domingo, 10 de novembro de 2013

Crônica " Caí do mundo e não sei como voltar"


            Eduardo Galeano e o "Caí do mundo e não sei como voltar"


            Lendo o texto "Caí do mundo e não sei como voltar" do escritor Eduardo Galeano, percebe-se o sentimento de não encaixe que o autor alimenta , vivendo na era do "descartável", das obsolecências programadas e das trocas materiais constantes.
            É um tanto senso comum dizer que pessoas mais velhas tem mania de guardar tudo,qualquer objeto,qualquer caixinha,potes e etc.Mas atravessando o olhar de Galeano, é claro a dificuldade de transposição de mentalidade,para alguém que veio de uma época antes que o tempo útil dos objetos não era tão ultra fulgaz. Quem via "gillettes" transformarem-se em apontadores escolares, dificilmente vai compreender com pouca ansiedade,que deve-se trocar um aparelho celular de 6 em 6 meses,porque o modelo posterior tem diferentes duas ou três funções a mais que o antecessor.
            Amenizando posturas críticas através de colocações com ares de uma nostalgia um tanto "reclamona", impossível não notar o questionamento em relação á consagração a um consumo,em detrimento de soluções inventivas no reaproveitamento dos objetos : "Tuuudo guardávamos! Enquanto o mundo espremia o cérebro para inventar isqueiros descartáveis ao término de seu tempo, inventávamos a recarga para isqueiros descartáveis."
                 A forma com que esse "espírito descartável" vai normatizando as relações mundanas e culturais é motivo de questionamento.Quando se incentiva o "jogar fora", como lidar com a manutenção da noção de memórias coletivas?Como não agir nas relações humanas,como se tudo fosse acabar na próxima "temporada" , para deixar o passado efêmero no fundo não mais de gavetas,mas sim de lixos?
                 Mas como o próprio uruguaio fala , esta é só uma "...uma crônica que fala de fraldas e de celulares...",mas que vale sim,muito a pena ser lida e refletida pelo toque sempre sensível e poético que o autor apresenta:
                  Segue um link para leitura da crônica:

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Mídia e Mobilização Social - Trabalhos Finais: "Sem Partido"

Mais um trabalho da turma de Mídia e Mobilização Social!

As alunas Helena de Serpa e Júlia Pacheco analisaram a apropriação e ressignificação das mobilizações populares, ocorrentes a partir do mês de junho desse ano, por parte dos partidos políticos PPS, PV, PDT e PRB, através de suas propagandas televisivas vinculadas na mesma época das mobilizações. Para expor o resultado, as meninas utilizaram uma plataforma de revista digital que pode ser acessada a partir do link abaixo.


Clique AQUI para conferir o material completo!

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Mídia e Mobilização Social - Trabalhos Finais: "'É hora de pôr um ponto final nisso': mídia e criminalização dos movimentos sociais"


Retomando os trabalhos da turma de Mídia e Mobilização Social, hoje vamos compartilhar o excelente texto da Letícia Barbosa. Através de um apanhado histórico, a aluna analisa e promove uma reflexão muito interessante sobre as formas de repressão aos movimentos sociais e a importância da resistência popular.

Vale a pena ler tudo!

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imagens década de 60, Brasil; imagens década de 10, Brasil

"É hora de pôr um ponto final nisso": mídia e criminalização dos movimentos sociais

"A questão social é uma questão de polícia". Esta comparação poderia ter sido retirada de algum depoimento dos atuais dirigentes políticos sobre as diversas manifestações que se alastraram - e ainda se fazem presentes - no território nacional ao decorrer dos meses de junho e julho desse ano. Mas a célebre frase entrou para os anais da história republicana brasileira durante o mandato do presidente Washington Luís (1926-1930), último representante da República velha, refletindo claramente sua postura criminalizante em relação aos movimentos sociais que surgiram durante seu mandato, revindicantes de amparos sociais e direitos trabalhistas inexistentes à época (SANSON, 2008). Tratar movimentos sociais como "casos de polícia" não é, portanto, uma postura inédita nem exclusiva dos governos municipais e estaduais vigentes aos recentes protestos.

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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "Tempos Modernos e Marx"


Dando sequência aos trabalhos da turma de Sociologia e Comunicação!

A aluna Elisa Paixão escolheu como objeto de análise o filme "Tempos Modernos", a obra de Chaplin é uma crítica às falhas do sistema capitalista e pôde ser relacionado por Elisa aos conceitos de luta de classes, ideologia e alienação.

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Tempos Modernos e Marx


Ao comparar o famoso filme de Charles Chaplin com os conceitos marxistas, encontram-se muitos pontos em comum. Tal obra, por mostrar as imperfeições do capitalismo, rendeu a Charles Chaplin acusações de se envolver com a doutrina comunista. Afinal, o filme se trata da Revolução Industrial e é possível a identificação explícita de três conceitos do sociólogo alemão através de um toque de humor característico do cineasta. São eles: luta de classes, ideologia e alienação.

Começando pela luta de classes, para Marx, esse é o conceito em que ocorre o conflito entre os meios de produção, ou burguesia (opressores) e o proletariado (oprimidos). No filme, isso se expressa de diversas formas, como por exemplo, na primeira cena: mostra a saída de ovelhas de um curral e a imagem se transfigura na forma de trabalhadores chegando à fábrica para trabalhar. [...]

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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "Jogos Vorazes - Análise a partir do sociólogo Karl Marx"


Voltando aos trabalhos da turma de Sociologia e Comunicação, vamos compartilhar hoje a análise da Fernanda Bragança sobre o filme "Jogos Vorazes". O filme é ambientado em um país fictício, pós-apocalíptico, onde a estratificação social é bem delimitada. Baseada nisso, a aluna relacionou a narrativa e o conteúdo do filme aos conceitos elaborados e desenvolvidos por Marx.

Confira o trabalho da Fernanda abaixo!

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Jogos Vorazes - Análise a partir do sociólogo Karl Marx

Apresentação:

Escolhi como objeto de análise o primeiro volume da trilogia juvenil "Jogos Vorazes". O livro da autora norte-americana Suzanne Collins é narrado pela personagem Katniss Everdeen, 16, nascida no Distrito 12. Basear-me-ei no filme e livro, porém focando no filme, para analisar a história a partir dos conceitos do sociólogo Karl Marx.

Após uma guerra e inúmeros desastres naturais, formou-se Panem, uma país composto por treze Distritos e a Capital. Panem seria um país pós-apocalíptico (localizado onde hoje está a América do Norte), em que a Capital, única metrópole desenvolvida tecnologicamente, dominaria doze Distritos mais pobres ao seu redor.

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Imagens do filme "Jogos Vorazes"

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Mídia e Mobilização Social - Trabalhos Finais: "Xota M Xota"


No último semestre, a professora Ane Enne ministrou a disciplina de Mídia e Mobilização Social. Um curso novo em Estudos de Mídia que encontrou um período mais que propício para a discussão do tema em sala de aula. Além de fazer um apanhado histórico sobre diversos movimentos sociais, em função da série de manifestações que vêm acontecendo desde junho desse ano, as aulas foram tomadas de trocas e discussões pautadas nas experiências pessoais de cada aluno que foi pra rua compor o movimento e na cobertura midiática sobre as manifestações, gerando um semestre muito produtivo e positivo.

Como fruto, os trabalhos finais do curso de Mídia e Mobilização Social não poderiam passar batidos. Dessa forma, iremos compartilhar aqui no blog os trabalhos dessa turma também.

Dando início à sequência, o trabalho dos alunos Bruno Pestana, Pilar Diniz e Pollyane Belo, feito na última Marcha das Vadias que aconteceu em Julho, no Rio de Janeiro.
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O vídeo "Xota M Xota" foi produzido como trabalho final para a disciplina de Mídia e Mobilização Social, com o objetivo de pensar questões discutidas em sala de aula. O nome foi dado em referência a um dos gritos bradados durante a Marcha das Vadias, satirizando a sigla "JMJ", da Jornada Mundial da Juventude, que estava ocorrendo no mesmo momento.

Na disciplina, discutimos as diversas formas de mobilização social, luta e resistência dentro e fora da mídia. Durante o período em que a disciplina foi lecionada, diversas mobilizações e marchas ocorreram. Dessa forma, conseguimos experimentar o que estávamos estudando em sala de aula.


video


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "A Luta dos Miseráveis"


Dando continuidade aos trabalhos desse semestre...

A aluna Ana Luisa Caetano escolheu como objeto de estudo o filme "Os Miseráveis", que se passa em Paris, após a Revolução Francesa. Para analisar o contexto social do filme, a aluna pautou-se em idéias e conceitos de Marx, tais como: luta de classes, relação entre meios de produção e força de trabalho e divisão social em infraestrutura e superestruturas.

Confira o trabalho da Ana abaixo!

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A Luta dos Miseráveis

Escolha do tema: Eu escolhi trabalhar com o filme "Os Miseráveis", que sou apaixonada, destacando os pontos onde as teorias de Marx apareciam para um estudo mais aprofundado da história do filme.

O filme se passa em Paris, no ano de 1815, vinte e seis anos após o início da Revolução Francesa, quando surge um novo rei no trono da França. A história fala sobre Jean Valjean, um homem que foi preso por roubar pão para a família que morria de fome e trabalhou como escravo, na lógica de desumanização, por dezenove anos para pagar o seu crime. Quando consegue sua liberdade, ele é tratado como um marginal por todas as pessoas, menos por um Monsignor que o acolhe e lhe dá uma segunda chance na vida, dizendo que poupou a vida dele para Deus.

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Cenas do filme "Os Miseráveis" (2012)


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "A religião contra a homossexualidade, por Max Weber".


Com o fim de mais um semestre, nos deparamos com ótimos trabalhos produzidos pelos alunos da turma de Sociologia e Comunicação. Como de costume, vamos compartilhar aqui no blog os trabalhos que mais se destacaram.

Dando início à série de postagens, o trabalho da aluna Yasmin Rennó relaciona o papel repressor da religião - tendo como exemplo o pastor e deputado Marco Feliciano - sob as questões de igualdade sexual com a concepção social de Max Weber, conceituada nos tipos ideais.

Confira o trabalho da Yasmin abaixo:


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A religião contra a homossexualidade, por Max Weber

O tema escolhido para a realização deste trabalho será a conhecida disputa entre religião e homossexualidade - uma questão antiga, mas que vem ganhando muito destaque na mídia por conta de diversos acontecimentos. Na busca de uma sociedade igualitária, muitos têm se colocado contra as instituições religiosas que condenam os homossexuais, e vêm criando vários grupos (ou comunidades, como são chamados) com o intuito de lutar por direitos iguais para todos. Entretanto, a comunidade religiosa, principalmente a evangélica que, hoje em dia, ocupa um papel relativamente grande na política brasileira, busca alternativas para impedir que os chamados "ativistas gays" consigam ganhar essa briga. Neste trabalho, o enfoque dado, com base no método compreensivo de Max Weber e dando ênfase aos tipos ideais de ação social nos quais o tema escolhido se encaixa, será na análise da comunidade religiosa, priorizando a evangélica e um de seus maiores líderes, Marco Feliciano (presidente da Comissão de Direitos Humanos, que tem como seu maior projeto - e mais polêmico - o da "cura gay").

Clique aqui para continuar lendo.

Declaração do pastor e deputado em seu twitter
Charge do Latuff (2012)

terça-feira, 23 de julho de 2013

Memorial do Consumo - ESPM


A ESPM possui um acervo digital muito bacana! O Memorial do Consumo é um museu virtual interativo que reúne diversos relatos sobre o universo do consumo.

Uma iniciativa do PPGCOM-ESPM, o banco de dados apresenta material livre para consulta em diversos meios: áudio, vídeo, texto e imagem. Além de consultar, o usuário também pode acrescentar relatos por meio de uploads, o site é uma plataforma colaborativa.

O material reunido no site é dividido em três categorias: Teia das Memórias, que apresenta relatos espontâneos sobre narrativas do consumo; Teatro de Materialidades, responsável por mostrar produtos, com suas campanhas publicitárias e embalagens, relacionados ao universo da comunicação e do consumo; Tubo de Ensaio, que reúne interpretações sobre o fenômeno do consumo.

O acervo encontra-se disponível através do link:

Confira também O Memorial do Consumo no facebook.






quarta-feira, 17 de julho de 2013

Aulas sobre "O Capital" de Karl Marx, por David Harvey.


Olha aí, gente, que maravilha!

Esse link disponibiliza cinco aulas em vídeo, legendado em português, com o professor David Harvey, sobre a obra "O Capital", escrita por Marx no século XIX.

"O Capital" é considerado um marco do pensamento socialista marxista e obra indispensável na construção da crítica ao capitalismo, abordando conceitos e temas importantes como mais-valia, salário e modo de produção capitalista.

David Harvey é inglês, geógrafo especializado em Marx, formado pela Universidade de Cambridge e, atualmente, leciona na Universidade da Cidade de Nova Iorque. 


Link para as aulas! http://imediata.org/?p=1452



sexta-feira, 10 de maio de 2013

Comunicação e Cultura Popular - Trabalho Final: Cover de Kelly Key em Londres.


O trabalho a seguir é do Bruno Machado. O aluno encontrou uma moça portuguesa, fazendo cover de uma música da cantora brasileira Kelly Key, na Inglaterra! Mais um exemplo de como culturas diferentes se cruzam e são reapropriadas mundo afora!

Segue abaixo o vídeo da interpretação e o início do trabalho do Bruno.

video


O píer situado abaixo da London Eye é uma atração obrigatória para quem visita Londres. Cartão postal da cidade, o píer tem vista privilegiada para a própria London Eye, bem como o Big Ben e o Rio Tâmisa.

É comum, até pelo fato de ser um dos lugares mais visitados da Inglaterra, encontrar diversos artistas de rua no calçadão que é conectado ao píer. Estátuas humanas, mágicos, mímicos e músicos já são considerados parte da paisagem local... [continue lendo].

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Comunicação e Cultura Popular - Trabalho Final: A batalha do passinho, o hibridismo cultural e a cegueira elitista.


Neste trabalho, a aluna Manaíra Carneiro abordou o movimento cultural do Passinho como forma de disputa por significação e sua repercussão na sociedade. Em contrapartida, ela exaltou também a posição da cultura hegemônica com suas críticas ao não erudito, citando alguns autores que publicaram em meios de comunicação de grande alcance.

A aluna desenvolveu o seu trabalho a partir do vídeo "Passinho Foda", que segue logo abaixo:

É interessante pensarmos também como um movimento artístico, a princípio, amador repercutiu na mídia e é cada vez mais apropriado pelos mais diversos grupos. Nos últimos anos, o movimento do Passinho transformou-se em uma competição de dança entre comunidades do Rio de Janeiro, tendo a cobertura da mídia local, como o RJ TV. A dança virou ainda um longa-metragem documentário, o teaser segue abaixo.


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O Passinho é uma dança que nasceu entre os becos e vielas da favela carioca. Como bem diz a letra de umas das músicas que o lançou nacionalmente, ele é a 'mistura do freco com o funk'. A sua divulgação pelo youtube contribuiu para tornar-se popular. Postado em 2008 no site, o vídeo "Passinho Foda", virou referência para dançarinos de várias favelas cariocas. Hoje, o vídeo tem mais de 4 milhões de acessos. Ele mostra meninos dançando numa laje do Jacaré, em ritmo de funk. A dança do 'passinho do menor da favela' é aberta à possibilidade de novas técnicas, fazendo com que cada dançarino execute-a de forma diferente e crie sua própria maneira de dançar, comprando ao mundo da informática, diferentemente do balé, o passinho tem seu 'código fonte aberto'. Por isso, a diverisade de improvisações é o ponto alto nesta dança.

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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Comunicação e Cultura Popular - Trabalho Final: André Rieu e Ai se eu te pego.

O aluno Yan Caetano analisou a interpretação da música "Ai se eu te pego", do cantor sertanejo Michel Teló, pelo violinista André Rieu em seu último espetáculo realizado em São Paulo. 

Yan mostra que, apesar de ser depreciado e até mesmo desqualificado, o gênero musical brega (incluindo o sertanejo), quando apropriado pela cultura hegemônica, recebe outra significação e passa a ser reconhecido como produto de valor.

Abaixo, o vídeo da apresentação e o texto do trabalho.
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No dia 10 de março de 2013, a Rede Globo de Televisão exibiu, em seu horário nobre, o espetáculo "André Rieu Espetacular", parte da primeira turnê do violinista e regente holandês e da orquestra Johann Strauss ao Brasil. O show, que foi realizado na cidade de São Paulo, apresentou músicas típicas da cultura hegemônica, como a "Marcha Radetzky" de J. Strauss e "Ave Maria" de J.S. Bach/ Ch. Gounod. Entretanto, nos momentos finais do concerto, o público presente no Ginásio do Ibirapuera e os espectadores que acompanhavam o show na televisão foram surpreendidos pela execução especial da canção "Ai se eu te pego", do sertanejo brasileiro Michel Teló. Em uníssono, a orquestra e o público celebraram uma das canções mais ouvidas... [continue lendo]

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Sociologia e Comunicação - Trabalho Final: Cinema Novo e o Velho Marxismo


A aluna da turma de Sociologia e Comunicação, Andressa Hygino, utilizou três conceitos fundamentais em Marx - ideologia, alienação e luta de classes - para explicar a relação do Cinema Novo brasileiro com o Manifesto do Partido Comunista. 

O texto segue abaixo. Para continuar lendo, basta clicar no link!
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cena do filme Terra em Transe

Analisando o Cinema Novo como um movimento de cunho cultural e político, repercutindo como um fato social, o intuito deste trabalho é analisar como o seu projeto se identifica com o discurso marxista, propriamente aquele que se apresenta no Manifesto do Partido Comunista, através de três chaves principais: a ideologia, a alienação e a luta de forças.

O Cinema Novo se destaca na década de 1960, no Brasil, tendo sido um movimento formado por um grupo de cineastas e fomentado por alguns críticos comprometidos com a luta por um cinema com identidade nacional. No seu contexto de surgimento, o projeto cinema-novista consistia em uma frente contra a hegemonia dos filmes norte-americano no mercado interno. A questão é que esse movimento desloca a questão mercadológica para uma questão política, pelo que apontavam ser uma estratégia sedutora de Hollywood para difusão de hábitos e valores enquanto indústria representativa dos Estados Unidos da América. Pelo poder dessa grande indústria, a estética e linguagem do cinema foram estabelecidas para o público brasileiro (que ainda estava em processo de receber outras filmografias mundiais) no modo como foram moldadas pelas suas contínuas produções, estabelecendo um padrão. A familiaridade do público com os filmes americanos parecia ainda maior quando vista em comparação com os filmes nacionais, já que os filmes do cinema novo foram taxados como sendo de difícil compreensão. Logo, os críticos perceberam que havia no cinema americano uma ideologia que imperava de maneira que o público assumia uma certa recusa por filmes que se apresentassem esteticamente diferentes ou tocasse em assuntos mais complexos, mesmo que mais próximos. Vemos que os filmes de Glauber Rocha até hoje são considerados difíceis por um público somente acostumado com o cinema norte- americano. A base dessa ideologia era o discurso universalista, os temas rasos e que transmitiam a sensação de pertencer a todo o mundo.
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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Comunicação e Cultura Popular - Trabalho Final: 'Tá com a Mulesta.


O trabalho postado hoje foi feito pelas alunas Ana Carolina Gomes, Andreia Lopes e Pollyane Belo no intuito de abordar a cultura nordestina no Pavilhão de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. As alunas tiveram como base alguns temas trabalhados em sala, como apropriação e significação de espaços e hibridização cultural. Para a apresentação, foi produzido um documentário que segue abaixo.

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Ficha Técnica

Título: Tá com a Mulesta
Duração: 12'39''
Trilha Sonora:
Asa Branca Funk Remix - Funk 2013 - Luiz Gonzaga - Dj Mauricélio
Lama - Clara Nunes
Legal e Ilegal - Felipe Cordeiro
Presepada - SaGRAMA
Realizadoras: Ana Carolina Gomes, Andreia Lopes, Pollyane Belo

O vídeo intitulado Tá com a Mulesta foi produzido como trabalho final para a disciplina de Comunicação e Cultura Popular, com o objetivo de pensar questões discutidas em sala de aula. O nome representa uma das expressões popularmente conhecidas e usadas em locais do nordeste. "Mulesta" é um regionalismo. Pode significar raiva, descontrole, inquietação, ou pode estar dentro de uma expressão idiomática, tomando outro sentido. 
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video

quarta-feira, 27 de março de 2013

Sociologia e Comunicação - Trabalho Final: Cultura para os Cultos!

A seguir, um dos trabalhos da turma de Sociologia e Comunicação desse semestre. Esse, feito pelo Thiago Yamachita.

Nessa postagem, se encontra apenas o primeiro parágrafo, para ler o trabalho completo, clique no link lá embaixo.


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Cultura para os cultos!


Gostaria de analisar neste texto matérias publicadas em 3 distintos sites da internet, as matérias são: “Marta Suplicy, vale-cultura e a revolta gamer” publicada no site Kotaku#, “O abacaxi da cultura” publicado no site do Estadão# e “Era melhor antes” publicado no site do jornal O Globo#. Em comum, os três textos abordam questões relacionadas à cultura, mais especificamente, eles remetem a uma ideia que levantam questionamentos sobre o que é cultura e como ele é percebida em nossa sociedade atual, os três também discutem as políticas governamentais no campo da cultura, como elas são percebidas ou qual sua eficácia.

O primeiro dos artigos, publicado pelo site de games Kotaku, fala sobre a declaração polêmica da atual ministra da cultura Marta Suplicy que, ao ser perguntada se os vídeo games...

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segunda-feira, 25 de março de 2013

Comunicação e Cultura Popular - Trabalho Final: Flash Mob


Mais um semestre dos cursos de Comunicação e Cultura Popular e Sociologia e Comunicação, mais um semestre com ótimos trabalhos! Sendo assim, as próximas postagens do blog serão direcionadas a eles.

A começar pelo *mais novo hit da internet*. Não é para tanto! Mas o Flash Mob produzido pela turma de Comunicação e Cultura Popular desse ano ganhou grande visibilidade na web, chegando a mais de 27.000 visualizações no YouTube. Guiando-se através do conceito de hibridização cultural e da ideia de ocupação e apropriação do espaço público, a turma criou uma coreografia para a música "Passinho do Volante" de Mc Federado e os Leleks e apresentou-a em forma de Flash Mob no Centro Cultural Banco do Brasil.

Abaixo, segue a ficha técnica e a justificativa do trabalho, junto com o vídeo!

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Flashmob: Ah, Lelek Lek Lek Lek Lek Lek

Música: Passinho de Volante - MC Federado e Os Lelekes

Local: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) - Centro, Rio de Janeiro, RJ

Data: 16 de março de 2013

Alunos:
Ana Beatriz Domingues, Bruno Pestana, Bruno Rocha, Caroline Dabela, Caroline Moreira, Clara Sacco, David Barenco, Eduardo Glasser, Enio Graeff, Gisele Vargas, Helena de Serpa, Ioná Ricobello, João Pedro Martins, Júlia Corrêa Pacheco, Júlia Robadey, Juliana Henrice, Lia Ribeiro, Lonya Mana, Luana Calazans, Luana Furtado, Lucas Camacho, Mariana Darsie, Paulo Victor Gitsin, Pilar Diniz,Rafael Cathoud, Raquel Mattos, Rávellyn Borges, Tatiana de Moraes, Teresa Barros, Thayná Couto Faria, Vinícius Küster, Wesley Prado, Yone Benicio.

Participantes convidados:
Aline Massa (filmou), Débora Nunes (filmou), Emmanuel Ferreira (filmou), Felipe Lemos (filmou), Fernanda Moraes (dançou), João Mendonça (filmou), Isabelle Pacheco (filmou), Larissa Mendonça (dançou), Lis Neves (dançou), Marcelo Mucida (dançou), Marcelo Weber (dançou), Negra Maria (filmou), Rodolfo Darsie (dançou).

O Flashmob foi uma perfomance desenvolvida como trabalho final para a disciplina Comunicação e Cultura Popular II, ministrada pela professora Ana Enne.

Motivados em parte pela vontade de realizar o sonho da professora e em parte pelas incríveis possibilidades de significação de um flashmob, escolhemos este "veículo" para dar vazão as diversas questões trabalhadas em sala. O simples fato de inserir o funk "hit" do momento, que tão bem representa a cultura popular, em um espaço de cultura, dito democrático, mas que abriga manifestações culturais já consagradas e, principalmente, hegemônicas problematiza a hierarquização da cultura e evidencia seu papel como espaço de luta e disputa por significação.

Relação com os conceitos trabalhados na matéria:
O flashmob objetivou trabalhar a cultura como espaço de lutas, evidenciando a dinâmica relação entre cultura hegemônica e cultura popular. Nas aulas de Comunicação e Cultura Popular, inicamos os estudos compreendendo a construção do conceito de cultura popular e suas duas visões clássicas: a Iluminista e a Romântica, que a colocam, respectivamente em uma posição de cultura menor, não letrada, aleatória, bárbara - que deve ser controlada, evitada e no lugar da tradição, da essência, do rústico - aquilo que deve ser preservado. Vimos que a distinção entre a "elite" e o "povo" é o tempo todo reafirmada no espaço da cultura que é permeado por questões de distinção e "níveis de cultura".
Em um esforço de desconstrução dessas duas noções e complexificação dos processos em torno da cultura, em particular da cultura popular, a disciplina constrói um caminho teórico a ser trilhado e posteriormente exemplificado em diversos âmbitos e através de veículos e produtos culturais diversificados. Partimos dos estudos de Peter Burke sobre a cultura popular na Modernidade onde ele afirma que a cultura oficial, representada pela elite aristocrática e pela Igreja Católica, se mistura com a popular, porém com transformações significativas, mantendo-se a separação do poder econômico. Redfield (EUA) trabalha com a ideia de que a cultura erudita tem grande tradição, muita preocupação e cuidado na sua manutenção. Por sua vez, a cultura popular tem uma pequena tradição, mas é bastante viva. Acompanhamos o processo de transição entre as ideias de biculturalidade (ou bilíngue), reforçada por Bakhtin, e de circularidade cultural, trazida por Grinzburg. A circularidade confere, a qualquer processo cultural, a negociação de discursos com seus referentes contemporâneos, antecessores e sucessores. Podemos articular o flashmob à diversos autores da Nova História Cultural. A apresentação do funk no CCBB se relaciona aos conceitos de hibridização de Canclini, apropriação de Chartier e "modos de fazer com" de Certeau. As fronteiras entre identidades, tradição e modernidade tornam-se mais difusas, mais flexíveis, mas este instante também representa contradições, por este ser um local que deve refletir a cultura brasileira e, muitas vezes, é focado na dita "alta cultura". Assim, o flashmob representa, em pequena escala, uma ação contra-hegemônica de mediação, mais uma vez reflexo de nossos estudos, incluindo aqui Gramsci e Barbero.

A organização foi feita virtualmente, através de um grupo secreto no Facebook. A partir da mobilização de alguns grupos de alunos - que, separadamente, pensavam em realizar flashmobs -, foi criado o grupo para integrar todos os que desejassem fazer parte deste projeto, assim realizando apenas um flashmob, com o maior número possível de alunos. A partir de então, diversas ideias foram colocadas em pauta, e uma votação foi criada.

As possibilidades eram:
- "Ah lelek lek lek" a ser realizado no CCBB;
- "Um novo tempo" a ser realizado em um dos seguintes locais: SAARA, Central, rodoviária Novo Rio;
- Outro Funk;
- Alguma música que representasse a hibridização (exemplo cogitado: Dona Joana canta Zezé Di Camargo e Luciano);
- Alguma música do projeto "Jeito Felindie";
- Tecnobrega;
- Harlem Shake;
- Festa no Apê.

Para a realização, foram realizados apenas dois ensaios presenciais: o primeiro no dia 12 de março e o segundo no dia 16 de março.

O encontro do dia 12 foi a única reunião realizada de forma não virtual, desta reunião foram retiradas as seguintes comissões:

Comissão de Coreografia: Gisele Vargas, Lonya Mana, David Barenco e Tatiana Moraes.
Responsável por elaborar a coreografia de forma simplificada e gravar um tutorial para que todos pudessem ensaiar indivudualemente em suas casas. O tutorial possibilitou também a participação de pessoas que não eram da turma.

Comissão de Audiovisual: Wesley Prado e Débora Nunes
Responsável por direcionar todas as pessoas que iriam filmar, pensar o posicionamento das câmeras e o melhor aproveitamento da captação de som.

Câmeras: Wesley, Débora, Felipe, João, Isabele e Caroline
Convidados para realização das filmagens e alunos que preferiram filmar.

Comissão de edição: Lia Ribeiro
Responsável por juntar todas as filmagens oficiais e algumas extra-oficiais.

Comissão do Som: Mariana Darsie, Teresa Cristina e Lia Ribeiro
Responsável por procurar algum equipamento de som a base de pilha a ser usado no dia.

Comissão da Surpresa: Clara Sacco
Responsável por articular a ida da Professora Ana Enne ao CCBB, para que ela visse o flashmob, mas sem estragar o elemento surpresa.

Outras funções importantes:

Menino Maluquinho: Paulo Victor Gitsin
Interação coreográfica com a exposição do CCBB, Paulo Victor foi o escolhido para iniciar a coreografia dançando no Kinect com o Menino Maluquinho.

Puxadora: Gisele Vargas
Responsável por dar o play no som e iniciar o canto da música, dando o tempo certo a todos os outros participantes.

O ensaio geral e a realização aconteceram no mesmo dia, 16. O ensaio, porém, ocorreu mais cedo na Praça XV, depois todos se encaminharam para o CCBB.


Assista ao vídeo!



quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Sobre democratização da comunicação:

"Por que políticas públicas de comunicação são fundamentais para a democracia?"

Excelente texto por Dênis de Moraes, professor do departamento de Estudos Culturais e Mídia da UFF.