segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Teoria Critica da Mídia - Trabalhos Finais - O caso Blogueirinha e a Padronização da Performance

Para o trabalho final da disciplina de Teoria Crítica da Mídia, as alunas Mariana Goulart e Renata Azevedo, utilizando conceitos de Debord e Goffman  fizeram um podcast sobre o fenômeno nas redes sociais que são as “blogueiras” e a personagem Blogueirinha que ganha fama nas redes sociais e se torna influencer como uma caricatura dessas pessoas.


"Nos últimos anos o mercado de influencers tem crescido de forma exponencial, marcas e empresas usam do reconhecimento e alcance dessas pessoas para vender seus produtos, foi com o surgimento dessa nova profissão e a padronização de certos comportamentos devido ao interesse de cada vez maior do reconhecimento de “blogueira” que surge a “Blogueirinha”, personagem criada pelo ator Bruno Matos como uma caricatura dessas novas personalidades midiáticas. A personagem imita esses padrões presentes nas blogueiras com certo exagero para criar humor em cima disso. 

 No podcast iremos debater sobre esse fenômeno nas redes sociais que são as “blogueiras” e contrapor com a personagem Blogueirinha que ganha fama nas redes sociais e se torna influencer como uma caricatura dessas pessoas , serão usados conceitos de Debord e Goffman para embasar a discussão."

Confira o podcast criado pelas alunas:



Postagem: Giulia Jesus - graduanda de Estudos de Mídia/

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais - Luccas Neto: crianças, influências e dinheiro




Para o trabalho final da disciplina de Sociologia e Comunicação, Nubia Mobo desenvolveu uma análise sobre o impacto que o youtuber Luccas Neto tem sobre o seu público infantil em relação à dinheiro e consumo.

"Atualmente um dos maiores produtores de conteúdo voltado para o público infantil no YouTube Luccas Neto - Luccas Toon , segundo o site Social Blade, seu canal possui mais de 14 bilhões de visualizações e mais de 33 milhões de inscritos, ocupando a 4ª posição entre os canais mais assistidos do Brasil (sendo o primeiro voltado para o público infantil) e ficando na 5ª posição no ranking brasilero em número de inscritos. Além do conteúdo audiovisual publicado periodicamente no Youtube, a Luccas Toon, está investida em outros setores como a produção filmes, shows, livros, jogos eletrônicos e também é responsável uma série de produtos como brinquedos, roupas, material escolar, produtos de higiene, suplementos nutricionais, achocolatados, objetos para festa e decoração, está presente em todo o universo infantil. "

Clique aqui para ler o trabalho completo. 


Postagem: Giulia Jesus - graduanda de Estudos de Mídia/

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

Referências do Episódio 13 do Podcast Papinho, em fevereiro de 2021 - Juventude como espírito do tempo moderno ocidental

 Começamos com o Papinho ep. 13, "Juventude como espírito do tempo moderno ocidental", uma série de 4 podcasts para apoiar a disciplina de Mídia e Subculturas juvenis, dividida por Ana Enne e Dionísio Almeida Brazo, mestrando em Cultura e Territorialidades pelo PPCULT/UFF, no semestre 2020.2 no curso de Estudos de Mídia/UFF (que excepcionalmente, em razão da pandemia por covid19, está transcorrendo no início de 2021). Nesse ep. 13, vamos pensar no surgimento da categoria de juventude, sua pluralidade e sua consolidação como espirito do tempo moderno ocidental.

Para ouvir o Papinho ep.13:

- Link 1 - Anchor

- Link 2 - Spotfy

Para acompanhar a escuta do Episódio 13, consulte o PDF pra salvar - parte 13.

Vamos disponibilizar aqui uma relação das referências que embasaram o episódio, citadas ou não no decorrer do mesmo, em ordem de aparecimento no decorrer do Papinho 13:

1) Sobre a UFF - Universidade Federal Fluminense 

2) Sobre o curso de Estudos de Mídia/UFF

3) Sobre o dia da marmota - Filme "Feitiço do tempo"



5) Programa da disciplina de Mídia e Subculturas juvenis (2020/1, Estudos de Mídia/UFF)

6) Sobre Otaku

7) BRAZO, Dionísio AlmeidaTURISMO OTAKU: NOVA TENDÊNCIA DE TURISMO SOB O OLHAR DOSOTAKUS NO BAIRRO DA LIBERDADE, EM SÃO PAULO. TCC em Turismo, Niterói, UFF, 2017.

8) Sobre a expressão A césar, o que é de César

9) Sobre a pesquisa "Ansiedade e afeto como sintoma e capital na cotidianidade das juventudes contemporâneas: o papel das mídias na construção de uma pedagogia ambivalente para o capitalismo globalizado" (2016/2020) - Neste projeto, através do mapeamento, leitura e análise de material diverso, como livros, games, séries televisivas, perfis de rede social e outros, conjugadas com entrevistas e realização de observação em grupos temáticos, pretendemos discutir como as juventudes contemporâneas, em especial as que circulam em torno das práticas e consumos da classe média globalizada, são atravessadas pelas categorias da ansiedade e do afeto, que desempenham papéis ambivalentes na construção da realidade social. Neste sentido, entendemos que essas duas categorias são tanto sintoma quanto formas de capital na prática cotidiana da vida nas sociedades urbanas complexas contemporâneas. Partimos da hipótese de que as mídias são um importante lócus de mediação para a construção e partilha de uma pedagogia acerca dessas duas sensibilidades, ansiedade e afeto, em relação direta com as demandas do capitalismo globalizado contemporâneo.

10) Sobre a pesquisa "Jovens urbanos e redes comunicacionais: mapeamento de movimentos sociais contemporâneos e seus múltiplos formatos" (2013-2016) - Este projeto pretende mapear práticas e saberes de jovens urbanos de periferias do Rio de Janeiro na configuração de redes comunicacionais, presenciais e/ou virtuais. Buscamos compreender a relação que parte significa da juventude urbana estabelece com as tradicionais e as novas tecnologias de comunicação e informação, utilizando-as como forma de ressignificação de suas identidades, memórias, lutas e culturas urbanas. Entendemos que hoje as redes comunicacionais são ferramentas fundamentais para a constituição de novos formatos para os movimentos sociais, permitindo novas formas de conexão, inserção e expressão, algumas vezes em consonância com estratégias políticas no sentido mais tradicional, em outras buscando outras formas de negociação em que a política se coloca de forma decisiva, porém transversal, em interação com outras práticas culturais. Para realizarmos esse mapeamento, realizaremos uma pesquisa que compreende discussão bibliográfica, etnografia e entrevistas com agentes e agências levantados

11) Sobre a pesquisa "Resistências e Re-existências: práticas de comunicação e construção de identidades entre jovens moradores da Baixada Fluminense" (2010-2013) - O projeto de pesquisa agora apresentado é parte significativa de um projeto maior, intitulado ?Das casas de cultura às ONGs na Baixada Fluminense: reflexões sobre mídia, cultura, política, práticas de comunicação e juventude?, contemplado em 2009 com o edital Jovem Cientista do Nosso Estado pela FAPERJ, que visa comparar as ações culturais desenvolvidas na região da Baixada Fluminense da década de 80 aos dias atuais. Ao nos debruçarmos sobre as atividades desenvolvidas por Organizações não-governamentais na região, nos deparamos com um instigante cenário de atuação de jovens moradores no campo das comunicações e da mídia, através das mais diversas práticas, como produção de filmes e documentários usando celular, movimentos musicais, criação de cineclubes, desenvolvimento de sites, blogs e portais, gerenciamento e programação de rádios comunitárias, dentre outros. Nossa proposta nesta pesquisa que pretendemos desenvolver na universidade nos próximos dois anos, com auxílio de um bolsista de Iniciação Científica, é mapear tais práticas de comunicação e entender de que forma os jovens, através das mesmas, constituem-se como agentes de produção, construção e negociação de identidades culturais e sociais para eles mesmos e para a região de modo geral.

12) Sobre a pesquisa "Adolescentes e práticas institucionais na Baixada Fluminense: arena de disputas pelo direito de significar", em parceria LAMI (PPGCOM/UFF) e LACED (PPGAS/MN/UFRJ), contemplado no edital Direitos Humanos, da FAPERJ (2007-2009) - Desenvolvido em parceria entre o LAMI e o LACED (PPGAS/Museu Nacional/UFRJ), através do edital Direitos Humanos, da FAPERJ, sob a coordenação dos profs. doutores Antonio Carlos de Souza Lima (em nome de quem foi dada a outorga), Adriana Vianna (ambos do PPGAS/UFRJ) e Ana Lucia Enne e Marialva Barbosa (ambas do PPGCOM/UFF). Inicialmente, o projeto foi batizado como "Adolescentes infratores e práticas de confinamento: arenas de disputas pelo direito de significar". Posteriormente, a partir dos novos rumos da pesquisa, foi renomeado para "Adolescentes e práticas institucionais na Baixada Fluminense: arenas de disputa pelo direito de significar"

13) Para conferir artigos publicados e apresentados em congressos/eventos a partir dessas pesquisas, conferir o Lattes da professora Ana Lucia Silva Enne


15) Programa da disciplina de Mídia e Juventude (2010/1, Estudos de Mídia/UFF)

16) Programa da disciplina de Mídia e Culturas Juvenis (2016/1, Estudos de Mídia/UFF) - com Michelli Giovanelli e Paula Oliveira (então mestrandas pelo PPCULT/UFF)

17) BOURDIEU, Pierre. "A juventude é apenas uma palavra". Questões de sociologia. Rio de Janeiro: Marco Zero, 1983.

18) Sobre a ideia de espírito do tempo (ou zeitgeist)

19) Sobre a ideia de estilo de vida

20) MARGULIS, Mário e URRESTI, Marcelo. "La juventud es más que una palabra". Ensayos sobre cultura y juventud. Buenos Aires: Biblos, Sociedad, 2008,




24) Pesquisadores sobre juventudes em geral (BR): Regina Novaes; Juarez Dayrell; Paulo Carrano e Observatório Jovem da UFF; Adriana Facina; Pâmella Passos; Rôssi Alves; Helena Abramo; Marília Sposito; Silvia Ramos; João GuerreiroNívea Andrade e o Grupo de Pesquisa Juventudes, Infâncias e Cotidianos.

25) Pesquisadores sobre juventudes no campo das comunicações (BR): Silvia Borelli, Rosana Soares, Rose de Melo Rocha e o seu grupo Juvenália; Claudia Pereira e o seu grupo Jux- Juventudes Cariocas; João Freire Filho; Micael Herschmann; Cintia Sanmartin; Kleber Mendonça, Marildo Nercolini e Flora Daemon e o projeto "Quem sabe de mim sou eu"; Alexandre Barbalho; Carla Baiense, Larissa Morais e Helen Britto, com o grupo Mídias, redes e jovens; 


27) Sobre a Deusa Juventa/Hebe


29) Sobre o poeta Ovídio

30) OVÍDIO, "Metamorfoses" - tradução em www.ricardogodim.com.br



33) Onu e Juventude: 18 a 24 anos (corrigindo informação do Papinho, essa classificação ainda permanece)


35) Classificação "Adulto jovem" (20 a 40 anos)

36) Vídeo "We all want to be young" (Box1824)


37) Sobre a BOX1824

38) Sobre o conceito de moratória social

39) Sobre o conceito de rito de passagem

40) ARIÈS, Philippe. História social da criança e da família. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1973.

41) KEHL, M. R. “A juventude como sintoma da cultura”. In: NOVAES, R. e VANNUCHI, P. (Orgs.) Juventude e sociedade. Trabalho, educação, cultura e participação. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2004.

42) POMPÉIARaulO Ateneu. São Paulo: Ática, 1996 

43) BARRETO, Lima. Clara dos Anjos. MINISTÉRIO DA CULTURA, Fundação Biblioteca Nacional, Departamento Nacional do Livro. Domínio Público.

44) HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

45) MORIN, E. Cultura de massas no século XX. Vols 1 e 2. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1999.

46) LACERDA, Andressa. "Sobre morte e juventude". Post do Blog do GRECOS de 27/09/2010.


48) Sobre a literatura gótica



51) Sobre o "mal do século"

52) Sobre os "poetas malditos"

53) Versos "é melhor viver dez anos a mil, do que mil anos a dez", da música "Decadence avec elegance", de Lobão


54) WILDE, Oscar. O retrato de Dorian Grey. Biblioteca Azul, 2013.

55) BALZAC, H. Ilusões perdidas. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.

56) SHAKESPEARE, W. Romeu e Julieta. Clássicos Penguin, 2016.

57) KOSELLECK, Reinhart. Futuro passado. Contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: contraponto, 1999.

58) BERMAN, Marshall. “Introdução: modernidade – ontem, hoje e amanhã”. IN: Tudo que é sólido desmancha no ar. A aventura da modernidade. São Paulo: Companhia das Letras, 1986.

59) SANTOS, Lídia. "As “causas” da “rebeldia sem causa”.Jovens transviados e a perspectiva médico-social no Brasil. (1950-1960)". Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH • São Paulo, julho 2011.



62) Sobre o termo subcultura (que vamos destrinchar no Papinho ep.16)

63) Sobre os Mods

64) Sobre os Teddys

65) Sobre os Greasers

66) Sobre os Punks

67) Sobre os Hippies

68) Sobre a contracultura


70) Sobre o Totalitarismo do século XX

71) Sobre a "juventude hittlerista"

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais - Meninas Malvadas, uma análise social




Para o trabalho final da disciplina de Sociologia e Comunicação, Alessandra de Oliveira desenvolveu uma análise do filme Meninas Malvadas, relacionando o desenvolvimento da
protagonista com alguns sociólogos apresentados durante o semestre.


"Em 09 de julho de 2004, semana da independência dos Estados Unidos, estava sendo lançado o filme de comédia adolescente Meninas Malvadas, o enredo acompanha Cady Heron (Lindsay Lohan), uma adolescente que passou a maior parte da sua vida morando na África — não especificam em momento algum do filme qual país a personagem morava, apenas deixam em aberto reafirmando o estereótipo do continente ser um único país, como se o povo fosse único sem qualquer tipo de pluralidade e a região fosse homogênea — ela cresceu tendo ensino doméstico, com sua mãe lecionando as disciplinas. Ao completar dezesseis anos a família se muda para os Estados Unidos, e pela primeira vez Cady passa pela experiência de estudar em um colégio, tendo um enorme choque cultural. "

Clique aqui para ler o trabalho completo. 


Postagem: Giulia Jesus - graduanda de Estudos de Mídia/

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Teoria Critica da Mídia - Trabalhos Finais - Bauman: a thread - o amor líquido explicado em tweets


 

Para o trabalho final da disciplina de Teoria Crítica da Mídia, as alunas Ana Clara Teixeira De Almeida e Larissa de Mello Rosa fizeram uma análise dos relacionamentos na "modernidade liquida" com base em experiências compartilhadas por usuários do Twitter .


"Neste trabalho temos como objetivo fazer uma análise em torno dos relacionamentos em tempos de "modernidade líquida", conceito criado por Zygmunt Bauman. Por sua vez, nos inspiramos em tweets para abordar tal assunto, uma vez que reflete o que somos e reforça o pensamento de Bauman em seu estudo sobre liquidez. Apesar dos tweets terem um teos cômico e raso, trazem à tona diversas questões discutidas pelo sociólogo polonês, mais do que isso, são um reflexo de seus pensamento que, inclusive, é questionado algumas vezes."



Para ler o trabalho completo clique aqui.


Postagem: Giulia Jesus - graduanda de Estudos de Mídia/

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais - “Cercados”: Uma Análise Sob a Ótica de Kellner


Para o trabalho final da disciplina de Sociologia e Comunicação, Marcela Beatriz Neves Silva desenvolveu uma análise da série documental "Cercados" a partir de argumentos elaborados pelo filósofo Douglas Kellner.


" “Cercados”, a nova produção original da Globoplay, serviço de streaming do canal Globo, retrata a rotina do setor jornalístico da emissora no período da pandemia do coronavírus. Entre desafios, alegrias e muito trabalho, o documentário mostra para o público os bastidores dos programas mais conhecidos da empresa, o “Jornal Nacional”, “Profissão Repórter” e “GloboNews” e os obstáculos na hora de transmitir as notícias mais relevantes acerca desta nova doença, principalmente pela resistência do governo Bolsonaro e seus apoiadores. Com esta premissa em mente, decidi analisar o referente produto segundo os argumentos de Douglas Kellner, que no seu livro “A Cultura da Mídia” destaca a dificuldade que governos conservadores têm de aceitar mudanças e o papel da mídia na difusão de ideias contrárias."

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Postagem: Giulia Jesus - graduanda de Estudos de Mídia/

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Teoria Critica da Mídia - Trabalhos Finais - Mulheres negras na mídia, representação e a síndrome do tokenismo



Para o trabalho final da disciplina de Teoria Crítica da Mídia, Marcele Oliveira fez uma análise da representação das mulheres negras na mídia e as formas de olhar e reinventar o conceito de “tokenismo”.

"Quem vê na mídia as artistas brasileiras Elis Mc e Mc Soffia, ambas mulheres negras, muito jovens, talentosíssimas e completamente conscientes de sua cor, pode até pensar que a favela venceu. Para um país que foi o último país das Américas a abolir a escravidão, no qual se perpetua uma política de morte, ou necropolítica como diz Achille Mbembe (PEREIRA, 2019), em uma falsa ilusão de democracia e segurança, considero difícil utilizar essa afirmativa. Será que a favela venceu mesmo? Mídiaticamente, somos vitoriosos em ter figuras como Iza, Ludmilla, Karol Conka, Drik Barbosa e muitos outros nomes mais ocupando as telas e telinhas da sociedade contemporânea. Escolho aqui falar das mulheres negras não só por identificação mas também por entender que elas demoraram a serem vistas. Hoje, Elza Soares é considerada rainha, mas Mané Garrincha, famoso jogador de futebol brasileiro, que a espancou em diversos momentos da vida, também é considerado rei. Trago esse exemplo para reafirmar como a mídia é um ambiente conflituoso, com disputas discursivas. Atualmente, empoderamento, lugar de fala e representatividade são conceitos amplamente utilizados, assim como racismo, desigualdade e resistência. Não dá mais para “passar batido” certos conceitos e, sendo assim, vale refletir: estaria mesmo a favela vencendo e a população preta nos espaços de poder? Nos espaços de decisão? Formando-se, alimentando-se bem, tendo condições de vida digna? Vivendo ou sobrevivendo? Conquistando ou sendo token de quem sabe que não é mais possível ignorar a cor da pele da maior parte da população do país? Nesta análise, discorro sobre a figura de mulheres negras na mídia e sobre formas de olhar e reinventar o conceito de “tokenismo”."

Clique aqui para ler o trabalho completo. 


Postagem: Giulia Jesus - graduanda de Estudos de Mídia/

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Referências do Episódio 12 do Podcast Papinho, em novembro de 2020 - Kellner, a cultura da mídia e as disputas discursivas

E chegamos ao último Papinho da temporada 2020! Para encerrar, o escolhido para protagonizar nosso episódio 12 foi o teórico estadunidense Douglas Kellner, que, através de uma metodologia que alia teoria social e estudos culturais, criou o conceito de Cultura da mídia para pensar uma série de objetos midiáticos contemporâneos, buscando perceber seu caráter dialético e as disputas discursivas em torno de questões importantes no campo da luta política, na construção das subjetividades e identidades. Para refletirmos sobre sua proposta, trouxe, ao final do Papinho, um estudo de caso sobre Beyoncé.

Para ouvir o Papinho ep.12:

- Link 1 - Anchor

- Link 2 - Spotfy

Para acompanhar a escuta do Episódio 12, consulte o PDF pra salvar - parte 12.

Vamos disponibilizar aqui uma relação das referências que embasaram o episódio, citadas ou não no decorrer do mesmo, em ordem de aparecimento no decorrer do Papinho 12:

1) Programa da disciplina de Sociologia e Comunicação - 20201/1 - Estudos de Mídia/UFF - por Ana Enne (em breve)

 2) Programa da disciplina de Teorias Críticas de Mídia - 20201/1 - Estudos de Mídia/UFF - por Ana Enne (em breve)

3) Receita do drink margarita

4) Sobre Douglas Kellner

5) KELLNER, Douglas. "Cultura da mídia e triunfo do espetáculo". IN: MORAES, Dênis de (org.). Sociedade midiatizada. Rio de Janeiro: Mauad, 2006.

6) KELLNER, D. A Cultura da mídia. Florianópolis: EDUSC, 2011.

7) Sobre o Papinho 01 -Modernidade, sociologia e cultura de massa, com Ana Enne

8) Sobre o Papinho 02 - Durkheim e os integrados, com Ana Enne

9) Sobre o Papinho 03 - Marx e os apocalípticos, com Ana Enne

10) Sobre o Papinho 04 - Weber e as mediações, com Ana Enne

11) Sobre o Papinho 05 - Simmel, Bauman, ansiedade e afeto, com Ana Enne

12) Sobre o Papinho 06 - Gramsci e o consenso, com Ana Enne

13) Sobre o Papinho 07 - Debord e o espetáculo, com Ana Enne

14) Sobre o Papinho 08 - Goffman e a performance, com Ana Enne

15) Sobre o Papinho 09 - Hall e a representação, com Ana Enne

16) Sobre o Papinho 10 - Bourdieu e a distinção, com Ana Enne

17) Sobre o Papinho 11 - Morin e a cultura de massa, com Ana Enne

18) "Tudo que é sólido se desmancha no ar" - MARX, Karl e ENGELS, F. Manifesto do Partido Comunista. Petrópolis: Vozes, 1993.

19) Sobre Niterói

20) Sobre as mudanças em Niterói

21) Sobre a expressão "american way of life"

22) Sobre a comunicação de massa

23) MORIN, Edgar. A cultura de massa no século XX - O espírito do tempo. Volume 1, Neurose. Rio de Janeiro, Forense Universitária, 1986.

24) Ciclo de estudos sobre pós-colonialismo e decolonialidade no GRECOS - leituras de 2018; leituras de 2019; leituras de 2020

25) MORIN, Edgar. A cultura de massa no século XX - O espírito do tempo. Volume 2, Necrose, Rio de Janeiro, Forense Universitária, 1987.

26) Sobre as correntes com que Douglas Kellner dialoga, ver Papinhos anteriores.

27) Sobre o filme Rambo

28) Sobre o filme Top Gun

29) Sobre o filme Platoon

30) Sobre o filme Poltergeist

31) Sobre o diretor Spike Lee e seus filmes

32) Sobre o gênero musical RAP

33) Sobre a série Miami Vice

34) Sobre a cantora Madonna

35) Sobre dialética

36) HALL, Stuart. "Notas sobre a desconstrução do popular". IN: Da diáspora. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2003.

37) MARTÍN-BARBERO, Jesús. Dos meios às mediações. Rio de Janeiro: EDUFRJ, 1997.

38) BOURDIEU, P. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989.

39) Sobre racismo

40) Sobre sexismo

41) Sobre idadismo

42) Sobre o termo classismo

43) Uso da hashtag #fikaadika no Twitter

44) Sobre o curso de Estudos de Mídia - UFF

45) Site do GRECOS - programas de disciplinas

46) Site do PPCULT UFF

47) Site do PPGCOM UFF

48) Site do PPGMC UFF

49) Site do PPGCINE UFF

50) Sobre Beyoncé

51) "Quem é você na noite?", expressão usada como gíria na Internet para desautorizar uma pessoa, no sentido semelhante a "Quem é você na fila do pão?", oriunda de performances da cena LGBTQ+

52) Sobre o signo de virgem

53) Música Formation, cantada por Beyoncé


54) Performance de Beyoncé em Formation no intervalo do Super Bown

55) Album visual Black is King - trailer oficial

56) Sobre o apelido de Queen B.

57) GALVÃO, Pedro. "Com 'Black is king', Beyoncé atrai elogios e também polêmica", publicada no jornal O Estado de Minas em 1/08/2020.

58) Matéria "Beyoncé: entenda ‘Black is king’, o álbum visual que a cantora lançou na sexta-feira", publicada em O Globo, em 3/08/2020.

59) Sobre o filme O Rei Leão

60) sobre Lilia Schwarcz

61) SCHWARCZ, Lilia. "Filme de Beyoncé erra ao glamorizar negritude com estampa de oncinha", publicado na Folha de São Paulo, publicada em 2/08/2020

62) Post de Lilia Schwarcz no instagram

63) Textos produzidos a partir da polêmica:

- Post de Janaina Damaceno no Facebook

- texto de Ana Beatriz Almeida, "Black is king, uma análise decolonial"

- texto de Fabiana Moraes, "Black Is King: Preto é pra brilhar, na periferia ou em Hollywood".

 - Post de Wilson Gomes no Facebook

- Texto de Rosane Borges na Folha de São Paulo, "Erro de Lilia Schwarcz foi evitar confrontação de ideias para não ofender 'elo frágil'"

- Matéria "Black Is King”: Historiadora branca faz críticas ao novo álbum de Beyoncé e recebe resposta afiada de Iza!", assinada por Beto Cardoso na revista Toda teen

- Resenha de Taís Ribeiro, “Black is King”, de Beyoncé", publicada em Per.raps.com

- Texto de Nataly Simões, "Black is king: mulher branca não deve dizer como mulher negra deve contar sua história", publicado em Alma Preta

- Texto de Djamila Ribeiro, "Beyoncé acerta ao proporcionar onda de debates, com 'Black Is King'", publicado na Folha de São Paulo

- Texto "Black Is King, de Beyoncé, chega arrebatando fãs e causando polêmica", publicado em Patio Hype

- Texto de João Vieira ,"'Black is King': intelectuais negros falam sobre texto de Lilia Schwarcz.", para O TAB.

- Texto de Misael Lacerda, "Black Is King | Beyoncé errou sim e historiador negro explica o porquê", publicado em EmpoderadXs

- Texto de Marina Costin Fuser, Tales Ab'Sáber e Douglas R. Barros, "A conversa com Lilia Schwarcz não se encerra sem mútua escuta", publicado em Carta Capital

- Texto de Carla Akotirene, "A gosto de Lília Schwarcz ou Agosto Negro? O axé é de Beyoncé!", publicado na Vogue

- Texto de Ronaldo Tadeu de Souza, "Lilia Schwarcz, Beyoncé, George Floyd e João Pedro", publicado em A terra é redonda

- Gisele Caldas, "No debate de uma polêmica, todos ganham", publicado em Geledès

64) Primeiro Post de Lilia Schwarcz com pedidos de desculpas e justificativas no instagram

65) Segundo Post de Lilia Schwarcz com pedidos de desculpas e justificativas no instagram

66) Lilia Schwarcz fala sobre a polêmica em sua participação no programa Roda Viva

67) Sobre a expressão "cultura do cancelamento"

68) SAAD, Beth. "O que podemos falar sobre “cultura do cancelamento”?

69) PRESMAN, Sabrina. "Cancelando o cancelamento", matéria publicada na Veja Rio.

70) KEHL, Maria Rita. "Lugar de cale-se", publicado em Combate Racismo Ambiental.

71) DELEUZE, G. "Post-scriptum sobre as sociedades de controle". IN: Conversações. Rio de Janeiro: Editora 34, 1992.

72) Tutorial pra criar podcast no Anchor

73) Um chazinho com Kellner, com Ana Enne

74) Música "Então é Natal", com Simone