performance do Pastor: Uma análise sobre figuras do protestantismo



A aluna Beatriz César, faz uma análise de performance para o trabalho final da disciplina de Mídia e Sensacionalismo de 2018.1. Ela analisa a importância da linguagem corporal na construção de narrativa e visibilidade nos discursos da religião protestante.

"A partir dos exemplos trazidos aqui, serão analisados a importância do corpo na construção da performance de figuras que exploram a religiosidade como o pastor Silas Malafaia e Vitória de Deus. Tais exemplos foram escolhidos por apresentar formas similares e bastante visuais no uso do corpo através discurso religioso para atrair seguidores. Segundo Zumthor (2007), a performance é uma ação complexa expressa no locutor, destinatário e as circunstâncias na qual o texto será entregue. Considerando a etimologia da palavra performance como “fornecer” e “executar”, trazido por Amaral (2018), ela se apresenta no sentido de visualidade. É possível considerar, portanto, a performance como um recurso visual com o objetivo de entregar um sentido ou mensagem. Dessa forma, o jeito com que nos comportamos em determinada situação interfere bastante naquilo que queremos dizer."

Clique aqui para ler o trabalho completo.


Postagem: Victória Guedes - graduanda de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Mídia e Sensacionalismo - Trabalhos Finais: A perna cabeluda: de protagonista das narrativas de terror nas páginas policiais do Recife a mito do folclore pernambucano


A aluna Renata Menezes Constant nos conta o desenrolar do assombro da Perna Cabeluda em Pernambuco e sua popularidade nos jornais locais. Esse trabalho foi realizado para a disciplina de Mídia e Sensacionalismo 2018.1 e ilustra as discussões realizadas em sala sobre os discursos da mídia e as utilizações de recursos melodramáticos e sensacionais.

"A partir da leitura das matérias em torno da aparição da perna cabeluda, é possível perceber que o Diário de Pernambuco se utilizava de uma linguagem sensacionalista em suas narrativas, inspirada em romances policiais, tendo em vista que apresenta um suposto delito (as agressões e aparições da perna cabeluda), que culminavam em um mistério, e sempre traziam pessoas que buscavam desvendar o caso, sejam as autoridades religiosas ou mesmo a população em geral, que dava sua opinião sobre os motivos para o surgimento da aparição."

Clique aqui para ler o trabalho completo.


Postagem: Victória Guedes - graduanda de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: HANNAH GADSBY EM “NANETTE” E O HUMOR AUTODEPRECIATIVO NA CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE



A aluna Anna Júlia Viana da disciplina de Sociologia e Comunicação 2018.1 traz uma reflexão sobre humor e identidades na contemporaneidade, analisando a apresentação de Hannah Gadsby em "Nanette", uma narrativa permeada de conteúdo do universo LGBT e feminino através da vivência da autora.

"A modernidade líquida traz o fim das autoridades, até então absolutas na hora de designar qual identidade deveria ser incorporada; é preciso criar sua própria identidade e passar a vida a redefinindo. Tanto a mudança quanto a conservação não são naturais, ambas necessitam de contexto e o da modernidade líquida é o da possibilidade completa de mudança.
O modo de vida de consumo irrefreável e de exposição da vida privada no meio público faz com que as pessoas procurem por exemplos, não autoridades. Ao tratar abertamente sobre questões como sexualidade nesses espaços coletivos, o que se espera é empatia por parte do público."

Clique aqui para ler o trabalho completo


Postagem: Victória Guedes - graduanda de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI


quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "Conservação e transformação da estrutura social no filme A Vizinhança do Tigre"


Ingá Maria, aluna da disciplina Sociologia e Comunicação de 2017.1, propõe uma reflexão sobre o filme A Vizinhança do Tigre, longa-metragem brasileiro, dirigido por Affonso Uchoa, que trata da trajetória de Juninho, Eldo, Adilson, Menor e Neguinho, jovens moradores da periferia de Contagem/MG, na "travessia entre a infância e a vida adulta, pelas ruas, terrenos, casas e quintais do Bairro Nacional, Região Metropolitana de Belo Horizonte". Para compor esta reflexão, ela recorre à contribuição de Pierre Bourdieu sobre a relações de divisão do campo de poder e sua teoria social do Construtivismo estruturalista/Estruturalismo construtivista.

"Se aplicarmos essa chave de leitura para A Vizinhança do Tigre, rapidamente percebemos a expressão inegável de uma estrutura social que incide sobre os corpos e as práticas dos sujeitos filmados. Junim precisa pagar a dívida que contraiu com agiotas dentro da prisão. O campo do poder, comparável para Bourdieu com “um espaço geográfico no interior do qual se recortam posições” também se faz presente e ainda na primeira sequência do filme, um dos garotos recebe uma carta de intimação da justiça. Até mesmo os poderes sociais fundamentais, que o sociólogo denomina de capitais, encontram sua manifestação econômica nas casas sem reboco ou sua expressão cultural através da associação fácil entre meninos da periferia e o gosto pelo rap".

Assista ao trailer do filme:


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Postagem: Matheus Bibiano - graduando de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Comunicação e Cultura Popular - Trabalhos Finais: Mangue Beat: O mangue e o mundo



Mohandas Souza, aluno da disciplina de Comunicação e Cultura Popular de 2017.1, traz uma discussão sobre identidade, hibridismos e a relação entre o local e global no caso do Mangue Beat, um movimento cultural recifense que mistura o maracatu e outros ritmos regionais com o rock, hip hop, funk e música eletrônica.

"O mangue é um conceito que visa à instauração de todo um cosmos geográfico, político, estético e cultural. O conceito de mangue é apresentado como uma área no limite entre o rio e o mar, moldado ao sabor do devir das marés, onde as trocas entre água doce e salgada geram um dos mais férteis berçários da vida. Sem deixar de considerar que a diversidade, a fertilidade e a riqueza das possibilidades de vida deste ecossistema possam ser ocasionalmente nocivas, como os mosquitos que também se proliferam ali. Este ecossistema conceitual é associado, em seguida, à cidade que o aterrou para se construir acima dele, a partir da expulsão dos holandeses ainda no século XVII. O delírio do progresso submeteu o mangue à proposta de ser uma metrópole, o que ele não pode ser. Assim, com suas veias interditadas pelo aterro, o mangue sucumbe à falta de arejamento de suas vias, enquanto Recife sofre pela miséria e caos urbano".

Clique aqui para ler o trabalho completo.

Postagem: Matheus Bibiano - graduando de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Comunicação e Cultura Popular - Trabalhos Finais: "Apropriação do funk como instrumento de ensino nas escolas"

Andressa Teixeira, aluna da disciplina de Comunicação e Cultura Popular, faz uma excelente reflexão sobre os usos da cultura e suas constantes imbricações cotidianas. Através da contribuição de Michel de Certeau sobre as táticas e modos de fazer com na vida cotidiana, Raymond Williams na conceituação da cultura enquanto aspecto constante e ordinário na experiência humana e Homi Bhabha, juntamente com Nestor Canclini acerca do debate sobre hibridismos culturais, a aluna reflete sobre os usos da parodio enquanto forma de aproximação e hibridismo entre as culturas popular e erudita. Junto a isso, Andressa nos dá o exemplo de sua experiência como professora em uma escola pública em São Gonçalo/RJ. No vídeo abaixo, ela utiliza a parodia do funk "Vai embrazando" de MC Zaac part. MC Vigary para o ensino/aprendizagem dos 4 "porquês" em uma aula de Língua Portuguesa: 

"Chamei meus amigos / Pra ir lá pra casa / Estudar pra prova / Que vai ter na quarta / Se liga só que essa prof é aliada (2x) / Parodiou para lembrar a regra básica / Separa e não acentua pra pergunta / Mas repara: na resposta ele se junta / Todo confuso com os porquês você estava / Agora sabe quase tudo dessa aula / Se couber “por que motivo”, cê separa isso daí / E deixa sem acento pra prof não corrigir / Vai estudando an an an an an an (4x) / Chamei meus amigos / Pra ir lá pra casa / Estudar pra prova / Que vai ter na quarta / Se liga só que essa prof é aliada / Parodiou para lembrar a regra básica / Não separa se for substantivado / E acentua / Para ficar adequado / Se estiver no final da frase, cê separa / E coloca o circunflexo na palavra (2x) / Vai estudando an an an an an an.”

Assista o vídeo da paródia:


Clique aqui para ler o trabalho completo.

Postagem: Matheus Bibiano - graduando de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Chimamanda Adichie e o Perigo da História Única


No cotidiano, nos deparamos com diversos fatos. Fatos esses que conferem um consenso sobre uma "realidade", uma verdade elaborada acima da sucessão de acontecimentos que nos rodeiam. No entanto, tudo que se sabe sobre qualquer coisa, possivelmente, não é tão factual para outros. Os fatos são tudo aquilo que se diz sobre eles; são tudo aquilo que compõe as representações para si. Podemos ter conhecimento sobre qualquer coisa, mas nunca teremos sua experiência por completo. Daí, o que se sabe sobre tudo é o que se fala sobre tal, o que o nosso imaginário nos apresenta em seu horizonte de possibilidades.

Nesse passo, a escritora nigeriana Chimamanda Adichie nos alerta sobre o perigo da história única. Sobre a história que se desprende da complexidade das realidades. Claro que nunca se sabe tudo sobre qualquer coisa, mas não quer dizer que deveríamos nos ater a uma única possibilidade. Parafraseando a autora, "o branco é um eufemismo para o poder" e são eles, os que se apropriaram do capital social e simbólico, que detêm desta potencialidade de fixar significados e reproduzi-los até que já não haja dúvidas sobre a história.

De certo, o que Adichie nos alerta é basicamente sobre a dificuldade de ouvir o outro, a dificuldade de quebrar o silêncio e o vazio descritivo do discurso que se materializa sobre os corpos.

Assista ao TedTalk completo abaixo.


Postagem: Matheus Bibiano - graduando de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

segunda-feira, 24 de abril de 2017

"BICHA: Ressignificar para (re)existir": um TEDx Talk com Marlon Parente



Na edição TEDx Talk UFPE, Marlon Parente fala de seu direito de ressignificar. A palavra "bicha", para homens homossexuais, sempre foi algo doloroso e pejorativo de se ouvir. Esta, dentre outras palavras, deixa marcas muitas vezes irreversíveis na vida das pessoas. Palavras têm o poder do discurso. O poder de subjugar, degradar, humilhar e diminuir. Mas as palavras também têm o poder de enaltecer, valorizar, vangloriar e expor bons significados. A palavra é um elemento vivo de nossa comunicação que deve ser apropriado e ressignificado sempre que possível. 

Confira, abaixo, as belíssimas palavras de Marlon sobre o assunto:


Veja também o documentário "Bichas":




Postagem: Matheus Bibiano - graduando de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Comunicação e Cultura Popular - Trabalhos Finais: 'Veja bem': uma desconstrução da revista 'Veja' dando voz à cultura popular"

O grupo formado pelas alunas Clarisse Gilly, Joana D'arc de Nantes, Julia Musso e Viviane Maia fez um trabalho super criativo e bem embasado ao recriarem uma edição fictícia da revista Veja. A proposta das meninas foi pegar um veículo de comunicação massiva que enfocasse o discurso hegemônico e reconstruí-lo através de uma perspectiva popular. Como foi dito pelo gruo no texto apresentado, o intuito desse trabalho é observar as táticas utilizadas pela mídia hegemônica, questionar sua construção e reconstruí-las com novas temáticas, novas falas e novos enquadramentos.


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"A cultura não é pura, ela está em constante transformação, “construção, desconstrução e reconstrução” (CUCHE, 1999, p. 137), configura-se em um campo de batalha entre diferentes atores sociais que contempla diversas questões (poder, hegemonia, contra-hegemonia, tradição, etc). Entretanto, o discurso hegemônico que circula na grande mídia, muitas vezes, fecha sentidos, cria hierarquias, posicionando o que advém do popular como inferior, diferente, criando representações negativas e/ou estereotipadas. A pauta de uma matéria, a chamada, o foco que será dado a cada notícia, tudo está relacionado a um discurso enquadrado por aquele que fala, de quem se fala, para quem e sobre quem/o que. 

Ao longo dos anos, as classes populares tem disputado constantemente esse “direito a falar” (ENNE; GOMES, 2013). Sabe-se que atualmente alguns programas de televisão, por exemplo, tem retomado o enfoque sobre “o povo” e dado abertura para manifestações culturais populares. Contudo, como aponta Enne e Gomes (2013), não se trata só de “falar sobre”, a luta discursiva ainda necessita persistir, deve-se “[...] ter direito a participar dos trabalhos de enquadramento, memória, identidade e projeto sobre e para aquele lugar” (ENNE; GOMES, 2013, p. 47). Nesse sentido, foi proposto para este trabalho a reconstrução de uma revista que enfocasse em discursos hegemônicos, transformando-a em uma revista de/para as classes populares.

Para a realização deste trabalho, optou-se pela reconstrução da revista “Veja”, transformando-a em “Veja bem”, objetivando empoderar pessoas advindas das classes populares, lançando mão, por exemplo, de recursos da matriz popular do grotesco para remontar o produto midiático. Trata-se, portanto, de um exercício de observar as estratégias utilizadas pela grande mídia, desconstruí-las e reconstruí-las com novas temáticas, novas falas e novos enquadramentos."

Confira o texto na íntegra aqui.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "As Ideologias do Primeiro Vingador"

Caio Melo, aluno de Sociologia e Comunicação, faz uma análise do Capitão América, super-herói de quadrinhos criado pela Marvel Comics. A partir do conceito de ideologia desenvolvido por Karl Marx, o aluno demonstra como a editora norte-americana constrói estrategicamente um personagem que viria a se tornar um tipo ideal de norte-americano em pleno período de guerras.


"Em março de 1941, no auge da Segunda Guerra Mundial, surgia nas bancas uma história sobre um super-soldado americano cujo poder mais atraente para a época não era sua super-força ou sua resistência e sim seu patriotismo: o Capitão América. Captain America Comics #1, criado por Joe Simons e Jack Kirby, introduziu ao seu público as primeiras aventuras de Steve Rogers em quatro pequenas histórias. Rogers era um homem fraco e frágil que, mesmo desejando, não possuía as habilidades necessárias para integrar o “bondoso” exército americano, sendo rejeitado no momento de sua inscrição. No entanto, ele fora escolhido como cobaia de um projeto de super-agentes, desenvolvido pelos cientistas estadunidenses, que consistia em um soro que aumentava as habilidades físicas e mentais dos escolhidos.

Captain America Comics foi um sucesso imediato, surpreendendo a Timely Comics (mais tarde, a empresa se tornaria a, hoje mundialmente famosa, Marvel Comics), que logo tratou de dar continuação às histórias do herói. Em mais de 70 anos de história, o Capitão América dos quadrinhos já sofreu dezenas de reimaginações e hoje acumula centenas de edições publicadas, além de protagonizar uma série de adaptações homônimas, sendo os filmes de 2011 (Capitão América: O Primeiro Vingador) e de 2014 (Capitão América: O Soldado Invernal) as mais famosas.

Neste trabalho, farei uma análise de passagens da primeira edição de Captain America Comics; analisarei o porquê de a história ser retratada da maneira que foi, levando em conta o contexto de sua publicação, me utilizando da definição de ideologia de Karl Marx."

Confira o trabalho na íntegra aqui.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "Martin Dressler e o hiperestímulo do início do século XX"

Hilton Marques, aluno de Sociologia e Comunicação, analisou o livro "Martin Dressler: a história de um sonhador americano", escrito por Steven Millhausser no final do século XX. O romance conta a trajetória de um jovem novaiorquino desde o início da sua vida profissional como assistente na loja de seu pai até a consolidação do seu negócio no ramo hoteleiro.

O aluno chama atenção para as dificuldades que o protagonista começa a enfrentar ao se deparar com uma sociedade altamente globalizada, com um fluxo de informações transbordante, e vê o seu negócio perder força. Hilton compara essa situação com a questão do hiperestímulo, trabalhada por Ben Singer e George Simmel, fenômeno típico das metrópoles modernas.


"Martin Dressler: a história de um sonhador americano, escrita em 1996 por Steven Millhauser, conta a trajetória de um jovem empreendedor de origem alemã na cidade de Nova York do início do século XX. Martin trabalha com seu pai desde pequeno em uma tabacaria. Disposto a melhorar os serviços do negócio, sempre propõe alguma coisa criativa para atrair mais clientes (como uma árvore de natal com charutos nos ramos dos pinheiros). Devido à sua disposição para o trabalho, Martin é logo convidado a trabalhar como mensageiro em um luxuoso hotel próximo a tabacaria de seu pai, fazendo-o se encantar pela rotina hoteleira, sendo logo promovido a gerência.

Anos depois, Martin adquire, com as economias guardadas ao longo dos anos de seus honorários tanto do hotel quanto da tabacaria, um espaço que decide transformá-lo em hotel. Sempre bem sucedido em seus empreendimentos, Martin se lança a novos desafios na metrópole. Logo abre mais dois hotéis, com estruturas cada vez mais suntuosas e impactantes, e um deles (chamado Grand Cosmo) seria um dos grandes desafios e a razão da sua crise."

Leia o trabalho completo, clique aqui.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "Análise da obra audiovisual '1984', de Michael Radford, a partir das teorias de Karl Marx"

O filme 1984, baseado no livro homônimo escrito por George Orwell, retrata o que seria uma sociedade inglesa num futuro não tão distante, controlada por um regime totalitário. Tendo ampla parte da população formada pela classe proletária, tal sociedade é governada por um partido onde o poder se concentra na figura do grande irmão, figura onipresente e inquestionável que vigia os indivíduos a todo instante através da teletela.

Para analisar o filme, Marinna Leal, aluna de Sociologia e Comunicação, utilizou como base algumas teorias de Marx, principalmente os conceitos de ideologia e alienação. O filme retrata a história de uma sociedade profundamente desigual, onde a classe dominante, representada pelo partido do grande irmão, tem controle total dos meios de produção e das superestruturas. Por outro lado, a maior parte da população, formada pelos trabalhadores, representa a classe oprimida, que tem sua força de trabalho explorada, além de ter acesso restrito à qualquer atividade que não beneficie diretamente o partido. Dessa forma, o proletariado é mantido em permanente alienação, incapaz de questionar e reverter o sistema no qual estão inseridos. Além disso, todas as mensagens que circulam em larga escala são produzidas pela classe dominante e, através de uma repetição constante, se tornam a única verdade ao serem impostas às classes oprimidas, que está envolta por uma falsa consciência ideológica.



"O filme 1984, de Michael Radford, é uma obra baseada no livro de George Orwell,  publicado em 1949, com o título original Nineteen Eighty-Four. O filme, ambientado no que seria uma Inglaterra futura, relata o funcionamento de uma sociedade, Oceania, controlada por um governo totalitário, o Partido Ingsoc, que busca a dominação e alienação da população através do controle de seus pensamentos e ações, da alteração e manipulação da história, das informações, das palavras e significados, de acordo com os interesses do Partido. Para tal, os dirigentes do Partido utilizam telas de TV espalhadas pelas cidades que, além de emitir constantes mensagens e informações manipuladas pelo governo sobre questões econômicas, sociais e a respeito de guerras e batalhas, captavam imagens com o intuito de vigiar a conduta dos indivíduos, através ainda da personificação do chamado Grande Irmão (Big Brother). As três superpotências apresentadas no filme, Oceania, Eurásia e Lestásia, estavam constantemente em guerra. 

Winston Smith (John Hurt) é um funcionário do Partido Exterior, uma fração do Ingsoc, que trabalha no Ministério da Verdade reescrevendo as informações e notícias de modo que essas transmitam uma imagem positiva para a população. Smith inicia um relacionamento com Julia (Suzanna Hamilton) e os dois passam então a desafiar as regras e o controle do Partido, que deseja eliminar a libido na população, bem como os bons sentimentos que não sejam direcionados ao Grande Irmão. 

Algumas das teorias e conceitos de Marx podem ser identificadas em diversos momentos da trajetória da obra 1984, sendo a o conceito de ideologia e alienação os mais presentes."



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