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sábado, 26 de novembro de 2022

Identidades Culturais na Contemporaneidade - Trabalhos Finais - Análise da série I May Destroy You (2020)

 


Para a avaliação final da disciplina Identidades Culturais na Contemporaneidade, as alunas Indaiá Mattos, Luciana Toledo e Sarah Roque produziram uma análise série I May Destroy You, disponível na HBO Max.

Lançada em 2020 e com apenas 1 temporada, a série é escrita, dirigida e estrelada por Michaela Coel. Na série, somos apresentados a Arabella, uma jovem mulher londrina de ascendência ganesa que ganha visibilidade como escritora após viralização de seus textos no Twitter. Em uma noite com amigos, Arabella é dopada e estuprada e é a partir deste conflito que a trama se desenvolverá. A série é uma ficcionalização de um abuso sofrido pela atriz e diretora Michaela Coel, que aconteceu enquanto as gravações de sua primeira série, Chewing Gum, aconteciam. Ainda que a narrativa tenha como foco questões como assédio, consentimento, feminicídio e o movimento Me Too, a série também traz consigo reflexões importantes sobre memória, identidade e representação.

Para ler o trabalho completo clique aqui. 



Postagem: Julieverson Figueredo - graduando de Estudos de Mídia
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI


Identidades Culturais na Contemporaneidade - Trabalhos Finais - Ciclo Sem Fim: Identidade Enquanto Questão em "O Rei Leão"

 


Para a avaliação final de Identidades Culturais na Contemporaneidade, o aluno Daniel Filipe Silva Moraes fez uma análise do produto midiático pensando a relação do mesmo com a questão das identidades. Para tanto, o produto midiático escolhido foi o filme “O Rei Leão” (1994), da Walt Disney Pictures, e, no trabalho, buscarei traçar algumas formas como “identidade” pode ser encarada como parte chave nesta animação.

Para ler o trabalho completo clique aqui. 



Postagem: Julieverson Figueredo - graduando de Estudos de Mídia
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI


Teorias Críticas de Midia - Trabalhos Finais - A Grande Família e a Praça Pública na TV

 


Para finalizar a disciplina Teorias Críticas de Midia, o aluno João Pedro Ferreira Soares desenvolveu uma análise do programa A Grande Família.

Ao longo de 485 episódios e 11 temporadas, o seriado de comédia A Grande Família produzido e exibido pela TV Globo conquistou o público e é considerado hoje um dos grandes marcos na história da televisão brasileira. De 2001 à 2014 a produção que almejava representar uma família de classe média baixa na TV, aos moldes do que poderia ser encontrado pelos subúrbios da cidade do Rio de Janeiro, lançou moda, ditou tendências e se transformou ao longo dos anos, subtraindo e somando personagens, transformando suas relações profissionais e pessoais e, acima de tudo, buscando atravessar a primeira década e meia do século XXI a eboque do público, que poderia encontrar na tela da televisão um pouco dos temas e discussões mais efervescentes da sociedade brasileira à época, incrementados por um roteiro por vezes considerado simplista e generalista, já em outras despretensioso, ácido e até mesmo calcado no absurdo, que tentava emular o dia a dia de um país que via a ascensão da chamada “nova classe C”, justamente a classe popular que deu origem ao conceito do seriado.

Para ler o trabalho completo clique aqui. 


Postagem: Julieverson Figueredo - graduando de Estudos de Mídia
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI


Identidades Culturais na Contemporaneidade - Trabalhos Finais - Notas Etnográficas Sobre o "Brasil" do Reddit

 


Para finalizar a disciplina Identidades Culturais na Contemporaneidade, o aluno João Pedro Ferreira Soares desenvolveu uma análise etnografica do site Reddit.

Atualmente, as possibilidade de interação, trocas de experiências e expressão ultrapassam os limites do mundo físico. Com o advento da Internet, novas possibilidades de comunicação surgiram, principalmente através das redes sociais digitais. Dentre as principais redes sociais da atualidade está o Reddit. O Reddit funciona como um agregador geral de notícias, que podem ser compartilhadas e comentadas por pessoas de todas as partes do mundo pelos chamadas subreddits, que são comunidades específicas sobre assuntos específicos presentes nesse grande agregador geral que é a plataforma. Reddit vem do inglês "read it" ou "leia isto", em português, e não há limites para o que pode se transformar em uma comunidade para criar e compartilhar conteúdos a serem lidos. Filmes, games, religião, política, literatura, TV - tudo pode gerar uma nova comunidade na plataforma. Pelas comunidades, pessoas desconhecidas ao redor do mundo podem se unir para debater um tema - compartilhando gostos, valores e estilos de vida.

Para ler o trabalho completo clique aqui. 



Postagem: Julieverson Figueredo - graduando de Estudos de Mídia
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

Teorias Críticas de Midia - Trabalhos Finais - Análise de Euphoria (HBO)

 


Para finalizar a disciplina Teorias Críticas de Midia, as alunas Indaiá Mattos, Luciana Toledo e Sarah Roque desenvolveram uma análise da série “Euphoria”, disponível na HBOMax.

Adaptada pelo produtor e roteirista estadunidense Sam Levinson, Euphoria é baseada em uma série israelense de mesmo nome. Transmitida pela HBO, a série retrata a vida e o cotidiano de jovens que frequentam o mesmo colégio, bem como suas relações, traumas e afetos. A trama é focada na personagem Rue, uma jovem recém saída da reabilitação adicta em opióides, que de volta à vida escolar tenta se adaptar à sobriedade novamente. Ainda que o ponto de partida da narrativa seja o retorno de Rue, ao longo de 8 episódios, o espectador também é apresentado à vida de outros personagens que enriquecem a trama e trazem à tona outros conflitos.

Sendo definida pela crítica como uma série sobre fissura, Euphoria é considerada a série da geração z, definida pelo uso de aplicativo de relacionamentos, sites de pornografia, mensagens de texto e nudes, uma geração hiperestimulada e portanto, blasé. Pretendemos com este trabalho analisar a produção sob as lentes dos teóricos George Simmel e Zygmunt Bauman a fim de investigar como os sintomas modernos de mal estar contemporâneo se relacionam à trama.


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Postagem: Julieverson Figueredo - graduando de Estudos de Mídia
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI


Teorias Críticas de Midia - Trabalhos Finais - "Casamento às Cegas: Brasil" e a Espetacularização da Vida

 


Para finalizar a disciplina Teorias Críticas de Midia, a aluna Júlia Tavares desenvolveu uma análise do reality show da Netflix "Casamento às Cegas: Brasil", usando o conceito de sociedade do espetáculo de Guy Debord.

O espetáculo surge para representar o real a partir da reprodução imagética da vida, da sociedade, da cultura e dos costumes.

Segundo Debord, o espetáculo é produto do capitalismo e sistema de controle social. Existe com o intuito de ser formador de padrões sociais, de identidade e de valores. É objeto de consumo da própria sociedade, pois constitui a relação social entre as pessoas, de modo que a vida perca espaço para a representação dela mesma, enquanto a representação também se alimenta da vida.

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Postagem: Julieverson Figueredo - graduando de Estudos de Mídia
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI


Teorias Críticas de Midia - Trabalhos Finais - Daniel Sloss Live Show: Quebra-Cabeça Análise de Conteúdo Midiático



Para finalizar a disciplina de Teorias Críticas de Midia, os alunos Clarice Oliveira dos Anjos e Yan Gomes desenvolveram uma análise do especial de comédia "Daniel Sloss: Live Show", usando conceitos de Guy Debord sobre a Sociedade do Espetáculo e de Antonio Gramsci sobre Consenso e Discurso, além de passar pontualmente pelo raciocínio de Izabel Cristina Rios, desenvolvido no artigo O Amor em Tempos de Narciso (2008).

O objeto desta análise é o segundo dos 2 episódios do especial de comédia: Daniel Sloss: Live Show, “Quebra-cabeça”. O show pode ser assistido na plataforma de streaming Netflix e, ao longo dele, o comediante trata de assuntos sociais, íntimos e delicados de maneira direta e humorística, com críticas ácidas e, definitivamente, indelicadas. Em Quebra-cabeça, o conteúdo analisado neste trabalho é o que está presente a partir de 31’20’’ de show, em que Daniel leva a platéia à uma reflexão sobre a idealização de amor e os caminhos que isso determina nos relacionamentos.


Para ler o trabalho completo clique aqui. 


Postagem: Julieverson Figueredo - graduando de Estudos de Mídia

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Referências do Episódio 6 do Podcast Papinho, em outubro de 2020 - Gramsci, a construção do consenso e o discurso midiático

Antonio Gramsci, o pensador italiano, é nosso escolhido para o Papinho número 6. Vamos falar especialmente da sua teoria do Estado ampliado, entendendo o que ele pensa sobre o consenso e a hegemonia. A partir de seu pensamento, conversei no Papinho sobre a construção do consenso através da mídia contemporânea, elegendo seis pontos para nos servirem de eixos analiticos. Ficou bem rico! 

Para ouvir o Papinho ep.06:

- Link 1 - Anchor

- Link 2 - Spotfy

Para acompanhar a escuta do Episódio 6, consulte o PDF pra salvar - parte 6.

Vamos disponibilizar aqui uma relação das referências que embasaram o episódio, citadas ou não no decorrer do mesmo, em ordem de aparecimento no decorrer do Papinho 6:

1 - Sobre Antonio Gramsci - 1) Wikipedia; 2) Revista Galileu; 3) Nova Escola

2 - Sobre o signo de Aquário

3 - Sobre o Fascismo de Mussulini

4 - GRAMSCI, A. Cadernos do cárcere. 6 vols. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1999.

5 - GRAMSCI, A. Cartas do cárcere. 2 vols. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1996.

6 - GRAMSCI, A. Concepção dialética da história. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1966. 

7 - GRAMSCI, A. Os intelectuais e a organização da cultura, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira 1968

8 - GRAMSCI, A. Maquiavel, a política e o Estado moderno. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira 1968.

10 - Episódio Um Chazinho com Gramsci - com Ana Enne

11 - Textos de Sônia Mendonça sobre Gramsci:

- MENDONÇA, Sônia. "O Estado Ampliado como Ferramenta Metodológica". Marx e o Marxismo v.2, n.2, jan/jul 2014.

 - MENDONÇA, Sônia. "SOCIEDADE CIVIL EM GRAMSCI: Venturas e Desventuras de um Conceito". IN: PAULA, Dilma Andrade de; MENDONÇA, Sônia Regina de (Org.). Sociedade Civil. Ensaios históricos. Jundiaí, SP: Paco Editorial, 2013.

12  - Textos de Dênis de Moraes sobre Gramsci:

- MORAES, Dênis de. "Comunicação, hegemonia e contra-hegemonia: a contribuição teórica de Gramsci". IN Revista Debate, v.4, n.1, 2010.

- MORAES, Dênis de. "O jornalista Antonio Gramsci". IN: Blog da Boitempo, novembro de 2013.

- MORAES, Dênis. Crítica da Mídia & Hegemonia Cultural. Rio de Janeiro: Editora Mauad/Faperj, 2016.

13 - Textos de Carlos Nelson Coutinho sobre Gramsci

- COUTINHO, Carlos Nelson. Gramsci: um estudo sobre seu pensamento politico. Rio de Janeiro. Campus, 1992.

- COUTINHO, Carlos Nelson. O leitor de Gramsci: escritos escolhidos 1916-1935. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011.

- COUTINHO, C.N. e KONDER L. "Nota sobre Antonio Gramsci". GRAMSCI, Antonio. Concepção dialética da história. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1966.

- COUTINHO, Carlos Nelson. "A presença de Gramsci no Brasil". IN: Revista Em Pauta, n.22, 2009.

14 -  MAQUIAVEL, Nicolaus. O Príncipe. São Paulo: Penguin / Companhia das Letras, 2010.

15 - LIMA, Rômulo André. "Notas Sobre a Teoria do Estado em Marx". 6º Colóquio Internacional Marx e Engels – CEMARX. UNICAMP – Campinas 3-6 de novembro, 2009.

16 - LENIN, Vladimir Ilitch. O estado e a revolução. Texto de 1917 disponível em The Marxists Internet Archive.

17 - Sobre a Teoria das Elites

18 - BOURDIEU, P. "A opinião pública não existe".  In: THIOLLENT, Michel. Crítica Metodológica, investigação social e enquete operária. São Paulo : Polis, 1981.

19 - sobre o mito do Centauro

20 - Ciclo de estudos sobre a Formação do Estado Moderno Ocidental no GRECOS - leituras de 2016, leituras de 2017 e leituras de 2018

21 - Fotos Grupo de Bolsistas "Instável Equilíbrio" (2008/2010) - Ana Enne, Renato Reder, Gyssele Mendes, Bruno Thebaldi e Ana Beatriz Paes  - Estudos de Mídia/UFF

22 - Para saber mais sobre o Laboratório de Mídia e Identidade (LAMI)

23 - GINZBURG, Natalia. Léxico familiar. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.

24 - Sobre Natalia Ginzburg

25 - Sobre Carlo Ginzburg

26 - Textos sobre contra-hegemonia não ser um conceito de Gramsci:

- DORE, Rosemary e SOUZA, Herbert Glauco de. "Gramsci nunca mencionou o conceito de contra-hegemonia". IN Cadernos de pesquisa, v.25, n.3, 2018.

- SOUZA, Herbert Glauco. Contra-hegemonia: um conceito de Gramsci?. Dissertação de Mestrado em Educação: Conhecimento e Inclusão Social, UFMG, 2003. 

27 - Sobre a região da Sardenha

28 - sobre epíteto

29 - Sobre cultura e sua polissemia - CUCHE, Denys. A noção de Cultura nas Ciências Sociais. Florianópolis: EDUSC, 2002.

30 - Sobre cultura como produção discursiva:

- HALL, Stuart. "A centralidade da cultura: notas sobre as revoluções culturais do nosso tempo". Educação e Realidade, v, 22, n.2, 1997.

- Episódio Cozinhando com Stuart Hall - com Ana Enne (em seis partes)

31 - BARBOSA, Marialva. "Imprensa e poder no Brasil pós-1930". IN: Em Questão, Porto Alegre, v.12, n.2, 2006.

32 - MATHEUS, Letícia. "Leituras de salão: suportes de sociabilidade pela fofoca". In: Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 29, 2006, Brasília. Anais. São Paulo: Intercom, 2006.

33 - HOBSBAWM, E. Nações e nacionalismos desde 1780: programa, mito e realidade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.

34 - Sobre a história da Itália - BERTONHA, João Fábio. Os italianos. São Paulo: Contexto, 2005.

35 - Sobre os Estudos Culturais Britânicos

36 - BAKTHTIN, M. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, 2014.

37 - Sobre E.P. Thompson

38 - Sobre Raymond Williams

39 - WILLIAMS, Raymond. Cultura e materialismo. São Paulo: Unesp, 2011.

40 - Sobre Stuart Hall

41 - HALL, Stuart. "Notas sobre a desconstrução do popular". IN: Da diáspora. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2003.

42 - HALL, S. Cultura e representação. Rio de Janeiro: Epicuri, 2017.

43 - BAUMAN, Z. Tempos líquidos. Rio de Janeiro: Zahar, 2007.

44 - Página no Facebook da Caneta Desmanipuladora

45 - Papinho 03 sobre Marx - com Ana Enne

46 - Episódio Cozinhando com Foucault - com Ana Enne (em 5 partes)

47 - Para saber mais sobre a Pesquisa PIBIC Ensino Médio "Memórias como resistências aos enquadramentos da representação midiática hegemônica sobre os múltiplos territórios na cidade do Rio de Janeiro", realizada em parceria LAMI/UFF e ODHE/ETEAB/FAETEC - ver site do LAMI

48 -Textos sobre a caneta desmanipuladora:

- BORGES, L. "CANETA DESMANIPULADORA: mídia e manipulação". Trabalho apresentado ao Centro Universitário de Brasília (UniCEUB/ICPD) como pré-requisito para obtenção de Certificado de Conclusão de Curso de Pós-graduação Lato Sensu em Revisão de Textos. UNICEUB, 2016.

- AMARAL, Maria Cristina. "Caneta desmanipuladora, midiativismo e a crítica à imprensa”. IN: Anais do VII Seminário Internacional de Pesquisas em Mídia e Cotidiano. Niterói, PPGMC, 2017.

49 - Sobre as Pós-Graduações stricto senso nas áreas de cultura e comunicação do IACS/UFF, onde são produzidos muitos dos trabalhos que cito nos Papinhos

50 - Papinho 5 sobre Simmel e Bauman - com Ana Enne

51 - BAUMAN, Z. Confiança e medo na cidade. Rio de Janeiro: Zahar, 2009.

52 - CALDEIRA, T. Cidade de muros: Crime, Segregação e Cidadania em São Paulo. São Paulo: Editora 34, 2011.

53 - HALBWACHS, M. A memória coletiva. São Paulo: Centauro, 2006.

54 - MOSCOVICI,  S. Cap. 1 "A representação social: um conceito perdido". IN: A representação social da Psicanálise. Rio de Janeiro, Zahar, 1978., 

55 - JODELET, Denise. "Representações sociais: um domínio em expansão". In: JODELET, D. (Org.). As representações sociais. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2001.

56 - LACERDA, Paula. O drama encenado: assassinatos de gays e travestis na imprensa carioca. 2006. 127 p. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) – Instituto de Medicina Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de janeiro, 2006

57 - RIBEIRO, Luciana. #EMPODERE: ENFRENTAMENTO FEMINISTA COM O USO DE HASHTAGS NO COTIDIANO ONLINE. Dissertação de mestrado em Mídia e Cotidiano. Niterói: UFF, 2019.

58 - LAPROVITA, Viviane. Eu sou mulher no poder – mulheres negras em movimento: resistência e reação na cidade. Dissertação de mestrado em Cultura e Territorialidades. Niterói: UFF, 2019.

59 - BRASILIENSE, Danielle. Tessituras narrativas de O Globo e o acontecimento Chacina da Candelária Dissertação de mestrado em Comunicação. Niterói: UFF, 2006.

60 - MATHEUS, Letícia. Elos, temporalidades e narrativas: a experiência contemporânea do medo em O GloboDissertação de mestrado em Comunicação. Niterói: UFF, 2006.

61 - BORGES, Wilson. Narrativas jornalísticas como produção material da cultura: a presença do imaginário na construção ideológica em torno da criminalidade. Tese de doutorado em Comunicação. Niterói: UFF, 2009. 

62 - ÁVILA, Ana Luiza Vasconcellos. O impacto do discurso midiático sobre violência na efetivação de políticas públicas. Monografia em Comunicação. Niterói: UFF, 2019.

63 - THOMAZ, Paolla. A construção social do inimigo: análise discursiva do Jornal do SBT na legitimação da violência. Monografia em Estudos de Mídia. Niterói: UFF, 2016.

64 - CARVALHO, Nicia Dias. O caso Claudia Lessin Rodrigues e a violência contra a mulher na mídia. Monografia em Comunicação. Niterói: Universo, 2002.

65 - MENDONÇA, Kleber. A "pacificação" dos sentidos: mídia e violência na cidade em disputa. Rio de Janeiro: Caravanas, 2018.

66 - Episódio Cozinhando com o povo de memória - com Ana Enne (em 6 partes)

67 - GUERRIEIRO, Lídice. Educação e visibilidade: os saberes em construção na Agenda 21 local do município de Itaboraí, RJ. Dissertação de mestrado em Educação. Rio de Janeiro: UFRJ, 2013.

68 - CARNEIRO, Carolina Zoccoli. “Caos no clima”: sensacionalismo, comunicação da ciênciae a narrativa de O Globo sobre o aquecimento global. Dissertação de mestrado em Comunicação. Niterói: UFF, 2008.

69 - Porta dos fundos - Polêmica da semana: vacina

70 - Sobre significado de meme

71 - Sobre o significado de fakenews

72 - DURKHEIM, E. Sociologia e filosofia. São Paulo: Edipro, 2005

73 - GIDDENS, A. As consequências da modernidade. São Paulo: UNESP, 2002.

74 - CUPOLILLO, Fernanda. Conselhos para endireitar destinos e ocultar a morte: uma análise das perspectivas behaviorista e evolucionista em Época, Veja e Istoé. Dissertação de mestrado em Comunicação. Niterói: UFF, 2008.

75 - COSTA, Vânia Torres. À sombra da floresta: os sujeitos amazônicos entre estereótipo, invisibilidade e colonialidade no telejornalismo da Rede Globo. Tese de doutorado em Comunicação. Niterói: UFF, 2011.

76 - BELO, Jordana. Alicerce de favela: romper brechas no colonial, horizontalizar o vertical. Dissertação de mestrado em Cultura e Territorialidades. Niteroi: UFF, 2019.

77 - OLIVEIRA, Ohana Boy. “O que o mundo separa, o Esquenta! junta?": como representações e mediações ambivalentes configuram múltiplos territórios. Dissertação de mestrado em Cultura e Territorialidades. Niteroi: UFF, 2015.

78 - MENDONÇA, Kleber. A punição pela Audiência: um estudo do Linha Direta. Rio de Janeiro, Quartet/FAPERJ, 2002.

79 - ENNE, Ana Lucia Silva; PROCÓPIO, Victória Machado Guedes"Ansiedade e afeto como categorias-chave em narrativas literárias e midiáticas infanto-juvenis contemporâneas: uma abordagem a partir dos Estudos Culturais". Parágrafo, [S.l.], v. 7, n. 1, p. 48, maio 2020

80 - OLIVEIRA, Bruno Pacheco. Comunicação e identidade: desafios para um protagonismo indígenaDissertação de mestrado em Cultura e Territorialidades. Niteroi: UFF, 2014.

81 - PINTO, Flora Daemon. Sob o signo da infâmia: jovens homicidas/suicidas e as estratégias comunicacionais de inscrição post mortem. Tese de doutorado em Comunicação. Niteroi: UFF, 2014.

82 - CAMINHA, Marina. Retrato Falado: Uma fábula cômica do cotidiano. Dissertação de mestrado em Comunicação. Niterói: UFF, 2006.

83 - ENNE, Ana Lucia. "Representações sociais como produtos e processos: embates em torno da construção discursiva da categoria “vândalos” no contexto das manifestações sociais no Rio de Janeiro em 2013". IN: História e Cultura, v.2, n.2, 2013. 

84 - COSTA, Lilian Michelli Giovanelli. #OcupaCairu: juventude e luta política a partir da ocupação de uma escola no subúrbio do Rio de Janeiro. Dissertação de mestrado em Cultura e Territorialidades. Niterói: UFF, 2017.

85 - Sobre as pesquisas "Jovens urbanos e redes comunicacionais: mapeamento de movimentos sociais contemporâneos e seus múltiplos formatos" e "Resistências e re-existências: práticas de comunicação e construção de identidades entre jovens moradores da Baixada Fluminense" - ver site do LAMI

86 - ENNE, Ana L. Conexões entre juventude, consumo e mídia: múltiplas formas de atuação e apropriação. In: Paulo Carrano; Osmar Fávero. (Org.). Narrativas Juvenis e Espaços Públicos: Olhares de pesquisas em educação, mídia e ciências sociais. 1ed.Rio de Janeiro: FAPERJ; EDUFF, 2014.

87 - ENNE, Ana L. "A favela tá atuando e dispensando os dublês? : a construção, consolidação e expansão de múltiplas redes culturais e comunicacionais a partir de favelas e periferias do Rio de Janeiro. In: FERNANDES, C.; MAIA, J.; HERSCHMANN, M.. (Org.). Comunicações e Territorialidades. Rio de Janeiro em cena.. 1ed.São Paulo: Anadarco, 2012, v. , p. 25-48.

88 - ENNE, Ana L. "Práticas midiáticas e disputas por hegemonia: reflexões a partir de estudos de caso na Baixada Fluminense". In: Eduardo Granja Coutinho. (Org.). Mídia e Hegemonia. Rio de Janeiro: Ed. da UFRJ, 2008, v. , p. 195-215.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Francine Saillant e o trabalho do reconhecimento


Francine Saillant é uma antropóloga e intelectual canadense e diretora do Centro Interuniversitário de Letras, Artes e Tradições (CELAT), sendo professora titular do Departamento de Antropologia da Universidade Laval desde 1996. Em meados da década de 1980, Saillant concentra-se nos estudos de antropologia da medicina e desenvolve trabalhos de etno-história sobre aspectos culturais afetados pelo câncer, Cancer et Culture, e questões sobre gravidez, Qui consulte les sages-femmes au Québec ? 

No início dos anos 2000, Francine Saillant volta suas atenções para questões de cidadania, direitos por invalidez e questões raciais no Brasil. Entrando nessa linha, a pesquisadora passa a trabalhar com estudos de reparação e reconhecimento de minorias sociais, nos quadros brasileiros de emergência das lutas sociais. 

Em seu capítulo "Reconhecimento e reparações: o exemplo do movimento negro no Brasil", publicado no livro "História oral e comunidade: reparações e culturas negras", organizado por Hebe Mattos, do Laboratório de História Oral e Imagem (LABHOI), Saillant elabora um panorama geral das teorias do reconhecimento e reparação, que tangenciam os estudos da filosofia, sociologia, ciências políticas e a antropologia. 

Com isso, ela ressalta os aspectos identitários e as relações sociais dos grupos raciais minorizados e elabora sobre as questões que atravessam o "lugar" das minorias sociais e suas diversas formas de inclusão social, dadas através de políticas públicas estatais e, principalmente, as ações comunitárias elaboradas em prol desses grupos. 

Ao trabalhar o exemplo do movimento negro brasileiro, a autora comenta sobre a história da escravidão e os resquícios desta história no presente momento da sociedade "pós-escravista". Também identifica as leis de incentivo à cultura e história da África e as politicas de reparação e  valorização da cultura negra como objeto central da formação identitária da cultura brasileira. Tudo isso levando em conta as propostas e todas as lutas do movimento negro, propondo a ideia de reparação de si, a reparação do dano histórico de negro dado nas instâncias de atividade cultural feitas de "nós para nós".

Clique aqui para mais informações sobre o livro que se encontra na página do Projeto Passados Presentes

Postagem: Matheus Bibiano - graduando de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

quinta-feira, 25 de junho de 2015

“O QUE O MUNDO SEPARA, O ESQUENTA! JUNTA?”: como representações e mediações ambivalentes configuram múltiplos territórios

Em sua dissertação, Ohana Boy Oliveira tem como objeto de estudo o programa televisivo Esquenta!, apresentado por Regina Casé e veiculado pela Rede Globo aos domingos. A partir dos conceitos interdisciplinares trabalhados no Programa de Pós-Graduação em Cultura e Territorialidades, Ohana analisa o Esquenta!, tendo como base a metodologia da tríplice mimese de Paul Ricoeur, além de trabalhar questões que giram em torno da memória, identidade e projeto, como desenvolveu Gilberto Velho.

Não poderíamos deixar de compartilhar esse trabalho, agora disponível online.

Boa leitura!

Resumo: Através de uma abordagem multidisciplinar, buscamos complexificar a compreensão acerca do programa televisivo Esquenta!, apresentado por Regina Casé na Rede Globo, criado em parceria com Hermano Vianna e integrante do Núcleo Guel Arraes. Na perspectiva dos estudos culturais, discutimos a ambivalência desse produto midiático e as múltiplas territorialidades que o mesmo representa. Por meio dos eixos de mediação cultural, representação e conflito, que estão imbricados, procuramos analisar com olhar crítico os processos de configuração, prefiguração e refiguração da narrativa proposta pelo programa, utilizando para isso a metodologia da tríplice mimese de Paul Ricoeur. Dessa forma, relacionamos o objeto às discussões sobre memória, identidade e projeto, via Gilberto Velho, buscando compreender os processos de produção de consensos e conflitos entre produtores e receptores do programa.

Palavras-chave: Esquenta!, ambivalência, territorialidades, mediação, representação

Leia na íntegra e faça o download, clicando aqui.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Lançamento da Revista DR - Uma revista de política e cultura feita por mulheres.

Domingo passado, dia 8 de março, foi o lançamento da Revista DR. Não à toa, na data intitulada como "Dia Internacional da Mulher", a Revista chegou metendo o pé na porta para reafirmar o quão importante é a criação de canais de informação que possam promover o diálogo e a troca dentro da comunidade feminina. Anti-capitalista e feita por mulheres, a DR aborda temas de cunho político e cultural, tendo como objetivo desconstruir questões sociais enraizadas, atentando sempre ao poder do discurso e buscando o empoderamento feminino.


Além do conteúdo indispensável, a revista foi muito bem produzida e dá gosto de ler e ver. O projeto conta com os textos de Mariana Patrício, Thamyra Thâmara de Araujo, Fernanda Bruno, Tatiana Roque, Barbara Santos, Oiara Bonilla e Ana Kiffer (foto acima), além de convidadas a cada edição. E a número 1 conta com a participação da coordenadora do GRECOS, professora Dra. Ana Lucia Enne.

Saiba mais no site www.revistadr.com.br e não deixe de conferir a primeira edição da DR aqui.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

#NãoVaiTerCopa: o embargo da voz brasileira e um dossiê de verdades inconvenientes


Muitos brasileiros já tiraram a poeira da camisa da Seleção Brasileira que estava guardada no fundo do armário para torcer pelo time nos amistosos que precedem a Copa do Mundo 2014. E a essas pessoas, asseguro: não se preocupem, vai ter copa, sim. O mega evento poderá ser assistido por milhões de brasileiros de suas casas e, para uma minoria exorbitante, dos próprios estádios. De que se faz, então, o grito de "Não vai ter Copa"?

Com exceção da reapropriação tomada por internautas brasileiros (sempre muitos antenados e favoráveis a um novo meme), a expressão cantada em alguns protestos emergentes se posiciona como grito simbólico em oposição ao contexto violento que ele abarca. O pagode da FIFA (clique aqui para saber mais) parece uma piada de mau gosto frente às truculências que uma parcela considerável da população brasileira sofreu para a realização do evento.

A fundação alemã Heinrich Böll reuniu em seu site um dossiê com reportagens, artigos, mapas, fotos e vídeos que evidenciam esse desrespeito com a população - através de políticas covardes em afrontamento às reações negativas - em prol do "legado da Copa". Disponibilizado, além de em português, também em alemão e em breve em inglês, "Copa para quem e para quê?" retrata em artigos e estimativas como o evento ultrapassou os custos previstos, acarretou no despejo de mais de 200 mil pessoas, intensificou a militarização da repressão contra os movimentos sociais, entre dezenas de outras consequências que afeta negativamente a população brasileira. 

Clique no link a seguir para acessar o dossiê: http://br.boell.org/pt-br/dossie-copa-para-quem-e-para-que

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Texto: A subjetividade da lei 6.717/14 perante uma manifestação cultural periférica


Em março de 2014, foi sancionada uma lei que proíbe “o ingresso ou permanência de pessoas utilizando capacete ou qualquer tipo de cobertura que oculte a face nos estabelecimentos comerciais, públicos ou abertos ao público” no estado do Rio de Janeiro. Ao tentar amenizar as palavras, a proposta de lei abre um vão de subjetividade que permite interpretação de variadas vertentes. Entre elas, aquela que abrange uma possibilidade de preconceito contra uma expressão cultural de afirmação para uma classe historicamente marginalizada.

O texto a seguir é do escritor MV Bill, no qual ele disserta sobre onde (e como) entram o "boné" na proposta, traçando um elo com a manifestação cultural da qual ele faz parte:

Apologia do boné
Lei que veta uso do acessório no Rio violenta um símbolo de identidade da periferia
Por MV Bill

Publicado no site Estadão em 24/05/2014

Vivemos numa época assustadoramente violenta. Sair para o trabalho ou mesmo para comprar pão podem se tornar verdadeiras aventuras. Para ser franco, meus pais diziam o mesmo do tempo deles. Mas é fato que passam os anos e as formas de violência no Brasil tomam novos contornos. As pessoas têm medo de sair de casa e até de ficar em casa. Nesse caos diário, é preciso que a sociedade dê respostas em diversas áreas, como segurança e ética, entre outras - já que não é possível conviver com tantas anomalias sem reagir. No entanto, medidas totalitárias não são bem-vindas. Medidas que reforcem o preconceito e a discriminação não são bem-vindas. E medidas que só atingem grupos historicamente marginalizados também não são bem-vindas.

Uma delas, a meu ver, é a bem-intencionada lei estadual que entrou em vigor no sábado, dia 17, no Rio. Em termos gerais, a lei 6.717/14, de autoria da deputada estadual Lucinha (PSDB-RJ), proíbe “o ingresso ou permanência de pessoas utilizando capacete ou qualquer tipo de cobertura que oculte a face nos estabelecimentos comerciais, públicos ou abertos ao público”. A justificativa da autora do projeto é “impedir que criminosos tentem driblar as câmeras de segurança durante abordagens e assaltos”, como afirmou em uma entrevista.

Não tenho nada contra a deputada, inclusive acho coerente que as pessoas sejam proibidas de andar com rostos cobertos fora do carnaval e das manifestações populares. Em minha opinião isso deve mesmo ser proibido, pois significa um risco à segurança. No que se refere especificamente aos bonés, diz a redação da lei: “Os bonés, capuzes e gorros não se enquadram na proibição, salvo se estiverem sendo utilizados de forma a ocultar a face da pessoa”.

É aí que vejo o problema. A expressão “salvo se estiverem sendo utilizados” dá margem a uma subjetividade na interpretação da lei que não me agrada em nada. Nem a mim nem a nenhum dos milhões de brasileiros historicamente marginalizados que sabem, desde pequenos, que a tal da subjetividade nunca será favorável a nós. É a subjetividade que nos impede de ser bem atendidos em uma loja de grife. A subjetividade no Brasil é construída no contexto de uma sociedade que nivela pobres a marginais que estão sempre na iminência de cometer algum delito - aguardando apenas uma oportunidade e uma forma de se esconder.


Leia o texto na íntegra no site: http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,apologia-do-bone,1170847,0.htm

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Texto: a intolerância religiosa que infiltrou o Poder Judiciário


Até na Justiça, candomblé é alvo de intolerância

Para Justiça Federal do Rio, candomblé e umbanda deveriam ter um texto sagrado como fundamento e venerar a uma só divindade suprema.
Por Jean Wyllys
Publicado no site CartaCapital em 16/05/2014

A intolerância religiosa e os preconceitos em relações ao candomblé e à umbanda sempre infiltraram os poderes da República e as instituições do Estado que se pretende laico. E talvez pelo fato de essa infiltração ter sido sempre negligenciada, apesar dos seus efeitos nocivos, ela tenha feito desabar um cômodo do Judiciário: a Justiça Federal do Rio de Janeiro definiu que umbanda e candomblé "não são religiões". Tal definição - que mais se parece com uma confissão pública de ignorância - se deu em resposta a uma decisão em primeira instância do  Ministério Público Federal que solicitou a retirada, do Youtube, de vídeos de cultos evangélicos neopentecostais que promovem a discriminação e intolerância contra as religiões de matriz africana e seus adeptos, já que o Código Penal, em seu artigo 208, estabelece como conduta criminosa, “escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”.


Em vez de reconhecer a existência da ofensa - e não há dúvida para qualquer pessoa com um mínimo de discernimento e senso de justiça de que a ofensa existe - a Justiça Federal do Rio de Janeiro desqualificou os ofendidos; considerou que não "há crime se não há religião ofendida". Para tanto, a Justiça Federal do Rio conceituou umbanda e candomblé como cultos a partir de dois motivos absolutamente esdrúxulos (ou seria melhor dizer a partir de dois preconceitos?): 1) candomblé e umbanda deveriam ter um texto sagrado como fundamento (aqui a Justiça Federal ignora completamente que religiões de matriz africana são fundadas nos princípios da transmissão oral do conhecimento, do tempo circular, e do culto aos ancestrais); e 2) candomblé e umbanda deveriam venerar a uma só divindade suprema e ter uma estrutura hierárquica (aqui a Justiça Federal do Rio atualiza a percepção dos colonizadores do século XVI de que os indígenas e povos africanos não tinham fé, não tinham lei nem tinham rei). Pergunto: Há, na decisão da Justiça Federal, pobreza de repertório cultural, equívoco na interpretação da lei ou cinismo descarado?




Alerta: na terça-feira (20), a assessoria de imprensa da Justiça Federal do Rio de Janeiro divulgou que o juiz responsável pelo regimento da sentença voltou atrás e admitiu o erro, reafirmando candomblé e umbanda como religiões.

sábado, 13 de outubro de 2012

CEDOC - FUNARTE

O CEDOC é o Centro de Documentação da FUNARTE, ele possui mais de um milhão de títulos sobre Artes Plásticas e Gráficas, Música, Fotografia, Teatro, Dança, Circo, Ópera, Cinema e Vídeo.

A biblioteca está localizada na Rua São José, n 50, 2o andar, centro do Rio, e funciona de segunda a sexta, das 10h às 17hs. O acesso é público e disponível para pesquisas, aproveite!


Para mais informações: http://www.funarte.gov.br/cedoc/ 

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Revista com artigos sobre rádio


O Grupo de Pesquisa Convergência e Jornalismo (ConJor), da Universidade de Santa Maria/RS, lançou em dezembo de 2010 o  número inaugural da revista on-line Rádio-Leituras, com artigos de pesquisadores nacionais e internacionais sobre temáticas ligadas ao universo radiofônico. Para quem se interessa pelo tema, eis uma boa dica.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Sobre Howard Becker


Como neste segundo semestre de 2010 estamos estudando G. Simmel nas reuniões do GRECOS, pretendemos fazer uma série de posts sobre o autor e temas afins. Considerando sua enorme influência na formação da Escola de Chicago, na sociologia dos EUA, preparamos esse pequeno post sobre um dos principais nomes dessa Escola, Howard Becker.

No site da FGV, link para uma entrevista realizada em 2009 com o sociólogo norte-americano Howard Becker, mais conhecido aqui no Brasil como o autor de Outsiders (1963).
Um dos membros mais reconhecidos da Escola de Chicago, Becker analisa os autores e contribuições desta Escola em ótimo e delicioso artigo publicado na Revista Mana.

Link também para o excelente artigo do antropólogo Gilberto Velho, especialista em temas referentes à Escola de Chicago, sobre Goffman e Becker.

domingo, 24 de outubro de 2010

Dica de blog



Já viram o blog Que Cazzo é esse? É um espaço desenvolvido por professores e alunos do Departamento de Ciências Sociais e do PPGS da UFPE e do Departamento de Ciências Sociais e PPGS da UFPB. Voltado para teoria e metodologia das ciências sociais, trata também de antropologia, história, filosofia, feminismo, comunicação e temáticas contemporâneas.
Para ilustrar, um post sobre Simmel, sociólogo estudado esse semestre no Grecos: "Da vida ao tempo: Simmel e a construção da subjetividade no mundo moderno", de Jonatas Ferreira.
Fica a dica!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Matéria sobre Adorno



Adorno: el filósofo de la belleza
Publicada na Revista de Cultura Ñ.

A cuarenta años de su muerte, las ideas del autor de la "Teoría estética" tienen una vigencia indiscutible. Esta nota se centra en el impacto de su obra filosófica, pero toca también aspectos personales. Además, un análisis sobre su teoría musical.
En una carta a su querido Walter Benjamin, en quien tuvo un aliado pese a todos los desacuerdos (o acaso gracias a ellos), Adorno confiesa, no sin orgullo: "De mi existencia empírica muy pocas cosas merecen señalarse; sí, en cambio, de la intelectual". En verdad, esta declaración podría aplicarse a toda su vida, ya se la considere segmentada en fases o como una continuidad. Pues al leer las diversas biografías de Theodor L. Wiesengrund Adorno, desde la inteligente y concisa de Hartmut Scheible –lamentablemente no traducida al español– hasta la monumental e indiscreta de Stefan Müller-Doohm, no se puede dejar de tener la sensación de que este controversial pensador careció de una existencia externa. En él, pareciera que la verdadera, la única trayectoria es el proceso intelectual, sin gran correlación directa con los problemáticos contextos en los que ocasionalmente se hallaba. ¡Ni siquiera el régimen nazi parece haberlo jaqueado!

Leia mais

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Trabalho da disciplina de Soc. e Com. II


Temos postado aqui os excelentes trabalhos realizados na disciplina de Sociologia e Comunicação II (obrigada, monitores, pelo trabalho árduo de postar todos os trabalhos). Agora, indicamos as monografias produzidas também nesta disciplina, todas muito recomendadas. Estão todas armazenadas no site do GRECOS, e podem ser baixadas. A seguir, a lista com nome do alunos e tema das monografias. E boa leitura para todos: