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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais - Análise sobre o TikTok




Com base nas discussões feitas ao longo da disciplina Sociologia e Comunicação a aluna Thaís Amaral Soares desenvolveu uma análise acerca da comunidade virtual de compartilhamento e consumo de mídias, TikTok.


"O TikTok é uma comunidade virtual de compartilhamento e consumo de mídiasaudiovisuais de curta duração. Segundo informações disponibilizadas pela própria plataforma nas “Diretrizes da Comunidade”, trata-se de uma comunidade global que dá a possibilidade de criar e compartilhar, descobrir o mundo e se estabelecer conexão entre os usuários. Os conteúdos compartilhados no TikTok têm a duração máxima de três minutos, o que é uma disponibilidade recente já que até alguns meses atrás esse tempo era de sessenta segundos. Na plataforma, podem ser encontradas diversas formas de conteúdo que variam no tipo, na apresentação, na duração, dentre outros fatores. O sistema funciona de forma personalizada, assim de acordo com os conteúdos que o usuário mais assiste e interage são apresentados outros semelhantes ou dos mesmos grupos. Dessa forma, cria-se um padrão dos conteúdos que mais aparecem para cada um. E, além disso, os vídeos que alcançam mais interações de quem os receberam, os chamados “virais”, também são os mais impulsionados na plataforma e atingem mais usuários."

Para ler o trabalho completo clique aqui. 



Postagem: Giulia Jesus - graduanda de Estudos de Mídia/

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI 

sexta-feira, 4 de junho de 2021

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais - O TikTok e a sua Influência no Mundo.

 

Para o trabalho final de Sociologia e Comunicação, a aluna Ana Beatriz Marçal fez um trabalho sobre o TikTok e a sua influência no mundo, com uma análise do aplicativo através da perspectiva de Goffman.


"O TikTok é uma ferramenta para compartilhamento de vídeos curtos, de 15 a 60 segundos.
Ainda é possível editar e incluir filtros, trilhas sonoras, legendas e gifs, na mesma plataforma.
A rede social é um fenômeno mundial, somente em 2019 foi baixado 750 milhões de vezes.
Na Índia, quase um terço da população utiliza o aplicativo, são mais de 119 milhões de
usuários ativos . E de acordo com a agência de consultoria Sensor Tower, cerca de um bilhão
de vídeos são vistos a cada 24 horas."

Para ler o trabalho completo clique aqui. 



Postagem: Giulia Jesus - graduanda de Estudos de Mídia/

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

terça-feira, 1 de junho de 2021

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais - Análise das redes sociais utilizando Simmel e Bauman

Para finalizar a disciplina Sociologia e Comunicação, a aluna Carolina Oliveira E Luna fez uma análise das redes sociais tendo como base conceitos de Georg Simmel e Zygnunt Bauman


"Faz-se notável que ao mesmo tempo que as redes agregam e aproximam pessoas, também nos aplicam em bolhas, pois contamos hoje em dia com inúmeras ferramentas que nos permitem ter contato apenas com o que desejamos. Seguimos apenas quem queremos, curtimos páginas de assuntos que gostamos, bloqueamos quem nos incomoda, silenciamos se já não queremos mais ter acesso ao o que aquele indivíduo posta, restringimos aqueles que não queremos que acessem nossas postagens. Enfim, possuímos inúmeros controles para permanecermos em nossa zona de conforto."

Para ler o trabalho completo clique aqui. 



Postagem: Giulia Jesus - graduanda de Estudos de Mídia/

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Mídia e Sensacionalismo - Trabalhos Finais: GIF E PERFORMANCE


Para a disciplina de Mídia e Sensacionalismo de 2018.1, o aluno Gabriel Faria organizou uma playlist com hits da plataforma de streaming Spotify unidos à GIFs em uma página no twitter. Ele trabalha com conceitos de diferentes tipos de comunicações, performances midiáticas e territórios virtuais.


"A noção de performance que trabalho nesse projeto é a dos “atos performáticos em suportes midiáticos”, que podem ser recuperados através de arquivos armazenados (AMARAL; SOARES; POLIANOV, 2018). Busco entender como através de um formato de imagem digital podemos performar a nossa comunicação online e demonstrar nossos afetos e percepções sobre produtos culturais midiáticos que nos afetam. (...) 
Ao elaborar essa discussão trabalhando noções de performance e GIF, percebo um alinhamento entre eles no que diz respeito a comunicação online e às novas formas de expressividade performática nas redes. A performatização das músicas de uma playlist musical hospedada no Spotify, através de GIFs, dentro do Twitter que é uma plataforma online que se constitui como território virtual para esse tipo de formato de imagem, faz tornar perceptível como nossas noções de gostos pessoais e apegos simbólicos são determinantes para a escolha de ambos, GIFs e músicas. O conteúdo do GIF provoca sensações que desencadeiam a aprovação de adequação ou não daquele conteúdo como representante imediato da minha performance online."

Clique aqui para ler o trabalho completo.

Postagem: Victória Guedes - graduanda de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Mídia e Sensacionalismo - Trabalhos Finais: Cidade


Para a disciplina de Mídia e Sensacionalismo as alunas Aimee Pereira, Alinne Kristine e Ivy Souza realizaram um produto audiovisual para apresentar como trabalho final. O vídeo consiste em uma mescla de imagem e som que se propõem a atravessar nossos sentidos e atiçar nossas sensações.


"Através do vídeo, tentamos representar uma cidade subversiva, formada por sua rapidez, intensidade, desordem, luzes e cores acompanhada não pelo barulho ao qual estamos tão acostumados. Ao invés de buzinas, motores, músicas, conversas e tudo que normalmente habita a cidade, o vídeo nos traz sons da natureza, associados a relaxamento e paz, sentimentos que aprendemos a desassociar da vida urbana. Ele é uma quebra do esperado, uma tentativa de romper nossas barreiras e nos causar estranhamento, fazer com que nossas mentes saiam por um momento de seu estado blasé e possam ver a cidade por uma outra perspectiva."

Clique aqui para ler a ficha técnica.

Postagem: Victória Guedes - graduanda de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: “Her: uma análise do papel da tecnologia na vida dos sujeitos"



Letícia de Oliveira, aluna da disciplina Sociologia e Comunicação de 2017.1, elabora uma análise muito pertinente sobre a presença incorporada e cotidiana da tecnologia em nossas vidas. A partir do texto "A metrópole e a vida mental" de Georg Simmel, Letícia traz suas considerações sobre o filme Her (2013), argumentando acerca da solidão do sujeito pós-moderno e a inserção da tecnologia como preenchimento de um vazio esquizo. O filme, dirigido por Spike Jonze, narra a história de Theodore, um escritor solitário recém divorciado que se apaixona pela assistente virtual personalizada de um sistema operacional de computador.

"Fazendo,  agora, um  paralelocom  as  teorias  de  Simmel acerca  da  modernidade, observamos que em “A metrópole e a vida mental”,encontramos várias questões quese relacionam profundamente com a realidade mostrada na sociedade de “Her”. O  autor constrói  seu  raciocínio  em  cima  dos contrastes  entre  a  vida  no  campo  e  na  cidade  e explica que “a base  psicológica  do  tipo metropolitano de  individualidade  consiste  na intensificação dos estímulos nervosos” e como, na sua concepção, essa dinâmica acaba extraindo do homem uma “quantidade  diferente  de  consciência”. Simmel  argumenta que o acelerado ritmo de vida das cidades, bem como o fluxo frenético de informações e os estímulos constantes acabam por engendrar nesse indivíduo uma necessidade de auto preservação perante tanta pressão. Em suas palavras, “os problemas mais graves da vida moderna nascem na tentativa do indivíduo de preservar sua autonomia e individualidade em  face das  esmagadoras  forças  sociais.”  Em  resposta  a  esses  processos,então,  os sujeitos passam   a reagir   de   diversas   formas:   com   uma   maior   racionalização   da realidade,  para  proteger  seus emocionais;  com  uma  maior  impessoalidade,  ao  mesmo passo  em  que  são  indivíduos extremamente  voltados  para  si;  com  uma  atitude  blasé – como se estivessem tão saturados que mal fossem capazes de reagir aos estímulos; com uma  reserva  quanto  à  sociabilidade  que  acaba se  traduzindo  em  um  individualismo  de aversão e estranheza".

Assista ao trailer do filme:


Clique aqui para ler o trabalho completo.

Postagem: Matheus Bibiano - graduando de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "O facebook e a Sociedade do Espetáculo"

Beatriz Marques, aluna de Sociologia e Comunicação, descreve como o facebook se encaixa perfeitamente como uma ferramenta da "sociedade do espetáculo", conceito desenvolvido por Guy Debord.

Beatriz analisa como os usuários se apropriam da rede para criar uma imagem pessoal que, dificilmente, irá refletir a sua verdadeira aparência física ou personalidade. A aluna apresenta o argumento de que os sujeitos tendem a retratar mais características positivas que negativas, definidas pelo senso comum. A partir daí, a aluna exemplifica nos conceitos de Debord como as demandas da pós-modernidade, influenciadas diretamente pela sociedade do consumo, atravessam e são atravessadas pela questão da representação midiática.



"O produto midiático a ser analisado é o Facebook. Essa é uma rede social na qual as pessoas criam um perfil próprio e podem conectar-se a outros usuários adicionando-os como amigos, por exemplo. Os adeptos do Facebook trocam mensagens e recebem notificações, compartilham fotos e podem participar de grupos de interesse como grupos relacionados ao trabalho e a escola. Além disso, os usuários podem postar imagens e comentários que exponham e caracterizem as suas opiniōes e personalidades, no entanto essas personalidades podem ser expostas de forma distorcida e não real. Ou seja, da mesma maneira que os atores atuam em novelas e filmes, as pessoas podem criar personagens, atuar ao utilizar o Facebook, por exemplo, ao descrever uma rotina ou mesmo postar fotos que não dizem respeito a suas próprias realidades. Os indivíduos são capazes de mostrar ao mundo (através do facebook) uma versão melhorada de suas vidas e deles mesmos. Uma pessoa pode conquistar uma reputação de fã de esportes, por exemplo, quando passa a fazer postagens com comentários relacionados a esse assunto ou pode ainda mostrar que emagreceu, ou que mudou a cor do cabelo com a ajuda de ferramentas de edição de imagens como o Photoshop. Desta forma, as pessoas que acessam esse conteúdo são consumidoras dessas imagens e acabam por aceitá-las, muitas vezes, sem que haja questionamentos. Assim, com o grande número de adeptos do Facebook no mundo inteiro, esse se torna um bom objeto para ser analisado e comparado a Sociedade do Espetáculo de Debord. 

Guy Debord mostra em seu filme “A Sociedade do Espetáculo” um trecho dizendo que “o espetáculo em geral, como inversão concreta da vida, é o movimento autônomo do não vivo.” Diz ainda que “o espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediada por imagens”(DEBORD, 1997, p. 14). Desta forma, esse espetáculo explicado por ele pode ser entendido como a interferência das imagens nas relaçōes sociais entre as pessoas. Com esta afirmação, já se pode fazer uma conexão do Facebook com a Sociedade do Espetáculo uma vez que as imagens disponíveis são elementos de interação entre os usuários. Nessa rede social há três ferramentas principais que possibilitam que os usuários se relacionem e expressem as suas opiniōes com outras pessoas e a respeito de outras pessoas, são eles: curtir, compartilhar e comentar. Desta forma, os usuários podem mostrar aprovação ou desaprovação frente as ideias e postagens de outras pessoas, formando, e expondo, a sua própria identidade dentro da rede social."

Confira o trabalho na íntegra, clique aqui.

sábado, 14 de março de 2015

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "O advento dos aplicativos de relacionamentos e sua representação social"

O próximo trabalho a ser divulgado foi feito pela Luiza Pion, da turma de de Sociologia e Comunicação. A aluna faz uma breve análise sobre as relações afetivas contemporâneas, mediadas por ferramentas criadas a partir das novas tecnologias de comunicação e informação. Para isso, Luiza utiliza questões desenvolvidas por Bauman, Bourdieu e Weber.

Amor moderno...
- Foi bom pra você??!

"Com a popularização da internet nos smartphones, algumas ferramentas comuns que eram apenas usadas nos computadores, foram desenvolvidas para que se criassem diversos tipos de aplicativos; seja para se aprender a cozinhar, editar fotos, ler online... enfim, qualquer coisa dos mais variados interesses. Obviamente, tratando-se de relações humanas, não demorou muito para se criar algo que suprisse nossa vontade de se relacionar afetivamente. Hoje em dia, para ter um aplicativo de “paquera” basta “baixá-lo” no seu celular, e um mundo de opções se abre. Algumas pessoas acreditam que com esse novo advento nos celulares, conquistar alguém se torna muito mais fácil. No entanto, pode ser mais complicado do que parece, uma vez que de certa forma, esse tipo de relação se transforma em algo superficial e facilmente descartável."

Confira o trabalho completo aqui.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Mídia e Representações da Favela - Trabalhos Finais: Experiência Etnográfica - Agência de redes para a juventude

Os trabalhos ainda rendem: divulgamos hoje a experiência etnográfica da aluna Viviane Laprovita para a disciplina "Mídia e Representações da Favela". Analisando os instrumentos e estratégias da Agência - Redes Para Juventude, ela buscou compreender de que forma o trabalho deles fortalece a relação dos sujeitos da favela com outros espaços. A aluna relatou, através de uma curta mas rica experiência de campo com três entrevistados, as hierarquias dentro da agência, o modo como os grupos se relacionam e parte do conteúdo proporcionado a cada encontro.

O texto é rico e vale muito a leitura!
 
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Experiência Etnográfica - Agência de redes para a juventude.


Ficha Técnica:

Proposta: Observar os mecanismos e estratégias utilizadas dentro da agência de redes para a juventude, os projetos internos e suas relações com o território, seu impacto na vida dos jovens e sua circularidade na cidade - trajetórias, percursos, vivências, malandragem.

Referências teóricas: Guia afetivo da periferia – Marcus Faustini.

Metodologia: Imersão em dois dias de encontro da agência: Aula inaugural e encontrão; Três Entrevistas individuais em profundidade. Acompanhar dois dias das atividades de jovens que participem da agência de redes para a juventude, escolher três jovens do mesmo território: um com um projeto já em vigor na agência e dois com projetos novos em fase de andamento. Observar suas estratégias de relação com a cidade e entrevistá-los.


Aula inaugural Agência de redes para a juventude, iniciação e aquisição do cordão na Arena Jovelina pérola negra - pavuna. (17/05/14)

Para ler o trabalho na íntegra, clique aqui!

sábado, 26 de julho de 2014

Mídia e Representações da Favela - Trabalhos Finais: "Spotted: Icaraí - dos flertes cotidianos ao reforço da ideia de terror"

Dando continuidade à postagem de trabalhos, apresentamos o da aluna Camila Ferreira, que produziu uma rica análise sobre a página Spotted: Icaraí. Fazendo bom uso da bibliografia do curso, ela dissecou a página - da sua capa às postagens do feed - explanando o conteúdo e discursos preconceituosos que se apresentam. Como algumas citações do trabalho requerem ilustração, criamos uma página com as fotos referenciada para a compreensão plena dos exemplos e argumentos - que você pode acessar clicando aqui.

O texto é rico e vale muito a leitura!
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SPOTTED: ICARAÍ 
DOS FLERTES COTIDIANOS AO REFORÇO DA IDEIA DE TERROR

A página “Spotted: Icaraí” (www.facebook.com/SpottedIcarai/timeline) foi criada em 2013, ano em que as “Spotted” tornaram-se uma moda no Facebook. Essas páginas têm por intuito ser espaços de trocas de mensagens anônimas de paquera. No caso analisado, entre moradores e frequentadores do bairro niteroiense. Na seção “Sobre”¹, há o seguinte texto:


Na foto de capa² há outro texto, exemplificando possíveis situações diárias nas quais os flertes acontecem:


Deste modo, as postagens costumam seguir a linha de conteúdo observada no exemplo abaixo:

A ressignificação

A parir da breve descrição e dos exemplos citados, é possível ter uma ideia do funcionamento da página. Porém, há alguns meses, a “Spotted: Icaraí” parece ter deixado seu propósito inicial. Mensagens a respeito de assaltos, furtos, barulho de tiros, viaturas de polícia, “elementos” e “aglomerações” suspeitas tornaram-se rotina nas timelines dos seguidores. O vasto alcance do canal (com 25 mil curtidas até o dia 16 de junho de 2014) e a grande participação do público fizeram dela uma espécie de "noticiário policial” do bairro, motivando o envio de mensagens com tal conteúdo. Assim, a partir da primeira postagem sobre a temática, vieram as inúmeras outras.
Levando em consideração o fato de Icaraí ser um dos bairros nobres de Niterói, onde se encontra a maior parte das classes média e alta do município, não é difícil entender o porquê do interesse no compartilhamento desses assuntos. O local, sonho de moradia e consumo da maior parte da população da cidade e regiões vizinhas, encontra-se entre morros (Cavalão, Estado, Vital Brazil, Palácio, entre outros), o que significa favelas, gente pobre (negros, em sua maioria), riscos. O favelado representa o mal, o sujo, o sem-alma, tendo de permanecer e aceitar os lugares mais baixos da hierarquia social por conta destes fatores. Tal ideia, oriunda do ponto de vista das elites estrangeiras e brasileiras de outros séculos, ganhou novos formatos ao longo do tempo e se consolida a cada dia. Esta representação do pobre como o "inimigo" (DUARTE: 2003), muito presente na visão dos moradores de Icaraí, se estendeu naturalmente à "Spotted". Ela, como um canal de comunicação, possui uma enorme responsabilidade na construção e manutenção de estereótipos estigmatizantes sobre favela e violência urbana (CHAVES: 2007, p. 72).
O objetivo aqui não é dizer que não acontecem ações ilegais, mas observar como a "Spotted" ajuda a disseminar ainda mais um sentimento de terror e preconceito entre as pessoas. Depois dela, a sensação tida em toda Niterói³ (o bairro é a representação da cidade por inteira) é de um aumento extraordinário dos roubos e sequestros, a ponto de não se poder sair de casa. Essa impressão é causada não pelo real crescimento desses indícios, mas pelo aumento de sua divulgação. É como se antes da exposição desses casos na página eles ainda não ocorressem e quando não há textos a respeito, não estariam acontecendo.
Desta forma, a "Spotted: Icaraí" se mostra como uma página de luta de classes, onde as histórias são contadas pelo ponto de vista dos ricos, os sempre mocinhos sofredores, inquestionavelmente. É a velha ideia do morro (pois todos os favelados são bandidos, vagabundos, malvados) invadir o asfalto e tomar um lugar que não lhe pertence.

Para continuar lendo, clique aqui!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Sobre democratização da comunicação:

"Por que políticas públicas de comunicação são fundamentais para a democracia?"

Excelente texto por Dênis de Moraes, professor do departamento de Estudos Culturais e Mídia da UFF.


terça-feira, 16 de outubro de 2012


Qual o papel da crítica cultural quando a internet dá a todo mundo
direito de opinião?


Começa hoje, na Caixa Cultural, o Seminário Crítica da Crítica - Expansões e Limites do Pensamento 2.0. Serão 4 mesas de debate com convidados, abordando os seguintes temas: música, artes visuais, cinema e literatura.

A Caixa Cultural está localizada no Centro do Rio, na Av. Almirante Barroso, 25.

A entrada é gratuita e as senhas serão distribuídas a partir das 17h30. A capacidade do auditório é de 80 pessoas.

Para mais informações, confira o livreto de apresentação do Seminário, clicando aqui. Ou acesse a página do Seminário no facebook, clicando aqui.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Revista com artigos sobre rádio


O Grupo de Pesquisa Convergência e Jornalismo (ConJor), da Universidade de Santa Maria/RS, lançou em dezembo de 2010 o  número inaugural da revista on-line Rádio-Leituras, com artigos de pesquisadores nacionais e internacionais sobre temáticas ligadas ao universo radiofônico. Para quem se interessa pelo tema, eis uma boa dica.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

entrevista com Julian Assange, do WikiLeaks

O blog Diário Gauche (vale a pena conhecer o blog, muito bom!) publicou uma ótima entrevista com Julian Assange, do WikiLeaks. Uma boa oportunidade para conhecer melhor o pensamento do jornalista e ativista australiano, criador de uma ferramenta de divulgação de documentos secretos e comprometedores de autoridades políticas/militares de diversos países.



Em 20/12/2010 - complementando o post:

1) para saber mais sobre o caso WikiLeaks - clique aqui

2) Para ver o mapa com todos os documentos vazados (por país) pelo WikiLeaks - clique aqui

domingo, 24 de outubro de 2010

Dicas de documentários


Aqui vão algumas dicas de filmes, com temáticas contemporâneas e disponíveis com legendas para assistir online. Mais do que documentários, são formas de ativismo político que se apropriam da linguagem audiovisual para disseminar suas visões de mundo.
Valem o clique!

Documentário sueco, produzido por Erik Gandini, que discute sociedade de consumo, passando por sistemas políticos e meio ambiente, com uma visão interessante acerca do socialismo e o capitalismo.

Compilação e edição de "John Nada", realizado a partir de vários outros documentários, como "End Game", "Loose Change" e "Zeitgeist". Trata de questões relacionadas a mídia, nova ordem mundial e quem está por trás dela, grupo Bilderberg, mitos contemporâneos e biotecnologia, com certo tom de conspiração, mas bem instigante.

Produzido por Peter Joseph, o termo "Zeitgeist" vem do filósofo alemão Hegel, significando espírito da época. O documentário desconstrói mitos, falando desde o cristianismo e suas raízes histórias, até o 11 de setembro nos EUA. Explica o funcionamento do sistema econômico estadunidense, centralizado no Federal Reserve, o papel da mídia na construção da hegemonia e senso comum e apresenta o Projeto Venus como opção de nova sociedade sustentável e igualitária.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Coisa Pública e Coisa Privada


Trabalho Final de Sociologia II apresentado por Jônatas Nunes:


"Coisa Pública &X Coisa Privada"

Vivemos em uma sociedade bem mais diversificada e virtual com o desenvolvimento de novas tecnologias (Pós-Modernidade). Procurando trabalhar em cima de uma nova ferramenta da internet, tratando-se de um sistema de trocas de mensagens supercurtas que está virando um fenômeno da grande rede, ou seja, o “twitter”, desenvolveremos uma discussão em relação a conceitos de público e privado juntamente com o desenvolvimento da grande teia mundial.
O século XXI é, sem dúvida, marcado pelo aumento da utilização da internet e consigo um surto também do uso de redes sociais, e podemos citar o twitter como um fenômeno atual da web 2.0, o qual é responsável por uma discussão sobre conceitos do privado e o público. É certo que estes conceitos atualmente, de uma certa forma, estão se confundindo. O mundo interior (mundo íntimo) se exteriorizando em blogs/perfis/facebook/myspace/Orkut/ twitter/ YouTube.
Podemos perceber uma crescente procura de internautas em expor e produzir seus conteúdos, onde muitos colocam suas intimidades em textos/imagens para, literalmente, todo o mundo ver. Num mundo onde a circulação e debates da informação eram principalmente em espaços privados de esfera pública (os cafés), ou seja, a esfera pública era discutida nestes locais privativos. Agora com o advento da internet e seu desenvolvimento, quem tem acesso é capaz de discutir sobre “coisas privadas” num espaço público, na qual expõem seus pontos de vista sobre diversos assuntos e também expõem suas vidas e vidas de terceiros (coisas íntimas). Hoje, parece não haver no mundo virtual, uma vontade de se manter privado, e sim público, pois aparecer é o que importa.
Sabemos que é de interesse público o espaço de livre circulação de ideias, democratização da comunicação, porém no mundo virtual o privado está cada vez mais se tornando obsoleto. Então, podemos dizer que, de certa forma, os “conceitos concretos” de privado e público foram para a “privada”!


sábado, 16 de maio de 2009

Tecnologia X Normatização


Bruno Thebaldi

Quando uma tecnologia é desenvolvida/criada, ela já deve vir normatizada, ou seja, deve ser apresentada aos consumidores/usuários o modo como eles devem desfrutá-la sem que lhes seja dado a oportunidade de interferências em seu emprego, ou, por outro lado, são os usuários, que através da rotina do uso, que devem construir as formas de emprego e utilização conforme seus gostos, vontades e necessidades?

Esta semana, enquanto me espremia dentro de um abarrotado transporte em direção ao Centro do Rio de Janeiro, não pude deixar de escutar a conversa ao celular de uma passageira próxima – não ia tampar o ouvido, né! -, dizendo que “o Orkut foi criado para um uso, mas as pessoas o utilizam de outra forma”. E ela ainda completou: “É um site de relacionamentos”.

Ora, sinceramente, quem foi que disse a maneira com a qual o Orkut – apenas a título de exemplificação – deve ser usado? Onde está uma cartilha e no caso quem estaria autorizado para “ensinar” seus milhões de usuários a utilizá-lo? E mais: qual o problema de que as formas de uso de qualquer tecnologia agreguem novas funções?

Partindo dessa fala de senso comum, teríamos que voltar à pré-histórica época na qual os celulares se resumiam a fazer ligações, e, entretanto, sabemos que a presença de câmera digital embutida já é presentemente, sem nenhum exagero, praticamente um requisito obrigatório, ademais das tantas outras inúmeras funções, como MP3 etc.

Outro ponto importante: a tecnologia é desenvolvida não para “mudar o mundo”, e sim por que numerosos e onerosos estudos e pesquisas já constataram sua viabilidade em termos financeiros, em outras palavras, sua demanda – evidente que, ainda assim, essas pesquisas podem falhar, e falham.

Desta forma, com o decorrer do tempo e com o advento de novas tecnologias dentro da lógica da Revolução Técnico-Científica – que, diga-se de passagem, segue bombando a todo vapor – parece ser mais do que óbvio que para não se tornar obsoleta e prosseguir atrativa, os meios tecnológicos iniciam esse processo de agregação de utilidades e, consequentemente, de flexibilização e multiplicação das possibilidades de uso.

Bem como nos lembra Bauman, na modernidade o que predomina é a fluidez.