terça-feira, 12 de abril de 2016

Linguagem de Telenovela - Trabalhos Finais: Linha de perfumes Vilania

Iniciando as postagens desse semestre com os trabalhos da turma de Linguagem de Telenovela, disciplina super divertida e proveitosa, onde pudemos complexificar a questão da representação nas telenovelas, debater as diversas linguagens narrativas, além de relembrar clássicos da tv brasileira. Teve até quiz novela show pra fechar o curso! (Vídeos em breve!)

Pois bem, como trabalho final para a disciplina, o grupo composto pelos alunos Andressa Gomes, Clarice Ramiro, Jhonny Flores e Kívia Viterbo propôs a criação de um produto transmídia que consiste na realização da campanha de marketing de uma linha de perfumes com o tema: vilões da teledramaturgia brasileira, incluindo Carminha, Félix, Nazaré Tedesco e Odete Roitman.






Confira a parte escrita do trabalho aqui.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Comunicação e Cultura Popular - Trabalhos Finais: 'Veja bem': uma desconstrução da revista 'Veja' dando voz à cultura popular"

O grupo formado pelas alunas Clarisse Gilly, Joana D'arc de Nantes, Julia Musso e Viviane Maia fez um trabalho super criativo e bem embasado ao recriarem uma edição fictícia da revista Veja. A proposta das meninas foi pegar um veículo de comunicação massiva que enfocasse o discurso hegemônico e reconstruí-lo através de uma perspectiva popular. Como foi dito pelo gruo no texto apresentado, o intuito desse trabalho é observar as táticas utilizadas pela mídia hegemônica, questionar sua construção e reconstruí-las com novas temáticas, novas falas e novos enquadramentos.


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"A cultura não é pura, ela está em constante transformação, “construção, desconstrução e reconstrução” (CUCHE, 1999, p. 137), configura-se em um campo de batalha entre diferentes atores sociais que contempla diversas questões (poder, hegemonia, contra-hegemonia, tradição, etc). Entretanto, o discurso hegemônico que circula na grande mídia, muitas vezes, fecha sentidos, cria hierarquias, posicionando o que advém do popular como inferior, diferente, criando representações negativas e/ou estereotipadas. A pauta de uma matéria, a chamada, o foco que será dado a cada notícia, tudo está relacionado a um discurso enquadrado por aquele que fala, de quem se fala, para quem e sobre quem/o que. 

Ao longo dos anos, as classes populares tem disputado constantemente esse “direito a falar” (ENNE; GOMES, 2013). Sabe-se que atualmente alguns programas de televisão, por exemplo, tem retomado o enfoque sobre “o povo” e dado abertura para manifestações culturais populares. Contudo, como aponta Enne e Gomes (2013), não se trata só de “falar sobre”, a luta discursiva ainda necessita persistir, deve-se “[...] ter direito a participar dos trabalhos de enquadramento, memória, identidade e projeto sobre e para aquele lugar” (ENNE; GOMES, 2013, p. 47). Nesse sentido, foi proposto para este trabalho a reconstrução de uma revista que enfocasse em discursos hegemônicos, transformando-a em uma revista de/para as classes populares.

Para a realização deste trabalho, optou-se pela reconstrução da revista “Veja”, transformando-a em “Veja bem”, objetivando empoderar pessoas advindas das classes populares, lançando mão, por exemplo, de recursos da matriz popular do grotesco para remontar o produto midiático. Trata-se, portanto, de um exercício de observar as estratégias utilizadas pela grande mídia, desconstruí-las e reconstruí-las com novas temáticas, novas falas e novos enquadramentos."

Confira o texto na íntegra aqui.

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: Análise do filme "As Vinhas da Ira"

Isabel Moraes, da turma de Sociologia e Comunicação, analisou o filme "As Vinhas da Ira" de 1940. A obra é inspirada no livro de mesmo nome, escrito por John Steinbeck em 1939, que conta a história de uma família de agricultores que sofreu um forte golpe durante a crise de 1929, tendo que deixar sua terra e buscar outros meios de sobreviver. Para pautar sua análise, Isabel utiliza conceitos encontrados na obra de Karl Marx, como a noção de mais-valia e consciência de classe.


"Neste trabalho, busco analisar o filme de 1940 As vinhas da ira, dirigido por John Ford e estrelado por Henry Fonda. Baseado em um romance homônimo de John Steinback, vencedor do prêmio Pulitzer do ano anterior, As vinhas da ira segue os Joad, uma família de agricultores que sofre um forte golpe durante a Grande Depressão, sendo obrigada a deixar Oklahoma, sua terra natal, em busca de sobrevivência. Tanto o livro quanto o filme seguem um tom político incomum para a época, denunciando as péssimas condições de vida dos migrantes americanos, a ganância dos bancos e a conivência das autoridades, o que viria a ser considerado “rebelde” e “comunista” alguns anos mais tarde. Para a minha análise, utilizo os conceitos encontrados na obra de Karl Marx, principalmente aqueles em torno das noções de mais-valia e consciência de classe.

A Grande Depressão é o periodo histórico que se inicia em outubro de 1929, no entreguerras, onde a economia capitalista mundial parece desmoronar. A primeira guerra mundial havia transformado os Estados Unidos no maior credor e centro econômico do mundo, e a queda de 70% em suas exportações gera complicações internas e externas fortissimas.

Várias linhas teóricas sugerem explicações das mais diversas para a crise de 1929, mas para os marxistas trata-se apenas de um ciclo econômico típico do capitalismo: a acumulação gigantesca de capital (ocorrida, neste caso, no pós guerra) gera um desequilíbrio gigantesco, levando a crises que só poderão ser evitadas com a mudança na superestrutura econômica, ou seja, no sistema capitalista em si. Na verdade, os membros da Internacional Comunista haviam, de fato, previsto a crise de 1929, esperançosos de que as consequências da mesma levassem a um novo lote de revoluções socialistas ao redor do mundo (HOBSBAWN, 1994)."

Leia o trabalho na íntegra aqui.

Confira o trailer do filme abaixo:

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "Cadernos sobre a vida mental na modernidade tardia: Wenders, Yamamoto e Simmel"

Jean Felipe, aluno de Sociologia e Comunicação, teve como objeto de análise o filme "Notebook on Cities and Clothes", obra cinematográfica conjunta de Wim Wenders e Yohji Yamamoto. Para pautar sua análise, Jean relacionou o filme com alguns conceitos desenvolvidos pelo sociólogo Georg Simmel.


"Uma das primeiras frases proferidas em Notebook on Cities and Clothes [Caderno sobre Cidades e Roupas, em tradução livre minha] (Aufzeichnungen zu Kleidern und Städten ou Identidade de Nós Mesmos, França, 1989) por seu diretor e um dos personagens da ação é: “Não é raro portanto que  a ideia de identidade se encontre em tal estado de fragilidade” [tradução minha]. Esta poderia ser a tônica central que invade a modernidade tardia debaixo para cima, por todos os lados, o tema da identidade, seu cultivo, a individualidade como projetar-se, em roupas, em modos de vida, em cidades. Para chegar até a temporalidade presente podemos ir até anseios de um teórico agora centenário, mas marcante para o estudo do fenômeno urbano e cuja obra contempla também o outro grande tema do filme a ser discorrido nesse trabalho, a moda. O filme opera como uma dança visual onde se podem ver transpassarem questões profundamente simmelianas. Onde aparece o indivíduo? Qual sua relação com a imitação e com a diferença? Que tipo de cognição lhe configura a cidade? Assim, ao longo dessa curta reflexão, serão retomados pontos de contato entre a obra de Georg Simmel  e a obra cinematográfica conjunta de Wim Wenders e Yohji Yamamoto."

Leia o trabalho na íntegra, clique aqui.

Confira o trailer do filme:

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Comunicação e Cultura Popular - Trabalhos Finais: “Bang”: Agora pode gostar da Anitta

Bruno Filho, da turma de Comunicação e Cultura Popular, fez uma análise sobre a carreira da cantora Anitta, desde o seu início em 2010. O aluno demonstra, através de autores diversos, como o perfil musical da artista, que começou na Furacão 2000, foi mudando ao longo dos anos e como a identidade da cantora foi sendo construída de acordo com os padrões da música pop, visando um determinado público em detrimento de outro. 


"Anitta é uma cantora tida como percussora no movimento de “popficação” ou reconfiguração da fronteira simbólica entre o funk e outros gêneros musicais. A intérprete brasileira que iniciou sua carreira em 2010 no funk pela Furacão 2000, foi contratada pela gravadora Warner no ano seguinte e passou a transformar sua imagem de acordo com valores de certos padrões musicais do pop. Ganhou uma superprodução com cenário, figurino e dançarinos e aos poucos foi se desvinculando a sonoridade do funk por elementos eletrônicos. A sua música que obteve maior visibilidade e destaque, Show das Poderosas, já apresentava a dualidade musical da cantora transitando entre dois gêneros: pop e funk.

Entretanto, por mais que apresentasse caraterísticas e elementos inovadores no campo musical, Anitta sempre foi alvo de críticas negativas pelos atores sociais das duas cenas musicais que transitava, Funk e Pop, e também por atuantes da cena brasileira considera cânone e legitimada, a MPB. Diretamente ligada ao popular, de massa e sem autenticidade, a sua imagem causava conflito entre os dois gêneros musicais em questão, que atravessavam disputas de gosto e embates permanentes entre o consumo cultural musical, ligados diretamente na construção de identidade entre os atores e suas respectivas cenas musicais."

Confira o trabalho na íntegra aqui.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "A morte de Cristiano Araújo: A exploração da tragédia sob a ótica do sensacionalismo popular"

Júlia de Castro, aluna de Sociologia e Comunicação, teve como objeto de estudo do trabalho final da disciplina a cobertura midiática sobre a morte do cantor Cristiano Araújo. Cristiano Araújo era um jovem cantor do gênero sertanejo universitário que estava começando a estourar no meio artístico. Sua morte, ocasionada por um acidente de carro em junho de 2015, surpreendeu a todos e os meios de comunicação fizeram intensa cobertura do ocorrido.

A partir do texto "Modernidade, hiperestímulo e o início do sensacionalismo popular" do Ben Singer, Júlia contextualiza e relaciona a cobertura midiática da morte do cantor aos fenômenos contemporâneos ocasionados pelo intenso fluxo de comunicação e informação.


"Cristiano de Melo Araújo, mais conhecido como Cristiano Araújo, foi um cantor de música sertaneja nascido em 24 de janeiro de 1986, em Goiás. Desde pequeno, o cantor participava de festivais e projetos musicais em sua cidade com composições autorais. O estilo musical sertanejo é muito ouvido nas regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil, e Cristiano Araújo começou sua fama, ainda em nível local, nos estados brasileiros dessas regiões. Após algumas parcerias musicais com cantores mais conhecidos na mídia, como a dupla Jorge e Mateus, e a cantora Paula Fernandes, Cristiano ganhou certa notoriedade, e um de seus hits “Bará Berê” foi trilha sonora da telenovela “Salve Jorge”, da Rede Globo de Televisão. O cantor também participou de alguns programas de auditório da televisão aberta, nos quais ele lançava algumas músicas, mesmo sem nunca ter sido destaque nas notícias de cunho popular. 

Contudo, na madrugada do dia 24 de junho de 2015, quando Cristiano Araújo voltava de um show feito na cidade de Itumbiara, o carro em que ele e sua namorada se encontravam, capotou na BR-153 em Goiânia, provocando primeiramente a morte de sua namorada Allana Moraes, de 19 anos, e posteriormente, a morte do cantor, que não resistiu ao ser transferido para o hospital, falecendo aos 29 anos. Cristiano Araújo não saberia disso, mas a sua morte parou a televisão brasileira, o que causou estranhamento nos expectadores, pois, como um cantor aparentemente “desconhecido” ganhou tanto destaque de uma hora para outra nos canais de televisão aberta? 

O produto midiático a ser analisado, é a forma como a morte do cantor foi transmitida no programa “Programa da Tarde” da apresentadora Sônia Abrão (que consiste em duas horas e meia de notícias sensacionalistas sobre os famosos) a partir do texto do pensador Ben Singer “ Modernidade, hiperestímulo e o início do sensacionalismo popular."

Confira o trabalho na íntegra aqui.

sábado, 21 de novembro de 2015

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "Culturão 2000"

O grupo formado pelos alunos Isabella Oliveira, Laila Arêde, Laura Spíndola, Luiz Filipe Paz, Mateus Pereira, Raul Carneiro e Thayanne Torres produziu um vídeo muito bacana para a aula de Comunicação e Cultura Popular.

Inspirados pelo vídeo "Gaiola das Cabeçudas" do programa Comédia MTV, que fez sucesso em 2010, os alunos fizeram uma paródia musical a partir de funks de sucesso, ilustrada por famosas cenas do cinema cult. O objetivo do grupo é abordar a questão do hibridismo cultural desenvolvida por Canclini a partir de elementos que são classificados como opostos e tem grande peso simbólico em relação à delimitação de classes.

video

para assistir o vídeo em alta qualidade, acesse o link - https://vimeo.com/144399372

"A proposta deste trabalho é a criação de um vídeo no qual valores e estruturas “eruditos” e “populares” vão se encontrar na formação de um objeto culturalmente híbrido. A intenção por trás do desenvolvimento desta produção é ressaltar o debate acerca do processo de segregação dos universos “erudito” e “popular”, com o objetivo de se questionar tal distinção.  Para tal, é necessário se fazer uma reflexão acerca da definição do que conhecemos por cultura, além de conceitos associados à sua estruturação, tais como reconstrução, hibridismo, (re)apropriação, entre outros.

O vídeo “Culturão 2000” é constituído por imagens de filmes consagrados do cinema – cenas de danças –, acompanhadas pela trilha sonora formada por ritmos e batidas que caracterizam o Funk. A letra da composição traz um conjunto de referências à base teórica desenvolvida ao longo da matéria de Comunicação e Cultura Popular II e frases, melodias e paródias de alguns dos funks mais emblemáticos e conhecidos pela nossa sociedade. É válido ressaltar que os principais pontos abordados e explanados neste trabalho são demonstrados não somente no desenvolvimento da letra, mas também perfeitamente ilustrados na própria estrutura da composição em si, que é formada por uma inusitada junção dos diferentes conteúdos anteriormente indicados."

Confira a letra da música abaixo e o trabalho na íntegra aqui.

Culturão 2000

Solta o rap, DJ! (gritos de estímulo)

"Eu só quero é ser feliz/
Falar com Bourdieu e viajar lá pra Paris, é/
Que cultura popular/
Tem sua importância e devemos estudar" 

Fé em Deus! (gritos de estímulo)

"Parrapapapapapapapá pá pá
Parrapapapapapapapá pá pá

Dizem que cultura é ruim de entender/
Mas com a Ana Enne, 'vamo' aprender, é
Pensamento iluminista vou dizer como é que é/
Funk no Brasil é coisa de ralé/
Pra subir nesse conceito só se for Vivaldi/
Mas no batidão os 'burguês' invade"

Quer saber? (gritos de estímulo)

"Stuart Hall bem dizia/
Que a cultura é central/
Mas não podemos dizer/
Que tem sentido geral/
Que no dia a dia/
Substantiva ela é/
A cultura é discurso/
Crenças, costumes e fé"

"Era só mais um Pablo/
Que a estrela não brilha/
Ele era sofrência/
Mas não iluminista"

Rala Aculturada!

"Conhecimento só é bom pra iluminista/
No romantismo: pensamento saudosista/
Nenhum dos dois aceita reapropriação/
Pega sua ideia e vai pra..." 

“Esse é o Bakthin/
Um moleque estudioso/
Vem pra cá, iluminista/
Já entendi esse seu jogo

Se falar de cultura/
Tem que ter hibridismo/
E reapropriação/
Vai ter que misturar/
E se interligar/
Tem que ser no plural/
Não há conceito total.

"Tava no Louvre/
Avistei Gioconda no hall/
Sabe de quem lembrei?/
Hall, Hall, 
Stuart Hall, Hall, Hall
Stuart Hall, 
Hall, Hall"

Piririm, Piririm, Piririm/
Alguém ligou pra mim/
Piririm, Piririm, Piririm/
Alguém ligou pra mim/

Quem é?

Sou eu, Martin-Barbero/
Tô aqui pra misturar/
Diz aí Nestor Canclini/
Partiu relativizar

Cultura é conhecimento?/
Não, não, vamos pensar/
Cultura é conhecimento?/
Não, não, vamos pensar

Tem que ter mediação/
Tem que ter reconversão/
Tem tem que ter apropriação/
Essa é nossa conclusão.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "As Ideologias do Primeiro Vingador"

Caio Melo, aluno de Sociologia e Comunicação, faz uma análise do Capitão América, super-herói de quadrinhos criado pela Marvel Comics. A partir do conceito de ideologia desenvolvido por Karl Marx, o aluno demonstra como a editora norte-americana constrói estrategicamente um personagem que viria a se tornar um tipo ideal de norte-americano em pleno período de guerras.


"Em março de 1941, no auge da Segunda Guerra Mundial, surgia nas bancas uma história sobre um super-soldado americano cujo poder mais atraente para a época não era sua super-força ou sua resistência e sim seu patriotismo: o Capitão América. Captain America Comics #1, criado por Joe Simons e Jack Kirby, introduziu ao seu público as primeiras aventuras de Steve Rogers em quatro pequenas histórias. Rogers era um homem fraco e frágil que, mesmo desejando, não possuía as habilidades necessárias para integrar o “bondoso” exército americano, sendo rejeitado no momento de sua inscrição. No entanto, ele fora escolhido como cobaia de um projeto de super-agentes, desenvolvido pelos cientistas estadunidenses, que consistia em um soro que aumentava as habilidades físicas e mentais dos escolhidos.

Captain America Comics foi um sucesso imediato, surpreendendo a Timely Comics (mais tarde, a empresa se tornaria a, hoje mundialmente famosa, Marvel Comics), que logo tratou de dar continuação às histórias do herói. Em mais de 70 anos de história, o Capitão América dos quadrinhos já sofreu dezenas de reimaginações e hoje acumula centenas de edições publicadas, além de protagonizar uma série de adaptações homônimas, sendo os filmes de 2011 (Capitão América: O Primeiro Vingador) e de 2014 (Capitão América: O Soldado Invernal) as mais famosas.

Neste trabalho, farei uma análise de passagens da primeira edição de Captain America Comics; analisarei o porquê de a história ser retratada da maneira que foi, levando em conta o contexto de sua publicação, me utilizando da definição de ideologia de Karl Marx."

Confira o trabalho na íntegra aqui.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "Martin Dressler e o hiperestímulo do início do século XX"

Hilton Marques, aluno de Sociologia e Comunicação, analisou o livro "Martin Dressler: a história de um sonhador americano", escrito por Steven Millhausser no final do século XX. O romance conta a trajetória de um jovem novaiorquino desde o início da sua vida profissional como assistente na loja de seu pai até a consolidação do seu negócio no ramo hoteleiro.

O aluno chama atenção para as dificuldades que o protagonista começa a enfrentar ao se deparar com uma sociedade altamente globalizada, com um fluxo de informações transbordante, e vê o seu negócio perder força. Hilton compara essa situação com a questão do hiperestímulo, trabalhada por Ben Singer e George Simmel, fenômeno típico das metrópoles modernas.


"Martin Dressler: a história de um sonhador americano, escrita em 1996 por Steven Millhauser, conta a trajetória de um jovem empreendedor de origem alemã na cidade de Nova York do início do século XX. Martin trabalha com seu pai desde pequeno em uma tabacaria. Disposto a melhorar os serviços do negócio, sempre propõe alguma coisa criativa para atrair mais clientes (como uma árvore de natal com charutos nos ramos dos pinheiros). Devido à sua disposição para o trabalho, Martin é logo convidado a trabalhar como mensageiro em um luxuoso hotel próximo a tabacaria de seu pai, fazendo-o se encantar pela rotina hoteleira, sendo logo promovido a gerência.

Anos depois, Martin adquire, com as economias guardadas ao longo dos anos de seus honorários tanto do hotel quanto da tabacaria, um espaço que decide transformá-lo em hotel. Sempre bem sucedido em seus empreendimentos, Martin se lança a novos desafios na metrópole. Logo abre mais dois hotéis, com estruturas cada vez mais suntuosas e impactantes, e um deles (chamado Grand Cosmo) seria um dos grandes desafios e a razão da sua crise."

Leia o trabalho completo, clique aqui.

domingo, 15 de novembro de 2015

Comunicação e Cultura Popular - Trabalhos Finais: “'Em Brasília, hora de dançar Ska!' O que há por trás da versão de 'O Guarani' produzida pelo grupo Orquestra Brasileira de Música Jamaicana"

Camila Santos, da turma de Comunicação e Cultura Popular, teve como objeto de estudo a versão da obra "O Guarani" gravada pela Orquestra Brasileira de Música Jamaicana, originalmente lembrada pela composição de Carlos Gomes.

Marcada por ser tema de abertura do programa "A Voz do Brasil", a canção composta em 1860 ganhou nova versão em 2010. Em seu trabalho, a aluna utiliza autores como Stuart Hall e Néstor García Canclini a fim de explicar os processos de hibridização pelos quais a obra passou.

Confira a composição original e a nova versão pela OBMJ.



"O ano era 2010. Eu estava em uma reunião de amigos quando meu celular tocou: “PAAAN, PAAAN, PAN PAN PAN, PAAAN, PAN PAN PAN, PAAAN, PAAAN, PAAN...”. Todos se assustaram com a música escolhida para o toque e acharam graça. Disseram frases do tipo “De quem é esse celular?”, “Credo! De onde tá vindo isso?”, “Eu tenho medo dessa música!”, entre risadas. Na época, tinha acabado de conhecer a Orquestra Brasileira de Música Jamaicana, banda responsável pelo toque do meu celular, e estava bastante empolgada com a descoberta. A “medonha” canção em questão era “O Guarani”, famosa por abrir o programa de rádio “A Voz do Brasil”. Este foi instituído nas transmissões radiofônicas em 1935, durante a gestão do ex-presidente Getúlio Vargas, com o intuito de noticiar as ações positivas do governo. Em 1939, o programa passou a ser obrigatório em todas as rádios brasileiras, indo ao ar na faixa das 19 horas, situação ainda em vigência. 

A reação das pessoas presentes no encontro é praticamente unanime, principalmente daquelas nascidas em décadas mais recentes, ouvintes de estilos musicais nascidos e presentes no século XX e início do XXI (Pop, Samba, Rock, Funk, Rap, Jazz, etc). O início forte de “O Guarani”¹, ópera composta por Carlos Gomes na década de 1860, inspirada no romance homônimo de José de Alencar, causa estranhamento a quem não está habituado ao estilo musical clássico. Além disso, o fato de não haver flexibilidade no horário de “A Voz do Brasil” incomoda tanto ouvintes quanto empresários da rádiotransmissão brasileira. Os primeiros por, no geral, acharem o programa desinteressante, interrompendo a programação de suas emissoras preferidas e seu lazer. Já para o segundo grupo, o fato de “A Voz do Brasil” não ser agradável para a maior parte da audiência faz com que ela caia em um período de pico, pois muitos desligam o rádio nesse horário, trazendo prejuízos. Por estar há quase um século como abertura de “A Voz do Brasil”, “O Guarani” tornou-se diretamente relacionada ao programa. Logo, se ele é considerado enfadonho e é repudiado, a música também passou a ser."

Veja o trabalho inteiro aqui.