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terça-feira, 16 de novembro de 2021

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais - Análise do álbum “Goela Abaixo” - Liniker e os Caramelows


Para finalizar a disciplina Sociologia e Comunicação, a aluna Livia Maria Hora fez uma análise sobre o álbum “Goela Abaixo” de Liniker e os  Caramelows através de de conceitos trabalhados na disciplina e de sua própria experiência com o álbum. 


"Somos tão subjugados o tempo inteiro, estamos sempre ansiosos, sempre com a sensação de que podemos ser trocados, sabemos que a força do Estado pode operar sobre nós a qualquer instante, temos que nos esgoelar para receber o mínimo de respeito e o mínimo de humanidade, que às vezes tudo o que queremos é um descanso. Uma pausa para sentirmos que somos seres humanos. Um momento de paz e troca para não nos perder completamente. O carinho na goela é uma demonstração de que não precisamos mais gritar."

Para ler o trabalho completo clique aqui. 



Postagem: Giulia Jesus - graduanda de Estudos de Mídia/

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais - Conceitos Marxistas aplicados ao Agronegócio


Para finalizar a disciplina Sociologia e Comunicação, o aluno Expedito Veríssimo optou por trabalhar conceitos do sociólogo Karl Marx, relacionando-os com a indústria do Agronegócio, expondo suas problemáticas e efeitos na sociedade.


"Ao consumir os alimentos no mercado a pessoa não tem noção de como é feito o processo de produção do agronegócio, as condições de trabalho arriscadas pelo uso de substâncias altamente
tóxicas e/ou cancerígenas, a lógica exploradora da terra, invasões, o impacto ambiental exacerbado e insustentável entre outros. Tudo isso fica oculto e cria-se uma falsa idealização de que o Agronegócio é algo que produtivo, moderno e traz retorno benéfico. Uma vez que o agronegócio detém grande parte dos meios de produção conseguimos criar uma relação entre a mídia e a propaganda que fortalece um discurso do agronegócio. A propaganda: “Agro é tec, agro é pop, agro é tudo”, esclarece isso muito bem. Ela nos apresenta por via dos meios de comunicação um discurso que procura a manutenção e afirmação de poder por meio de imagens idealizadas e utópicas da realidade o que pode ser considerado uma alienação. As pessoas que
internalizam essas afirmações terão mais dificuldade ainda de conseguir enxergar todas as questões que não são trazidas com frequência. Então, ao consumir um produto ela sente segurança por ter uma visão distorcida da realidade, o que nos lembra aquele pensamento hegemônico imposto pela ideologia."

Para ler o trabalho completo clique aqui. 



Postagem: Giulia Jesus - graduanda de Estudos de Mídia/

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI






quinta-feira, 15 de julho de 2021

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais - A Representação das Cariocas e do Rio De Janeiro no videoclipe Girl From Rio


Para finalizar a disciplina Sociologia e Comunicação, o aluno Guilherme Cirqueira fez uma análise sobre a representação das cariocas e do Rio De Janeiro no videoclipe Girl From Rio tendo como base conceitos de Stuart Hall.


"Partindo dos acordes da música Garota de Ipanema, clássico da bossa nova composto por Tom Jobim e letrado por Vinicius de Moraes em 1962, o videoclipe de Girl from Rio se inicia com “o Rio exportação”, da Zona Sul, com o Pão de Açúcar ao fundo, mas logo portas se abrem e agora será contada uma parte da história da artista, da garota que cresceu na periferia e é “uma Garota do Rio”.

Deixando para trás a paisagem artificial comumente explorada nas produções audiovisuais, o espectador é conduzido à um tour pelo que Anitta considera essencial conhecer na sua cidade. Ao descer de um ônibus lotado, é revelado o Rio do subúrbio, cheio de cores, sabores e pluralidade de corpos."

Para ler o trabalho completo clique aqui. 



Postagem: Giulia Jesus - graduanda de Estudos de Mídia/

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais - A rotina de Skincare em Tempos de Isolamento Social


Para o trabalho final de Sociologia e Comunicação, a aluna Ana Luise Duniec analisou o crescimento da rotina de skincare , cuidados com a pele, durante a quarentena em meio às redes sociais, tendo como base conceitos de alguns dos autores discutidos ao longo da disciplina.


"Em meio a esse tempo de reclusão mundial, por conta da COVID-19, muitas pessoas notaram uma diferença na saúde de suas peles. Aproveitando a oportunidade, influenciadores digitais e múltiplas páginas de redes sociais, não hesitaram em recomendar múltiplos produtos para seus seguidores, muitas vezes sem recomendação dermatológica.
A rotina de cuidados com a pele surgiu, de maneira massificada, no momento em que marcas começaram a lançar tendências no mercado relacionadas a uma beleza mais leve e natural. Dessa forma, a rotina coreana de cuidados com a pele, K-Beauty, ganhou bastante força, principalmente a partir do ano de 2018 até os dias atuais."

Clique aqui para ler o trabalho completo. 


Postagem: Giulia Jesus - graduanda de Estudos de Mídia/

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Teoria Critica da Mídia - Trabalhos Finais - O caso Blogueirinha e a Padronização da Performance

Para o trabalho final da disciplina de Teoria Crítica da Mídia, as alunas Mariana Goulart e Renata Azevedo, utilizando conceitos de Debord e Goffman  fizeram um podcast sobre o fenômeno nas redes sociais que são as “blogueiras” e a personagem Blogueirinha que ganha fama nas redes sociais e se torna influencer como uma caricatura dessas pessoas.


"Nos últimos anos o mercado de influencers tem crescido de forma exponencial, marcas e empresas usam do reconhecimento e alcance dessas pessoas para vender seus produtos, foi com o surgimento dessa nova profissão e a padronização de certos comportamentos devido ao interesse de cada vez maior do reconhecimento de “blogueira” que surge a “Blogueirinha”, personagem criada pelo ator Bruno Matos como uma caricatura dessas novas personalidades midiáticas. A personagem imita esses padrões presentes nas blogueiras com certo exagero para criar humor em cima disso. 

 No podcast iremos debater sobre esse fenômeno nas redes sociais que são as “blogueiras” e contrapor com a personagem Blogueirinha que ganha fama nas redes sociais e se torna influencer como uma caricatura dessas pessoas , serão usados conceitos de Debord e Goffman para embasar a discussão."

Confira o podcast criado pelas alunas:



Postagem: Giulia Jesus - graduanda de Estudos de Mídia/

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais - Luccas Neto: crianças, influências e dinheiro




Para o trabalho final da disciplina de Sociologia e Comunicação, Nubia Mobo desenvolveu uma análise sobre o impacto que o youtuber Luccas Neto tem sobre o seu público infantil em relação à dinheiro e consumo.

"Atualmente um dos maiores produtores de conteúdo voltado para o público infantil no YouTube Luccas Neto - Luccas Toon , segundo o site Social Blade, seu canal possui mais de 14 bilhões de visualizações e mais de 33 milhões de inscritos, ocupando a 4ª posição entre os canais mais assistidos do Brasil (sendo o primeiro voltado para o público infantil) e ficando na 5ª posição no ranking brasilero em número de inscritos. Além do conteúdo audiovisual publicado periodicamente no Youtube, a Luccas Toon, está investida em outros setores como a produção filmes, shows, livros, jogos eletrônicos e também é responsável uma série de produtos como brinquedos, roupas, material escolar, produtos de higiene, suplementos nutricionais, achocolatados, objetos para festa e decoração, está presente em todo o universo infantil. "

Clique aqui para ler o trabalho completo. 


Postagem: Giulia Jesus - graduanda de Estudos de Mídia/

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais - “Cercados”: Uma Análise Sob a Ótica de Kellner


Para o trabalho final da disciplina de Sociologia e Comunicação, Marcela Beatriz Neves Silva desenvolveu uma análise da série documental "Cercados" a partir de argumentos elaborados pelo filósofo Douglas Kellner.


" “Cercados”, a nova produção original da Globoplay, serviço de streaming do canal Globo, retrata a rotina do setor jornalístico da emissora no período da pandemia do coronavírus. Entre desafios, alegrias e muito trabalho, o documentário mostra para o público os bastidores dos programas mais conhecidos da empresa, o “Jornal Nacional”, “Profissão Repórter” e “GloboNews” e os obstáculos na hora de transmitir as notícias mais relevantes acerca desta nova doença, principalmente pela resistência do governo Bolsonaro e seus apoiadores. Com esta premissa em mente, decidi analisar o referente produto segundo os argumentos de Douglas Kellner, que no seu livro “A Cultura da Mídia” destaca a dificuldade que governos conservadores têm de aceitar mudanças e o papel da mídia na difusão de ideias contrárias."

Clique aqui para ler o trabalho completo. 


Postagem: Giulia Jesus - graduanda de Estudos de Mídia/

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Mídia e Sensacionalismo - Trabalhos Finais: O Corpo na Performance do Pastor: Uma análise sobre figuras do protestantismo



A aluna Beatriz César, faz uma análise de performance para o trabalho final da disciplina de Mídia e Sensacionalismo de 2018.1. Ela analisa a importância da linguagem corporal na construção de narrativa e visibilidade nos discursos da religião protestante.

"A partir dos exemplos trazidos aqui, serão analisados a importância do corpo na construção da performance de figuras que exploram a religiosidade como o pastor Silas Malafaia e Vitória de Deus. Tais exemplos foram escolhidos por apresentar formas similares e bastante visuais no uso do corpo através discurso religioso para atrair seguidores. Segundo Zumthor (2007), a performance é uma ação complexa expressa no locutor, destinatário e as circunstâncias na qual o texto será entregue. Considerando a etimologia da palavra performance como “fornecer” e “executar”, trazido por Amaral (2018), ela se apresenta no sentido de visualidade. É possível considerar, portanto, a performance como um recurso visual com o objetivo de entregar um sentido ou mensagem. Dessa forma, o jeito com que nos comportamos em determinada situação interfere bastante naquilo que queremos dizer."

Clique aqui para ler o trabalho completo.


Postagem: Victória Guedes - graduanda de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "Conservação e transformação da estrutura social no filme A Vizinhança do Tigre"


Ingá Maria, aluna da disciplina Sociologia e Comunicação de 2017.1, propõe uma reflexão sobre o filme A Vizinhança do Tigre, longa-metragem brasileiro, dirigido por Affonso Uchoa, que trata da trajetória de Juninho, Eldo, Adilson, Menor e Neguinho, jovens moradores da periferia de Contagem/MG, na "travessia entre a infância e a vida adulta, pelas ruas, terrenos, casas e quintais do Bairro Nacional, Região Metropolitana de Belo Horizonte". Para compor esta reflexão, ela recorre à contribuição de Pierre Bourdieu sobre a relações de divisão do campo de poder e sua teoria social do Construtivismo estruturalista/Estruturalismo construtivista.

"Se aplicarmos essa chave de leitura para A Vizinhança do Tigre, rapidamente percebemos a expressão inegável de uma estrutura social que incide sobre os corpos e as práticas dos sujeitos filmados. Junim precisa pagar a dívida que contraiu com agiotas dentro da prisão. O campo do poder, comparável para Bourdieu com “um espaço geográfico no interior do qual se recortam posições” também se faz presente e ainda na primeira sequência do filme, um dos garotos recebe uma carta de intimação da justiça. Até mesmo os poderes sociais fundamentais, que o sociólogo denomina de capitais, encontram sua manifestação econômica nas casas sem reboco ou sua expressão cultural através da associação fácil entre meninos da periferia e o gosto pelo rap".

Assista ao trailer do filme:


Clique aqui para ler o trabalho completo.


Postagem: Matheus Bibiano - graduando de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Comunicação e Cultura Popular - Trabalhos Finais: Mangue Beat: O mangue e o mundo



Mohandas Souza, aluno da disciplina de Comunicação e Cultura Popular de 2017.1, traz uma discussão sobre identidade, hibridismos e a relação entre o local e global no caso do Mangue Beat, um movimento cultural recifense que mistura o maracatu e outros ritmos regionais com o rock, hip hop, funk e música eletrônica.

"O mangue é um conceito que visa à instauração de todo um cosmos geográfico, político, estético e cultural. O conceito de mangue é apresentado como uma área no limite entre o rio e o mar, moldado ao sabor do devir das marés, onde as trocas entre água doce e salgada geram um dos mais férteis berçários da vida. Sem deixar de considerar que a diversidade, a fertilidade e a riqueza das possibilidades de vida deste ecossistema possam ser ocasionalmente nocivas, como os mosquitos que também se proliferam ali. Este ecossistema conceitual é associado, em seguida, à cidade que o aterrou para se construir acima dele, a partir da expulsão dos holandeses ainda no século XVII. O delírio do progresso submeteu o mangue à proposta de ser uma metrópole, o que ele não pode ser. Assim, com suas veias interditadas pelo aterro, o mangue sucumbe à falta de arejamento de suas vias, enquanto Recife sofre pela miséria e caos urbano".

Clique aqui para ler o trabalho completo.

Postagem: Matheus Bibiano - graduando de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Comunicação e Cultura Popular - Trabalhos Finais: "A dança em locais públicos: o ato carnavalizado por meio da Paradinha, da Anitta"



Arthur Conrado, aluno da disciplina Comunicação e Cultura Popular de 2017.1, produziu uma pequena revisão teórica sobre o lugar da dança enquanto uma das Sete Artes. Segundo ele, a dança entendida enquanto arte só pode acontecer dentro de um espaço delimitado, o espaço reservado a preservação do acesso à arte: o teatro. Com isso, Arthur elabora considerações sobre a perspectiva negativa de um entendimento erudito da cultura que recai sobre o funk. Para isso, o aluno utiliza o trabalho de Mikhail Bakhtin sobre a carnavalização e Michel Foucault para discutir as estratégias de desmonte do discurso.

"No consciente coletivo, o ato de dançar acaba sendo relegado a locais e contextos a ele destinados, assim como determinadas formas de dança (relacionadas aos movimentos ou passos de dança, que, por sua vez, são pertinentes ao ritmo musical) são malvistas estigmatizadas. O que nos leva à fala de Michel Foucault em sua aula inaugural no Collège de France, transcrita e publicada como A ordem do discurso, sobre o controle da produção do discurso: em toda sociedade, há um certo número de procedimentos que não só controlam, como organizam e selecionam os discursos produzidos, sendo o procedimento externo mais evidente a interdição (ou seja, a proibição). Esta, por sua vez, manifesta-se de três formas: tabu do objeto, ritual da circunstância e direito privilegiado ou exclusivo do sujeito que fala (FOUCAULT, 1996, p. 9). Isso quer dizer que “não se tem o direito de dizer tudo [tabu do objeto], que não se pode falar de tudo em qualquer circunstância [ritual da circunstância], que qualquer um, enfim, não pode falar de qualquer coisa [direito privilegiado ou exclusivo do sujeito que fala]” (FOUCAULT, 1996, p. 9).

No tangente à questão da dança, pautados na fala de Foucault, podemos estruturar as suas interdições da seguinte maneira: primeiro, a dança é uma expressão corporal, logo, sua manifestação é respeitada e até mesmo admirada, desde que não se dê por meio de movimentos tidos como vulgares (ou seja, dançar funk seria uma espécie de afronta a essa interdição do tabu do objeto); segundo, o ato de dançar é respeitado, desde que restrito a locais e contextos que o justifiquem (o que quer dizer que, por exemplo, dançar em um supermercado, em um banco, em um ponto de ônibus, corresponde a uma atitude que extrapola os limites da interdição do ritual da circunstância); terceiro, é até possível praticar a dança através de movimentos tipicamente malvistos e num local/contexto alheio aos reservados para tal prática, desde que o ator (neste caso, sujeito atuante) tenha um propósito embasado para isso e, acima de tudo, reconhecimento público por aquilo que faz (por exemplo, um performer conhecido desenvolver uma performance dançando funk dentro de um museu, assim como uma cantora de funk promover um show no meio de uma praça ou mesmo gravar um clipe em via pública, são compreendidos e aceitos, mas, por outro lado, se um indivíduo como outro qualquer decidir dançar funk em um museu, por exemplo, além de ser tachado negativamente, ainda corre o risco de ser retirado do local, tendo em vista que não possui respaldo para tal, ou seja, o sujeito do discurso preciso de direito privilegiado ou exclusivo para que seu discurso seja válido)".

Assista a paródia abaixo:


Assista o videoclipe original:


Para ler o trabalho completo, clique aqui.

Postagem: Matheus Bibiano - graduando de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: Análise do documentário "Reel Injun: On The Trail Of The Hollywood Indian"



A aluna Mariana de Oliveira, da turma da disciplina de Sociologia e Comunicação de 2017.1, elabora uma reflexão acerca da representação e o processo de estereotipagem da imagem do nativo estadunidense nas produções audiovisuais hollywoodianas apresentadas pelo documentário Reel Injun, um filme canadense de 2009, produzido por Neil Diamond, que explora a figura do nativo americano inserido no gênero do faroeste e investiga a produção do imaginário desta categoria na American Indian History (a História do Índio Americano).

Para isso, Mariana respalda a sua reflexão em torno da contribuição de Pierre Bourdieu sobre a constituição do poder simbólico e a perspectiva pós-colonial de Homi K. Bhabha, teórico indiano, acerca da questão dos processos de estereotipagem e a produção discursiva da narrativa do colonizador. 

"A Narrativa construída pelo documentário mostra que o fascínio com tudo o que é nativo norte-americano se iniciou com os colonizadores, que encontraram centenas de nações, com as mais diversas culturas, línguas e crenças. Em paralelo a esse fascínio com elementos de culturas nativas norte-americanas, o direito dos índios, enquanto seres humanos e cidadãos, era ameaçado. Na fala do cineasta Jim Jarmusch sobre o genocídio de centenas de nativos reserva de Pine Ridge, no ano de 1890, ele fala sobre como a cultura tinha a intenção de perpetuar que o nativos eram agora seres mitológicos. Essa fala emblemática pode ser relacionada a ideia desenvolvida por Homi Bhabha, em O Local da Cultura, no capítulo A Outra Questão, o estereótipo, a discriminação e o discurso do colonizador , onde ele fala sobre a questão do fetiche do colonizador em relação aos nativos. 

O nascimento do índio hollywoodiano surge com os filmes mudos, e nessa época, de incipiência de uma indústria cinematográfica, as perspectivas eram mais naturais, pois índios atuavam e também dirigiam seus próprios filmes, como contam os historiadores. Um filme emblemático desse tempo foi O Inimigo Silencioso (1930), que tratava do problema da fome entre as comunidades indígenas, que confinadas às reservas, passavam por muitas dificuldades".

Confira o trailer (em inglês) abaixo:


Clique aqui para ler o trabalho completo.

Postagem: Matheus Bibiano - graduando de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Comunicação e Cultura Popular - Trabalhos Finais: "Apropriação do funk como instrumento de ensino nas escolas"

Andressa Teixeira, aluna da disciplina de Comunicação e Cultura Popular, faz uma excelente reflexão sobre os usos da cultura e suas constantes imbricações cotidianas. Através da contribuição de Michel de Certeau sobre as táticas e modos de fazer com na vida cotidiana, Raymond Williams na conceituação da cultura enquanto aspecto constante e ordinário na experiência humana e Homi Bhabha, juntamente com Nestor Canclini acerca do debate sobre hibridismos culturais, a aluna reflete sobre os usos da parodio enquanto forma de aproximação e hibridismo entre as culturas popular e erudita. Junto a isso, Andressa nos dá o exemplo de sua experiência como professora em uma escola pública em São Gonçalo/RJ. No vídeo abaixo, ela utiliza a parodia do funk "Vai embrazando" de MC Zaac part. MC Vigary para o ensino/aprendizagem dos 4 "porquês" em uma aula de Língua Portuguesa: 

"Chamei meus amigos / Pra ir lá pra casa / Estudar pra prova / Que vai ter na quarta / Se liga só que essa prof é aliada (2x) / Parodiou para lembrar a regra básica / Separa e não acentua pra pergunta / Mas repara: na resposta ele se junta / Todo confuso com os porquês você estava / Agora sabe quase tudo dessa aula / Se couber “por que motivo”, cê separa isso daí / E deixa sem acento pra prof não corrigir / Vai estudando an an an an an an (4x) / Chamei meus amigos / Pra ir lá pra casa / Estudar pra prova / Que vai ter na quarta / Se liga só que essa prof é aliada / Parodiou para lembrar a regra básica / Não separa se for substantivado / E acentua / Para ficar adequado / Se estiver no final da frase, cê separa / E coloca o circunflexo na palavra (2x) / Vai estudando an an an an an an.”

Assista o vídeo da paródia:


Clique aqui para ler o trabalho completo.

Postagem: Matheus Bibiano - graduando de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: O filme Mulan e o fato social de Durkheim


Iniciando as postagens com os trabalhos finais de Sociologia e Comunicação, disciplina do 1º período do curso de Estudos de Mídia que propõe elaborar um panorama geral sobre questões sociológicas e suas imbricações com os meios de comunicação através de muitas reflexões. Ana Sanz, da turma deste semestre, analisa o filme Mulan, uma animação da Disney, do ano de 1998, que trata da história de uma jovem chinesa que se disfarça de homem para servir o exercito chines no lugar de seu pai, que está doente. A partir disso, a aluna, sob a ótica da sociologia durkheimiana, elabora uma análise do filme ancorada no conceito de fato social. 

"No primeiro capítulo do livro “As Regas do Método Sociológico”, o sociólogo francês Émile Durkheim se detém em delimitar comportamentos sociais que interessariam à sociologia como objeto direto de seu estudo e dá a estes o nome de fatos sociais, que são por sua vez, formas de ação e interação cujas funções são a manutenção da coesão social, mas que devem ser dotas de certas características para que sejam assim classificados. Segundo o sociólogo, um fato social deve necessariamente ser uma manifestação coletiva, isto é, repetir-se entre os indivíduos de uma mesma sociedade, e portanto, se definem exteriormente a estes indivíduos, funcionando independentemente do que fazem isoladamente. “O sistema de signos de que me sirvo para exprimir meu pensamento, o sistema de moedas que emprego para pagar minhas dívidas, etc. funcionam independentemente do uso que faço deles”. Para que seja considerado um fato social também deve ser coercitivo, obrigando readequação e aplicando penas aos sujeitos que a ele se opuserem, e no caso de um rompimento exitoso, este não virá sem o combate à dura coerção.

(...) O filme da Disney serve-nos muito bem para ilustrar tanto a definição de fato social, como o que ocorre quando desafiamos estas normas estabelecidas. Quando conhecemos a personagem ela se prepara para a ida à casamenteira. Na primeira cena em que Mulan aparece, ela escreve no braço algumas palavras que devem ser características da boa esposa “calma, reservada, delicada, educada, pontual”. Contudo, as características listadas por Mulan como requisitos não partem de uma concepção pessoal dela, mas de uma concepção coletiva de o que é ser uma boa esposa. Durante todo o filme o lugar da mulher na sociedade chinesa é pontuado, pela submissão da mãe, pelas tarefas atribuídas a homens e mulheres, pela reiteração da necessidade de honrar a família e principalmente pelo contraste explicitado pelo desajuste de Mulan".


Clique aqui para ler o trabalho completo.

Postagem: Matheus Bibiano - graduando de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Chimamanda Adichie e o Perigo da História Única


No cotidiano, nos deparamos com diversos fatos. Fatos esses que conferem um consenso sobre uma "realidade", uma verdade elaborada acima da sucessão de acontecimentos que nos rodeiam. No entanto, tudo que se sabe sobre qualquer coisa, possivelmente, não é tão factual para outros. Os fatos são tudo aquilo que se diz sobre eles; são tudo aquilo que compõe as representações para si. Podemos ter conhecimento sobre qualquer coisa, mas nunca teremos sua experiência por completo. Daí, o que se sabe sobre tudo é o que se fala sobre tal, o que o nosso imaginário nos apresenta em seu horizonte de possibilidades.

Nesse passo, a escritora nigeriana Chimamanda Adichie nos alerta sobre o perigo da história única. Sobre a história que se desprende da complexidade das realidades. Claro que nunca se sabe tudo sobre qualquer coisa, mas não quer dizer que deveríamos nos ater a uma única possibilidade. Parafraseando a autora, "o branco é um eufemismo para o poder" e são eles, os que se apropriaram do capital social e simbólico, que detêm desta potencialidade de fixar significados e reproduzi-los até que já não haja dúvidas sobre a história.

De certo, o que Adichie nos alerta é basicamente sobre a dificuldade de ouvir o outro, a dificuldade de quebrar o silêncio e o vazio descritivo do discurso que se materializa sobre os corpos.

Assista ao TedTalk completo abaixo.


Postagem: Matheus Bibiano - graduando de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

segunda-feira, 24 de abril de 2017

"BICHA: Ressignificar para (re)existir": um TEDx Talk com Marlon Parente



Na edição TEDx Talk UFPE, Marlon Parente fala de seu direito de ressignificar. A palavra "bicha", para homens homossexuais, sempre foi algo doloroso e pejorativo de se ouvir. Esta, dentre outras palavras, deixa marcas muitas vezes irreversíveis na vida das pessoas. Palavras têm o poder do discurso. O poder de subjugar, degradar, humilhar e diminuir. Mas as palavras também têm o poder de enaltecer, valorizar, vangloriar e expor bons significados. A palavra é um elemento vivo de nossa comunicação que deve ser apropriado e ressignificado sempre que possível. 

Confira, abaixo, as belíssimas palavras de Marlon sobre o assunto:


Veja também o documentário "Bichas":




Postagem: Matheus Bibiano - graduando de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Comunicação e Cultura Popular - Trabalhos Finais: 'Veja bem': uma desconstrução da revista 'Veja' dando voz à cultura popular"

O grupo formado pelas alunas Clarisse Gilly, Joana D'arc de Nantes, Julia Musso e Viviane Maia fez um trabalho super criativo e bem embasado ao recriarem uma edição fictícia da revista Veja. A proposta das meninas foi pegar um veículo de comunicação massiva que enfocasse o discurso hegemônico e reconstruí-lo através de uma perspectiva popular. Como foi dito pelo gruo no texto apresentado, o intuito desse trabalho é observar as táticas utilizadas pela mídia hegemônica, questionar sua construção e reconstruí-las com novas temáticas, novas falas e novos enquadramentos.


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"A cultura não é pura, ela está em constante transformação, “construção, desconstrução e reconstrução” (CUCHE, 1999, p. 137), configura-se em um campo de batalha entre diferentes atores sociais que contempla diversas questões (poder, hegemonia, contra-hegemonia, tradição, etc). Entretanto, o discurso hegemônico que circula na grande mídia, muitas vezes, fecha sentidos, cria hierarquias, posicionando o que advém do popular como inferior, diferente, criando representações negativas e/ou estereotipadas. A pauta de uma matéria, a chamada, o foco que será dado a cada notícia, tudo está relacionado a um discurso enquadrado por aquele que fala, de quem se fala, para quem e sobre quem/o que. 

Ao longo dos anos, as classes populares tem disputado constantemente esse “direito a falar” (ENNE; GOMES, 2013). Sabe-se que atualmente alguns programas de televisão, por exemplo, tem retomado o enfoque sobre “o povo” e dado abertura para manifestações culturais populares. Contudo, como aponta Enne e Gomes (2013), não se trata só de “falar sobre”, a luta discursiva ainda necessita persistir, deve-se “[...] ter direito a participar dos trabalhos de enquadramento, memória, identidade e projeto sobre e para aquele lugar” (ENNE; GOMES, 2013, p. 47). Nesse sentido, foi proposto para este trabalho a reconstrução de uma revista que enfocasse em discursos hegemônicos, transformando-a em uma revista de/para as classes populares.

Para a realização deste trabalho, optou-se pela reconstrução da revista “Veja”, transformando-a em “Veja bem”, objetivando empoderar pessoas advindas das classes populares, lançando mão, por exemplo, de recursos da matriz popular do grotesco para remontar o produto midiático. Trata-se, portanto, de um exercício de observar as estratégias utilizadas pela grande mídia, desconstruí-las e reconstruí-las com novas temáticas, novas falas e novos enquadramentos."

Confira o texto na íntegra aqui.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Lançamento da Revista DR - Uma revista de política e cultura feita por mulheres.

Domingo passado, dia 8 de março, foi o lançamento da Revista DR. Não à toa, na data intitulada como "Dia Internacional da Mulher", a Revista chegou metendo o pé na porta para reafirmar o quão importante é a criação de canais de informação que possam promover o diálogo e a troca dentro da comunidade feminina. Anti-capitalista e feita por mulheres, a DR aborda temas de cunho político e cultural, tendo como objetivo desconstruir questões sociais enraizadas, atentando sempre ao poder do discurso e buscando o empoderamento feminino.


Além do conteúdo indispensável, a revista foi muito bem produzida e dá gosto de ler e ver. O projeto conta com os textos de Mariana Patrício, Thamyra Thâmara de Araujo, Fernanda Bruno, Tatiana Roque, Barbara Santos, Oiara Bonilla e Ana Kiffer (foto acima), além de convidadas a cada edição. E a número 1 conta com a participação da coordenadora do GRECOS, professora Dra. Ana Lucia Enne.

Saiba mais no site www.revistadr.com.br e não deixe de conferir a primeira edição da DR aqui.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: Análise do episódio piloto da série de TV "Veronica Mars"

Ao término de cada semestre, vários alunos optam por tratar de um produto midiático audiovisual para o trabalho final da disciplina "Sociologia e Comunicação". Seja uma série, um filme, um desenho animado ou uma novela, os alunos conseguem analisar o contexto social da narrativa de objetos ricos com trabalhos consistentes e maduros. E assim o fez a aluna Mariana Ramos, que produziu uma análise densa da série "Veronica Mars" (2004-2006) através dos conceitos de Karl Marx, dissecando o episódio piloto para compreender e relacionar a abordagem de luta de classes feita pela narrativa no seu núcleo de personagens.

Vale muito a leitura!
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 Análise do Episódio Piloto da Série de TV Veronica Mars

     Neste trabalho, analisarei o episódio piloto da série de TV americana Veronica Mars, exibida pelos canais de televisão aberta UPN e The CW entre os anos de 2004 e 2006, a partir de alguns dos conceitos apresentados pelo filósofo, economista e sociólogo alemão Karl Marx.
     A série narra a história da adolescente que dá o seu nome, uma menina de classe média que reside em uma cidade onde os extremos de riqueza e pobreza vivem em um clima de constante instabilidade. Após o assassinato brutal de sua melhor amiga, Lilly Kane, Veronica é ostracizada pelo seu grupo de amigos ricos e populares e passa a trabalhar junto a seu pai, antigo xerife da cidade, como investigadora particular.
     A série se passa na cidade ficcional de Neptune, no sul da Califórnia, e, como nos diz a narração da personagem principal já na primeira cena, essa é uma cidade “sem classe média”: “Se você estuda na minha escola, seus pais são milionários ou trabalham para milionários. Se você pertencer ao segundo grupo, você arranja um trabalho: fast-food, cinema, pequenos mercados”. A sequência de abertura apresenta o colégio público da cidade, palco diário das disputas entre os diferentes extratos da sociedade. Vemos um menino negro, preso, com fita adesiva, a um poste do estacionamento da instituição e escutamos comentários de que esta é uma ação da gangue local de motoqueiros, um grupo de garotos de classe média baixa que vive no “lado errado” da cidade e impõe respeito através de pequenos atos de vandalismo.

     A narração de Veronica nos guiará tanto através de seu passado e presente quanto nos informará dos segredos e mistérios dessa comunidade que, para quem olha de fora, é um exemplo de afluência econômica e modelo para os sonhos e expectativas que constroem e informam todo o projeto de nação dos Estados Unidos, mas que esconde – ou pretende esconder – com a cooperação de diversas das intuições sociais que compõem sua estrutura, as máculas de um processo de apagamento e opressão de suas classes mais baixas. 

     A classe média alta da cidade deve sua riqueza às Indústrias Kane, um conglomerado tecnológico criado pelo multimilionário Jake Kane que, quando de sua oferta pública na bolsa de valores, gerou, quase que instantaneamente, fortunas que sustentam o estilo de vida opulente dessa classe dominante.

     A empresa é a maior empregadora do local e, portanto, dita a estrutura econômica e social da comunidade, bem como as condições materiais para a existência dentro dela. Aqueles que não são acionistas das Indústrias Kane ou que não possuem altos cargos na empresa são relegados a cargos marginais ou empregados na rede de serviços da cidade – atendentes de supermercado, mecânicos, etc. Outros são empregados domésticos dessas famílias, tendo de se submeter aos caprichos de seus membros, sem poder emitir opinião ou se misturar com eles.

     É gritante, portanto, a separação entre aqueles que possuem os modos de produção e aqueles que compõem a força de trabalho, e esta separação gera profundas rachaduras no edifício que representa essa sociedade: sendo a base material da comunidade fundada em princípios de propriedade e desigualdade entre seus membros, as demais instituições que a compõem tendem a refletir, reproduzir e sustentar essa mesma situação.

     As superestruturas desse edifício reforçam a ideologia que sustenta no poder a classe dominante: o “proletariado” local recebe um atendimento diferenciado daquele fornecido às elites, mas deve, no entanto, se manter sob controle, alienados do processo histórico, ou, então, ser controlado à força através da ação repressora de outras instituições – delegacia do xerife, colégio, etc. – que foram cooptadas pelas falsas promessas de poder e/ou posses disseminadas pela própria ideologia.

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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Mídia e Representações da Favela - Trabalhos Finais: "Subjetividades da Favela"

Continuamos a divulgação dos trabalhos finais para a disciplina "Mídia e Representações da Favela" com mais um blog criado e mantido pelos alunos. Juliana Henrice e Rafael Zerbini reuniram artigos, vídeos autorais, imagens, depoimentos de amigos e áudio acerca da temática do curso no tumblr Subjetividades da Favela, com um trabalho contínuo de produção de conteúdo.

Confira a apresentação e o link logo abaixo!

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O Incentivo

A proposta de criação de um produto final de um trabalho acadêmico para a disciplina MÍDIA E REPRESENTAÇÕES DE FAVELA, oferecida pelo curso de Estudos de Mídias da Universidade Federal Fluminense, mexeu conosco, devido ao fato de um dos produtores do blog ser da favela. 
As construções socialmente estabelecidas do que “é favela” e de quem é “o favelado”, nos indignam. Poucos que não moram nas comunidades conseguem relatar com precisão as subjetividades encontradas em seu interior e, ficam julgando e se auto denominando conhecedores de algo que não vivenciam. 
Nossa indignação se tornou ainda maior com um episódio que foi ao ar do “Profissão Repórter” um programa da Rede Globo, em 22/04/2014 (clique aqui para assistir), uma verdadeira lástima que demonstra a real imposição de determinadas mídias na desconstrução do sujeito.
Infelizmente assistimos a este programa no intuito de nos instruir no assunto dos “Rolezinhos”, mas acabamos nos consumindo interiormente. O programa nos fez sentir impotentes frente as lástimas produzidas pela mídia.
Contudo, como  estudantes de Estudos de Mídias, pela Universidade Federal Fluminense não podemos nos calar. Transformamos aqui nosso choque em um desabafo e nos colocamos a frente, para travar batalhas referentes as imposições relativas as representações das subjetividades das favelas.
Blog criado e atualizado pelos alunos: Juliana Henrice e Rafael Zerbini do curso de Estudos de Mídia da Universidade Federal Fluminense. 
Ano de produção: primeiro semestre de 2014
Participantes externos: amigos, parentes e pessoas ligadas diretamente às comunidades.
 Link para o tumblr: http://eufavela.tumblr.com/