Mostrando postagens com marcador memória. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador memória. Mostrar todas as postagens

sábado, 26 de novembro de 2022

Identidades Culturais na Contemporaneidade - Trabalhos Finais - Análise de Filmes Teens com Pierre Bourdieu e Gilberto Velho

 


Para finalizar a disciplina Identidades Culturais na Contemporaneidade, os alunos Victor Carvalho, Fernanda Simões, Nátalie Rodrigues, Daniel de Paula e Júlia Euzébio desenvolveram uma análise de filmes adolescentes usando os conceitos de Pierre Bourdieu e Gilberto Velho, que foram discutidos durante o período.

O trabalho completo, em vídeo, pode ser conferido clicando aqui.



Postagem: Julieverson Figueredo - graduando de Estudos de Mídia
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI


Teorias Críticas de Midia - Trabalhos Finais - Daniel Sloss Live Show: Quebra-Cabeça Análise de Conteúdo Midiático



Para finalizar a disciplina de Teorias Críticas de Midia, os alunos Clarice Oliveira dos Anjos e Yan Gomes desenvolveram uma análise do especial de comédia "Daniel Sloss: Live Show", usando conceitos de Guy Debord sobre a Sociedade do Espetáculo e de Antonio Gramsci sobre Consenso e Discurso, além de passar pontualmente pelo raciocínio de Izabel Cristina Rios, desenvolvido no artigo O Amor em Tempos de Narciso (2008).

O objeto desta análise é o segundo dos 2 episódios do especial de comédia: Daniel Sloss: Live Show, “Quebra-cabeça”. O show pode ser assistido na plataforma de streaming Netflix e, ao longo dele, o comediante trata de assuntos sociais, íntimos e delicados de maneira direta e humorística, com críticas ácidas e, definitivamente, indelicadas. Em Quebra-cabeça, o conteúdo analisado neste trabalho é o que está presente a partir de 31’20’’ de show, em que Daniel leva a platéia à uma reflexão sobre a idealização de amor e os caminhos que isso determina nos relacionamentos.


Para ler o trabalho completo clique aqui. 


Postagem: Julieverson Figueredo - graduando de Estudos de Mídia

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

Identidades Culturais na Contemporaneidade - Trabalhos Finais - Lutando Por Um Território Mestiço: Uma Análise do Curta-Metragem Liberdade (2018)


Para finalizar a disciplina Identidades Culturais na Contemporaneidade, a aluna Telma Yamabe desenvolveu uma análise do curta-metragem "Liberdade", usando conceitos de Stuart Hall, Michael Pollak e Gilberto Velho, que foram discutidos durante o período.

O curta-metragem Liberdade é uma correalização de Pedro Nishi e Vinícius Silva, produzido por A Flor e a Náusea em 2018 e foi vencedor do Prêmio Especial do Júri no 51o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Durante 25 minutos, a obra mistura o documental e a ficção trabalhando com quatro temporalidades distintas ancoradas no território do bairro da Liberdade em São Paulo. Através da atuação de Aboubacar Sidibé, Cristina Sano e Mamadou Yaya Sow percorremos o passado escravocrata, a imigração japonesa, a atual presença de imigrantes oriundos da África e o futuro do bairro paulista.


O curta está disponível no YouTube e pode ser acessado clicando aqui.

Para ler o trabalho completo clique aqui


Postagem: Julieverson Figueredo - graduando de Estudos de Mídia

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Chimamanda Adichie e o Perigo da História Única


No cotidiano, nos deparamos com diversos fatos. Fatos esses que conferem um consenso sobre uma "realidade", uma verdade elaborada acima da sucessão de acontecimentos que nos rodeiam. No entanto, tudo que se sabe sobre qualquer coisa, possivelmente, não é tão factual para outros. Os fatos são tudo aquilo que se diz sobre eles; são tudo aquilo que compõe as representações para si. Podemos ter conhecimento sobre qualquer coisa, mas nunca teremos sua experiência por completo. Daí, o que se sabe sobre tudo é o que se fala sobre tal, o que o nosso imaginário nos apresenta em seu horizonte de possibilidades.

Nesse passo, a escritora nigeriana Chimamanda Adichie nos alerta sobre o perigo da história única. Sobre a história que se desprende da complexidade das realidades. Claro que nunca se sabe tudo sobre qualquer coisa, mas não quer dizer que deveríamos nos ater a uma única possibilidade. Parafraseando a autora, "o branco é um eufemismo para o poder" e são eles, os que se apropriaram do capital social e simbólico, que detêm desta potencialidade de fixar significados e reproduzi-los até que já não haja dúvidas sobre a história.

De certo, o que Adichie nos alerta é basicamente sobre a dificuldade de ouvir o outro, a dificuldade de quebrar o silêncio e o vazio descritivo do discurso que se materializa sobre os corpos.

Assista ao TedTalk completo abaixo.


Postagem: Matheus Bibiano - graduando de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

quinta-feira, 25 de junho de 2015

“O QUE O MUNDO SEPARA, O ESQUENTA! JUNTA?”: como representações e mediações ambivalentes configuram múltiplos territórios

Em sua dissertação, Ohana Boy Oliveira tem como objeto de estudo o programa televisivo Esquenta!, apresentado por Regina Casé e veiculado pela Rede Globo aos domingos. A partir dos conceitos interdisciplinares trabalhados no Programa de Pós-Graduação em Cultura e Territorialidades, Ohana analisa o Esquenta!, tendo como base a metodologia da tríplice mimese de Paul Ricoeur, além de trabalhar questões que giram em torno da memória, identidade e projeto, como desenvolveu Gilberto Velho.

Não poderíamos deixar de compartilhar esse trabalho, agora disponível online.

Boa leitura!

Resumo: Através de uma abordagem multidisciplinar, buscamos complexificar a compreensão acerca do programa televisivo Esquenta!, apresentado por Regina Casé na Rede Globo, criado em parceria com Hermano Vianna e integrante do Núcleo Guel Arraes. Na perspectiva dos estudos culturais, discutimos a ambivalência desse produto midiático e as múltiplas territorialidades que o mesmo representa. Por meio dos eixos de mediação cultural, representação e conflito, que estão imbricados, procuramos analisar com olhar crítico os processos de configuração, prefiguração e refiguração da narrativa proposta pelo programa, utilizando para isso a metodologia da tríplice mimese de Paul Ricoeur. Dessa forma, relacionamos o objeto às discussões sobre memória, identidade e projeto, via Gilberto Velho, buscando compreender os processos de produção de consensos e conflitos entre produtores e receptores do programa.

Palavras-chave: Esquenta!, ambivalência, territorialidades, mediação, representação

Leia na íntegra e faça o download, clicando aqui.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Mídia e Memória - Trabalhos Finais: Relações entre narrativa e memória em "Ao Coração da Tempestade", de Will Eisner.

Graphic Novel ou, em sua tradução para o português, romance gráfico, é uma história produzida em formato de quadrinhos. O termo é usado especialmente em situações nas quais a HQ é longa e feita em sequência. O termo Graphic Novel ficou popular a partir de Will Eisner,  seu criador. Eisner publicou Um Contrato com Deus e, com o intuito de descrever o formato de sua obra, o autor criou o conceito de romance gráfico, que popularizou-se e é comumente usado pelos admiradores das HQs e pela mídia.

O trabalho que segue, feito por Juan Guimarães, aluno de Mídia e Memória, analisará a questão da memória presente na narrativa do quadrinho de Eisner, Ao Coração da Tempestade, a partir dos relatos sobre a infância do autor, de maneira a exemplificar como a lembrança do passado é negociada e construída, se tornando, assim, uma imagem da realidade do indivíduo.


"O presente trabalho tem como intuito fazer uma análise do uso da memória nos meios midiáticos. Como objeto de estudo, utilizarei uma Graphic Novel, termo mais sofisticado para novela gráfica, ou romance gráfico, que nada mais é do que um tipo de narrativa ao qual já estamos mais do que acostumados, uma história em quadrinhos. O titulo utilizado é Ao Coração da Tempestade, de Will Eisner, um dos quadrinistas mais aclamados da atualidade pelo conjunto de sua obra.

O quadrinho de Eisner tem como pano de fundo o resgate da memória frente a acontecimentos marcantes de sua vida. A história se desenrola em torno do período entre guerras, com momentos que remontam tanto a Primeira quanto a Segunda Guerra Mundial. Neste trabalho tratarei de contextualizar o leitor com o enredo do quadrinho, para assim mostrar as implicações do uso da memória em meios midiáticos, tanto como recurso narrativo (textual e visual) como recurso ideológico e semântico.

Neste trabalho utilizarei imagens tanto da versão americana como da versão brasileira pela facilidade de acesso ao conteúdo digital. É importante ressaltar que a construção da memória está sempre em processo de conflito, é um campo de disputa até mesmo dentro do âmbito industrial e mercadológico. Por esse motivo é importante ver as inconstâncias encontradas nas duas versões dos quadrinhos, que pela sua tradução também sofre uma transposição de significados, que muitas vezes buscam reforçar discursos e corroborar com narrativas especificas. Este trabalho não tem o fôlego para aprofundar este estudo, e sim o objetivo de apontar as relações entre mídia e memória, porém não está despreocupado neste sentido e dá consideração a estas inconstâncias."

Confira o trabalho na íntegra aqui

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Mídia e Memória - Trabalhos Finais: “Entre Chás e Madeleines”.

Attila Marcel, filme francês dirigido por Sylvain Chomet, é denso e repleto de significados. O filme conta a história de Paul, um homem adulto que sofre e carrega consigo as lembranças de seu passado. A memória da infância do protagonista está bastante presente, ainda que algumas vezes de maneira subliminar.

O intuito deste trabalho, feito pela aluna de Mídia e Memória, Gisele Delatorre, é analisar o filme e sua constante relação com a memória. A partir de autores que estudam o assunto, o trabalho relaciona as vivências de Paul, o protagonista do filme, com conceitos estudados por esses autores, como, por exemplo: fenômeno regressivo de Freud, lembrança de Halbwachs e memória de Marcel Proust. 



Filmado em 2013, o filme francês dirigido por Sylvain Chomet (“As Bicicletas de Belleville”, “Paris, Te Amo”) é uma película repleta de não coincidências aos diversos fatores que envolvem a memória e suas implicações no mundo em que se vive, ou ainda: o presente em constante diálogo com o passado, sendo aquele periodicamente reconfigurado e atualizado por este conforme a narrativa se constrói.

Paul (Guillaume Gouix), protagonista da obra, é um homem extremamente infantilizado que, mesmo aos trinta anos, continua morando com suas tias, (interpretadas por Bernadette Lafont e Hélène Vincent), que o criaram devido à morte até então desconhecida de seus pais quando tinha apenas dois anos. Por conta de tal trauma, Paul se comunica apenas pelas suas expressões, por avisos deixados numa lousa em sua casa ou – mais expressivamente - pelo piano, instrumento que toca habilmente nas aulas de dança dadas por suas tias. 

Logo na cena inicial é mostrado que memórias muito distantes da infância do protagonista – não esquecidas, porém, além de traumáticas, muito remotas e por tais motivos mais difíceis de serem ativadas conscientemente – estão aparecendo (não coincidentemente) em sonhos, que Freud em “A Interpretação dos Sonhos” (1899/1900) aponta como um fenômeno regressivo no qual os estados primitivos da infância nos são devolvidos, onde sempre há um significado da realização de desejos reprimidos. Halbwachs afirma que existe tal dificuldade para ativar lembranças da infância, pois ainda não nos era caracterizado a noção de sermos entes sociais.

Confira o trabalho completo aqui.

domingo, 12 de abril de 2015

Mídia e Memória - Trabalhos Finais: "Formas de lidar com a morte usando estratégias da memória: 'As pessoas permanecem vivas enquanto falarmos delas'"

A doença de alzheimer é um transtorno neurodegenerativo incurável que, inicialmente, causa a perda da memória recente e se agrava progressivamente, acarretando a perda das funções corporais básicas até, eventualmente, levar a morte. Perder um ente querido é uma experiência dolorosa, quando ocorre em função de uma doença que o torna incapaz de realizar funções básicas e recordar laços afetivos cotidianos, pode se tornar uma lição de vida, como aconteceu no caso do escritor Fernando Aguzzoli e sua avó Nilva.  O jovem criou uma fanpage no facebook para relatar conversas e fatos sobre ele e a avó, além de compartilhar informações sobre a doença e dialogar com pessoas que passaram pela mesma situação. A fanpage resultou ainda em um livro intitulado "Quem, eu?", frase que a avó Nilva repetia constantemente.

Os alunos Caroline Ribas, Igor Barreto e Thayanne Torres, da turma de Mídia e Memória, analisaram o caso do Fernando, como um exemplo de materialização da memória, de modo que, mesmo após a morte da sua avó, o jovem continuou escrevendo na página e criou o livro. Além disso, quando compartilha suas lembranças com outros indivíduos, Fernando as transforma em memória coletiva, pois ao entrar em contato com os relatos do escritor, algumas pessoas podem criar empatia, se identificando com tais fatos. A partir daí, a memória passa a pertencer a essas pessoas também. 

Como base para o trabalho, o grupo usou textos dos autores Michael Pollak e Gilberto Velho, além do conteúdo e filmes trabalhados em sala pela professora Ana Enne.


"O objeto analisado é um caso de Fernando Aguzzoli, jovem que largou o emprego e a faculdade para cuidar da avó com Alzheimer — doença incurável que provoca o declínio das funções intelectuais, principalmente a memória —. Ele criou uma fanpage no Facebook, contando diversas memórias dele com a avó de forma não linear, notícias de possíveis curas, e também dicas de como lidar com uma pessoa com a doença. O rapaz e a Vovó Nilva ficaram conhecidos pelo Brasil rapidamente. 

Meses depois da criação da página a Vovó Nilva faleceu, porém Fernando continuou a postar na página e também resolveu transformar o conteúdo das lembranças em um livro chamado 'Quem, Eu?' frase dita pela avó tantas vezes. 

Essas formas de criação de recursos para se lembrar de alguém e ainda continuar falando dela para os outros, de modo que a pessoa querida se mantenha eterna nas lembranças, é um exemplo da crise dos “Meios para lembrar”, onde as pessoas têm a necessidade de criar um lugar para que se possa rememorar algo ou alguém, ou seja, há uma materialização da memória para fixar sentidos. Nesse caso, a fanpage e o livro. 

Essa crise ocorre porque hoje a maioria dos indivíduos acredita que para memória viva, não morrer é preciso criar arquivos, manter aniversários e organizar celebrações. Quando na verdade ela permanece no corpo, nos silêncios, nos gestos e nas práticas cotidianas como diz o historiador francês Pierre Nora na sua obra 'Les Lieux de Mémóire'."

Confira o trabalho completo aqui.

E não deixe de visitar a fanpage Vovó Nilva.