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sábado, 26 de novembro de 2022

Identidades Culturais na Contemporaneidade - Trabalhos Finais - Análise da série I May Destroy You (2020)

 


Para a avaliação final da disciplina Identidades Culturais na Contemporaneidade, as alunas Indaiá Mattos, Luciana Toledo e Sarah Roque produziram uma análise série I May Destroy You, disponível na HBO Max.

Lançada em 2020 e com apenas 1 temporada, a série é escrita, dirigida e estrelada por Michaela Coel. Na série, somos apresentados a Arabella, uma jovem mulher londrina de ascendência ganesa que ganha visibilidade como escritora após viralização de seus textos no Twitter. Em uma noite com amigos, Arabella é dopada e estuprada e é a partir deste conflito que a trama se desenvolverá. A série é uma ficcionalização de um abuso sofrido pela atriz e diretora Michaela Coel, que aconteceu enquanto as gravações de sua primeira série, Chewing Gum, aconteciam. Ainda que a narrativa tenha como foco questões como assédio, consentimento, feminicídio e o movimento Me Too, a série também traz consigo reflexões importantes sobre memória, identidade e representação.

Para ler o trabalho completo clique aqui. 



Postagem: Julieverson Figueredo - graduando de Estudos de Mídia
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI


Identidades Culturais na Contemporaneidade - Trabalhos Finais - Ciclo Sem Fim: Identidade Enquanto Questão em "O Rei Leão"

 


Para a avaliação final de Identidades Culturais na Contemporaneidade, o aluno Daniel Filipe Silva Moraes fez uma análise do produto midiático pensando a relação do mesmo com a questão das identidades. Para tanto, o produto midiático escolhido foi o filme “O Rei Leão” (1994), da Walt Disney Pictures, e, no trabalho, buscarei traçar algumas formas como “identidade” pode ser encarada como parte chave nesta animação.

Para ler o trabalho completo clique aqui. 



Postagem: Julieverson Figueredo - graduando de Estudos de Mídia
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI


Teorias Críticas de Midia - Trabalhos Finais - Análise de Euphoria (HBO)

 


Para finalizar a disciplina Teorias Críticas de Midia, as alunas Indaiá Mattos, Luciana Toledo e Sarah Roque desenvolveram uma análise da série “Euphoria”, disponível na HBOMax.

Adaptada pelo produtor e roteirista estadunidense Sam Levinson, Euphoria é baseada em uma série israelense de mesmo nome. Transmitida pela HBO, a série retrata a vida e o cotidiano de jovens que frequentam o mesmo colégio, bem como suas relações, traumas e afetos. A trama é focada na personagem Rue, uma jovem recém saída da reabilitação adicta em opióides, que de volta à vida escolar tenta se adaptar à sobriedade novamente. Ainda que o ponto de partida da narrativa seja o retorno de Rue, ao longo de 8 episódios, o espectador também é apresentado à vida de outros personagens que enriquecem a trama e trazem à tona outros conflitos.

Sendo definida pela crítica como uma série sobre fissura, Euphoria é considerada a série da geração z, definida pelo uso de aplicativo de relacionamentos, sites de pornografia, mensagens de texto e nudes, uma geração hiperestimulada e portanto, blasé. Pretendemos com este trabalho analisar a produção sob as lentes dos teóricos George Simmel e Zygmunt Bauman a fim de investigar como os sintomas modernos de mal estar contemporâneo se relacionam à trama.


Para ler o trabalho completo clique aqui. 


Postagem: Julieverson Figueredo - graduando de Estudos de Mídia
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: Análise do filme "As Vinhas da Ira"

Isabel Moraes, da turma de Sociologia e Comunicação, analisou o filme "As Vinhas da Ira" de 1940. A obra é inspirada no livro de mesmo nome, escrito por John Steinbeck em 1939, que conta a história de uma família de agricultores que sofreu um forte golpe durante a crise de 1929, tendo que deixar sua terra e buscar outros meios de sobreviver. Para pautar sua análise, Isabel utiliza conceitos encontrados na obra de Karl Marx, como a noção de mais-valia e consciência de classe.


"Neste trabalho, busco analisar o filme de 1940 As vinhas da ira, dirigido por John Ford e estrelado por Henry Fonda. Baseado em um romance homônimo de John Steinback, vencedor do prêmio Pulitzer do ano anterior, As vinhas da ira segue os Joad, uma família de agricultores que sofre um forte golpe durante a Grande Depressão, sendo obrigada a deixar Oklahoma, sua terra natal, em busca de sobrevivência. Tanto o livro quanto o filme seguem um tom político incomum para a época, denunciando as péssimas condições de vida dos migrantes americanos, a ganância dos bancos e a conivência das autoridades, o que viria a ser considerado “rebelde” e “comunista” alguns anos mais tarde. Para a minha análise, utilizo os conceitos encontrados na obra de Karl Marx, principalmente aqueles em torno das noções de mais-valia e consciência de classe.

A Grande Depressão é o periodo histórico que se inicia em outubro de 1929, no entreguerras, onde a economia capitalista mundial parece desmoronar. A primeira guerra mundial havia transformado os Estados Unidos no maior credor e centro econômico do mundo, e a queda de 70% em suas exportações gera complicações internas e externas fortissimas.

Várias linhas teóricas sugerem explicações das mais diversas para a crise de 1929, mas para os marxistas trata-se apenas de um ciclo econômico típico do capitalismo: a acumulação gigantesca de capital (ocorrida, neste caso, no pós guerra) gera um desequilíbrio gigantesco, levando a crises que só poderão ser evitadas com a mudança na superestrutura econômica, ou seja, no sistema capitalista em si. Na verdade, os membros da Internacional Comunista haviam, de fato, previsto a crise de 1929, esperançosos de que as consequências da mesma levassem a um novo lote de revoluções socialistas ao redor do mundo (HOBSBAWN, 1994)."

Leia o trabalho na íntegra aqui.

Confira o trailer do filme abaixo:

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "Cadernos sobre a vida mental na modernidade tardia: Wenders, Yamamoto e Simmel"

Jean Felipe, aluno de Sociologia e Comunicação, teve como objeto de análise o filme "Notebook on Cities and Clothes", obra cinematográfica conjunta de Wim Wenders e Yohji Yamamoto. Para pautar sua análise, Jean relacionou o filme com alguns conceitos desenvolvidos pelo sociólogo Georg Simmel.


"Uma das primeiras frases proferidas em Notebook on Cities and Clothes [Caderno sobre Cidades e Roupas, em tradução livre minha] (Aufzeichnungen zu Kleidern und Städten ou Identidade de Nós Mesmos, França, 1989) por seu diretor e um dos personagens da ação é: “Não é raro portanto que  a ideia de identidade se encontre em tal estado de fragilidade” [tradução minha]. Esta poderia ser a tônica central que invade a modernidade tardia debaixo para cima, por todos os lados, o tema da identidade, seu cultivo, a individualidade como projetar-se, em roupas, em modos de vida, em cidades. Para chegar até a temporalidade presente podemos ir até anseios de um teórico agora centenário, mas marcante para o estudo do fenômeno urbano e cuja obra contempla também o outro grande tema do filme a ser discorrido nesse trabalho, a moda. O filme opera como uma dança visual onde se podem ver transpassarem questões profundamente simmelianas. Onde aparece o indivíduo? Qual sua relação com a imitação e com a diferença? Que tipo de cognição lhe configura a cidade? Assim, ao longo dessa curta reflexão, serão retomados pontos de contato entre a obra de Georg Simmel  e a obra cinematográfica conjunta de Wim Wenders e Yohji Yamamoto."

Leia o trabalho na íntegra, clique aqui.

Confira o trailer do filme:

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "Análise do filme 'Eu, você e a garota que vai morrer' a partir de conceitos de Zygmunt Bauman"

Nina Oyens, da turma de Sociologia e Comunicação, trabalhou um dos conceitos chaves de Zygmunt Bauman: a modernidade líquida. Para isso, a aluna usou como objeto de análise o filme "Eu, você e a garota que vai morrer", do diretor Alfonso Gomez-Rejon, baseado no livro homônimo escrito por Jesse Andrews.

Em seu trabalho, Nina analisa o comportamento dos três personagens principais, adolescentes, diante da sociedade contemporânea, fortemente marcada pela volatilidade das relações interpessoais. A partir do ponto de vista do protagonista, a aluna demonstra como o jovem, inserido na lógica ambígua que consiste entre ser livre e ficar só ou ter companhia e se prender, se porta diante de uma situação inesperada por ele.

Trabalho muito bacana para refletirmos o modo como construímos, mantemos e desconstruímos as nossas relações interpessoais e como elas são afetadas pelas questões sociais da pós-modernidade.



"O filme norte-americano “Eu, você e a garota que vai morrer” (título original: “Me and Earl and the dying girl”), baseado no livro de mesmo nome, retrata a vida de Greg em seu último ano de Ensino Médio, através de uma narração introspectiva e autorreflexiva em primeira pessoa pelo personagem principal. O filme apoia-se muito em seus diálogos, logo, os diversos relacionamentos entre personagens são o foco principal, especialmente a relação entre Greg e Rachel, sua colega de classe que descobre ter leucemia. Não há, contudo, envolvimento amoroso entre os dois, como Greg afirma diversas vezes pelo filme: “isso não é um história comovente de amor”. Em vez disso, Rachel torna-se sua primeira "oficial" amizade, já que o menino tem uma extrema dificuldade em aproximar-se das pessoas e chamá-las de “amigo”. Isso fica claro quando ele introduz seu melhor amigo de infância como um “colega de trabalho”, já que os dois fazem filmes juntos. Seu medo de se apegar aos outros leva-o a querer tornar-se invisível aos olhos de seus colegas de escola, mas sua nova amizade muda completamente sua percepção em torno de relacionamentos, do futuro incerto e da morte (uma resenha mais completa a respeito do livro pode ser encontrada ao final do trabalho). Tais questões podem ser amplamente analisadas através das lentes do pensamento do sociólogo Zygmunt Bauman, especificamente em sua obra “Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos”.

Já no prefácio de seu livro, Bauman traz a ideia de que, ao mesmo tempo em que homens e mulheres anseiam por relacionar-se e conviver com outros, temem a solidez que a criação de vínculos representa, por não suportarem a ideia de estarem “presos" a uma pessoa para o resto de suas vidas. Essa ambiguidade em querer estar com alguém, mas também querer estar livre para explorar outras, possivelmente melhores, opções é típica, de acordo com o autor, do caráter volátil da "modernidade líquida” em que vivemos atualmente. Também ressalta que relacionamentos são repletos de altos e baixos e, às vezes, os sacrifícios que eles demandam não são compensados, o que leva muitos a optarem pelo não envolvimento. Tal situação assemelha-se à atitude de Greg, que mantém-se amigável na maneira como trata seus colegas, mas distante, convivendo de forma superficial de modo que não sofra ou destaque-se em meio à multidão de alunos."

Confira o trabalho na íntegra, clique aqui!

Confira abaixo o trailer do filme.

domingo, 8 de novembro de 2015

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: Análise do curta-metragem "Masks" (Máscaras)

Com base no conceito de consciência coletiva, desenvolvido por Émile Durkheim, Mayara Costa, aluna de Sociologia e Comunicação, analisou o curta-metragem "Masks", filme baseado no poema homônimo de Shel Silverstein. 

Em seu trabalho, Mayara analisa como a personalidade dos sujeitos da trama é influenciada pelo conceito de Durkheim e como isso se aplica na sociedade contemporânea.

Confira abaixo o poema na íntegra e o link para o curta.


"Ela tinha a pele azul,
E ele também.
Ele escondia isso
E ela também.
Eles procuraram por azul
Por toda a vida deles,
Em seguida, passaram direto--
E nunca souberam."

Masks | 2014 



"Logo as primeiras tomadas do curta mostram jovens levantando-se para mais um dia de aula, tendo curiosamente — para nós, espectadores; é completamente natural para os personagens — seus rostos pintados e palavras escritas em suas testas: Poet (Poeta), Chess Master (Mestre em Xadrez), Gamer (nome usado para jogadores assíduos de videogame), entre outros. Entretanto vemos cada um desses jovens colocando por cima do que seria seu "verdadeiro eu" máscaras brancas com novas palavras escritas: Jock (Atleta) para o Poeta, Skater (Skatista) para o Mestre em Xadrez, Cheerleader (Líder de Torcida) para a Gamer. Vemos ao longo do curta a constante preocupação de uma das personagens em manter as aparências, mesmo vendo que os que usam suas verdadeiras faces parecem mais felizes. Vemos a personagem em um conflito interno sobre remover ou não sua máscara, até que a personagem pensa ver alguém igual a ela e remove sua máscara para ir atrás desse alguém. Ao ver que havia se enganado, volta a se esconder atrás de sua máscara. Entretanto, nós espectadores vemos paralelamente uma segunda personagem que parece sofrer do mesmo mal, mantendo-se, também, escondida atrás de sua máscara. Entendemos assim que o casal está fadado a nunca se encontrar por conta de suas máscaras brancas.

Segundo Émile Durkheim, a consciência coletiva é a força coletiva exercida sobre um indivíduo que o leva a viver e agir de acordo com os padrões da sociedade em que está inserido. A consciência coletiva é exterior ao indivíduo, o que significa que a sociedade "é como é" e que cabe ao indivíduo aprender e se adequar a sua organização. São pequenas contribuições individuais que se juntam e formam consciência coletiva, o que a faz resultado de fatos sociais.

Pode-se observar claramente no curta-metragem na relação entre o indivíduo e o coletivo a influência que a organização social tem sobre o protagonista e algumas outras personagens. As "máscaras brancas" representam o papel social que cada personagem ocupa, o papel que esperam que representem para que a sociedade mantenha-se em ordem. Há uma certa opressão no ambiente (no caso, escola) para que as coisas se mantenham assim.

Ao final do curta, a consiência coletiva descrita por Durkheim acaba por ser o fator de infelicidade do protagonista, que é impedido de conhecer sua "cara metade" por conta de tal opressão. Isso nos faz concluir que, apesar de importante para que haja ordem e para que a sociedade não caia em estado de anomia (falta de regras), deve-se vigiar para que essa opressão não comprometa nossa felicidade e nosso futuro."

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "O habitus em 'Que Horas Ela Volta?'"

Estamos de volta com a tradicional postagem dos trabalhos finais, iupi!

E para abrir a sequência desse semestre, uma análise muito interessante do Matheus Bibiano, aluno de Sociologia e Comunicação, sobre o filme "Que horas ela volta?".

A obra, da diretora Ana Mulayert, estreou esse ano e recebeu uma avalanche de críticas positivas, inclusive, sendo cotado para concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro. O filme traz uma discussão muito pertinente sobre a sociedade brasileira contemporânea, questionando o lugar que cada sujeito ocupa numa sociedade hierarquizada e marcada pela diferença entre classes sociais. Matheus analisa o papel de cada personagem do filme, exemplificando através de situações da trama, a relação com o modelo de sociedade estudado por Pierre Bourdieu. 


"No filme, a atriz Regina Casé encarna a pernambucana Val, uma mulher que, há mais de dez anos, deixou sua filha com o avô, no Recife, para trabalhar como babá e empregada doméstica na casa de uma família de classe média alta na cidade de São Paulo. Val, que não tem sua própria casa, trabalha e mora na mansão dos patrões. Às vezes, até sai à noite com uma amiga que trabalha em uma casa da vizinhança. Val parece bem e não questiona o tratamento que recebe dentro da casa, e exerce a sua função sem muitas reclamações.

Até então tudo parecia tranquilo, mas a situação muda com a chegada de Jéssica, filha de Val, que, depois de treze anos, decide vir para São Paulo fazer a prova de vestibular da USP para cursar arquitetura. Já a caminho da casa dos patrões de sua mãe, Jéssica demonstra a sua indignação com o fato de sua mãe morar no trabalho: “Tu mora no quartinho dos fundos da casa deles?”. A menina, ao invadir o ambiente dessa família provoca algumas reações desagradáveis para todos os personagens: Bárbara se impressiona com o curso de desejo de Jéssica; José Carlos se sente atraído pela moça; Fabinho apenas demonstra certa indiferença. O filme é praticamente dividido entre o antes e o depois da chegada de Jéssica e sua narrativa se desenvolve acerca disso. 

A partir do método do estruturalismo construtivista e/ou construtivismo estruturalista, desenvolvido por Pierre Bourdieu durante o século XX, é possível identificar alguns aspectos da narrativa e construção de personagens do filme que se encaixam na teoria do espaço social e a mobilidade entre campos de interação possíveis abarcadas pela sinopse do longa. [...]"

Confira o trabalho na íntegra aqui.

Confira também o trailer do filme!



segunda-feira, 20 de abril de 2015

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "Análise da obra audiovisual '1984', de Michael Radford, a partir das teorias de Karl Marx"

O filme 1984, baseado no livro homônimo escrito por George Orwell, retrata o que seria uma sociedade inglesa num futuro não tão distante, controlada por um regime totalitário. Tendo ampla parte da população formada pela classe proletária, tal sociedade é governada por um partido onde o poder se concentra na figura do grande irmão, figura onipresente e inquestionável que vigia os indivíduos a todo instante através da teletela.

Para analisar o filme, Marinna Leal, aluna de Sociologia e Comunicação, utilizou como base algumas teorias de Marx, principalmente os conceitos de ideologia e alienação. O filme retrata a história de uma sociedade profundamente desigual, onde a classe dominante, representada pelo partido do grande irmão, tem controle total dos meios de produção e das superestruturas. Por outro lado, a maior parte da população, formada pelos trabalhadores, representa a classe oprimida, que tem sua força de trabalho explorada, além de ter acesso restrito à qualquer atividade que não beneficie diretamente o partido. Dessa forma, o proletariado é mantido em permanente alienação, incapaz de questionar e reverter o sistema no qual estão inseridos. Além disso, todas as mensagens que circulam em larga escala são produzidas pela classe dominante e, através de uma repetição constante, se tornam a única verdade ao serem impostas às classes oprimidas, que está envolta por uma falsa consciência ideológica.



"O filme 1984, de Michael Radford, é uma obra baseada no livro de George Orwell,  publicado em 1949, com o título original Nineteen Eighty-Four. O filme, ambientado no que seria uma Inglaterra futura, relata o funcionamento de uma sociedade, Oceania, controlada por um governo totalitário, o Partido Ingsoc, que busca a dominação e alienação da população através do controle de seus pensamentos e ações, da alteração e manipulação da história, das informações, das palavras e significados, de acordo com os interesses do Partido. Para tal, os dirigentes do Partido utilizam telas de TV espalhadas pelas cidades que, além de emitir constantes mensagens e informações manipuladas pelo governo sobre questões econômicas, sociais e a respeito de guerras e batalhas, captavam imagens com o intuito de vigiar a conduta dos indivíduos, através ainda da personificação do chamado Grande Irmão (Big Brother). As três superpotências apresentadas no filme, Oceania, Eurásia e Lestásia, estavam constantemente em guerra. 

Winston Smith (John Hurt) é um funcionário do Partido Exterior, uma fração do Ingsoc, que trabalha no Ministério da Verdade reescrevendo as informações e notícias de modo que essas transmitam uma imagem positiva para a população. Smith inicia um relacionamento com Julia (Suzanna Hamilton) e os dois passam então a desafiar as regras e o controle do Partido, que deseja eliminar a libido na população, bem como os bons sentimentos que não sejam direcionados ao Grande Irmão. 

Algumas das teorias e conceitos de Marx podem ser identificadas em diversos momentos da trajetória da obra 1984, sendo a o conceito de ideologia e alienação os mais presentes."



Confira o trabalho completo aqui.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Mídia e Memória - Trabalhos Finais: “Entre Chás e Madeleines”.

Attila Marcel, filme francês dirigido por Sylvain Chomet, é denso e repleto de significados. O filme conta a história de Paul, um homem adulto que sofre e carrega consigo as lembranças de seu passado. A memória da infância do protagonista está bastante presente, ainda que algumas vezes de maneira subliminar.

O intuito deste trabalho, feito pela aluna de Mídia e Memória, Gisele Delatorre, é analisar o filme e sua constante relação com a memória. A partir de autores que estudam o assunto, o trabalho relaciona as vivências de Paul, o protagonista do filme, com conceitos estudados por esses autores, como, por exemplo: fenômeno regressivo de Freud, lembrança de Halbwachs e memória de Marcel Proust. 



“Filmado em 2013, o filme francês dirigido por Sylvain Chomet (“As Bicicletas de Belleville”, “Paris, Te Amo”) é uma película repleta de não coincidências aos diversos fatores que envolvem a memória e suas implicações no mundo em que se vive, ou ainda: o presente em constante diálogo com o passado, sendo aquele periodicamente reconfigurado e atualizado por este conforme a narrativa se constrói.

Paul (Guillaume Gouix), protagonista da obra, é um homem extremamente infantilizado que, mesmo aos trinta anos, continua morando com suas tias, (interpretadas por Bernadette Lafont e Hélène Vincent), que o criaram devido à morte até então desconhecida de seus pais quando tinha apenas dois anos. Por conta de tal trauma, Paul se comunica apenas pelas suas expressões, por avisos deixados numa lousa em sua casa ou – mais expressivamente - pelo piano, instrumento que toca habilmente nas aulas de dança dadas por suas tias. 

Logo na cena inicial é mostrado que memórias muito distantes da infância do protagonista – não esquecidas, porém, além de traumáticas, muito remotas e por tais motivos mais difíceis de serem ativadas conscientemente – estão aparecendo (não coincidentemente) em sonhos, que Freud em “A Interpretação dos Sonhos” (1899/1900) aponta como um fenômeno regressivo no qual os estados primitivos da infância nos são devolvidos, onde sempre há um significado da realização de desejos reprimidos. Halbwachs afirma que existe tal dificuldade para ativar lembranças da infância, pois ainda não nos era caracterizado a noção de sermos entes sociais.”

Confira o trabalho completo aqui.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "Análise do filme Tarja Branca - A Revolução que Faltava"

Tarja Branca – A Revolução que Faltava é um documentário dirigido por Cacau Rhoden que reflete e põe em discussão a importância de rememorar a infância. A modernidade tem influência direta na maneira como nos relacionamos com o mundo, dessa forma, redimensiona e influencia o significado do que é ser criança.

O objetivo deste trabalho, feito pela aluna de Sociologia e Comunicação, Mariana Kreischer, é analisar o documentário a partir dos conceitos de Georg Simmel, interagindo a fala do autor com a narrativa do filme. Tarja Branca aponta a hipótese da brincadeira e da criança, enquanto ser lúdico, estar passando por uma crise, atribuindo isso à massificação, à publicidade e aos problemas inerentes a modernidade. 


"O documentário nos mostra que brincar é uma forma de expressão do ser humano e se dá nas diferentes etapas da nossa vida, de diferentes modos, estando sempre presente. Desde crianças nossas mentes são inundadas com brincadeiras, jogos lúdicos de imaginação, despertando em nós o desejo de criar brincadeiras novas ou reproduzir antigas. Em uma das entrevistas do documentário, um estrangeiro que vive no Brasil diz que existem aspectos que são essenciais para a brincadeira acontecer: a liberdade de tempo, espaço e criação. Como a brincadeira é uma linguagem muito da espontaneidade, da liberdade, muitas vezes da criação de um mundo paralelo ao que vivemos cotidianamente, a brincadeira acaba tomando uma postura quase mágica, encantada quando acontece. E ela exige de quem participa certa seriedade do fazer, mas não a seriedade atribuída na modernidade, que muitas vezes ganhou o significado de sermos sisudos e austeros, mas sim de estarmos completamente entregues à atividade que realizamos, seja no trabalho ou em outros aspectos de nossa vida. A brincadeira é posta como sinônimo de imperfeição, colocada como desnecessária. Porém, a criança enquanto brinca está totalmente focada e comprometida com seu objetivo, seja ele de realizar uma brincadeira que envolva atividade física ou concentração no raciocínio, por exemplo. Ou seja, a seriedade de que falamos aqui é justamente a que a criança adota na brincadeira."

Confira o trabalho completo aqui.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "'Um Estranho no Ninho': Uma análise sociológica e cultural"

Gustavo Capris traz em seu trabalho uma discussão muito importante acerca do sistema manicomial na sociedade. O aluno analisa o filme Um Estranho no Ninho e, a partir da ótica dos autores George Simmel e Émile Durkheim, traça seu raciocínio em relação à padronização social do ser humano.

A partir do conceito de consciência coletiva, desenvolvido por Durkheim, Gustavo trata a relação do indivíduo com a sociedade, tendo como exemplo no filme a coibição dos personagens internados no manicômio para que se adequem à sociedade. Outro conceito que o aluno aborda é o de indivíduo quantitativo e qualitativo, desenvolvido por Simmel, que trata da subjetividade do ser humano enquanto indivíduo com preferência e modos de pensar particulares.

Cena do filme Um Estranho no Ninho

"O filme de 1975, “Um estranho no ninho” (“One flew over the cuckoo’s nest”, do título original), dirigido pelo checo Milos Forman e estrelado pelo americano Jack Nicholson, narra a história de McMurphy, um boa-vida que, para livrar-se de ser preso novamente, alega insanidade mental a fim de ser encaminhado a um sanatório por alguns meses. Ao ser internado, o personagem logo descobre a dura realidade do lugar e das pessoas que lá vivem, sendo submetido a severos tratamentos experimentais e, em paralelo, reconhecendo o lado humano dos internos, os quais são vítimas de abuso e descaso por parte do sistema manicomial.

Sob a ótica sociológica e cultural do pensador alemão Georg Simmel e do francês Émile Durkheim, é possível analisar pontos pertinentes salientados na obra como a crítica ao próprio sistema manicomial, as relações pessoais e com o meio, a não aceitação aos padrões sociais de comportamento e interações, e a instabilidade emocional dos personagens."

Confira o trabalho na íntegra aqui.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "Jogos Vorazes sob o olhar de Karl Marx"

Um dos filmes mais repercutidos dos últimos anos ganha lugar no blog pela segunda vez através do trabalho do aluno David Luiz Colocci Madeira, que propôs uma análise marxista para o universo de "Jogos Vorazes". A trilogia de Suzanne Collins segue uma tendência cinematográfica estadunidense atual de grandes produções com histórias pós-apocalípticas cujo roteiro exemplifica a estratificação social que a teoria de Marx desenvolve - e é relacionada especificamente pelo aluno no trabalho.


Confira logo abaixo!

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INTRODUÇÃO

            “Jogos Vorazes” é o primeiro livro da trilogia que se completa com “Em Chamas” e “A Esperança”. Neste romance, a protagonista Katniss vive em Panem, que seria a extinta América do Norte, mais especificamente no distrito 12. Panem possui a Capital e outros 13 distritos. O 13º distrito foi destruído por conta do levante que tinha ocorrido há anos, em que a Capital saiu vencedora. O Tratado de Traição teve que alterar as leis para garantir a “paz”, e assim anualmente as pessoas recordavam esses Dias Escuros através dos Jogos Vorazes. Como punição pelo levante, cada distrito deveria sortear uma garota e um garoto (os tributos) que seriam colocados numa arena e lá os competidores deveriam lutar até a morte. O último que estivesse respirando seria o vencedor dos jogos. Lembrando que esses jogos seriam transmitidos ao vivo pela televisão.           

            A irmã de Katniss, Prim, foi sorteada para os jogos. Assim, Katniss como irmã mais velha se voluntaria ao seu lugar. Peeta, o filho do padeiro, também é o escolhido para lutar na arena. Para sobreviverem na arena, os dois forjam um namoro para cair nas graças do público e ganharem benefícios com isso. Por fim, os dois sobrevivem, mas apenas um pode sair vencedor. Não aceitando, Katniss propõe que os dois se matem, comendo amoras venenosas. Quando vêem que os dois estão prestes a morrerem juntos, os organizadores imediatamente ordenam-nos que parem e os dois saem vencedores da arena. O resultado desta ação de Katniss gera uma rebelião nos distritos. E idealiza o pensamento de revolução a fim de tirar a Capital do poder.

Clique aqui para ler o trabalho na íntegra!