quinta-feira, 11 de abril de 2013

Comunicação e Cultura Popular - Trabalho Final: A batalha do passinho, o hibridismo cultural e a cegueira elitista.


Neste trabalho, a aluna Manaíra Carneiro abordou o movimento cultural do Passinho como forma de disputa por significação e sua repercussão na sociedade. Em contrapartida, ela exaltou também a posição da cultura hegemônica com suas críticas ao não erudito, citando alguns autores que publicaram em meios de comunicação de grande alcance.

A aluna desenvolveu o seu trabalho a partir do vídeo "Passinho Foda", que segue logo abaixo:

É interessante pensarmos também como um movimento artístico, a princípio, amador repercutiu na mídia e é cada vez mais apropriado pelos mais diversos grupos. Nos últimos anos, o movimento do Passinho transformou-se em uma competição de dança entre comunidades do Rio de Janeiro, tendo a cobertura da mídia local, como o RJ TV. A dança virou ainda um longa-metragem documentário, o teaser segue abaixo.


----------------------------------------------------------------------------------------------------------------

O Passinho é uma dança que nasceu entre os becos e vielas da favela carioca. Como bem diz a letra de umas das músicas que o lançou nacionalmente, ele é a 'mistura do freco com o funk'. A sua divulgação pelo youtube contribuiu para tornar-se popular. Postado em 2008 no site, o vídeo "Passinho Foda", virou referência para dançarinos de várias favelas cariocas. Hoje, o vídeo tem mais de 4 milhões de acessos. Ele mostra meninos dançando numa laje do Jacaré, em ritmo de funk. A dança do 'passinho do menor da favela' é aberta à possibilidade de novas técnicas, fazendo com que cada dançarino execute-a de forma diferente e crie sua própria maneira de dançar, comprando ao mundo da informática, diferentemente do balé, o passinho tem seu 'código fonte aberto'. Por isso, a diverisade de improvisações é o ponto alto nesta dança.

Continue lendo, clique aqui.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Comunicação e Cultura Popular - Trabalho Final: André Rieu e Ai se eu te pego.

O aluno Yan Caetano analisou a interpretação da música "Ai se eu te pego", do cantor sertanejo Michel Teló, pelo violinista André Rieu em seu último espetáculo realizado em São Paulo. 

Yan mostra que, apesar de ser depreciado e até mesmo desqualificado, o gênero musical brega (incluindo o sertanejo), quando apropriado pela cultura hegemônica, recebe outra significação e passa a ser reconhecido como produto de valor.

Abaixo, o vídeo da apresentação e o texto do trabalho.
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------



No dia 10 de março de 2013, a Rede Globo de Televisão exibiu, em seu horário nobre, o espetáculo "André Rieu Espetacular", parte da primeira turnê do violinista e regente holandês e da orquestra Johann Strauss ao Brasil. O show, que foi realizado na cidade de São Paulo, apresentou músicas típicas da cultura hegemônica, como a "Marcha Radetzky" de J. Strauss e "Ave Maria" de J.S. Bach/ Ch. Gounod. Entretanto, nos momentos finais do concerto, o público presente no Ginásio do Ibirapuera e os espectadores que acompanhavam o show na televisão foram surpreendidos pela execução especial da canção "Ai se eu te pego", do sertanejo brasileiro Michel Teló. Em uníssono, a orquestra e o público celebraram uma das canções mais ouvidas... [continue lendo]

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Sociologia e Comunicação - Trabalho Final: Cinema Novo e o Velho Marxismo


A aluna da turma de Sociologia e Comunicação, Andressa Hygino, utilizou três conceitos fundamentais em Marx - ideologia, alienação e luta de classes - para explicar a relação do Cinema Novo brasileiro com o Manifesto do Partido Comunista. 

O texto segue abaixo. Para continuar lendo, basta clicar no link!
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------

cena do filme Terra em Transe

Analisando o Cinema Novo como um movimento de cunho cultural e político, repercutindo como um fato social, o intuito deste trabalho é analisar como o seu projeto se identifica com o discurso marxista, propriamente aquele que se apresenta no Manifesto do Partido Comunista, através de três chaves principais: a ideologia, a alienação e a luta de forças.

O Cinema Novo se destaca na década de 1960, no Brasil, tendo sido um movimento formado por um grupo de cineastas e fomentado por alguns críticos comprometidos com a luta por um cinema com identidade nacional. No seu contexto de surgimento, o projeto cinema-novista consistia em uma frente contra a hegemonia dos filmes norte-americano no mercado interno. A questão é que esse movimento desloca a questão mercadológica para uma questão política, pelo que apontavam ser uma estratégia sedutora de Hollywood para difusão de hábitos e valores enquanto indústria representativa dos Estados Unidos da América. Pelo poder dessa grande indústria, a estética e linguagem do cinema foram estabelecidas para o público brasileiro (que ainda estava em processo de receber outras filmografias mundiais) no modo como foram moldadas pelas suas contínuas produções, estabelecendo um padrão. A familiaridade do público com os filmes americanos parecia ainda maior quando vista em comparação com os filmes nacionais, já que os filmes do cinema novo foram taxados como sendo de difícil compreensão. Logo, os críticos perceberam que havia no cinema americano uma ideologia que imperava de maneira que o público assumia uma certa recusa por filmes que se apresentassem esteticamente diferentes ou tocasse em assuntos mais complexos, mesmo que mais próximos. Vemos que os filmes de Glauber Rocha até hoje são considerados difíceis por um público somente acostumado com o cinema norte- americano. A base dessa ideologia era o discurso universalista, os temas rasos e que transmitiam a sensação de pertencer a todo o mundo.
Continue lendo, clique aqui.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Comunicação e Cultura Popular - Trabalho Final: 'Tá com a Mulesta.


O trabalho postado hoje foi feito pelas alunas Ana Carolina Gomes, Andreia Lopes e Pollyane Belo no intuito de abordar a cultura nordestina no Pavilhão de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. As alunas tiveram como base alguns temas trabalhados em sala, como apropriação e significação de espaços e hibridização cultural. Para a apresentação, foi produzido um documentário que segue abaixo.

----------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Ficha Técnica

Título: Tá com a Mulesta
Duração: 12'39''
Trilha Sonora:
Asa Branca Funk Remix - Funk 2013 - Luiz Gonzaga - Dj Mauricélio
Lama - Clara Nunes
Legal e Ilegal - Felipe Cordeiro
Presepada - SaGRAMA
Realizadoras: Ana Carolina Gomes, Andreia Lopes, Pollyane Belo

O vídeo intitulado Tá com a Mulesta foi produzido como trabalho final para a disciplina de Comunicação e Cultura Popular, com o objetivo de pensar questões discutidas em sala de aula. O nome representa uma das expressões popularmente conhecidas e usadas em locais do nordeste. "Mulesta" é um regionalismo. Pode significar raiva, descontrole, inquietação, ou pode estar dentro de uma expressão idiomática, tomando outro sentido. 
Para continuar lendo, clique aqui.

video