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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: O FEMINISMO COMO ESTRATÉGIA DE MARKETING


Para a disciplina de Sociologia e Comunicação de 2018.1, a aluna Luiza Alexander fez uma reflexão a respeito do feminismo e os usos que o capitalismo faz desse movimento para promover a mercadoria e o lucro. Usando os teóricos Marx e Bauman, ela avalia esses usos mercadológicos e os analisa procurando fugir de uma perspectiva dualista.

"O feminismo como estratégia de marketing pode ser levado para diferentes caminhos e percepções. Com a análise de Marx e a fetichização da mercadoria utilizada pelas empresas de roupas e acessórios, o fim acaba sendo exclusivamente o lucro, uma vez que não promove muitas discussões por já ser direcionado a um público específico. A utilização de peças consideradas feministas só constrói mais a idéia de precisarmos moldar uma máscara para que passemos as impressões “certas” ao resto da sociedade, como se precisássemos vestir a nossa militância para sermos efetivamente militantes. A idéia de legitimar a luta apenas através do consumo estético (de roupas, objetos e acessórios) é extremamente capitalista. Obviamente, cada pessoa é livre para usar e comprar o que quiser. Só trago atenção à pressão que às vezes fica em volta de todas que participam de uma luta, uma vez que é imposto um molde do “tipo feminista” e como ela se veste."

Clique aqui para ler o trabalho completo.

Postagem: Victória Guedes - graduanda de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: HANNAH GADSBY EM “NANETTE” E O HUMOR AUTODEPRECIATIVO NA CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE



A aluna Anna Júlia Viana da disciplina de Sociologia e Comunicação 2018.1 traz uma reflexão sobre humor e identidades na contemporaneidade, analisando a apresentação de Hannah Gadsby em "Nanette", uma narrativa permeada de conteúdo do universo LGBT e feminino através da vivência da autora.

"A modernidade líquida traz o fim das autoridades, até então absolutas na hora de designar qual identidade deveria ser incorporada; é preciso criar sua própria identidade e passar a vida a redefinindo. Tanto a mudança quanto a conservação não são naturais, ambas necessitam de contexto e o da modernidade líquida é o da possibilidade completa de mudança.
O modo de vida de consumo irrefreável e de exposição da vida privada no meio público faz com que as pessoas procurem por exemplos, não autoridades. Ao tratar abertamente sobre questões como sexualidade nesses espaços coletivos, o que se espera é empatia por parte do público."

Clique aqui para ler o trabalho completo


Postagem: Victória Guedes - graduanda de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI


segunda-feira, 31 de julho de 2017

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: O filme Mulan e o fato social de Durkheim


Iniciando as postagens com os trabalhos finais de Sociologia e Comunicação, disciplina do 1º período do curso de Estudos de Mídia que propõe elaborar um panorama geral sobre questões sociológicas e suas imbricações com os meios de comunicação através de muitas reflexões. Ana Sanz, da turma deste semestre, analisa o filme Mulan, uma animação da Disney, do ano de 1998, que trata da história de uma jovem chinesa que se disfarça de homem para servir o exercito chines no lugar de seu pai, que está doente. A partir disso, a aluna, sob a ótica da sociologia durkheimiana, elabora uma análise do filme ancorada no conceito de fato social. 

"No primeiro capítulo do livro “As Regas do Método Sociológico”, o sociólogo francês Émile Durkheim se detém em delimitar comportamentos sociais que interessariam à sociologia como objeto direto de seu estudo e dá a estes o nome de fatos sociais, que são por sua vez, formas de ação e interação cujas funções são a manutenção da coesão social, mas que devem ser dotas de certas características para que sejam assim classificados. Segundo o sociólogo, um fato social deve necessariamente ser uma manifestação coletiva, isto é, repetir-se entre os indivíduos de uma mesma sociedade, e portanto, se definem exteriormente a estes indivíduos, funcionando independentemente do que fazem isoladamente. “O sistema de signos de que me sirvo para exprimir meu pensamento, o sistema de moedas que emprego para pagar minhas dívidas, etc. funcionam independentemente do uso que faço deles”. Para que seja considerado um fato social também deve ser coercitivo, obrigando readequação e aplicando penas aos sujeitos que a ele se opuserem, e no caso de um rompimento exitoso, este não virá sem o combate à dura coerção.

(...) O filme da Disney serve-nos muito bem para ilustrar tanto a definição de fato social, como o que ocorre quando desafiamos estas normas estabelecidas. Quando conhecemos a personagem ela se prepara para a ida à casamenteira. Na primeira cena em que Mulan aparece, ela escreve no braço algumas palavras que devem ser características da boa esposa “calma, reservada, delicada, educada, pontual”. Contudo, as características listadas por Mulan como requisitos não partem de uma concepção pessoal dela, mas de uma concepção coletiva de o que é ser uma boa esposa. Durante todo o filme o lugar da mulher na sociedade chinesa é pontuado, pela submissão da mãe, pelas tarefas atribuídas a homens e mulheres, pela reiteração da necessidade de honrar a família e principalmente pelo contraste explicitado pelo desajuste de Mulan".


Clique aqui para ler o trabalho completo.

Postagem: Matheus Bibiano - graduando de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

segunda-feira, 24 de abril de 2017

"BICHA: Ressignificar para (re)existir": um TEDx Talk com Marlon Parente



Na edição TEDx Talk UFPE, Marlon Parente fala de seu direito de ressignificar. A palavra "bicha", para homens homossexuais, sempre foi algo doloroso e pejorativo de se ouvir. Esta, dentre outras palavras, deixa marcas muitas vezes irreversíveis na vida das pessoas. Palavras têm o poder do discurso. O poder de subjugar, degradar, humilhar e diminuir. Mas as palavras também têm o poder de enaltecer, valorizar, vangloriar e expor bons significados. A palavra é um elemento vivo de nossa comunicação que deve ser apropriado e ressignificado sempre que possível. 

Confira, abaixo, as belíssimas palavras de Marlon sobre o assunto:


Veja também o documentário "Bichas":




Postagem: Matheus Bibiano - graduando de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI