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sábado, 26 de novembro de 2022

Identidades Culturais na Contemporaneidade - Trabalhos Finais - Análise da série I May Destroy You (2020)

 


Para a avaliação final da disciplina Identidades Culturais na Contemporaneidade, as alunas Indaiá Mattos, Luciana Toledo e Sarah Roque produziram uma análise série I May Destroy You, disponível na HBO Max.

Lançada em 2020 e com apenas 1 temporada, a série é escrita, dirigida e estrelada por Michaela Coel. Na série, somos apresentados a Arabella, uma jovem mulher londrina de ascendência ganesa que ganha visibilidade como escritora após viralização de seus textos no Twitter. Em uma noite com amigos, Arabella é dopada e estuprada e é a partir deste conflito que a trama se desenvolverá. A série é uma ficcionalização de um abuso sofrido pela atriz e diretora Michaela Coel, que aconteceu enquanto as gravações de sua primeira série, Chewing Gum, aconteciam. Ainda que a narrativa tenha como foco questões como assédio, consentimento, feminicídio e o movimento Me Too, a série também traz consigo reflexões importantes sobre memória, identidade e representação.

Para ler o trabalho completo clique aqui. 



Postagem: Julieverson Figueredo - graduando de Estudos de Mídia
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI


Teorias Críticas de Midia - Trabalhos Finais - A Grande Família e a Praça Pública na TV

 


Para finalizar a disciplina Teorias Críticas de Midia, o aluno João Pedro Ferreira Soares desenvolveu uma análise do programa A Grande Família.

Ao longo de 485 episódios e 11 temporadas, o seriado de comédia A Grande Família produzido e exibido pela TV Globo conquistou o público e é considerado hoje um dos grandes marcos na história da televisão brasileira. De 2001 à 2014 a produção que almejava representar uma família de classe média baixa na TV, aos moldes do que poderia ser encontrado pelos subúrbios da cidade do Rio de Janeiro, lançou moda, ditou tendências e se transformou ao longo dos anos, subtraindo e somando personagens, transformando suas relações profissionais e pessoais e, acima de tudo, buscando atravessar a primeira década e meia do século XXI a eboque do público, que poderia encontrar na tela da televisão um pouco dos temas e discussões mais efervescentes da sociedade brasileira à época, incrementados por um roteiro por vezes considerado simplista e generalista, já em outras despretensioso, ácido e até mesmo calcado no absurdo, que tentava emular o dia a dia de um país que via a ascensão da chamada “nova classe C”, justamente a classe popular que deu origem ao conceito do seriado.

Para ler o trabalho completo clique aqui. 


Postagem: Julieverson Figueredo - graduando de Estudos de Mídia
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI


Identidades Culturais na Contemporaneidade - Trabalhos Finais - Análise de Filmes Teens com Pierre Bourdieu e Gilberto Velho

 


Para finalizar a disciplina Identidades Culturais na Contemporaneidade, os alunos Victor Carvalho, Fernanda Simões, Nátalie Rodrigues, Daniel de Paula e Júlia Euzébio desenvolveram uma análise de filmes adolescentes usando os conceitos de Pierre Bourdieu e Gilberto Velho, que foram discutidos durante o período.

O trabalho completo, em vídeo, pode ser conferido clicando aqui.



Postagem: Julieverson Figueredo - graduando de Estudos de Mídia
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI


quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais - As Telefonistas: as contribuições de Douglas Kellner para a leitura da narrativa


Para finalizar a disciplina Sociologia e Comunicação, a aluna Luize Moraes desenvolveu uma análise da série espanhola da Netflix: Las Chicas del Cable (no Brasil, As Telefonistas), a partir de conceitos do teórico crítico Douglas Kellner, trabalhado na disciplina. 


"A série espanhola As Telefonistas - disponível da plataforma de streaming Netflix - aborda questões sociais relevantes no campo dos estudos das narrativas culturais. A ficção é ambientalizada em 1920, momento no qual as mulheres enfrentavam um processo ainda mais difícil, comparado ao atual, na busca por liberdade e direitos sociais. Atualmente, as mulheres e o feminismo - através de luta constante - conquistaram avanços no cenário desigual da sociedade, como por exemplo o direito ao voto, entretanto, as marcas patriarcais ainda são evidentes na contemporaneidade. Nesse sentido, a série em questão aborda a representação feminina em 1920 ao mesmo tempo que contribui para a simbolização e a manutenção da memória histórica na luta das mulheres, que se mostra presente no Brasil desde o período colonial, através do patriarcado, até os dias atuais."

Para ler o trabalho completo clique aqui. 



Postagem: Giulia Jesus - graduanda de Estudos de Mídia/

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais - Um novo olhar sobre Sex and The City: uma análise sociológica do enredo e a relação estabelecida com a terceira onda do feminismo


Para finalizar a disciplina Sociologia e Comunicação, a aluna Lia Castanho a partir da perspectiva de Douglas Kellner optou por fazer uma análise crítica da série Sex and The City, enxergando-a como integrante da cultura de mídias, através de uma pedagogia que foge do binarismo.


"Considerada um grande marco pela indústria produtora de sitcoms no final dos anos de 90, presente em debates feministas e acusada atualmente de envelhecer mal (um episódio contém o ex- presidente Trump como materialização do homem perfeito), Sex and The City ainda gera discussões no meio acadêmico e nos demais setores da sociedade. Após 17 anos da exibição de seu último capítulo (2004), a sitcom ainda conquista público, atinge diversas faixas etárias e se encontra presente nas redes sociais não só através dos debates impulsionados pelas questões e dramas vivenciados pelas personagens, mas também pelo vestuário, a moda é também central no enredo. A identificação com as personagens, mulheres brancas de classe média na faixa dos 30 anos lidando com dilemas dos seus múltiplos papéis na sociedade no tempo atual, engendra este trabalho. Além deste aspecto, a escolha desse produto midiático para análise sociológica recebe influência direta da perspectiva do pesquisador Douglas Kellner (2002). Deste modo, possui como principal proposta a não demonização da sitcom, mas sim uma análise crítica do fenômeno, enxergando-o como integrante da cultura de mídias e praticando uma nova pedagogia que foge do binarismo proposto pelos apocalípticos e integrados."

Para ler o trabalho completo clique aqui. 



Postagem: Giulia Jesus - graduanda de Estudos de Mídia/

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais - A Representação das Cariocas e do Rio De Janeiro no videoclipe Girl From Rio


Para finalizar a disciplina Sociologia e Comunicação, o aluno Guilherme Cirqueira fez uma análise sobre a representação das cariocas e do Rio De Janeiro no videoclipe Girl From Rio tendo como base conceitos de Stuart Hall.


"Partindo dos acordes da música Garota de Ipanema, clássico da bossa nova composto por Tom Jobim e letrado por Vinicius de Moraes em 1962, o videoclipe de Girl from Rio se inicia com “o Rio exportação”, da Zona Sul, com o Pão de Açúcar ao fundo, mas logo portas se abrem e agora será contada uma parte da história da artista, da garota que cresceu na periferia e é “uma Garota do Rio”.

Deixando para trás a paisagem artificial comumente explorada nas produções audiovisuais, o espectador é conduzido à um tour pelo que Anitta considera essencial conhecer na sua cidade. Ao descer de um ônibus lotado, é revelado o Rio do subúrbio, cheio de cores, sabores e pluralidade de corpos."

Para ler o trabalho completo clique aqui. 



Postagem: Giulia Jesus - graduanda de Estudos de Mídia/

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

sexta-feira, 18 de junho de 2021

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais - Disponível

 


Para o trabalho final da disciplina Sociologia e Comunicação,  a aluna Francine das Mercês Rodrigues  trabalhou o seu próprio curta-metragem "Disponível", traçando paralelos com alguns conceitos do sociólogo Georg Simmel


"O curta-metragem “Disponível”, feito no ano de 2019, narra a história de uma personagem que vive uma rotina 24/7, conceito tratado pelo crítico Jonathan Crary, pautada no uso excessivo dos meios tecnológicos, na necessidade de estar conectada, em um cotidiano alienante e acelerado que revelam certas questões relacionadas ao indivíduo contemporâneo. Tendo em vista as características presentes no curta, este trabalho visa analisar como essas questões foram representadas nas cenas em paralelo aos pontos traçados pelo sociólogo alemão Georg Simmel em ‘A metrópole e a vida mental’ de 1902."

Para ler o trabalho completo clique aqui. 



Postagem: Giulia Jesus - graduanda de Estudos de Mídia/

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

segunda-feira, 1 de março de 2021

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais - A sociedade do espetáculo nas redes sociais e a fetichização no consumismo moderno



Para finalizar Sociologia e Comunicação, a aluna Camila Da Silva Almeida fez um trabalho sobre a sociedade do espetáculo nas redes sociais e a fetichização no consumismo moderno, tendo como base conceitos de Guy Debord e Karl Marx.



"Desde a segunda metade do século XX, a sociedade ocidental moderna atravessa um período de intensas modificações estruturais políticas, econômicas, culturais e de socialização na transição para uma sociedade pós-industrial e globalizada. Esse período marca uma verdadeira revolução no campo das mídias e das culturas de massa e principalmente com o advento da internet e das redes sociais, o que dá luz à uma crescente tendência da superexposição e do hiperconsumismo."

Para ler o trabalho completo clique aqui. 


Postagem: Giulia Jesus - graduanda de Estudos de Mídia/

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais - A rotina de Skincare em Tempos de Isolamento Social


Para o trabalho final de Sociologia e Comunicação, a aluna Ana Luise Duniec analisou o crescimento da rotina de skincare , cuidados com a pele, durante a quarentena em meio às redes sociais, tendo como base conceitos de alguns dos autores discutidos ao longo da disciplina.


"Em meio a esse tempo de reclusão mundial, por conta da COVID-19, muitas pessoas notaram uma diferença na saúde de suas peles. Aproveitando a oportunidade, influenciadores digitais e múltiplas páginas de redes sociais, não hesitaram em recomendar múltiplos produtos para seus seguidores, muitas vezes sem recomendação dermatológica.
A rotina de cuidados com a pele surgiu, de maneira massificada, no momento em que marcas começaram a lançar tendências no mercado relacionadas a uma beleza mais leve e natural. Dessa forma, a rotina coreana de cuidados com a pele, K-Beauty, ganhou bastante força, principalmente a partir do ano de 2018 até os dias atuais."

Clique aqui para ler o trabalho completo. 


Postagem: Giulia Jesus - graduanda de Estudos de Mídia/

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Teoria Critica da Mídia - Trabalhos Finais - O caso Blogueirinha e a Padronização da Performance

Para o trabalho final da disciplina de Teoria Crítica da Mídia, as alunas Mariana Goulart e Renata Azevedo, utilizando conceitos de Debord e Goffman  fizeram um podcast sobre o fenômeno nas redes sociais que são as “blogueiras” e a personagem Blogueirinha que ganha fama nas redes sociais e se torna influencer como uma caricatura dessas pessoas.


"Nos últimos anos o mercado de influencers tem crescido de forma exponencial, marcas e empresas usam do reconhecimento e alcance dessas pessoas para vender seus produtos, foi com o surgimento dessa nova profissão e a padronização de certos comportamentos devido ao interesse de cada vez maior do reconhecimento de “blogueira” que surge a “Blogueirinha”, personagem criada pelo ator Bruno Matos como uma caricatura dessas novas personalidades midiáticas. A personagem imita esses padrões presentes nas blogueiras com certo exagero para criar humor em cima disso. 

 No podcast iremos debater sobre esse fenômeno nas redes sociais que são as “blogueiras” e contrapor com a personagem Blogueirinha que ganha fama nas redes sociais e se torna influencer como uma caricatura dessas pessoas , serão usados conceitos de Debord e Goffman para embasar a discussão."

Confira o podcast criado pelas alunas:



Postagem: Giulia Jesus - graduanda de Estudos de Mídia/

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: “Gurus e Meditação em Tempos de Wi-Fi”: como Simmel explicaria esta capa da Revista Ela?


Para a disciplina de Sociologia e Comunicação de 2018.1, a aluna Manoela Mayrink analisou a influência de práticas de meditação na modernidade ocidental como atividade que combate as ansiedades tão presentes nos sujeitos modernos.

"Todos estão, de alguma forma, buscando uma maneira de lidar de forma saudável com as inúmeras demandas e obrigações da pós-modernidade, recheada de estímulos, possibilidades e referências. O alto índice de portadores de transtorno de ansiedade se transformou também em uma possibilidade de mercado, principalmente com as novas mídias e com a “venda” e promoção de um conceito de vida saudável e de autoconhecimento. São livros, cursos, canais de youtube e afins que abordam temas como meditação, yoga e autoajuda como formas de lidar com o que pode ser entendido como um efeito do hiper-estímulo trazido por Simmel (...) Um dos muitos veículos/plataformas de comunicação que se rendeu à produção de conteúdos sobre o tema recentemente foi a revista dominical Ela, parte do Jornal O Globo."


Clique aqui para ler o trabalho completo.

Postagem: Victória Guedes - graduanda de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: HANNAH GADSBY EM “NANETTE” E O HUMOR AUTODEPRECIATIVO NA CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE



A aluna Anna Júlia Viana da disciplina de Sociologia e Comunicação 2018.1 traz uma reflexão sobre humor e identidades na contemporaneidade, analisando a apresentação de Hannah Gadsby em "Nanette", uma narrativa permeada de conteúdo do universo LGBT e feminino através da vivência da autora.

"A modernidade líquida traz o fim das autoridades, até então absolutas na hora de designar qual identidade deveria ser incorporada; é preciso criar sua própria identidade e passar a vida a redefinindo. Tanto a mudança quanto a conservação não são naturais, ambas necessitam de contexto e o da modernidade líquida é o da possibilidade completa de mudança.
O modo de vida de consumo irrefreável e de exposição da vida privada no meio público faz com que as pessoas procurem por exemplos, não autoridades. Ao tratar abertamente sobre questões como sexualidade nesses espaços coletivos, o que se espera é empatia por parte do público."

Clique aqui para ler o trabalho completo


Postagem: Victória Guedes - graduanda de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI


terça-feira, 7 de abril de 2015

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais

Victoria Cosato, aluna de Sociologia e Comunicação, analisa a letra e o clipe da música Fancy, de Iggy Azalea, e nos faz prestar atenção não só na canção mas também na postura da cantora e em todos os elementos que giram em torno dessa temática. 

A música passa a mensagem de que a boa vida é cercada de luxo, roupas de grife, festas, comidas e bebidas caras. Isso tudo viria acompanhado de poder e status social, refletindo a realidade da classe dominante. Por outro lado, para que todos esses bens sejam produzidos, é necessário que haja quem trabalhe, e isso ocorre de maneira nada luxuosa. Nesse sentido, Victoria identifica no clipe a questão do fetiche de mercadoria (Marx), responsável por ocultar a exploração da mão de obra em prol da posse do produto.

Assumindo que a indústria cultural é uma das forças que move o sistema capitalista, como desenvolveu Adorno e Horkheimer, a aluna questiona se a intenção da cantora é fazer uma crítica a esse meio, através do deboche, ou é enaltecer ainda mais essa indústria.


"Fancy [adjetivo]: luxuoso, extravagante, complicado, exagerado. 

Assim como o significado da palavra, o clipe analisado é luxuoso, extravagante e exagerado. Complicada é apenas a postura de seus realizadores ao aderirem, em mesmo nível, ao merchandising e ao fetiche da mercadoria no vídeo em questão.

Para esta análise foram utilizados conceitos de Marx, além de Adorno, Horkheimer e Simmel. 

O videoclipe Fancy de Iggy Azalea é um dos maiores sucessos em visualizações do Youtube de 2014. Com cerca de 380 milhões de views, o vídeo deu ainda mais projeção à música e as paródias vão de “I’m so pregnant” (estou tão grávida) a “I’m so farmer” (eu sou tão fazendeiro). 

Antes de falarmos a respeito do clipe propriamente dito, é necessário situar que a cultura pop e seus representantes, como Iggy Azalea, são uma poderosíssima engrenagem da Indústria Cultural que, por sua vez, é uma força motriz do sistema capitalista em que vivemos. Na Indústria Cultural, segundo Adorno e Horkheimer (1985), a cultura é uma mercadoria, um campo de exploração econômica voltado para o lucro e existe para garantir adesão ao sistema capitalista. A música pop movimenta bilhões anualmente: em views e em dólares. O clipe de Azalea tem merchandising desde a primeira cena... "

Confira o trabalho na íntegra aqui.

terça-feira, 31 de março de 2015

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "Uma Análise Sobre a Alimentação Como Fato Social"

A alimentação é algo tão orgânico ao ser humano que, boa parte do tempo, naturalizamos a prática e deixamos de lado o seu caráter simbólico e social. Partindo daí, Izadora Delforge, aluna de Sociologia e Comunicação, faz uma análise interessantíssima da alimentação enquanto fato social, de acordo com o conceito desenvolvido por Durkheim. 

Através de exemplos curiosos e interessantes, Izadora faz um breve apanhado histórico para ilustrar como a alimentação é construída socialmente - estando intimamente ligada à questões políticas, religiosas, de classe social, de gênero, dentre outras - e como o ser humano, a todo tempo, ressignifica o hábito de se alimentar, baseando-se nas suas necessidades sociais. 


"O alimento sempre foi algo natural, inerente ao ser humano. Anterior ao hábito, ao costume, alimentar-se é uma necessidade fisiológica dos seres vivos. No entanto, o homem transformou a partir de processos culturais como o uso do fogo e a domesticação (agricultura e pecuária), o simples hábito de nutrir-se e com isso inclui-o nos fatores da vida que não pertencem à ordem natural, mas a ordem artificial, cultural, das coisas (MONTANARI, 2008, p.15). No entanto, para Durkheim (1980, p.389) a alimentação não se encaixa no conceito de “Fato Social” uma vez que “Todo indivíduo come, bebe, dorme, raciocina, e a sociedade tem todo o interesse em que essas funções se exerçam regularmente. Portanto, se esses fatos fossem sociais, a sociologia não teria objeto próprio, e seu domínio se confundiria com o da biologia e da psicologia.”. Para serem considerados como tal, esses fatos seriam formados por um conjunto de instituições, como a religiosa, familiar, as quais submeteriam o sujeito de acordo com um conjunto de morais, regras, e comportamentos secularmente consolidados, transformados em hábitos, costumes e tradições, ensinados sistematicamente ao individuo e passado de geração em geração através dos modelos culturais de cada grupo social. Dessa forma, é preciso repensar a alimentação como sendo pertencente ao grupo de “fatos sociais” classificados por Durkheim."

Texto ótimo, confira na íntegra aqui.

terça-feira, 24 de março de 2015

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "O funk ostentação e os conceitos de Pierre Bourdieu"

Clarisse Gilly, da turma de Sociologia e Comunicação, faz uma análise muito interessante sobre o funk ostentação. Ao contextualizar o surgimento do gênero musical a partir da ascenção social das classes C e D, a aluna destaca os processos sociológicos que permeiam tal gênero. 

Utilizando os estudos de Pierre Bourdieu e sua concepção acerca da sociedade, Clarisse explica como os sujeitos que fazem parte do universo do funk ostentação, tendo como referência a classe A, se utilizam de bens materiais, visando a distinção entre classes. Nesse sentido, há uma reapropriação dos hábitos de consumo da classe mais alta, porém, como esses hábitos não são orgânicos da classe ascensora, ela é deslegitimada por parte da sociedade, precisando disputar constantemente o direito à afirmação desse estilo de vida.

Sendo assim, a aluna conclui o seu trabalho defendendo que deve-se olhar para o funk ostentação e analisá-lo com toda sua bagagem social e não apenas julgar se é bom ou ruim.

Foto: MC Guime

"O funk ostentação surgiu em meados de 2008 e desde que adquiriu visibilidade em proporções nacionais, se tornou alvo de intensas críticas e discussões acerca da sua função social.

O objetivo deste trabalho é colocar em evidência as questões e os processos sociológicos que o permeiam, a partir da relação com alguns conceitos de Pierre Bourdieu, desenvolvendo argumentos que justifiquem a necessidade de se buscar compreender como se deu a construção do gênero, a partir do contexto no qual surgiu – de mobilidade social e a ascensão da nova classe média.

Observamos na última década uma mudança considerável no cenário socioeconômico do país. O acesso a bens de consumo se tornou mais fácil, na mesma medida em que a renda das classes menos favorecidas aumentou. No entanto, esse aumento da renda e do consumo de bens como celulares, automóveis e roupas de marca, não significa que houve necessariamente uma melhora na qualidade de vida desses indivíduos da periferia. Muitas vezes se prioriza a aquisição de bens materiais que, no sistema capitalista atual, conferem ao sujeito maior status dentro da estrutura, e o funk ostentação é um objeto cultural interessante para se estudar esse fenômeno."

Confira o trabalho completo aqui.

terça-feira, 10 de março de 2015

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "Análise da canção 'Royals' e a Ideologia segundo Marx"


Passado o longo período das férias, o Blog está de volta com as postagens sobre os trabalhos finais das disciplinas oferecidas pela professora Ana Enne no último semestre - não esquecemos, não!

Para dar início às postagens, segue o trabalho do Pedro Marinho, aluno de Sociologia e Comunicação. Pedro analisou a música Royals, da cantora Lorde. Tendo como base alguns conceitos de Marx, ele conseguiu identificar na letra da música uma crítica à sociedade de classes, retratada, nesse caso, pelo viés da ideologia da classe dominante.




"Desde 2012, a cantora Ella Yellich-O’Connor, conhecida pelo nome artístico Lorde, vem chamando a atenção do grande público e da mídia através de músicas de sua própria autoria que levantam reflexões sobre a sociedade, a passagem do tempo, a relação das pessoas com o dinheiro, círculos sociais e a superexposição, sob um ponto de vista característico da juventude. Nascida em 1996 e criada no subúrbio de Devonport, Auckland, Nova Zelândia, deixa bem marcado em suas composições exemplos de como o lugar de onde vem é pequeno, simples e humilde, em contraste a todo o luxo e riqueza que ela sempre viu na televisão. Desse contraste, nasce a música “Royals”, que logo tornou-se um estrondoso sucesso internacional para a cantora de na época apenas dezesseis anos."

Confira o trabalho do Pedro na íntegra aqui.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Mídia e Representações da Favela - Trabalhos Finais: Experiência Etnográfica - Agência de redes para a juventude

Os trabalhos ainda rendem: divulgamos hoje a experiência etnográfica da aluna Viviane Laprovita para a disciplina "Mídia e Representações da Favela". Analisando os instrumentos e estratégias da Agência - Redes Para Juventude, ela buscou compreender de que forma o trabalho deles fortalece a relação dos sujeitos da favela com outros espaços. A aluna relatou, através de uma curta mas rica experiência de campo com três entrevistados, as hierarquias dentro da agência, o modo como os grupos se relacionam e parte do conteúdo proporcionado a cada encontro.

O texto é rico e vale muito a leitura!
 
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Experiência Etnográfica - Agência de redes para a juventude.


Ficha Técnica:

Proposta: Observar os mecanismos e estratégias utilizadas dentro da agência de redes para a juventude, os projetos internos e suas relações com o território, seu impacto na vida dos jovens e sua circularidade na cidade - trajetórias, percursos, vivências, malandragem.

Referências teóricas: Guia afetivo da periferia – Marcus Faustini.

Metodologia: Imersão em dois dias de encontro da agência: Aula inaugural e encontrão; Três Entrevistas individuais em profundidade. Acompanhar dois dias das atividades de jovens que participem da agência de redes para a juventude, escolher três jovens do mesmo território: um com um projeto já em vigor na agência e dois com projetos novos em fase de andamento. Observar suas estratégias de relação com a cidade e entrevistá-los.


Aula inaugural Agência de redes para a juventude, iniciação e aquisição do cordão na Arena Jovelina pérola negra - pavuna. (17/05/14)

Para ler o trabalho na íntegra, clique aqui!

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: Análise do episódio piloto da série de TV "Veronica Mars"

Ao término de cada semestre, vários alunos optam por tratar de um produto midiático audiovisual para o trabalho final da disciplina "Sociologia e Comunicação". Seja uma série, um filme, um desenho animado ou uma novela, os alunos conseguem analisar o contexto social da narrativa de objetos ricos com trabalhos consistentes e maduros. E assim o fez a aluna Mariana Ramos, que produziu uma análise densa da série "Veronica Mars" (2004-2006) através dos conceitos de Karl Marx, dissecando o episódio piloto para compreender e relacionar a abordagem de luta de classes feita pela narrativa no seu núcleo de personagens.

Vale muito a leitura!
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 Análise do Episódio Piloto da Série de TV Veronica Mars

     Neste trabalho, analisarei o episódio piloto da série de TV americana Veronica Mars, exibida pelos canais de televisão aberta UPN e The CW entre os anos de 2004 e 2006, a partir de alguns dos conceitos apresentados pelo filósofo, economista e sociólogo alemão Karl Marx.
     A série narra a história da adolescente que dá o seu nome, uma menina de classe média que reside em uma cidade onde os extremos de riqueza e pobreza vivem em um clima de constante instabilidade. Após o assassinato brutal de sua melhor amiga, Lilly Kane, Veronica é ostracizada pelo seu grupo de amigos ricos e populares e passa a trabalhar junto a seu pai, antigo xerife da cidade, como investigadora particular.
     A série se passa na cidade ficcional de Neptune, no sul da Califórnia, e, como nos diz a narração da personagem principal já na primeira cena, essa é uma cidade “sem classe média”: “Se você estuda na minha escola, seus pais são milionários ou trabalham para milionários. Se você pertencer ao segundo grupo, você arranja um trabalho: fast-food, cinema, pequenos mercados”. A sequência de abertura apresenta o colégio público da cidade, palco diário das disputas entre os diferentes extratos da sociedade. Vemos um menino negro, preso, com fita adesiva, a um poste do estacionamento da instituição e escutamos comentários de que esta é uma ação da gangue local de motoqueiros, um grupo de garotos de classe média baixa que vive no “lado errado” da cidade e impõe respeito através de pequenos atos de vandalismo.

     A narração de Veronica nos guiará tanto através de seu passado e presente quanto nos informará dos segredos e mistérios dessa comunidade que, para quem olha de fora, é um exemplo de afluência econômica e modelo para os sonhos e expectativas que constroem e informam todo o projeto de nação dos Estados Unidos, mas que esconde – ou pretende esconder – com a cooperação de diversas das intuições sociais que compõem sua estrutura, as máculas de um processo de apagamento e opressão de suas classes mais baixas. 

     A classe média alta da cidade deve sua riqueza às Indústrias Kane, um conglomerado tecnológico criado pelo multimilionário Jake Kane que, quando de sua oferta pública na bolsa de valores, gerou, quase que instantaneamente, fortunas que sustentam o estilo de vida opulente dessa classe dominante.

     A empresa é a maior empregadora do local e, portanto, dita a estrutura econômica e social da comunidade, bem como as condições materiais para a existência dentro dela. Aqueles que não são acionistas das Indústrias Kane ou que não possuem altos cargos na empresa são relegados a cargos marginais ou empregados na rede de serviços da cidade – atendentes de supermercado, mecânicos, etc. Outros são empregados domésticos dessas famílias, tendo de se submeter aos caprichos de seus membros, sem poder emitir opinião ou se misturar com eles.

     É gritante, portanto, a separação entre aqueles que possuem os modos de produção e aqueles que compõem a força de trabalho, e esta separação gera profundas rachaduras no edifício que representa essa sociedade: sendo a base material da comunidade fundada em princípios de propriedade e desigualdade entre seus membros, as demais instituições que a compõem tendem a refletir, reproduzir e sustentar essa mesma situação.

     As superestruturas desse edifício reforçam a ideologia que sustenta no poder a classe dominante: o “proletariado” local recebe um atendimento diferenciado daquele fornecido às elites, mas deve, no entanto, se manter sob controle, alienados do processo histórico, ou, então, ser controlado à força através da ação repressora de outras instituições – delegacia do xerife, colégio, etc. – que foram cooptadas pelas falsas promessas de poder e/ou posses disseminadas pela própria ideologia.

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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: análise da telenovela "Saramandaia" - a partir do sociólogo Émile Durkheim

Mais um trabalho de "Sociologia e Comunicação" ganha destaque no blog com a análise do aluno Luiz Filipe Paz para a telenovela "Saramandaia". Para explicar os conceitos de Émile Durkheim, ele relaciona a trama da narrativa - mais da versão original mas também do remake - com explicação sobre fatos sociais, consciência coletiva, entre outros - citando características e fornecendo exemplos. Há também uma análise dos personagens da novela - como o Coronel Zico Rosado e sua relação com o teor coercitivo em busca do equilíbrio social para alcançar o progresso - que ajudam a compreender melhor parcelas da obra do autor.
 
Vale muito a leitura! 

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Introdução
O objeto escolhido por mim para análise junto aos conceitos do sociólogo Émile Durkheim é a telenovela brasileira “Saramandaia”, de autoria de Dias Gomes. Relaciono também alguns conceitos com o “remake” da mesma obra, de autoria de Ricardo Linhares.
Com “Saramandaia”, Dias Gomes experimentou uma nova forma de se fazer teledramaturgia, instituindo uma nova linguagem no panorama televisivo brasileiro: o realismo fantástico.
A história da novela é simples: os habitantes do vilarejo de Bole-Bole estão mobilizados em torno de um plebiscito para a troca do nome do local para Saramandaia. Interesses econômicos e políticos estão por trás dessa discussão sobre a mudança. Os tradicionalistas (bolebolenses) são comandados pelo coronel Zico Rosado, enquanto os mudancistas (saramandistas) têm como seu principal líder João Gibão, que é o próprio autor do projeto da troca de nomes. Dentre os personagens que permeiam o universo mágico desta obra, podem ser citados os emblemáticos Seu Cazuza (que põe o coração pela boca), Dona Redonda (que explode de tanto comer), Professor Aristóbulo (que vira lobisomem nas noites de lua cheia), Marcina (que pega fogo, literalmente) e os próprios Zico (que põe formigas pelo nariz) e João Gibão (que esconde um belo par de asas por debaixo de seu gibão); que por meio desta história ficcional, foram importantes ao abordarem questões socioeconômicas, culturais e políticas em tempos ditatoriais, transformando Bole-Bole em um microcosmo da realidade brasileira.

Em 2013, a Rede Globo promoveu um “remake” (nova versão) desta obra, incluindo novos personagens à trama, como Tibério, Vitória e Tiago Vilar, além de um santo padroeiro da cidade, o Santo Dias; homenagem ao autor, já falecido, da primeira versão da novela. Desta vez, porém, os alvos principais das críticas foram a intolerância e o desrespeito à diversidade em pleno século XXI.

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