Blog do Grupo de Estudos sobre Comunicação, Cultura e Sociedade (GRECOS), coordenado pela professora Ana Lucia Enne (UFF), relacionado às disciplinas lecionadas por ela no curso de Estudos de Mídia e na Pós-graduação em Cultura e Territorialidades (PPCULT) da UFF, conjugando reflexões sobre sociologia, estudos culturais, história, antropologia, cultura, mídia, consumo, memória, juventude, movimentos sociais e identidade, dentre outros temas, e ao Laboratório de Mídia e Identidade (LAMI).
sábado, 26 de novembro de 2022
Identidades Culturais na Contemporaneidade - Trabalhos Finais - Análise da série I May Destroy You (2020)
Identidades Culturais na Contemporaneidade - Trabalhos Finais - Ciclo Sem Fim: Identidade Enquanto Questão em "O Rei Leão"
Teorias Críticas de Midia - Trabalhos Finais - A Grande Família e a Praça Pública na TV
Identidades Culturais na Contemporaneidade - Trabalhos Finais - Notas Etnográficas Sobre o "Brasil" do Reddit
Teorias Críticas de Midia - Trabalhos Finais - Análise de Euphoria (HBO)
Identidades Culturais na Contemporaneidade - Trabalhos Finais - Identidade e Representação em Ms.Marvel
Teorias Críticas de Midia - Trabalhos Finais - Análise do filme “Dancing Queens”
Para finalizar a disciplina Teorias Críticas de Midia, a aluna Natacha Ferreira Moreira desenvolveu uma análise do filme “Dancing Queens” usando os conceitos de Erving Goffman e Pierre Bourdieu, que foram discutidos durante o período.
“Dancing Queens” (2021) é um filme sueco dirigido por Helena Bergström, produzido pela Sweetwater Production e distribuído pela Netflix. Na trama, Dylan Pettersson é uma dançarina de disco que mora em uma pequena ilha. Ao ir para a cidade para uma audição de uma companhia, os eventos acabam a levando a ser faxineira em um clube de drag. Ela conhece Victor, um coreógrafo que está tentando tirar o clube da falência iminente ao modernizar a apresentação do grupo da casa. Ao descobrir o talento de Dylan, Victor fica tentado a contratá-la. Só tem um problema: Dylan é uma mulher e mulheres não podem ser drag queens. Querendo aproveitar essa oportunidade de se expressar pela dança, Dylan decide se passar por um homem para conseguir uma vaga no grupo.
Para ler o trabalho completo clique aqui.
Postagem: Julieverson Figueredo - graduando de Estudos de Mídia
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI
Identidades Culturais na Contemporaneidade - Trabalhos Finais - A questão das identidades apresentada no disco “Da Lama Ao Caos” e a influência no movimento Manguebeat
Para finalizar a disciplina Identidades Culturais na Contemporaneidade, as alunas Ana Clara Martins, Ana Luise Duniec e Lara Ribas desenvolveram uma análise de "Da Lama ao Caos", álbum da Nação Zumbi.
Pernambuco, ano de 1990. De acordo com o Population Crisis Comitee, Instituto de Washington D.C, R, Recife era a quarta pior cidade do mundo para se viver, carregando elevados índices de violência e desemprego. Nesse mesmo cenário, as políticas neoliberais marcavam um avanço cada vez maior, ao passo que as políticas públicas socioculturais passavam por uma redução significativa. Foi em meio a esse contexto que, em 1994, a banda Chico Science & Nação Zumbi lançou o seu primeiro álbum, “Da Lama ao Caos”.
As letras, a estética sonora e os discursos expostos na obra, com maior parte das composições elaboradas por Chico Science, fizeram com que o disco se tornasse uma das maiores representações do movimento Manguebeat, destacando toda a sua potência. Os principais objetivos da cena Mangue giravam em torno da ocupação de espaços e produção de manifestações culturais que questionassem aquela realidade social, sempre considerando a importância do senso coletivo, ou seja, da urgência de atuar em conjunto.
Conforme Ramos (2019), o Manguebeat trouxe uma inovação ao conferir significado público às mídias massificadas, buscando oferecer maior acessibilidade à produção regional, criando sentido de pertencimento à população que desejava uma alternativa às práticas culturais pautadas nos valores tradicionais. Sendo assim, a cena Mangue traz um novo olhar para a cultura local e urbana, tornando possível a construção de novas identidades culturais. Já que o álbum de Chico Science & Nação Zumbi consiste em uma das produções pioneiras do movimento, o presente trabalho tem como objetivo avaliar como questões relacionadas às identidades culturais, sociais e individuais são colocadas na obra, ampliando o debate para a cena Manguebeat. Apesar da complexidade envolvida no conceito de identidade, serão apresentados autores que trouxeram contribuições fundamentais para o debate.
Para ler o trabalho completo clique aqui.
Postagem: Julieverson Figueredo - graduando de Estudos de Mídia
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI
sexta-feira, 14 de julho de 2017
Blog recomendado: Estudios Culturales
quinta-feira, 4 de maio de 2017
Francine Saillant e o trabalho do reconhecimento
quarta-feira, 12 de abril de 2017
"A dificil tarefa de definir quem é negro no Brasil": Uma entrevista com Kabengele Munanga
Kabengele Munanga é um antropólogo congolês, naturalizado brasileiro. Sua especialidade nos estudos da antropologia estão centrados nas questões afro-brasileiras. Mais precisamente, assuntos permeados pelo racismo enraizado na sociedade brasileira.
Munanga é graduado em Antropologia pela Universidade Oficial do Congo. Em 1969, ingressou no programa de mestrado na Universidade de Louvain, mas por conta de problemas políticos não conseguiu finalizar seus estudos na Bélgica. Entretanto, conseguiu terminar seus estudos em um programa de doutorado da USP.
Após se estabelecer no Brasil, em 1980, assume a cadeira de Antropologia na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, e volta à São Paulo e assume como professor de antropologia efetivo na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH/USP). Foi vice-diretor do Museu de Arte Contemporânea e diretor do Museu de Arqueologia e Etnologia e do Centro de Estudos Africanos da USP. Atualmente, desde de 2014, se encontra como professor sênior na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, no programa de Pós-graduação em Ciências Sociais.
Kabengele Munanga é um dos teóricos primordiais para a reflexão das teorias sociais que levam em consideração os racismos aplicados na sociedade brasileira. Em um de seus livros, "Rediscutindo a mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus identidade negra", o antropólogo discute a problemática antagônica da mestiçagem no Brasil que atravessa a constituição da identidade nacional brasileira e a concepção da identidade negra dentro do território nacional.
Na entrevista abaixo, concedida em 2004, ao editor da revista Estudos Avançados, o professor Alfredo Bosi e o editor assistente, jornalista Dario Luis Borelli, Kabengele Munanga discute os atravessamentos da formação identitária negra no Brasil e as dificuldades de definir "certeiramente" quem é negro no Brasil.
"ESTUDOS AVANÇADOS: Quem é negro no Brasil? É um problema de identidade ou de denominação?
Quando houve a independência do meu país, o antigo Zaire (em 30 de junho de 1960), eu estava com dezoito anos. A Faculdade foi criada pela Bélgica, seis anos antes da independência, em consequência de pressões internacionais. Fui alfabetizado na minha língua materna, mas no fim do primeiro grau começou o ensino em francês. O resto do curso foi em francês. Isso porque, com mais de duzentas línguas, não era possível escolher uma para ser a língua nacional. Todos os alfabetizados falam francês.
*Para acessar a entrevista completa, clique aqui.
terça-feira, 15 de julho de 2014
Mídia e Representações da Favela - Trabalhos Finais: Análise de uma representação midiática de favela
Para que o cenário retratado na matéria pudesse se tornar realidade, a cidade do Rio de Janeiro passou por um processo de gentrificação recente, que há muito tempo era almejado pelo Estado. E, talvez, a principal política implantada para que esse processo fosse concluído tenha sido a criação das Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) que são os braços do governo dentro das favelas e, infelizmente, o único braço presente naquele território: o armado. Midiaticamente veiculada, a "sensação de segurança" agora impera na cidade, graças a uma política opressora, exterminadora e mentirosa. Visto isso, analisaremos trecho à trecho a matéria que, em suas primeiras linhas, já demonstra seu caráter preconceituoso e maniqueísta.
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Mídia e Representações da Favela - Trabalhos Finais: "Favelas do Brasil pelo mundo"
A ideia da criação desse Tumblr surgiu a partir de uma conversa em que contávamos nossas experiências com estrangeiros após passar um semestre estudando em países diferentes. Somos estudantes do curso Estudos de Mídia da Universidade Federal Fluminense e fomos para o Canadá e Espanha. Apesar de estarmos em lugares bem diferentes, muitas perguntas que ouvimos sobre o Brasil são as mesmas. Uma das maiores curiosidades, é sobre as favelas. Alguns falam coisas condizentes, uns aparecem com soluções infalíveis e outros simplesmente não tem ideia do que estão falando.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Aulas sobre "O Capital" de Karl Marx, por David Harvey.
domingo, 9 de dezembro de 2012
Occupation 101
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Um pouco sobre Joseph Campbell
Para saber mais sobre o autor, clique aqui.Dados completos: Joseph Campbell Fundation.
Para baixar O Poder do mito, clique aqui.
Para baixar O Herói de mil Faces, clique aqui.
Outros downloads com textos do e sobre o autor, clique aqui, aqui e aqui.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Sobre Howard Becker

Link também para o excelente artigo do antropólogo Gilberto Velho, especialista em temas referentes à Escola de Chicago, sobre Goffman e Becker.
domingo, 24 de outubro de 2010
Dicas de textos online
Dica de blog
sábado, 25 de setembro de 2010
Ulf Hannerz
Hannerz trabalha com uma perspectiva distributiva da cultura, buscada na sociologia do conhecimento e em autores como Peter Berger e Thomas Luckmann, que enfatizavam seu caráter processual. Tal perspectiva se deu por uma insatisfação com a antropologia clássica, que tendia a homogeneizar os indivíduos sob o manto das culturas. Dessa forma, adota o conceito de criolização, como uma dimensão socioestrutural capaz de abarcar as diversas misturas observadas em suas pesquisas etnográficas. A origem do termo remonta ao contexto da plantation nas sociedades do Novo Mundo e consolida-se nos estudos de sociolingüística. Hannerz propõe sua utilização na cultura a fim de alcançar uma visão macroantropológica, tornando o termo menos genérico e relacionando-o a uma sociedade mais estruturada. 



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