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Blog do Grupo de Estudos sobre Comunicação, Cultura e Sociedade (GRECOS), coordenado pela professora Ana Lucia Enne (UFF), relacionado às disciplinas lecionadas por ela no curso de Estudos de Mídia e na Pós-graduação em Cultura e Territorialidades (PPCULT) da UFF, conjugando reflexões sobre sociologia, estudos culturais, história, antropologia, cultura, mídia, consumo, memória, juventude, movimentos sociais e identidade, dentre outros temas, e ao Laboratório de Mídia e Identidade (LAMI).
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021
Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais - “Cercados”: Uma Análise Sob a Ótica de Kellner
domingo, 13 de setembro de 2020
Referências do Episódio 1 do Podcast Papinho, em setembro de 2020 - Modernidade Ocidental e Cultura de Massa
No nosso primeiro episódio, em apoio às disciplinas de Sociologia e Comunicação e Teorias Críticas de Mídia, que a professora Ana Enne, coordenadora do GRECOS, leciona em 2020/1 no curso de Estudos de Mídia (excepcionalmente de forma remota, em razão da covid-19), abordamos o processo histórico de construção da modernidade ocidental e a consolidação da cultura de massa.
Para ouvir o Papinho:
- Link 1 - Anchor
- Link 2 - Spotfy
Para acompanhar a escuta do Episódio 1, consulte o PDF para salvar - parte 1.
Vamos disponibilizar aqui uma relação das referências que embasaram o episódio, citadas ou não no decorrer do mesmo, em ordem de aparecimento no decorrer do Papinho ep.01:
1 - Etimologia de modernidade
2 - HOBSBAWM, Eric. "Introdução: A Invenção das Tradições". In: HOBSBAWM, E. e RANGER, T. (org.). A Invenção das Tradições. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1984.
3 - Sobre concepções de tempo - Enciclopédia Einaudi, "Tempo/Temporalidade", v. 29.
4 - BERMAN, Marshall. “Introdução: modernidade – ontem, hoje e amanhã”. IN: Tudo que é sólido desmancha no ar. A aventura da modernidade. São Paulo: Companhia das Letras, 1986.
5 - KOSELLECK, Reinhart. Futuro passado. Contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: contraponto, 1999.
6 - RICOEUR, Paul. Tempo e Narrativa. Vol. I. São Paulo: Papirus, 1996.
7 - Sobre sankofa
8 - Sobre tempo espiralar - Cozinhando com Leda Martins, por Ana Enne - canal do GRECOS
9 - VERNANT, Jean Paul. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Difel, 2002
10 - HAVELOCK, Eric A. A revolução da escrita na Grécia e suas conseqüências culturais. Rio de Janeiro/São Paulo: Paz e Terra/Ed. Unesp, 1996.
11 - SÓFOCLES. Édipo Rei - http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/cv000024.pdf
12 - RICHE, P. As Invasões bárbaras. Lisboa: Europa-América, s/d.
13 - Gesta do Rei - Canção de Rolando
14 - PYLE, H. Rei Arthur e os cavaleiros da Távola Redonda. Rio de Janeiro: Zahar, 2015. Clássicos de bolso.
15 - ENNE, Ana Lucia. "Representações sociais como produtos e processos: embates em torno da construção discursiva da categoria “vândalos” no contexto das manifestações sociais no Rio de Janeiro em 2013". Revista História e Cultura, 2013.
16 - Le Goff e a Idade Média
- LE GOFF, Jacques. O imaginário medieval. Lisboa, Estampa, 1994.
17 - Igreja Católica reconhece que errou ao condenar Galileu
18 - "Mas que gira, gira!"
19 - Origens da expressão "sangue azul"
20 - Povo da História das Mentalidades
21 - FORTES, Luiz. O Iluminismo e os reis filósofos. São Paulo: Brasiliense, 1985. Coleção Tudo é História.
22 - Cozinhando com Simmel, com Ana Enne - canal do GRECOS
https://youtu.be/TIfFj9N1uGA
23 - SIMMEL, G. A metrópole e a vida mental, In: VELHO, Otávio (org.) O Fenômeno Urbano. Rio de Janeiro: Zahar, 1973.
24 - VELHO, Gilberto. Projeto e Metamorfose: Antropologia das sociedades complexas. Rio de Janeiro: Zahar, 1994.
25 - ELIAS, Norbert. Sociedade dos indivíduos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed, 1994
26 - QUIJANO, Aníbal e WALLERSTEIN, Immanuel.“Americanity as a concept or the Americas in the modern world-system”. IN International Social Science Journal (Paris: UNESCO) Nº 134, novembro, 1992.
27 - QUIJANO, Anibal. "Colonialidade do poder, Eurocentrismo e América Latina". IN: A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO, 2005.
28 - LUGONES, Maria. "Colonialidade e gênero".
29 - BARRIENDOS, J. "La colonialidad del ver. Hacia un nuevo diálogo visual interepistémico". IN: Nómadas, 35, 2011.
30 - GONZALEZ, Lélia. "A categoria político-cultural de amefricanidade". Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, v. 92, n. 93, p. 69-82, (jan./jun.), 1988.
31 - MOLIERE, "O burguês ridículo"
32 - Filme "Caindo no ridículo" (França, 1996).
33 - Fábula "A cigarra e a formiga", de La Fontaine
34 - SENNETT, Richard. Carne e pedra. Rio de Janeiro: Record, 2003.
35 - BURCKHARDT, Jacob. A Cultura do Renascimento na Itália. Um ensaio. São Paulo: Companhia das Letras, 2009
36 - As viagens de Marco Polo
37 - Diário de Cristóvão Colombo
- COLOMBO, Cristóvão. Diários da descoberta da América. Porto Alegre, LPM, 1999.
38 - BRIGGS, Asa; BURKE, Peter. Uma história social da mídia: de Gutenberg à Internet. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1984.
39 - GIOVANNINI, G. (org.). Evolução da comunicação: do sílex ao silício. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987.
40 - WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do capitalismo. São Paulo, Martin Claret, 2000.
41 - HOBSBAWM, E. A era dos impérios. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988
42 - MARX, Karl. O Capital. Edição popular. Lisboa, Edições 70, s/d.
43 - LAMPEDUSA, Tomasi di. O Leopardo. São Paulo: Círculo do Livro, 1985.
44 - Filme "O Leopardo", de Visconti (Itália, 1963)
45 - GRESPAN, Jorge. Revolução Francesa e Iluminismo. Rio de Janeiro: Contexto, 2003.
46 - HUNT, Lynn. A invenção dos direitos humanos – Uma história. São Paulo: Cia. das Letras, 2009.
47 - Sobre democracia - HERCULANO, Selene. Em busca da boa sociedade. Niterói: EDUFF, 2006.
48 - HABERMAS, J. Mudança estrutural da esfera pública. RJ, Tempo Brasileiro, 1984.
49 - ELIAS, Norbert. O processo civilizador. Vol. 1 e 2. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Ed,1994.
50 - FOUCAULT, Michel. Microfísica do Poder. Rio de Janeiro, edições Graal, 1986.
51 - ANDERSON, Benedict. Comunidade imaginada. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
52 - SIMMEL, G. Subjective Culture. In: On Individuality and Social Forms. Chicago, The University of Chicago Press, 1971.
53 - TÖNNIES, F. Comunidad y Sociedad. Buenos Aires:
Losada, 1947
- artigo "Comunidade, sociedade e sociabilidade: revisitando Ferdinand Tönnies"
54 - WEBER, Max. Economia e Sociedade. Vol. 1 e 2. Brasília, UNB, 2000.
55 - ENNE, Ana Lucia. “À perplexidade, a complexidade: caminhos para pensar a relação entre consumo e identidade nas sociedades contemporâneas”. IN: Comunicação, Mídia e Consumo. v. 3, p. 11-29. São Paulo, ESPM, 2006.
56 - CHARNEY, Leo e SCHWARTZ, Vanessa (orgs.). O cinema e a invenção da vida moderna. São Paulo, Cosac & Naif, 2004.
57 - THOMPSON, John B. Ideologia e Cultura Moderna. Teoria social crítica na era dos meios de comunicação de massa. Petrópolis, Vozes, 1995.
58 - HOBSBAWM, Eric. A era do capital. São Paulo: Paz e Terra, 1981.
59 - HALL, Stuart. "A centralidade da cultura: notas sobre as revoluções culturais no nosso tempo". Rev. Educação e Realidade, 22, n.2, 1997.
60 - BOURDIEU, Pierre. A Distinção. São Paulo, EDUSP, 2007.
61 - SLATER, Don. Cultura de consumo e modernidade. São Paulo, Nobel, 2002.
62 - KLEIN, Naomi. Sem logo: a tirania das marcas em um planeta vendido. Rio de Janeiro, Record, 2004.
63 - CAMPBELL, Colin. A ética romântica e o espírito do consumismo moderno. Rio de Janeiro, Rocco, 2001.
64 - SCLIAR, Moacyr. Saturno nos trópicos: a melancolia européia chega ao Brasil São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
sexta-feira, 16 de novembro de 2018
Mídia e Sensacionalismo - Trabalhos Finais - “This is incredible!”, mas não é sensacional: o caso de Rachel Maddow em sua cobertura sobre os abrigos para crianças imigrantes.
sexta-feira, 5 de outubro de 2018
Mídia e Sensacionalismo - Trabalhos Finais: A perna cabeluda: de protagonista das narrativas de terror nas páginas policiais do Recife a mito do folclore pernambucano
segunda-feira, 2 de outubro de 2017
Blog do GRECOS indica: site do NEMES
No site, conforme divulgação, "além da produção intelectual dos participantes do grupo de pesquisa, há um arquivo atualizado de notícias sobre emoções e temas afins".
Parabéns e vida longa ao NEMES!
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Comunicação e Cultura Popular - Trabalhos Finais: 'Veja bem': uma desconstrução da revista 'Veja' dando voz à cultura popular"
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "A morte de Cristiano Araújo: A exploração da tragédia sob a ótica do sensacionalismo popular"
segunda-feira, 16 de março de 2015
Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "'Ladra Gata': Uma visão do machismo na imprensa"
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Mídia e Representações da Favela - Trabalhos Finais: "Subjetividades da Favela"
O Incentivo
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: análise do fato social da greve dos metroviários de São Paulo, segundo os principais conceitos de Karl Marx
Vale a leitura!
“Os metroviários de São Paulo decidiram, em assembleia na noite de hoje (4), entrar em greve a partir de amanhã (5), por tempo indeterminado. Segundo o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, a paralisação será total, com exceção da Linha 4Amarela, que não é representada pelo sindicato, e funcionará normalmente. Uma nova assembleia está marcada para as 17h de amanhã na sede do sindicato, no Tatuapé. O Metrô informou, no entanto, que o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou que o sistema de transporte opere 100% no horário de pico. Ou seja, que garanta o funcionamento total no horário de maior movimento das linhas, e o funcionamento de 70% nos demais horários, sob risco de multa diária de R$ 100 mil. O Metrô também informou que uma nova reunião de conciliação foi agendada para as 15h30 de amanhã, na sede do tribunal, no centro da capital. O TRT confirmou essas informações à Agência Brasil, acrescentando que pediu o funcionamento total do metrô entre as 6h e as 9h e das 16h às 19h. Hoje ocorreu uma reunião de conciliação entre representantes do Metrô e do sindicato, que terminou sem acordo. A empresa elevou a proposta de reajuste para 8,7%, que foi rejeitada pelo sindicato. Os dirigentes sindicalistas disseram que não aceitam proposta inferior a 10% de reajuste. Os metroviários reivindicam reajuste de 35,47% [7,95% de Inflação mais 25,5% de aumento real], redução de jornada e adicional de periculosidade, entre outros. O Sindicato dos Metroviários de São Paulo representa os funcionários do Metrô nas linhas 1, 2, 3 e 5 da capital paulista, e aprovou a greve em assembleia na terçafeira (27). A categoria pretendia trocar a greve por catraca livre, mas o governo estadual rejeitou a ideia. Por meio de nota, o Metrô informou que repudia a greve que “só prejudica os usuários e a população de São Paulo”. Segundo a companhia, 4,5 milhões de pessoas usam o sistema, com grande impacto na mobilidade da capital paulista. Tanto que, por causa da greve, a Companhia de Engenharia e Tráfego (CET) decidiususpender o rodízio, amanhã (5).” (Texto: Elaine Patricia Cruz, Agência Brasil).
A matéria escolhida sintetiza bem o cerne da greve dos metroviários da cidade de São Paulo e a reação do governo à manifestação legítima dos trabalhadores frente à insatisfação com as condições de trabalho oferecidas à eles, típica manchete de jornal de um país inserido no sistema capitalista. No decorrer da pesquisa sobre este fato social, foram surgindo diversos outros fatos relacionados que muito me chamaram a atenção e que acho válidos para serem citados aqui, como a confusão que ocorreu na estação Itaquera, uma das mais movimentadas da capital paulista. Por volta das 7h da manhã, usuários do metrô, alegando não terem sido informados sobre o fechamento do embarque, derrubaram e quebraram grades para entrar nas plataformas. Por medidas de segurança, às 7h40 a estação foi aberta após a Polícia Militar ser chamada. Ninguém foi preso, mas em uma das notícias sobre o ocorrido, um usuário entrevistado, administrador, 35 anos, deu a seguinte declaração: "Eu me sinto lesado todos os dias. A gente acompanha o noticiário e nada foi falado sobre o fato de os trens não pararem aqui. A gente achou que teria uma alternativa. Eu só quero trabalhar."
sábado, 26 de julho de 2014
Mídia e Representações da Favela - Trabalhos Finais: "Spotted: Icaraí - dos flertes cotidianos ao reforço da ideia de terror"
O texto é rico e vale muito a leitura!
DOS FLERTES COTIDIANOS AO REFORÇO DA IDEIA DE TERROR
A página “Spotted: Icaraí” (www.facebook.com/SpottedIcarai/timeline) foi criada em 2013, ano em que as “Spotted” tornaram-se uma moda no Facebook. Essas páginas têm por intuito ser espaços de trocas de mensagens anônimas de paquera. No caso analisado, entre moradores e frequentadores do bairro niteroiense. Na seção “Sobre”¹, há o seguinte texto:
A parir da breve descrição e dos exemplos citados, é possível ter uma ideia do funcionamento da página. Porém, há alguns meses, a “Spotted: Icaraí” parece ter deixado seu propósito inicial. Mensagens a respeito de assaltos, furtos, barulho de tiros, viaturas de polícia, “elementos” e “aglomerações” suspeitas tornaram-se rotina nas timelines dos seguidores. O vasto alcance do canal (com 25 mil curtidas até o dia 16 de junho de 2014) e a grande participação do público fizeram dela uma espécie de "noticiário policial” do bairro, motivando o envio de mensagens com tal conteúdo. Assim, a partir da primeira postagem sobre a temática, vieram as inúmeras outras.
O objetivo aqui não é dizer que não acontecem ações ilegais, mas observar como a "Spotted" ajuda a disseminar ainda mais um sentimento de terror e preconceito entre as pessoas. Depois dela, a sensação tida em toda Niterói³ (o bairro é a representação da cidade por inteira) é de um aumento extraordinário dos roubos e sequestros, a ponto de não se poder sair de casa. Essa impressão é causada não pelo real crescimento desses indícios, mas pelo aumento de sua divulgação. É como se antes da exposição desses casos na página eles ainda não ocorressem e quando não há textos a respeito, não estariam acontecendo.
Desta forma, a "Spotted: Icaraí" se mostra como uma página de luta de classes, onde as histórias são contadas pelo ponto de vista dos ricos, os sempre mocinhos sofredores, inquestionavelmente. É a velha ideia do morro (pois todos os favelados são bandidos, vagabundos, malvados) invadir o asfalto e tomar um lugar que não lhe pertence.
terça-feira, 15 de julho de 2014
Mídia e Representações da Favela - Trabalhos Finais: Análise de uma representação midiática de favela
Para que o cenário retratado na matéria pudesse se tornar realidade, a cidade do Rio de Janeiro passou por um processo de gentrificação recente, que há muito tempo era almejado pelo Estado. E, talvez, a principal política implantada para que esse processo fosse concluído tenha sido a criação das Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) que são os braços do governo dentro das favelas e, infelizmente, o único braço presente naquele território: o armado. Midiaticamente veiculada, a "sensação de segurança" agora impera na cidade, graças a uma política opressora, exterminadora e mentirosa. Visto isso, analisaremos trecho à trecho a matéria que, em suas primeiras linhas, já demonstra seu caráter preconceituoso e maniqueísta.











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