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sábado, 27 de outubro de 2018

Mídia e Sensacionalismo - Trabalhos Finais: FOTO-PERFORMANCE: “COBERTXS DE SANGUE”


Caio Baldi, para o trabalho final da disciplina de Mídia e Sensacionalismo, apresentou uma foto-performance que reflete a violência sofrida pela comunidade LGBTQ+. Utilizando diversos materiais de cor vermelha para simbolizar o sangue, ele (des)aparece nas fotos como sujeito da obra.


"Longe de um objetivo concreto e ciente que meu corpo não fala a realidade de milhões de outros corpos e gêneros, essa foto-performance nasceu como ato de denúncia a todos os comportamentos homofóbico/ transfóbico/ bifóbico/ lesbofóbico que somos expostos diariamente. Como representação do quanto temos que nos esforçar para retirar o “sangue” simbólico enroupado em nossas estruturas físicas. Esse sangue que se manifesta dentro de instituições de ensino, instituições religiosas, dentro de nossas próprias casas. De nós mesmos para nós mesmos. Que também pode evidenciar fora da representação simbólica, dizimando VIDAS. Por estarem respaldados a uma ideia de padrão que não existe e nunca existirá." 

Clique aqui para ver a ficha técnica completa.

Postagem: Victória Guedes - graduanda de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI


sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: “Trainspotting: Sem Limites” e Guy Debord: “A sociedade do espetáculo”



Para a disciplina de Sociologia e Comunicação de 2018.1, a aluna Paula Gonçalves utiliza o filme Trainspotting como produto audiovisual que coloca em evidência as discussões trazidas por Guy Debord em seu livro sobre a "sociedade do espetáculo".

"Analisando também a tese de número 18, o autor apresenta o modus operandi do conceito de Espetáculo, relatando que o mundo real se apresenta em imagens e tais imagens tornam-se seres reais, assim compondo a sociedade. Guy Debord também cita neste fragmento um determinado comportamento hipnótico presente na sociedade, que pode ser retratado como uma “pressão invisível” para que se “Escolha uma vida”, ou seja, um comportamento presente no imaginário social para que se siga o modelo de vida idealizado pela visão de mundo capitalizada. Desta forma, Trainspotting se encaixa perfeitamente nos dois fragmentos do livro, questionando a qualidade de vida ideal pregada pela visão capitalista e o modelo de vida social da ideologia dominante, onde se deve produzir e consumir excessivamente e sem interrupções e ainda deixar descendentes que perpetuem o estilo espetacular."

Clique aqui para ler o trabalho completo.

Postagem: Victória Guedes - graduanda de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

sexta-feira, 27 de março de 2015

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "'Um Estranho no Ninho': Uma análise sociológica e cultural"

Gustavo Capris traz em seu trabalho uma discussão muito importante acerca do sistema manicomial na sociedade. O aluno analisa o filme Um Estranho no Ninho e, a partir da ótica dos autores George Simmel e Émile Durkheim, traça seu raciocínio em relação à padronização social do ser humano.

A partir do conceito de consciência coletiva, desenvolvido por Durkheim, Gustavo trata a relação do indivíduo com a sociedade, tendo como exemplo no filme a coibição dos personagens internados no manicômio para que se adequem à sociedade. Outro conceito que o aluno aborda é o de indivíduo quantitativo e qualitativo, desenvolvido por Simmel, que trata da subjetividade do ser humano enquanto indivíduo com preferência e modos de pensar particulares.

Cena do filme Um Estranho no Ninho

"O filme de 1975, “Um estranho no ninho” (“One flew over the cuckoo’s nest”, do título original), dirigido pelo checo Milos Forman e estrelado pelo americano Jack Nicholson, narra a história de McMurphy, um boa-vida que, para livrar-se de ser preso novamente, alega insanidade mental a fim de ser encaminhado a um sanatório por alguns meses. Ao ser internado, o personagem logo descobre a dura realidade do lugar e das pessoas que lá vivem, sendo submetido a severos tratamentos experimentais e, em paralelo, reconhecendo o lado humano dos internos, os quais são vítimas de abuso e descaso por parte do sistema manicomial.

Sob a ótica sociológica e cultural do pensador alemão Georg Simmel e do francês Émile Durkheim, é possível analisar pontos pertinentes salientados na obra como a crítica ao próprio sistema manicomial, as relações pessoais e com o meio, a não aceitação aos padrões sociais de comportamento e interações, e a instabilidade emocional dos personagens."

Confira o trabalho na íntegra aqui.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "O Brasil é positivista e durkheimiano"

Continuando com os trabalhos de "Sociologia e Comunicação", apresentamos o artigo do aluno Bruno Roncada. Baseando-se em um tema recorrente e utilizando-se de exemplos recentes, ele dissertou sobre a mensagem de "Ordem e Progresso" da bandeira brasileira e como essa ideologia se mantém nos dias de hoje. Para isso, falou sobre conceitos de Émile Durkheim - como "fato social", "consciência coletiva" e "instituição social" - para analisar o discurso de ordem que ainda pode legitimar uma determinada posição da sociedade brasileira.

Vale muito a leitura!
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O Brasil é positivista e durkheimiano
O francês Émile Durkheim é considerado um dos pais da Sociologia. O tripé formado por ele, Karl Marx e Max Weber é estudado em basicamente qualquer curso introdutório à disciplina, seja no ensino médio, seja no nível universitário.
Durkheim é um dos grandes representantes da escola positivista, desenvolvida principalmente durante o século XIX. O Positivismo pregava a defesa da ordem na sociedade para se alcançar o progresso.
Qualquer semelhança com o lema presente na bandeira do Brasil não é mera coincidência. A inscrição foi inspirada no pensamento do principal expoente da escola, o também francês Augusto Comte, que dizia: “O amor por princípio; a ordem por base; o progresso por fim”.
A grande pergunta que inspira a produção deste artigo é se a frase “Ordem e Progresso”, presente no principal símbolo brasileiro, é simplesmente obra do passado, aceita apenas em uma outra época, ou se ela continua sendo atual em nossa sociedade.
Recorramos a Durkheim para uma melhor compreensão desta realidade. O pensamento durkheimiano é formado por uma grande quantidade de conceitos. Dentre as definições, temos a caracterização do “fato social”. Ao iniciar seus estudos, inspirado em outras áreas do conhecimento como a Química e a Biologia, Durkheim buscava conferir cientificidade à Sociologia. Seguindo esta linha, o sociólogo francês definiu então um objeto para a sua pesquisa. Surgia aí o “fato social”, a maneira de pensar, agir e sentir exterior aos indivíduos e que sobre eles exerce forte influência.

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