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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais - “Cercados”: Uma Análise Sob a Ótica de Kellner


Para o trabalho final da disciplina de Sociologia e Comunicação, Marcela Beatriz Neves Silva desenvolveu uma análise da série documental "Cercados" a partir de argumentos elaborados pelo filósofo Douglas Kellner.


" “Cercados”, a nova produção original da Globoplay, serviço de streaming do canal Globo, retrata a rotina do setor jornalístico da emissora no período da pandemia do coronavírus. Entre desafios, alegrias e muito trabalho, o documentário mostra para o público os bastidores dos programas mais conhecidos da empresa, o “Jornal Nacional”, “Profissão Repórter” e “GloboNews” e os obstáculos na hora de transmitir as notícias mais relevantes acerca desta nova doença, principalmente pela resistência do governo Bolsonaro e seus apoiadores. Com esta premissa em mente, decidi analisar o referente produto segundo os argumentos de Douglas Kellner, que no seu livro “A Cultura da Mídia” destaca a dificuldade que governos conservadores têm de aceitar mudanças e o papel da mídia na difusão de ideias contrárias."

Clique aqui para ler o trabalho completo. 


Postagem: Giulia Jesus - graduanda de Estudos de Mídia/

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

domingo, 13 de setembro de 2020

Referências do Episódio 1 do Podcast Papinho, em setembro de 2020 - Modernidade Ocidental e Cultura de Massa

Bem-vinde ao nosso Blog do GRECOS! 
Aqui vc encontra postagens diversas sobre temas 
que têm a ver com o nosso Papinho, o podcast do GRECOS.

No nosso primeiro episódio, em apoio às disciplinas de Sociologia e Comunicação e Teorias Críticas de Mídia, que a professora Ana Enne, coordenadora do GRECOS, leciona em 2020/1 no curso de Estudos de Mídia (excepcionalmente de forma remota, em razão da covid-19), abordamos o processo histórico de construção da modernidade ocidental e a consolidação da cultura de massa.

Para ouvir o Papinho:

- Link 1 - Anchor

- Link 2 - Spotfy

Para acompanhar a escuta do Episódio 1, consulte o PDF para salvar - parte 1.

Vamos disponibilizar aqui uma relação das referências que embasaram o episódio, citadas ou não no decorrer do mesmo, em ordem de aparecimento no decorrer do Papinho ep.01:

1 - Etimologia de modernidade

2 - HOBSBAWM, Eric. "Introdução: A Invenção das Tradições". In: HOBSBAWM, E. e RANGER, T. (org.). A Invenção das Tradições. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1984.

3 - Sobre concepções de tempo - Enciclopédia Einaudi, "Tempo/Temporalidade", v. 29.

4 - BERMAN, Marshall. “Introdução: modernidade – ontem, hoje e amanhã”. IN: Tudo que é sólido desmancha no ar. A aventura da modernidade. São Paulo: Companhia das Letras, 1986.

5 - KOSELLECK, Reinhart. Futuro passado. Contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: contraponto, 1999.

6 - RICOEUR, Paul. Tempo e Narrativa. Vol. I. São Paulo: Papirus, 1996.

7 - Sobre sankofa

8 - Sobre tempo espiralar - Cozinhando com Leda Martins, por Ana Enne - canal do GRECOS



https://youtu.be/diG3IdMNwrY

9 - VERNANT, Jean Paul. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Difel, 2002

10 - HAVELOCK, Eric A. A revolução da escrita na Grécia e suas conseqüências culturais. Rio de Janeiro/São Paulo: Paz e Terra/Ed. Unesp, 1996.

11 - SÓFOCLES. Édipo Rei - http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/cv000024.pdf

12 - RICHE, P. As Invasões bárbaras. Lisboa: Europa-América, s/d.

13 - Gesta do Rei - Canção de Rolando

14 - PYLE, H. Rei Arthur e os cavaleiros da Távola Redonda. Rio de Janeiro: Zahar, 2015. Clássicos de bolso.

15 - ENNE, Ana Lucia. "Representações sociais como produtos e processos: embates em torno da construção discursiva da categoria “vândalos” no contexto das manifestações sociais no Rio de Janeiro em 2013". Revista História e Cultura, 2013.

16 - Le Goff e a Idade Média
LE GOFF, Jacques. O imaginário medieval. Lisboa, Estampa, 1994.

17 - Igreja Católica reconhece que errou ao condenar Galileu

18 - "Mas que gira, gira!"

19 - Origens da expressão "sangue azul"

20 - Povo da História das Mentalidades

21 - FORTES, Luiz. O Iluminismo e os reis filósofos. São Paulo: Brasiliense, 1985. Coleção Tudo é História.

22 - Cozinhando com Simmel, com Ana Enne - canal do GRECOS

 https://youtu.be/TIfFj9N1uGA

23 - SIMMEL, G. A metrópole e a vida mental, In: VELHO, Otávio (org.) O Fenômeno Urbano. Rio de Janeiro: Zahar, 1973.

24 - VELHO, Gilberto. Projeto e Metamorfose: Antropologia das sociedades complexas. Rio de Janeiro: Zahar, 1994.

25 - ELIAS, Norbert. Sociedade dos indivíduos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed, 1994

26 -    QUIJANO, Aníbal e WALLERSTEIN, Immanuel.“Americanity as a concept or the Americas in the modern world-system”. IN International Social Science Journal (Paris: UNESCO) Nº 134, novembro, 1992. 

27 - QUIJANO, Anibal. "Colonialidade do poder, Eurocentrismo e América Latina". IN: A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO, 2005.

28 - LUGONES, Maria. "Colonialidade e gênero". 

29 - BARRIENDOS, J. "La colonialidad del ver. Hacia un nuevo diálogo visual interepistémico". IN: Nómadas, 35, 2011. 

30 - GONZALEZLélia. "A categoria político-cultural de amefricanidade". Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, v. 92, n. 93, p. 69-82, (jan./jun.), 1988. 

31 - MOLIERE, "O burguês ridículo"

32 - Filme "Caindo no ridículo" (França, 1996). 

33 - Fábula "A cigarra e a formiga", de La Fontaine 

34 - SENNETT, Richard. Carne e pedra. Rio de Janeiro: Record, 2003.

35 - BURCKHARDT, Jacob. A Cultura do Renascimento na Itália. Um ensaio. São Paulo: Companhia das Letras, 2009

36 - As viagens de Marco Polo 

37 - Diário de Cristóvão Colombo 
COLOMBO, Cristóvão. Diários da descoberta da América. Porto Alegre, LPM, 1999.

38 - BRIGGS, Asa; BURKE, Peter. Uma história social da mídia: de Gutenberg à Internet. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1984.

39 - GIOVANNINI, G. (org.). Evolução da comunicação: do sílex ao silício. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987.

40 - WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do capitalismo. São Paulo, Martin Claret, 2000.

41 - HOBSBAWM, E. A era dos impérios. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988

42 - MARX, Karl. O Capital. Edição popular. Lisboa, Edições 70, s/d.

43 - LAMPEDUSA, Tomasi di. O Leopardo. São Paulo: Círculo do Livro, 1985.

44 - Filme "O Leopardo", de Visconti (Itália, 1963)

45 - GRESPAN, Jorge. Revolução Francesa e Iluminismo. Rio de Janeiro: Contexto, 2003.

46 - HUNT, Lynn. A invenção dos direitos humanos – Uma história. São Paulo: Cia. das Letras, 2009.

47 - Sobre democracia - HERCULANO, Selene. Em busca da boa sociedade. Niterói: EDUFF, 2006.

48 - HABERMAS, J. Mudança estrutural da esfera pública. RJ, Tempo Brasileiro, 1984.

49 - ELIAS, Norbert. O processo civilizador. Vol. 1 e 2. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Ed,1994.

50 - FOUCAULT, Michel. Microfísica do Poder. Rio de Janeiro, edições Graal, 1986.

51 - ANDERSON, Benedict. Comunidade imaginada. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

52 - SIMMEL, G. Subjective Culture. In: On Individuality and Social Forms. Chicago, The University of Chicago Press, 1971.

53 - TÖNNIES, F. Comunidad y Sociedad. Buenos Aires: Losada, 1947 
- artigo "Comunidade, sociedade e sociabilidade: revisitando Ferdinand Tönnies

54 - WEBER, Max. Economia e Sociedade. Vol. 1 e 2. Brasília, UNB, 2000.

55 - ENNE, Ana Lucia. “À perplexidade, a complexidade: caminhos para pensar a relação entre consumo e identidade nas sociedades contemporâneas”. IN: Comunicação, Mídia e Consumo. v. 3, p. 11-29. São Paulo, ESPM, 2006.

56 - CHARNEY, Leo e SCHWARTZ, Vanessa (orgs.). O cinema e a invenção da vida moderna. São Paulo, Cosac & Naif, 2004.

57 - THOMPSON, John B. Ideologia e Cultura Moderna. Teoria social crítica na era dos meios de comunicação de massa. Petrópolis, Vozes, 1995.

58 - HOBSBAWM, Eric. A era do capital. São Paulo: Paz e Terra, 1981.

59 - HALL, Stuart. "A centralidade da cultura: notas sobre as revoluções culturais no nosso tempo". Rev. Educação e Realidade, 22, n.2, 1997. 

60 - BOURDIEU, Pierre. A Distinção. São Paulo, EDUSP, 2007.

61 - SLATER, Don. Cultura de consumo e modernidade. São Paulo, Nobel, 2002.

62 - KLEIN, Naomi. Sem logo: a tirania das marcas em um planeta vendido. Rio de Janeiro, Record, 2004.

63 - CAMPBELL, Colin. A ética romântica e o espírito do consumismo moderno. Rio de Janeiro, Rocco, 2001.

64 - SCLIAR, Moacyr. Saturno nos trópicos: a melancolia européia chega ao Brasil São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Mídia e Sensacionalismo - Trabalhos Finais - “This is incredible!”, mas não é sensacional: o caso de Rachel Maddow em sua cobertura sobre os abrigos para crianças imigrantes.


Para o trabalho final da disciplina de Mídia e Sensacionalismo, Nicolas Sassi desenvolveu um trabalho analisando a dicotomia complexa entre "jornalismo sério" e o "jornalismo sensacionalista", argumentando a partir de um caso com a jornalista Rachel Maddow na imprensa norte-americana. 

"O jornalismo enquanto área de estudo, assim como o papel do jornalista enquanto profissional são temas debatidos exaustivamente em diversas esferas da sociedade. Muito embalado por concepções positivistas, o senso-comum tende a criar dicotomias entre o que seria um “jornalismo sério” e quais as características daquele dito sensacional; concepções tais quais objetividade e seriedade na transmissão de notícias/informações, assim como distanciamento emocional dos objetos e sujeitos analisados seriam, nesse modelo de jornalismo, premissas basilares. Em contrapartida, o jornalismo sensacionalista, também no viés do senso-comum, seria aquele que ao noticiar um fato provoca deliberadamente sensações, emoções, nos interlocutores e apela ao jogar com memórias afetivas (Barbosa, Enne). Baseando-se na dicotomia proposta, “jornalismo sério” contra jornalismo sensacionalista, convém analisar o caso da jornalista norte-americana Rachel Maddow."

Clique aqui para ler o trabalho completo.

Postagem: Victória Guedes - graduanda de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Mídia e Sensacionalismo - Trabalhos Finais: A perna cabeluda: de protagonista das narrativas de terror nas páginas policiais do Recife a mito do folclore pernambucano


A aluna Renata Menezes Constant nos conta o desenrolar do assombro da Perna Cabeluda em Pernambuco e sua popularidade nos jornais locais. Esse trabalho foi realizado para a disciplina de Mídia e Sensacionalismo 2018.1 e ilustra as discussões realizadas em sala sobre os discursos da mídia e as utilizações de recursos melodramáticos e sensacionais.

"A partir da leitura das matérias em torno da aparição da perna cabeluda, é possível perceber que o Diário de Pernambuco se utilizava de uma linguagem sensacionalista em suas narrativas, inspirada em romances policiais, tendo em vista que apresenta um suposto delito (as agressões e aparições da perna cabeluda), que culminavam em um mistério, e sempre traziam pessoas que buscavam desvendar o caso, sejam as autoridades religiosas ou mesmo a população em geral, que dava sua opinião sobre os motivos para o surgimento da aparição."

Clique aqui para ler o trabalho completo.


Postagem: Victória Guedes - graduanda de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Blog do GRECOS indica: site do NEMES

O Blog do GRECOS indica o site do Núcleo de Estudos de Mídia, Emoções e Sociabilidade - NEMES, coordenado pelo prof. João Freire Filho, ECO/UFRJ, e tendo como vice-coordenadores os profs. Mayka Castellano e Tatiane Leal.

No site, conforme divulgação, "além da produção intelectual dos participantes do grupo de pesquisa, há um arquivo atualizado de notícias sobre emoções e temas afins".

Parabéns e vida longa ao NEMES!






quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Comunicação e Cultura Popular - Trabalhos Finais: 'Veja bem': uma desconstrução da revista 'Veja' dando voz à cultura popular"

O grupo formado pelas alunas Clarisse Gilly, Joana D'arc de Nantes, Julia Musso e Viviane Maia fez um trabalho super criativo e bem embasado ao recriarem uma edição fictícia da revista Veja. A proposta das meninas foi pegar um veículo de comunicação massiva que enfocasse o discurso hegemônico e reconstruí-lo através de uma perspectiva popular. Como foi dito pelo gruo no texto apresentado, o intuito desse trabalho é observar as táticas utilizadas pela mídia hegemônica, questionar sua construção e reconstruí-las com novas temáticas, novas falas e novos enquadramentos.


ACESSE A REVISTA COMPLETA, CLIQUE AQUI!

"A cultura não é pura, ela está em constante transformação, “construção, desconstrução e reconstrução” (CUCHE, 1999, p. 137), configura-se em um campo de batalha entre diferentes atores sociais que contempla diversas questões (poder, hegemonia, contra-hegemonia, tradição, etc). Entretanto, o discurso hegemônico que circula na grande mídia, muitas vezes, fecha sentidos, cria hierarquias, posicionando o que advém do popular como inferior, diferente, criando representações negativas e/ou estereotipadas. A pauta de uma matéria, a chamada, o foco que será dado a cada notícia, tudo está relacionado a um discurso enquadrado por aquele que fala, de quem se fala, para quem e sobre quem/o que. 

Ao longo dos anos, as classes populares tem disputado constantemente esse “direito a falar” (ENNE; GOMES, 2013). Sabe-se que atualmente alguns programas de televisão, por exemplo, tem retomado o enfoque sobre “o povo” e dado abertura para manifestações culturais populares. Contudo, como aponta Enne e Gomes (2013), não se trata só de “falar sobre”, a luta discursiva ainda necessita persistir, deve-se “[...] ter direito a participar dos trabalhos de enquadramento, memória, identidade e projeto sobre e para aquele lugar” (ENNE; GOMES, 2013, p. 47). Nesse sentido, foi proposto para este trabalho a reconstrução de uma revista que enfocasse em discursos hegemônicos, transformando-a em uma revista de/para as classes populares.

Para a realização deste trabalho, optou-se pela reconstrução da revista “Veja”, transformando-a em “Veja bem”, objetivando empoderar pessoas advindas das classes populares, lançando mão, por exemplo, de recursos da matriz popular do grotesco para remontar o produto midiático. Trata-se, portanto, de um exercício de observar as estratégias utilizadas pela grande mídia, desconstruí-las e reconstruí-las com novas temáticas, novas falas e novos enquadramentos."

Confira o texto na íntegra aqui.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "A morte de Cristiano Araújo: A exploração da tragédia sob a ótica do sensacionalismo popular"

Júlia de Castro, aluna de Sociologia e Comunicação, teve como objeto de estudo do trabalho final da disciplina a cobertura midiática sobre a morte do cantor Cristiano Araújo. Cristiano Araújo era um jovem cantor do gênero sertanejo universitário que estava começando a estourar no meio artístico. Sua morte, ocasionada por um acidente de carro em junho de 2015, surpreendeu a todos e os meios de comunicação fizeram intensa cobertura do ocorrido.

A partir do texto "Modernidade, hiperestímulo e o início do sensacionalismo popular" do Ben Singer, Júlia contextualiza e relaciona a cobertura midiática da morte do cantor aos fenômenos contemporâneos ocasionados pelo intenso fluxo de comunicação e informação.


"Cristiano de Melo Araújo, mais conhecido como Cristiano Araújo, foi um cantor de música sertaneja nascido em 24 de janeiro de 1986, em Goiás. Desde pequeno, o cantor participava de festivais e projetos musicais em sua cidade com composições autorais. O estilo musical sertanejo é muito ouvido nas regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil, e Cristiano Araújo começou sua fama, ainda em nível local, nos estados brasileiros dessas regiões. Após algumas parcerias musicais com cantores mais conhecidos na mídia, como a dupla Jorge e Mateus, e a cantora Paula Fernandes, Cristiano ganhou certa notoriedade, e um de seus hits “Bará Berê” foi trilha sonora da telenovela “Salve Jorge”, da Rede Globo de Televisão. O cantor também participou de alguns programas de auditório da televisão aberta, nos quais ele lançava algumas músicas, mesmo sem nunca ter sido destaque nas notícias de cunho popular. 

Contudo, na madrugada do dia 24 de junho de 2015, quando Cristiano Araújo voltava de um show feito na cidade de Itumbiara, o carro em que ele e sua namorada se encontravam, capotou na BR-153 em Goiânia, provocando primeiramente a morte de sua namorada Allana Moraes, de 19 anos, e posteriormente, a morte do cantor, que não resistiu ao ser transferido para o hospital, falecendo aos 29 anos. Cristiano Araújo não saberia disso, mas a sua morte parou a televisão brasileira, o que causou estranhamento nos expectadores, pois, como um cantor aparentemente “desconhecido” ganhou tanto destaque de uma hora para outra nos canais de televisão aberta? 

O produto midiático a ser analisado, é a forma como a morte do cantor foi transmitida no programa “Programa da Tarde” da apresentadora Sônia Abrão (que consiste em duas horas e meia de notícias sensacionalistas sobre os famosos) a partir do texto do pensador Ben Singer “ Modernidade, hiperestímulo e o início do sensacionalismo popular."

Confira o trabalho na íntegra aqui.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "'Ladra Gata': Uma visão do machismo na imprensa"

O trabalho que segue é do Pedro Henrique, também da turma de Sociologia e Comunicação.

O aluno analisou uma matéria que saiu no portal de notícias UOL, em novembro de 2014. Passando por questões que refletem os conceitos de sociedade de classes e hegemonia, Pedro destaca o conteúdo machista presente na matéria e complexifica a abordagem midiática sobre a mulher que frequentemente se repete.


"No último dia vinte e sete de novembro (2014) foi noticiada na mídia a prisão de uma jovem. Ela foi intitulada “ladra gata”, por conta de sua beleza. Pensando no caso e analisando a reportagem do site Uol, o trabalho a seguir é um reflexo dos estudos realizados na disciplina Sociologia e Comunicação, ministrada pela professora Ana Lucia Enne.

Ela é bacharel em direito, é loira, está dentro dos padrões de beleza estabelecidos pela sociedade. Conseguiria facilmente passar desapercebida dentro da lógica de “ela não tem cara de bandida”. O problema é que ela foi pega. Ou melhor, foi pega e considerada gata."

Confira o trabalho na íntegra aqui.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Mídia e Representações da Favela - Trabalhos Finais: "Subjetividades da Favela"

Continuamos a divulgação dos trabalhos finais para a disciplina "Mídia e Representações da Favela" com mais um blog criado e mantido pelos alunos. Juliana Henrice e Rafael Zerbini reuniram artigos, vídeos autorais, imagens, depoimentos de amigos e áudio acerca da temática do curso no tumblr Subjetividades da Favela, com um trabalho contínuo de produção de conteúdo.

Confira a apresentação e o link logo abaixo!

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O Incentivo

A proposta de criação de um produto final de um trabalho acadêmico para a disciplina MÍDIA E REPRESENTAÇÕES DE FAVELA, oferecida pelo curso de Estudos de Mídias da Universidade Federal Fluminense, mexeu conosco, devido ao fato de um dos produtores do blog ser da favela. 
As construções socialmente estabelecidas do que “é favela” e de quem é “o favelado”, nos indignam. Poucos que não moram nas comunidades conseguem relatar com precisão as subjetividades encontradas em seu interior e, ficam julgando e se auto denominando conhecedores de algo que não vivenciam. 
Nossa indignação se tornou ainda maior com um episódio que foi ao ar do “Profissão Repórter” um programa da Rede Globo, em 22/04/2014 (clique aqui para assistir), uma verdadeira lástima que demonstra a real imposição de determinadas mídias na desconstrução do sujeito.
Infelizmente assistimos a este programa no intuito de nos instruir no assunto dos “Rolezinhos”, mas acabamos nos consumindo interiormente. O programa nos fez sentir impotentes frente as lástimas produzidas pela mídia.
Contudo, como  estudantes de Estudos de Mídias, pela Universidade Federal Fluminense não podemos nos calar. Transformamos aqui nosso choque em um desabafo e nos colocamos a frente, para travar batalhas referentes as imposições relativas as representações das subjetividades das favelas.
Blog criado e atualizado pelos alunos: Juliana Henrice e Rafael Zerbini do curso de Estudos de Mídia da Universidade Federal Fluminense. 
Ano de produção: primeiro semestre de 2014
Participantes externos: amigos, parentes e pessoas ligadas diretamente às comunidades.
 Link para o tumblr: http://eufavela.tumblr.com/

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: análise do fato social da greve dos metroviários de São Paulo, segundo os principais conceitos de Karl Marx

Para mais um trabalho final da disciplina "Sociologia e Comunicação", a aluna Maria Linhares analisou a greve dos metroviários de São Paulo que aconteceu no início de junho. Com foco em informações divulgada pela Agência Brasil em nota oficial à imprensa, ela pôde tratar de assuntos do filósofo Karl Marx - como consciência de classe, luta de classes, entre outros - para complexificar a greve através de uma análise densa.

Vale a leitura!
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Análise do fato social da greve dos metroviários de São Paulo, segundo os principais conceitos de Karl Marx

“Os metroviários de São Paulo decidiram, em assembleia na noite de hoje (4), entrar em greve a partir de amanhã  (5),  por  tempo  indeterminado.  Segundo  o  Sindicato  dos Metroviários de São Paulo, a paralisação será  total,  com  exceção  da Linha 4­Amarela,  que  não  é representada  pelo sindicato, e funcionará  normalmente.  Uma  nova  assembleia  está  marcada  para  as  17h  de  amanhã  na sede  do sindicato,  no  Tatuapé.  O  Metrô  informou,  no  entanto, que o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou  que  o sistema  de  transporte  opere  100%  no  horário  de  pico.  Ou  seja,  que  garanta  o funcionamento total no horário de maior movimento das linhas, e o funcionamento de 70% nos demais horários, sob risco de multa diária de R$ 100 mil. O Metrô também informou que uma nova reunião de conciliação foi agendada para as 15h30 de amanhã, na sede do tribunal, no centro da capital. O TRT confirmou  essas  informações  à  Agência  Brasil,  acrescentando  que  pediu  o  funcionamento  total  do metrô  entre  as  6h  e  as  9h  e  das  16h  às  19h.  Hoje  ocorreu  uma  reunião  de  conciliação  entre representantes do Metrô e do sindicato,  que terminou sem acordo. A empresa elevou a proposta de reajuste  para  8,7%,  que  foi  rejeitada  pelo  sindicato.  Os  dirigentes sindicalistas  disseram  que  não aceitam proposta inferior a 10% de reajuste. Os metroviários reivindicam reajuste de 35,47% [7,95% de  Inflação  mais  25,5%  de  aumento  real], redução  de  jornada  e  adicional  de  periculosidade,  entre outros. O Sindicato dos Metroviários de São Paulo representa os funcionários do Metrô nas linhas 1, 2, 3 e 5 da capital paulista, e aprovou a greve em assembleia na terça­feira (27). A categoria pretendia trocar  a  greve por  catraca livre, mas o governo estadual rejeitou a ideia. Por meio de nota, o Metrô informou que repudia a greve que “só prejudica os usuários e a população de São Paulo”. Segundo a companhia,  4,5 milhões de pessoas usam o sistema, com grande impacto na mobilidade da capital paulista.  Tanto que, por causa da greve, a Companhia de Engenharia e Tráfego (CET) decidiususpender o rodízio, amanhã (5).” (Texto: Elaine Patricia Cruz, Agência Brasil).

A matéria escolhida sintetiza bem o cerne da greve dos metroviários da cidade de São Paulo e a reação do  governo  à  manifestação  legítima  dos  trabalhadores  frente  à  insatisfação  com  as  condições  de trabalho  oferecidas  à  eles,  típica  manchete de jornal  de  um país inserido  no sistema  capitalista. No decorrer  da  pesquisa  sobre  este  fato social,  foram surgindo  diversos outros fatos relacionados que muito  me  chamaram  a  atenção  e  que  acho  válidos  para serem  citados  aqui, como  a  confusão  que ocorreu  na  estação  Itaquera,  uma  das  mais  movimentadas  da  capital paulista.  Por volta das 7h da manhã,  usuários  do  metrô,  alegando  não  terem sido  informados sobre o fechamento  do  embarque, derrubaram e quebraram  grades para entrar nas  plataformas. Por medidas  de segurança,  às 7h40 a estação foi  aberta  após  a  Polícia Militar ser  chamada. Ninguém foi  preso, mas  em  uma das notícias sobre o ocorrido, um usuário entrevistado, administrador, 35 anos, deu a seguinte declaração: "Eu me sinto lesado todos os dias. A gente acompanha o noticiário e nada foi falado sobre o fato de os trens não pararem aqui. A gente achou que teria uma alternativa. Eu só quero trabalhar."

Para continuar lendo, clique aqui!

sábado, 26 de julho de 2014

Mídia e Representações da Favela - Trabalhos Finais: "Spotted: Icaraí - dos flertes cotidianos ao reforço da ideia de terror"

Dando continuidade à postagem de trabalhos, apresentamos o da aluna Camila Ferreira, que produziu uma rica análise sobre a página Spotted: Icaraí. Fazendo bom uso da bibliografia do curso, ela dissecou a página - da sua capa às postagens do feed - explanando o conteúdo e discursos preconceituosos que se apresentam. Como algumas citações do trabalho requerem ilustração, criamos uma página com as fotos referenciada para a compreensão plena dos exemplos e argumentos - que você pode acessar clicando aqui.

O texto é rico e vale muito a leitura!
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SPOTTED: ICARAÍ 
DOS FLERTES COTIDIANOS AO REFORÇO DA IDEIA DE TERROR

A página “Spotted: Icaraí” (www.facebook.com/SpottedIcarai/timeline) foi criada em 2013, ano em que as “Spotted” tornaram-se uma moda no Facebook. Essas páginas têm por intuito ser espaços de trocas de mensagens anônimas de paquera. No caso analisado, entre moradores e frequentadores do bairro niteroiense. Na seção “Sobre”¹, há o seguinte texto:


Na foto de capa² há outro texto, exemplificando possíveis situações diárias nas quais os flertes acontecem:


Deste modo, as postagens costumam seguir a linha de conteúdo observada no exemplo abaixo:

A ressignificação

A parir da breve descrição e dos exemplos citados, é possível ter uma ideia do funcionamento da página. Porém, há alguns meses, a “Spotted: Icaraí” parece ter deixado seu propósito inicial. Mensagens a respeito de assaltos, furtos, barulho de tiros, viaturas de polícia, “elementos” e “aglomerações” suspeitas tornaram-se rotina nas timelines dos seguidores. O vasto alcance do canal (com 25 mil curtidas até o dia 16 de junho de 2014) e a grande participação do público fizeram dela uma espécie de "noticiário policial” do bairro, motivando o envio de mensagens com tal conteúdo. Assim, a partir da primeira postagem sobre a temática, vieram as inúmeras outras.
Levando em consideração o fato de Icaraí ser um dos bairros nobres de Niterói, onde se encontra a maior parte das classes média e alta do município, não é difícil entender o porquê do interesse no compartilhamento desses assuntos. O local, sonho de moradia e consumo da maior parte da população da cidade e regiões vizinhas, encontra-se entre morros (Cavalão, Estado, Vital Brazil, Palácio, entre outros), o que significa favelas, gente pobre (negros, em sua maioria), riscos. O favelado representa o mal, o sujo, o sem-alma, tendo de permanecer e aceitar os lugares mais baixos da hierarquia social por conta destes fatores. Tal ideia, oriunda do ponto de vista das elites estrangeiras e brasileiras de outros séculos, ganhou novos formatos ao longo do tempo e se consolida a cada dia. Esta representação do pobre como o "inimigo" (DUARTE: 2003), muito presente na visão dos moradores de Icaraí, se estendeu naturalmente à "Spotted". Ela, como um canal de comunicação, possui uma enorme responsabilidade na construção e manutenção de estereótipos estigmatizantes sobre favela e violência urbana (CHAVES: 2007, p. 72).
O objetivo aqui não é dizer que não acontecem ações ilegais, mas observar como a "Spotted" ajuda a disseminar ainda mais um sentimento de terror e preconceito entre as pessoas. Depois dela, a sensação tida em toda Niterói³ (o bairro é a representação da cidade por inteira) é de um aumento extraordinário dos roubos e sequestros, a ponto de não se poder sair de casa. Essa impressão é causada não pelo real crescimento desses indícios, mas pelo aumento de sua divulgação. É como se antes da exposição desses casos na página eles ainda não ocorressem e quando não há textos a respeito, não estariam acontecendo.
Desta forma, a "Spotted: Icaraí" se mostra como uma página de luta de classes, onde as histórias são contadas pelo ponto de vista dos ricos, os sempre mocinhos sofredores, inquestionavelmente. É a velha ideia do morro (pois todos os favelados são bandidos, vagabundos, malvados) invadir o asfalto e tomar um lugar que não lhe pertence.

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terça-feira, 15 de julho de 2014

Mídia e Representações da Favela - Trabalhos Finais: Análise de uma representação midiática de favela

Como trabalho final da disciplina "Mídia e Representações da Favela", as alunas Ingrid Nepomuceno e Maria Linhares realizaram uma análise da matéria "Na subida do morro", publicada na revista VEJA Rio em junho de 2014 (clique aqui para ler). Analisando desde o seu contexto de publicação e circulação aos discursos dos entrevistados, o trabalho explora bem a proposta de distanciamento que domina a narrativa da matéria e as diferentes realidades da "favela turística" das UPPs - argumentando sobre os estereótipos já impregnados na consciência social de quem não faz parte daquele contexto específico.

Vale a leitura!
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Para concluir nossas reflexões e mostrar o que aprendemos durante a disciplina, optamos por realizar a análise de uma representação midiática de favela. Após realizarmos uma pesquisa acerca destas representações na mídia em geral, encontramos uma matéria,  veiculada pela revista VEJA Rio, que acreditamos  sintetizar  diversas  questões  que  nos  chamaram atenção e que valem ser abordadas na presente análise. A matéria se chama  “Na subida  do  morro” e foi escrita pelos jornalistas Fabio Codeço e Rafael Cavalieri. Suscintamente, a matéria relaciona a pacificação de diversas favelas do Rio de Janeiro  com a popularização destes espaços como ambientes de entretenimento e gastronomia, partindo do pressuposto de que a favela anteriormente era um ambiente “inseguro”, impossível de ser frequentado.

Para  que  o  cenário retratado  na  matéria  pudesse  se  tornar  realidade,  a  cidade  do  Rio  de Janeiro  passou  por  um  processo  de  gentrificação  recente,  que  há  muito  tempo  era  almejado  pelo Estado. E,  talvez, a principal política implantada para que esse processo fosse concluído tenha sido a criação  das  Unidades  de  Polícia  Pacificadoras (UPPs)  que são  os  braços  do  governo  dentro  das favelas e, infelizmente, o único braço presente naquele território: o armado. Midiaticamente veiculada, a "sensação de segurança"  agora impera na  cidade, graças a uma  política  opressora, exterminadora  e mentirosa. Visto isso, analisaremos trecho à trecho a matéria que, em suas primeiras linhas, já demonstra seu  caráter preconceituoso e maniqueísta.
 
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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Mídia e Representações da Favela - Trabalhos Finais: Análise do papel do personagem Jairo na novela "Em Família"

Com o fim da novela das 9 se aproximando, destacamos aqui o trabalho de Ana Beatriz Bretas, Amanda Bandeira, Fabiano Nunes, Mayara Campany e Ramom Oliveira para a disciplina "Mídia e Representações da Favela". O grupo produziu uma análise do personagem Jairo, da novela "Em Família", relacionando diretamente as temáticas do curso a esse objeto rico. Analisando algumas situações no contexto do personagem, é feita uma uma análise do espaço geográfico e da representação midiática das favelas, além de considerações sobre as divisões de classes e de economia, e sobre a criação de identidade.

Vale a leitura!
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Análise do papel do personagem Jairo na novela “Em Família” - Ficha Técnica

Objetivo
O objetivo deste trabalho é analisar o personagem Jairo da telenovela “Em Família”, da Rede Globo, procurando apresentar e discutir de que modo seu personagem é construído e representado durante sua evolução na narrativa. Ainda nesta análise, procuramos explorar quais os efeitos e repercussões desta representação  para a construção e massificação dos estereótipos e como a ficção, enquanto produto de entretenimento, é capaz de moldar pensamentos e concepções sobre um determinado grupo ou local.

Metodologia
A partir das cenas, levantamos algumas questões sobre representações de cunho social, geográfico e econômico, buscando uma aproximação com os conceitos abordados ao decorrer do curso, mostrando como a palavra representação pode assumir significados diversos. Na novela em questão, nosso objetivo é mostrar como a palavra representação se apropria destes diferentes sentidos e adequando-se ao contexto e/ou ao ambiente para se apresentar de formas distintas.

Clique aqui para conferir o trabalho na íntegra!