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domingo, 13 de setembro de 2020

Referências do Episódio 1 do Podcast Papinho, em setembro de 2020 - Modernidade Ocidental e Cultura de Massa

Bem-vinde ao nosso Blog do GRECOS! 
Aqui vc encontra postagens diversas sobre temas 
que têm a ver com o nosso Papinho, o podcast do GRECOS.

No nosso primeiro episódio, em apoio às disciplinas de Sociologia e Comunicação e Teorias Críticas de Mídia, que a professora Ana Enne, coordenadora do GRECOS, leciona em 2020/1 no curso de Estudos de Mídia (excepcionalmente de forma remota, em razão da covid-19), abordamos o processo histórico de construção da modernidade ocidental e a consolidação da cultura de massa.

Para ouvir o Papinho:

- Link 1 - Anchor

- Link 2 - Spotfy

Para acompanhar a escuta do Episódio 1, consulte o PDF para salvar - parte 1.

Vamos disponibilizar aqui uma relação das referências que embasaram o episódio, citadas ou não no decorrer do mesmo, em ordem de aparecimento no decorrer do Papinho ep.01:

1 - Etimologia de modernidade

2 - HOBSBAWM, Eric. "Introdução: A Invenção das Tradições". In: HOBSBAWM, E. e RANGER, T. (org.). A Invenção das Tradições. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1984.

3 - Sobre concepções de tempo - Enciclopédia Einaudi, "Tempo/Temporalidade", v. 29.

4 - BERMAN, Marshall. “Introdução: modernidade – ontem, hoje e amanhã”. IN: Tudo que é sólido desmancha no ar. A aventura da modernidade. São Paulo: Companhia das Letras, 1986.

5 - KOSELLECK, Reinhart. Futuro passado. Contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: contraponto, 1999.

6 - RICOEUR, Paul. Tempo e Narrativa. Vol. I. São Paulo: Papirus, 1996.

7 - Sobre sankofa

8 - Sobre tempo espiralar - Cozinhando com Leda Martins, por Ana Enne - canal do GRECOS



https://youtu.be/diG3IdMNwrY

9 - VERNANT, Jean Paul. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Difel, 2002

10 - HAVELOCK, Eric A. A revolução da escrita na Grécia e suas conseqüências culturais. Rio de Janeiro/São Paulo: Paz e Terra/Ed. Unesp, 1996.

11 - SÓFOCLES. Édipo Rei - http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/cv000024.pdf

12 - RICHE, P. As Invasões bárbaras. Lisboa: Europa-América, s/d.

13 - Gesta do Rei - Canção de Rolando

14 - PYLE, H. Rei Arthur e os cavaleiros da Távola Redonda. Rio de Janeiro: Zahar, 2015. Clássicos de bolso.

15 - ENNE, Ana Lucia. "Representações sociais como produtos e processos: embates em torno da construção discursiva da categoria “vândalos” no contexto das manifestações sociais no Rio de Janeiro em 2013". Revista História e Cultura, 2013.

16 - Le Goff e a Idade Média
LE GOFF, Jacques. O imaginário medieval. Lisboa, Estampa, 1994.

17 - Igreja Católica reconhece que errou ao condenar Galileu

18 - "Mas que gira, gira!"

19 - Origens da expressão "sangue azul"

20 - Povo da História das Mentalidades

21 - FORTES, Luiz. O Iluminismo e os reis filósofos. São Paulo: Brasiliense, 1985. Coleção Tudo é História.

22 - Cozinhando com Simmel, com Ana Enne - canal do GRECOS

 https://youtu.be/TIfFj9N1uGA

23 - SIMMEL, G. A metrópole e a vida mental, In: VELHO, Otávio (org.) O Fenômeno Urbano. Rio de Janeiro: Zahar, 1973.

24 - VELHO, Gilberto. Projeto e Metamorfose: Antropologia das sociedades complexas. Rio de Janeiro: Zahar, 1994.

25 - ELIAS, Norbert. Sociedade dos indivíduos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed, 1994

26 -    QUIJANO, Aníbal e WALLERSTEIN, Immanuel.“Americanity as a concept or the Americas in the modern world-system”. IN International Social Science Journal (Paris: UNESCO) Nº 134, novembro, 1992. 

27 - QUIJANO, Anibal. "Colonialidade do poder, Eurocentrismo e América Latina". IN: A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO, 2005.

28 - LUGONES, Maria. "Colonialidade e gênero". 

29 - BARRIENDOS, J. "La colonialidad del ver. Hacia un nuevo diálogo visual interepistémico". IN: Nómadas, 35, 2011. 

30 - GONZALEZLélia. "A categoria político-cultural de amefricanidade". Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, v. 92, n. 93, p. 69-82, (jan./jun.), 1988. 

31 - MOLIERE, "O burguês ridículo"

32 - Filme "Caindo no ridículo" (França, 1996). 

33 - Fábula "A cigarra e a formiga", de La Fontaine 

34 - SENNETT, Richard. Carne e pedra. Rio de Janeiro: Record, 2003.

35 - BURCKHARDT, Jacob. A Cultura do Renascimento na Itália. Um ensaio. São Paulo: Companhia das Letras, 2009

36 - As viagens de Marco Polo 

37 - Diário de Cristóvão Colombo 
COLOMBO, Cristóvão. Diários da descoberta da América. Porto Alegre, LPM, 1999.

38 - BRIGGS, Asa; BURKE, Peter. Uma história social da mídia: de Gutenberg à Internet. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1984.

39 - GIOVANNINI, G. (org.). Evolução da comunicação: do sílex ao silício. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987.

40 - WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do capitalismo. São Paulo, Martin Claret, 2000.

41 - HOBSBAWM, E. A era dos impérios. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988

42 - MARX, Karl. O Capital. Edição popular. Lisboa, Edições 70, s/d.

43 - LAMPEDUSA, Tomasi di. O Leopardo. São Paulo: Círculo do Livro, 1985.

44 - Filme "O Leopardo", de Visconti (Itália, 1963)

45 - GRESPAN, Jorge. Revolução Francesa e Iluminismo. Rio de Janeiro: Contexto, 2003.

46 - HUNT, Lynn. A invenção dos direitos humanos – Uma história. São Paulo: Cia. das Letras, 2009.

47 - Sobre democracia - HERCULANO, Selene. Em busca da boa sociedade. Niterói: EDUFF, 2006.

48 - HABERMAS, J. Mudança estrutural da esfera pública. RJ, Tempo Brasileiro, 1984.

49 - ELIAS, Norbert. O processo civilizador. Vol. 1 e 2. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Ed,1994.

50 - FOUCAULT, Michel. Microfísica do Poder. Rio de Janeiro, edições Graal, 1986.

51 - ANDERSON, Benedict. Comunidade imaginada. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

52 - SIMMEL, G. Subjective Culture. In: On Individuality and Social Forms. Chicago, The University of Chicago Press, 1971.

53 - TÖNNIES, F. Comunidad y Sociedad. Buenos Aires: Losada, 1947 
- artigo "Comunidade, sociedade e sociabilidade: revisitando Ferdinand Tönnies

54 - WEBER, Max. Economia e Sociedade. Vol. 1 e 2. Brasília, UNB, 2000.

55 - ENNE, Ana Lucia. “À perplexidade, a complexidade: caminhos para pensar a relação entre consumo e identidade nas sociedades contemporâneas”. IN: Comunicação, Mídia e Consumo. v. 3, p. 11-29. São Paulo, ESPM, 2006.

56 - CHARNEY, Leo e SCHWARTZ, Vanessa (orgs.). O cinema e a invenção da vida moderna. São Paulo, Cosac & Naif, 2004.

57 - THOMPSON, John B. Ideologia e Cultura Moderna. Teoria social crítica na era dos meios de comunicação de massa. Petrópolis, Vozes, 1995.

58 - HOBSBAWM, Eric. A era do capital. São Paulo: Paz e Terra, 1981.

59 - HALL, Stuart. "A centralidade da cultura: notas sobre as revoluções culturais no nosso tempo". Rev. Educação e Realidade, 22, n.2, 1997. 

60 - BOURDIEU, Pierre. A Distinção. São Paulo, EDUSP, 2007.

61 - SLATER, Don. Cultura de consumo e modernidade. São Paulo, Nobel, 2002.

62 - KLEIN, Naomi. Sem logo: a tirania das marcas em um planeta vendido. Rio de Janeiro, Record, 2004.

63 - CAMPBELL, Colin. A ética romântica e o espírito do consumismo moderno. Rio de Janeiro, Rocco, 2001.

64 - SCLIAR, Moacyr. Saturno nos trópicos: a melancolia européia chega ao Brasil São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Mídia e Sensacionalismo - Trabalho Final: INFLUÊNCIAS DO GÓTICO E DO TERROR CÓSMICO EM BLOODBORNE


O aluno Frederico Gonçalves realizou uma análise do jogo em RPG, Bloodborne e como este está carregado de referências das matrizes do sensacionalismo como o gótico, o horror, o terror e especificamente no jogo, no terror cósmico - que ele explica através de H.P. Lovecraft. Ele narra as etapas do jogo e as elucida por um viés teórico e referências audiovisuais no acervo do youtube presentes no texto.

"Para isso, ambientará suas histórias em castelos, masmorras, cemitérios, casas abandonadas, lugares remotos, etc. – locais geralmente não frequentados no cotidiano da maioria dos leitores da época – onde o perigo habita na forma de lobisomens, vampiros, aberrações, entidades sobrenaturais, seres alienígenas, etc. – seres monstruosos e desconhecidos que despertam curiosidade e repulsa, ao mesmo tempo. Ademais, o destaque às “marcas do excesso, a utilização da personificação e das descrições sensoriais, a estrutura maniqueísta e o apelo ao escatológico, ao sexual e ao grotesco” (ENNE, 2007, p.8) também reforçam a construção de narrativas que rumam em direção à recuperação da fantasia, do irreal e do antigo, em oposição à contenção, ao realismo e ao pragmatismo burguês. Além disso, ativam sensações intrínsecas ao homem, que estão presentes na cultura humana há bastante tempo."

Clique aqui para ler o trabalho completo.

Postagem: Victória Guedes - graduanda de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Mídia e Sensacionalismo - Trabalhos Finais: Penny Dreadful: a reimaginação da literatura de horror no séc. XIX


Para a disciplina de Mídia e Sensacionalismo 2018.1, a aluna Dara Coema analisa o produto midiático Penny Dreadful e como este carrega as matrizes do horror e do gótico da literatura do século XIX e as remonta na linguagem audiovisual do século XXI.

"Com todos seus diversos aspectos, o que mais caracteriza Penny Dreadful é o terror. Vampiros, bruxas, demônios, possessões, maldições, além do perigo no próprio ser humano, as faces escondidas do homem aparentemente normal, mas que esconde um assassino. Todos ingredientes para uma boa obra de horror. Em "O horror na ficção literária: Reflexão sobre o "horrível" como uma categoria estética" (2008), França apresenta a ideia de Lovecraft sobre o  terror afirmando que H.P. "apóia-se num truísmo ao dizer que o mais antigo e intenso sentimento experimentado pelo ser humano é o medo, e sua forma mais antiga e intensa é a do medo do desconhecido." Logo no primeiro episódio, Vanessa indaga Ethan Chandler sobre sua crença, mas na verdade, sua pergunta se estende ao espectador, que é convidado a entrar no mundo sobrenatural. "

Clique aqui para ler o trabalho completo.

Postagem: Victória Guedes - graduanda de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: O INSPETOR JAVERT NUMA CONCEPÇÃO DURKHEIMIANA


Para a disciplina de Sociologia e Comunicação de 2018.1, a aluna Beatrice de Melo Silva analisa as construções sociais do personagem Inspetor Javert em "Os Miseráveis",  atravessado por Durkheim e seus conceitos de ordem na organização de um Estado Positivista.

"O Inspetor via as pessoas assim como a divisão do trabalho de Durkheim as vê: “A divisão do trabalho não põe em presença indivíduos, mas funções sociais”. Se a autoridade tem a função de manter a ordem, Javert vê todas as pessoas participantes desse cargo com veneração devido ao seu posto. Não há personalidade alguma que possa, para ele, de interferir na tarefa. Alguém que mantém a ordem é apenas alguém que mantém a ordem e essa seria sua única característica."

Clique aqui para ler o trabalho completo.


Postagem: Victória Guedes - graduanda de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Comunicação e Cultura Popular - Trabalhos Finais: Um conto sobre blasfêmia

Vinícius Machado, aluno da disciplina Comunicação e Cultura Popular 2017.1, explora os usos da blasfêmia na literatura neste ótimo conto sobre a trajetória de Nemo, um ladrão no melhor estilo Robin Hood, que rouba dos ricos para dar aos pobres e carrega consigo uma certa noção de justiça.
“Eu roubo dos ricos para conseguir comida o suficiente para alimentar duas pessoas pobres” dizia Nemo gesticulando felizmente para seus colegas da guilda de ladrões “Eu sou bem pobre e como por dois”. Os seus colegas todos riam e algum deles deu um tabefe nas suas costas magras que quase o fez derrubar um pouco de cerveja na capa negra que cobria quase seu corpo todo. Rir da desgraça às vezes é a única coisa que sobra para algumas pessoas e Nemo com certeza era uma delas. Ao virar sua caneca e perceber que apenas umas gotas caiam em sua boca, se aventurou até o balcão desviando das poças de mijo, cerveja e das tábuas soltas de madeira encardida; a guilda dos ladrões era sem dúvidas um dos lugares mais grotescos da cidade. “Você não devia beber assim hoje, tenho um trabalho que eu não ofereceria nem para meu pior inimigo, algo que Ninguém pode fazer” disse uma voz.
Blasfêmia sempre foi uma diversão para a família de Nemo, principalmente antes do pai dele ter sido queimado por difamar contra o clero e o Rei. Os padres falavam “Ninguém pode roubar” ou “ninguém pode mentir” e todas essas baboseiras. E por isso o garoto foi chamado de Nemo, que significa “Ninguém”. Ele podia tudo que era proibido aos outros e os próprios padres o liberavam.
Seu pai era um velho homem que passava o dia perturbando as pessoas que sabiam ler para conseguir pequenos pedaços de informação, o que não era muito, mas o suficiente ao longo dos anos para saber que nem o Rei e nem os padres eram melhores que ninguém; uma verdade perigosa. Ao espalhar essas palavras na hora e no lugar errado foi considerado herege e queimado. Uma lição que Nemo levou para o resto da vida: “Se for para fazer faz certo” ecoavam os gritos de sua mãe nas suas memórias “Não adianta ser inteligente de um lado e burro do outro”.


Clique aqui para ler o conto completo.


Postagem: Matheus Bibiano - graduando de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI



quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: Análise do filme "As Vinhas da Ira"

Isabel Moraes, da turma de Sociologia e Comunicação, analisou o filme "As Vinhas da Ira" de 1940. A obra é inspirada no livro de mesmo nome, escrito por John Steinbeck em 1939, que conta a história de uma família de agricultores que sofreu um forte golpe durante a crise de 1929, tendo que deixar sua terra e buscar outros meios de sobreviver. Para pautar sua análise, Isabel utiliza conceitos encontrados na obra de Karl Marx, como a noção de mais-valia e consciência de classe.


"Neste trabalho, busco analisar o filme de 1940 As vinhas da ira, dirigido por John Ford e estrelado por Henry Fonda. Baseado em um romance homônimo de John Steinback, vencedor do prêmio Pulitzer do ano anterior, As vinhas da ira segue os Joad, uma família de agricultores que sofre um forte golpe durante a Grande Depressão, sendo obrigada a deixar Oklahoma, sua terra natal, em busca de sobrevivência. Tanto o livro quanto o filme seguem um tom político incomum para a época, denunciando as péssimas condições de vida dos migrantes americanos, a ganância dos bancos e a conivência das autoridades, o que viria a ser considerado “rebelde” e “comunista” alguns anos mais tarde. Para a minha análise, utilizo os conceitos encontrados na obra de Karl Marx, principalmente aqueles em torno das noções de mais-valia e consciência de classe.

A Grande Depressão é o periodo histórico que se inicia em outubro de 1929, no entreguerras, onde a economia capitalista mundial parece desmoronar. A primeira guerra mundial havia transformado os Estados Unidos no maior credor e centro econômico do mundo, e a queda de 70% em suas exportações gera complicações internas e externas fortissimas.

Várias linhas teóricas sugerem explicações das mais diversas para a crise de 1929, mas para os marxistas trata-se apenas de um ciclo econômico típico do capitalismo: a acumulação gigantesca de capital (ocorrida, neste caso, no pós guerra) gera um desequilíbrio gigantesco, levando a crises que só poderão ser evitadas com a mudança na superestrutura econômica, ou seja, no sistema capitalista em si. Na verdade, os membros da Internacional Comunista haviam, de fato, previsto a crise de 1929, esperançosos de que as consequências da mesma levassem a um novo lote de revoluções socialistas ao redor do mundo (HOBSBAWN, 1994)."

Leia o trabalho na íntegra aqui.

Confira o trailer do filme abaixo:

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "As Ideologias do Primeiro Vingador"

Caio Melo, aluno de Sociologia e Comunicação, faz uma análise do Capitão América, super-herói de quadrinhos criado pela Marvel Comics. A partir do conceito de ideologia desenvolvido por Karl Marx, o aluno demonstra como a editora norte-americana constrói estrategicamente um personagem que viria a se tornar um tipo ideal de norte-americano em pleno período de guerras.


"Em março de 1941, no auge da Segunda Guerra Mundial, surgia nas bancas uma história sobre um super-soldado americano cujo poder mais atraente para a época não era sua super-força ou sua resistência e sim seu patriotismo: o Capitão América. Captain America Comics #1, criado por Joe Simons e Jack Kirby, introduziu ao seu público as primeiras aventuras de Steve Rogers em quatro pequenas histórias. Rogers era um homem fraco e frágil que, mesmo desejando, não possuía as habilidades necessárias para integrar o “bondoso” exército americano, sendo rejeitado no momento de sua inscrição. No entanto, ele fora escolhido como cobaia de um projeto de super-agentes, desenvolvido pelos cientistas estadunidenses, que consistia em um soro que aumentava as habilidades físicas e mentais dos escolhidos.

Captain America Comics foi um sucesso imediato, surpreendendo a Timely Comics (mais tarde, a empresa se tornaria a, hoje mundialmente famosa, Marvel Comics), que logo tratou de dar continuação às histórias do herói. Em mais de 70 anos de história, o Capitão América dos quadrinhos já sofreu dezenas de reimaginações e hoje acumula centenas de edições publicadas, além de protagonizar uma série de adaptações homônimas, sendo os filmes de 2011 (Capitão América: O Primeiro Vingador) e de 2014 (Capitão América: O Soldado Invernal) as mais famosas.

Neste trabalho, farei uma análise de passagens da primeira edição de Captain America Comics; analisarei o porquê de a história ser retratada da maneira que foi, levando em conta o contexto de sua publicação, me utilizando da definição de ideologia de Karl Marx."

Confira o trabalho na íntegra aqui.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "Martin Dressler e o hiperestímulo do início do século XX"

Hilton Marques, aluno de Sociologia e Comunicação, analisou o livro "Martin Dressler: a história de um sonhador americano", escrito por Steven Millhausser no final do século XX. O romance conta a trajetória de um jovem novaiorquino desde o início da sua vida profissional como assistente na loja de seu pai até a consolidação do seu negócio no ramo hoteleiro.

O aluno chama atenção para as dificuldades que o protagonista começa a enfrentar ao se deparar com uma sociedade altamente globalizada, com um fluxo de informações transbordante, e vê o seu negócio perder força. Hilton compara essa situação com a questão do hiperestímulo, trabalhada por Ben Singer e George Simmel, fenômeno típico das metrópoles modernas.


"Martin Dressler: a história de um sonhador americano, escrita em 1996 por Steven Millhauser, conta a trajetória de um jovem empreendedor de origem alemã na cidade de Nova York do início do século XX. Martin trabalha com seu pai desde pequeno em uma tabacaria. Disposto a melhorar os serviços do negócio, sempre propõe alguma coisa criativa para atrair mais clientes (como uma árvore de natal com charutos nos ramos dos pinheiros). Devido à sua disposição para o trabalho, Martin é logo convidado a trabalhar como mensageiro em um luxuoso hotel próximo a tabacaria de seu pai, fazendo-o se encantar pela rotina hoteleira, sendo logo promovido a gerência.

Anos depois, Martin adquire, com as economias guardadas ao longo dos anos de seus honorários tanto do hotel quanto da tabacaria, um espaço que decide transformá-lo em hotel. Sempre bem sucedido em seus empreendimentos, Martin se lança a novos desafios na metrópole. Logo abre mais dois hotéis, com estruturas cada vez mais suntuosas e impactantes, e um deles (chamado Grand Cosmo) seria um dos grandes desafios e a razão da sua crise."

Leia o trabalho completo, clique aqui.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "Análise do filme 'Eu, você e a garota que vai morrer' a partir de conceitos de Zygmunt Bauman"

Nina Oyens, da turma de Sociologia e Comunicação, trabalhou um dos conceitos chaves de Zygmunt Bauman: a modernidade líquida. Para isso, a aluna usou como objeto de análise o filme "Eu, você e a garota que vai morrer", do diretor Alfonso Gomez-Rejon, baseado no livro homônimo escrito por Jesse Andrews.

Em seu trabalho, Nina analisa o comportamento dos três personagens principais, adolescentes, diante da sociedade contemporânea, fortemente marcada pela volatilidade das relações interpessoais. A partir do ponto de vista do protagonista, a aluna demonstra como o jovem, inserido na lógica ambígua que consiste entre ser livre e ficar só ou ter companhia e se prender, se porta diante de uma situação inesperada por ele.

Trabalho muito bacana para refletirmos o modo como construímos, mantemos e desconstruímos as nossas relações interpessoais e como elas são afetadas pelas questões sociais da pós-modernidade.



"O filme norte-americano “Eu, você e a garota que vai morrer” (título original: “Me and Earl and the dying girl”), baseado no livro de mesmo nome, retrata a vida de Greg em seu último ano de Ensino Médio, através de uma narração introspectiva e autorreflexiva em primeira pessoa pelo personagem principal. O filme apoia-se muito em seus diálogos, logo, os diversos relacionamentos entre personagens são o foco principal, especialmente a relação entre Greg e Rachel, sua colega de classe que descobre ter leucemia. Não há, contudo, envolvimento amoroso entre os dois, como Greg afirma diversas vezes pelo filme: “isso não é um história comovente de amor”. Em vez disso, Rachel torna-se sua primeira "oficial" amizade, já que o menino tem uma extrema dificuldade em aproximar-se das pessoas e chamá-las de “amigo”. Isso fica claro quando ele introduz seu melhor amigo de infância como um “colega de trabalho”, já que os dois fazem filmes juntos. Seu medo de se apegar aos outros leva-o a querer tornar-se invisível aos olhos de seus colegas de escola, mas sua nova amizade muda completamente sua percepção em torno de relacionamentos, do futuro incerto e da morte (uma resenha mais completa a respeito do livro pode ser encontrada ao final do trabalho). Tais questões podem ser amplamente analisadas através das lentes do pensamento do sociólogo Zygmunt Bauman, especificamente em sua obra “Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos”.

Já no prefácio de seu livro, Bauman traz a ideia de que, ao mesmo tempo em que homens e mulheres anseiam por relacionar-se e conviver com outros, temem a solidez que a criação de vínculos representa, por não suportarem a ideia de estarem “presos" a uma pessoa para o resto de suas vidas. Essa ambiguidade em querer estar com alguém, mas também querer estar livre para explorar outras, possivelmente melhores, opções é típica, de acordo com o autor, do caráter volátil da "modernidade líquida” em que vivemos atualmente. Também ressalta que relacionamentos são repletos de altos e baixos e, às vezes, os sacrifícios que eles demandam não são compensados, o que leva muitos a optarem pelo não envolvimento. Tal situação assemelha-se à atitude de Greg, que mantém-se amigável na maneira como trata seus colegas, mas distante, convivendo de forma superficial de modo que não sofra ou destaque-se em meio à multidão de alunos."

Confira o trabalho na íntegra, clique aqui!

Confira abaixo o trailer do filme.

domingo, 8 de novembro de 2015

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: Análise do curta-metragem "Masks" (Máscaras)

Com base no conceito de consciência coletiva, desenvolvido por Émile Durkheim, Mayara Costa, aluna de Sociologia e Comunicação, analisou o curta-metragem "Masks", filme baseado no poema homônimo de Shel Silverstein. 

Em seu trabalho, Mayara analisa como a personalidade dos sujeitos da trama é influenciada pelo conceito de Durkheim e como isso se aplica na sociedade contemporânea.

Confira abaixo o poema na íntegra e o link para o curta.


"Ela tinha a pele azul,
E ele também.
Ele escondia isso
E ela também.
Eles procuraram por azul
Por toda a vida deles,
Em seguida, passaram direto--
E nunca souberam."

Masks | 2014 



"Logo as primeiras tomadas do curta mostram jovens levantando-se para mais um dia de aula, tendo curiosamente — para nós, espectadores; é completamente natural para os personagens — seus rostos pintados e palavras escritas em suas testas: Poet (Poeta), Chess Master (Mestre em Xadrez), Gamer (nome usado para jogadores assíduos de videogame), entre outros. Entretanto vemos cada um desses jovens colocando por cima do que seria seu "verdadeiro eu" máscaras brancas com novas palavras escritas: Jock (Atleta) para o Poeta, Skater (Skatista) para o Mestre em Xadrez, Cheerleader (Líder de Torcida) para a Gamer. Vemos ao longo do curta a constante preocupação de uma das personagens em manter as aparências, mesmo vendo que os que usam suas verdadeiras faces parecem mais felizes. Vemos a personagem em um conflito interno sobre remover ou não sua máscara, até que a personagem pensa ver alguém igual a ela e remove sua máscara para ir atrás desse alguém. Ao ver que havia se enganado, volta a se esconder atrás de sua máscara. Entretanto, nós espectadores vemos paralelamente uma segunda personagem que parece sofrer do mesmo mal, mantendo-se, também, escondida atrás de sua máscara. Entendemos assim que o casal está fadado a nunca se encontrar por conta de suas máscaras brancas.

Segundo Émile Durkheim, a consciência coletiva é a força coletiva exercida sobre um indivíduo que o leva a viver e agir de acordo com os padrões da sociedade em que está inserido. A consciência coletiva é exterior ao indivíduo, o que significa que a sociedade "é como é" e que cabe ao indivíduo aprender e se adequar a sua organização. São pequenas contribuições individuais que se juntam e formam consciência coletiva, o que a faz resultado de fatos sociais.

Pode-se observar claramente no curta-metragem na relação entre o indivíduo e o coletivo a influência que a organização social tem sobre o protagonista e algumas outras personagens. As "máscaras brancas" representam o papel social que cada personagem ocupa, o papel que esperam que representem para que a sociedade mantenha-se em ordem. Há uma certa opressão no ambiente (no caso, escola) para que as coisas se mantenham assim.

Ao final do curta, a consiência coletiva descrita por Durkheim acaba por ser o fator de infelicidade do protagonista, que é impedido de conhecer sua "cara metade" por conta de tal opressão. Isso nos faz concluir que, apesar de importante para que haja ordem e para que a sociedade não caia em estado de anomia (falta de regras), deve-se vigiar para que essa opressão não comprometa nossa felicidade e nosso futuro."

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "Análise da obra audiovisual '1984', de Michael Radford, a partir das teorias de Karl Marx"

O filme 1984, baseado no livro homônimo escrito por George Orwell, retrata o que seria uma sociedade inglesa num futuro não tão distante, controlada por um regime totalitário. Tendo ampla parte da população formada pela classe proletária, tal sociedade é governada por um partido onde o poder se concentra na figura do grande irmão, figura onipresente e inquestionável que vigia os indivíduos a todo instante através da teletela.

Para analisar o filme, Marinna Leal, aluna de Sociologia e Comunicação, utilizou como base algumas teorias de Marx, principalmente os conceitos de ideologia e alienação. O filme retrata a história de uma sociedade profundamente desigual, onde a classe dominante, representada pelo partido do grande irmão, tem controle total dos meios de produção e das superestruturas. Por outro lado, a maior parte da população, formada pelos trabalhadores, representa a classe oprimida, que tem sua força de trabalho explorada, além de ter acesso restrito à qualquer atividade que não beneficie diretamente o partido. Dessa forma, o proletariado é mantido em permanente alienação, incapaz de questionar e reverter o sistema no qual estão inseridos. Além disso, todas as mensagens que circulam em larga escala são produzidas pela classe dominante e, através de uma repetição constante, se tornam a única verdade ao serem impostas às classes oprimidas, que está envolta por uma falsa consciência ideológica.



"O filme 1984, de Michael Radford, é uma obra baseada no livro de George Orwell,  publicado em 1949, com o título original Nineteen Eighty-Four. O filme, ambientado no que seria uma Inglaterra futura, relata o funcionamento de uma sociedade, Oceania, controlada por um governo totalitário, o Partido Ingsoc, que busca a dominação e alienação da população através do controle de seus pensamentos e ações, da alteração e manipulação da história, das informações, das palavras e significados, de acordo com os interesses do Partido. Para tal, os dirigentes do Partido utilizam telas de TV espalhadas pelas cidades que, além de emitir constantes mensagens e informações manipuladas pelo governo sobre questões econômicas, sociais e a respeito de guerras e batalhas, captavam imagens com o intuito de vigiar a conduta dos indivíduos, através ainda da personificação do chamado Grande Irmão (Big Brother). As três superpotências apresentadas no filme, Oceania, Eurásia e Lestásia, estavam constantemente em guerra. 

Winston Smith (John Hurt) é um funcionário do Partido Exterior, uma fração do Ingsoc, que trabalha no Ministério da Verdade reescrevendo as informações e notícias de modo que essas transmitam uma imagem positiva para a população. Smith inicia um relacionamento com Julia (Suzanna Hamilton) e os dois passam então a desafiar as regras e o controle do Partido, que deseja eliminar a libido na população, bem como os bons sentimentos que não sejam direcionados ao Grande Irmão. 

Algumas das teorias e conceitos de Marx podem ser identificadas em diversos momentos da trajetória da obra 1984, sendo a o conceito de ideologia e alienação os mais presentes."



Confira o trabalho completo aqui.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Mídia e Memória - Trabalhos Finais: Relações entre narrativa e memória em "Ao Coração da Tempestade", de Will Eisner.

Graphic Novel ou, em sua tradução para o português, romance gráfico, é uma história produzida em formato de quadrinhos. O termo é usado especialmente em situações nas quais a HQ é longa e feita em sequência. O termo Graphic Novel ficou popular a partir de Will Eisner,  seu criador. Eisner publicou Um Contrato com Deus e, com o intuito de descrever o formato de sua obra, o autor criou o conceito de romance gráfico, que popularizou-se e é comumente usado pelos admiradores das HQs e pela mídia.

O trabalho que segue, feito por Juan Guimarães, aluno de Mídia e Memória, analisará a questão da memória presente na narrativa do quadrinho de Eisner, Ao Coração da Tempestade, a partir dos relatos sobre a infância do autor, de maneira a exemplificar como a lembrança do passado é negociada e construída, se tornando, assim, uma imagem da realidade do indivíduo.


"O presente trabalho tem como intuito fazer uma análise do uso da memória nos meios midiáticos. Como objeto de estudo, utilizarei uma Graphic Novel, termo mais sofisticado para novela gráfica, ou romance gráfico, que nada mais é do que um tipo de narrativa ao qual já estamos mais do que acostumados, uma história em quadrinhos. O titulo utilizado é Ao Coração da Tempestade, de Will Eisner, um dos quadrinistas mais aclamados da atualidade pelo conjunto de sua obra.

O quadrinho de Eisner tem como pano de fundo o resgate da memória frente a acontecimentos marcantes de sua vida. A história se desenrola em torno do período entre guerras, com momentos que remontam tanto a Primeira quanto a Segunda Guerra Mundial. Neste trabalho tratarei de contextualizar o leitor com o enredo do quadrinho, para assim mostrar as implicações do uso da memória em meios midiáticos, tanto como recurso narrativo (textual e visual) como recurso ideológico e semântico.

Neste trabalho utilizarei imagens tanto da versão americana como da versão brasileira pela facilidade de acesso ao conteúdo digital. É importante ressaltar que a construção da memória está sempre em processo de conflito, é um campo de disputa até mesmo dentro do âmbito industrial e mercadológico. Por esse motivo é importante ver as inconstâncias encontradas nas duas versões dos quadrinhos, que pela sua tradução também sofre uma transposição de significados, que muitas vezes buscam reforçar discursos e corroborar com narrativas especificas. Este trabalho não tem o fôlego para aprofundar este estudo, e sim o objetivo de apontar as relações entre mídia e memória, porém não está despreocupado neste sentido e dá consideração a estas inconstâncias."

Confira o trabalho na íntegra aqui

domingo, 12 de abril de 2015

Mídia e Memória - Trabalhos Finais: "Formas de lidar com a morte usando estratégias da memória: 'As pessoas permanecem vivas enquanto falarmos delas'"

A doença de alzheimer é um transtorno neurodegenerativo incurável que, inicialmente, causa a perda da memória recente e se agrava progressivamente, acarretando a perda das funções corporais básicas até, eventualmente, levar a morte. Perder um ente querido é uma experiência dolorosa, quando ocorre em função de uma doença que o torna incapaz de realizar funções básicas e recordar laços afetivos cotidianos, pode se tornar uma lição de vida, como aconteceu no caso do escritor Fernando Aguzzoli e sua avó Nilva.  O jovem criou uma fanpage no facebook para relatar conversas e fatos sobre ele e a avó, além de compartilhar informações sobre a doença e dialogar com pessoas que passaram pela mesma situação. A fanpage resultou ainda em um livro intitulado "Quem, eu?", frase que a avó Nilva repetia constantemente.

Os alunos Caroline Ribas, Igor Barreto e Thayanne Torres, da turma de Mídia e Memória, analisaram o caso do Fernando, como um exemplo de materialização da memória, de modo que, mesmo após a morte da sua avó, o jovem continuou escrevendo na página e criou o livro. Além disso, quando compartilha suas lembranças com outros indivíduos, Fernando as transforma em memória coletiva, pois ao entrar em contato com os relatos do escritor, algumas pessoas podem criar empatia, se identificando com tais fatos. A partir daí, a memória passa a pertencer a essas pessoas também. 

Como base para o trabalho, o grupo usou textos dos autores Michael Pollak e Gilberto Velho, além do conteúdo e filmes trabalhados em sala pela professora Ana Enne.


"O objeto analisado é um caso de Fernando Aguzzoli, jovem que largou o emprego e a faculdade para cuidar da avó com Alzheimer — doença incurável que provoca o declínio das funções intelectuais, principalmente a memória —. Ele criou uma fanpage no Facebook, contando diversas memórias dele com a avó de forma não linear, notícias de possíveis curas, e também dicas de como lidar com uma pessoa com a doença. O rapaz e a Vovó Nilva ficaram conhecidos pelo Brasil rapidamente. 

Meses depois da criação da página a Vovó Nilva faleceu, porém Fernando continuou a postar na página e também resolveu transformar o conteúdo das lembranças em um livro chamado 'Quem, Eu?' frase dita pela avó tantas vezes. 

Essas formas de criação de recursos para se lembrar de alguém e ainda continuar falando dela para os outros, de modo que a pessoa querida se mantenha eterna nas lembranças, é um exemplo da crise dos “Meios para lembrar”, onde as pessoas têm a necessidade de criar um lugar para que se possa rememorar algo ou alguém, ou seja, há uma materialização da memória para fixar sentidos. Nesse caso, a fanpage e o livro. 

Essa crise ocorre porque hoje a maioria dos indivíduos acredita que para memória viva, não morrer é preciso criar arquivos, manter aniversários e organizar celebrações. Quando na verdade ela permanece no corpo, nos silêncios, nos gestos e nas práticas cotidianas como diz o historiador francês Pierre Nora na sua obra 'Les Lieux de Mémóire'."

Confira o trabalho completo aqui.

E não deixe de visitar a fanpage Vovó Nilva.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Lançamento da Revista DR - Uma revista de política e cultura feita por mulheres.

Domingo passado, dia 8 de março, foi o lançamento da Revista DR. Não à toa, na data intitulada como "Dia Internacional da Mulher", a Revista chegou metendo o pé na porta para reafirmar o quão importante é a criação de canais de informação que possam promover o diálogo e a troca dentro da comunidade feminina. Anti-capitalista e feita por mulheres, a DR aborda temas de cunho político e cultural, tendo como objetivo desconstruir questões sociais enraizadas, atentando sempre ao poder do discurso e buscando o empoderamento feminino.


Além do conteúdo indispensável, a revista foi muito bem produzida e dá gosto de ler e ver. O projeto conta com os textos de Mariana Patrício, Thamyra Thâmara de Araujo, Fernanda Bruno, Tatiana Roque, Barbara Santos, Oiara Bonilla e Ana Kiffer (foto acima), além de convidadas a cada edição. E a número 1 conta com a participação da coordenadora do GRECOS, professora Dra. Ana Lucia Enne.

Saiba mais no site www.revistadr.com.br e não deixe de conferir a primeira edição da DR aqui.