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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "Conservação e transformação da estrutura social no filme A Vizinhança do Tigre"


Ingá Maria, aluna da disciplina Sociologia e Comunicação de 2017.1, propõe uma reflexão sobre o filme A Vizinhança do Tigre, longa-metragem brasileiro, dirigido por Affonso Uchoa, que trata da trajetória de Juninho, Eldo, Adilson, Menor e Neguinho, jovens moradores da periferia de Contagem/MG, na "travessia entre a infância e a vida adulta, pelas ruas, terrenos, casas e quintais do Bairro Nacional, Região Metropolitana de Belo Horizonte". Para compor esta reflexão, ela recorre à contribuição de Pierre Bourdieu sobre a relações de divisão do campo de poder e sua teoria social do Construtivismo estruturalista/Estruturalismo construtivista.

"Se aplicarmos essa chave de leitura para A Vizinhança do Tigre, rapidamente percebemos a expressão inegável de uma estrutura social que incide sobre os corpos e as práticas dos sujeitos filmados. Junim precisa pagar a dívida que contraiu com agiotas dentro da prisão. O campo do poder, comparável para Bourdieu com “um espaço geográfico no interior do qual se recortam posições” também se faz presente e ainda na primeira sequência do filme, um dos garotos recebe uma carta de intimação da justiça. Até mesmo os poderes sociais fundamentais, que o sociólogo denomina de capitais, encontram sua manifestação econômica nas casas sem reboco ou sua expressão cultural através da associação fácil entre meninos da periferia e o gosto pelo rap".

Assista ao trailer do filme:


Clique aqui para ler o trabalho completo.


Postagem: Matheus Bibiano - graduando de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Chimamanda Adichie e o Perigo da História Única


No cotidiano, nos deparamos com diversos fatos. Fatos esses que conferem um consenso sobre uma "realidade", uma verdade elaborada acima da sucessão de acontecimentos que nos rodeiam. No entanto, tudo que se sabe sobre qualquer coisa, possivelmente, não é tão factual para outros. Os fatos são tudo aquilo que se diz sobre eles; são tudo aquilo que compõe as representações para si. Podemos ter conhecimento sobre qualquer coisa, mas nunca teremos sua experiência por completo. Daí, o que se sabe sobre tudo é o que se fala sobre tal, o que o nosso imaginário nos apresenta em seu horizonte de possibilidades.

Nesse passo, a escritora nigeriana Chimamanda Adichie nos alerta sobre o perigo da história única. Sobre a história que se desprende da complexidade das realidades. Claro que nunca se sabe tudo sobre qualquer coisa, mas não quer dizer que deveríamos nos ater a uma única possibilidade. Parafraseando a autora, "o branco é um eufemismo para o poder" e são eles, os que se apropriaram do capital social e simbólico, que detêm desta potencialidade de fixar significados e reproduzi-los até que já não haja dúvidas sobre a história.

De certo, o que Adichie nos alerta é basicamente sobre a dificuldade de ouvir o outro, a dificuldade de quebrar o silêncio e o vazio descritivo do discurso que se materializa sobre os corpos.

Assista ao TedTalk completo abaixo.


Postagem: Matheus Bibiano - graduando de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

segunda-feira, 24 de abril de 2017

"BICHA: Ressignificar para (re)existir": um TEDx Talk com Marlon Parente



Na edição TEDx Talk UFPE, Marlon Parente fala de seu direito de ressignificar. A palavra "bicha", para homens homossexuais, sempre foi algo doloroso e pejorativo de se ouvir. Esta, dentre outras palavras, deixa marcas muitas vezes irreversíveis na vida das pessoas. Palavras têm o poder do discurso. O poder de subjugar, degradar, humilhar e diminuir. Mas as palavras também têm o poder de enaltecer, valorizar, vangloriar e expor bons significados. A palavra é um elemento vivo de nossa comunicação que deve ser apropriado e ressignificado sempre que possível. 

Confira, abaixo, as belíssimas palavras de Marlon sobre o assunto:


Veja também o documentário "Bichas":




Postagem: Matheus Bibiano - graduando de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

quarta-feira, 12 de abril de 2017

"A dificil tarefa de definir quem é negro no Brasil": Uma entrevista com Kabengele Munanga


Kabengele Munanga é um antropólogo congolês, naturalizado brasileiro. Sua especialidade nos estudos da antropologia estão centrados nas questões afro-brasileiras. Mais precisamente, assuntos permeados pelo racismo enraizado na sociedade brasileira.

Munanga é graduado em Antropologia pela Universidade Oficial do Congo. Em 1969, ingressou no programa de mestrado na Universidade de Louvain, mas por conta de problemas políticos não conseguiu finalizar seus estudos na Bélgica. Entretanto, conseguiu terminar seus estudos em um programa de doutorado da USP.

Após se estabelecer no Brasil, em 1980, assume a cadeira de Antropologia na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, e volta à São Paulo e assume como professor de antropologia efetivo na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH/USP). Foi vice-diretor do Museu de Arte Contemporânea e diretor do Museu de Arqueologia e Etnologia e do Centro de Estudos Africanos da USP. Atualmente, desde de 2014, se encontra como professor sênior na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, no programa de Pós-graduação em Ciências Sociais.

Kabengele Munanga é um dos teóricos primordiais para a reflexão das teorias sociais que levam em consideração os racismos aplicados na sociedade brasileira. Em um de seus livros, "Rediscutindo a mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus identidade negra", o antropólogo discute a problemática antagônica da mestiçagem no Brasil que atravessa a constituição da identidade nacional brasileira e a concepção da identidade negra dentro do território nacional.

Na entrevista abaixo, concedida em 2004, ao editor da revista Estudos Avançados, o professor Alfredo Bosi e o editor assistente, jornalista Dario Luis Borelli, Kabengele Munanga discute os atravessamentos da formação identitária negra no Brasil e as dificuldades de definir "certeiramente" quem é negro no Brasil.

"ESTUDOS AVANÇADOS: Quem é negro no Brasil? É um problema de identidade ou de denominação?

Kabengele Munanga: Parece simples definir quem é negro no Brasil. Mas, num país que desenvolveu o desejo de branqueamento, não é fácil apresentar uma definição de quem é negro ou não. Há pessoas negras que introjetaram o ideal de branqueamento e não se consideram como negras. Assim, a questão da identidade do negro é um processo doloroso. Os conceitos de negro e de branco têm um fundamento etno-semântico, político e ideológico, mas não um conteúdo biológico. Politicamente, os que atuam nos movimentos negros organizados qualificam como negra qualquer pessoa que tenha essa aparência. É uma qualificação política que se aproxima da definição norte-americana. Nos EUA não existe pardo, mulato ou mestiço e qualquer descendente de negro pode simplesmente se apresentar como negro. Portanto, por mais que tenha uma aparência de branco, a pessoa pode se declarar como negro.

No contexto atual, no Brasil a questão é problemática, porque, quando se colocam em foco políticas de ações afirmativas – cotas, por exemplo –, o conceito de negro torna-se complexo. Entra em jogo também o conceito de afro-descendente, forjado pelos próprios negros na busca da unidade com os mestiços.

Com os estudos da genética, por meio da biologia molecular, mostrando que muitos brasileiros aparentemente brancos trazem marcadores genéticos africanos, cada um pode se dizer um afro-descendente. Trata-se de uma decisão política.

Se um garoto, aparentemente branco, declara-se como negro e reivindicar seus direitos, num caso relacionado com as cotas, não há como contestar. O único jeito é submeter essa pessoa a um teste de DNA. Porém, isso não é aconselhável, porque, seguindo por tal caminho, todos os brasileiros deverão fazer testes. E o mesmo sucederia com afro-descendentes que têm marcadores genéticos europeus, porque muitos de nossos mestiços são euro-descendentes.

O problema das cotas

E. A.: Em face da concessão de cotas para negros, ou para outros segmentos da população que não tiveram a mesma condição de cursar escolas da classe média ou alta, qual a sua posição?

K. M.: Por ocasião dos trezentos anos da morte de Zumbidos Palmares, em 1995, começamos a discutir essa questão na USP, numa comissão criada pela reitoria.

Os movimentos negros, principalmente o Núcleo da Consciência Negra, pleitearam o estabelecimento de cotas em nossa universidade. Contudo, afirmei que não poderíamos discutir o sistema de cotas sem antes fazer uma pesquisa preliminar em países que já têm experiência de cotas, como os EUA, o Canadá, a Austrália ou a Índia.

Naquela ocasião, apresentei essa proposta, mas ela não foi levada adiante. No entanto, na base de um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), um órgão do governo federal, conclui-se que realmente há uma grande defasagem na escolaridade dos negros nas universidades brasileiras.

Infelizmente, porém, começamos a enfrentar a questão pelas cotas, a partir da decisão do governador Anthony Garotinho, do Rio de Janeiro, que provocou uma confusão muito grande, quando estabeleceu cotas nas universidades estaduais. No entanto, mesmo num país com tantas desigualdades, as políticas universalistas não resolvem o problema do negro. Para isso precisamos formular políticas específicas contra as desigualdades, mas o caminho não deve ser necessariamente por meio de cotas.

Essa discussão, todavia, é importante, porque antes nem se tocava no assunto. Escutei outro dia algo muito positivo quando alguém dizia que deveria haver cotas para pobres. Ora, antes ninguém apresentou esse ponto de vista. Oque mais me surpreende é que jamais o movimento negro se disse contrário a cotas para brancos pobres.

A questão ainda está mal discutida, sendo formulada num tom passional, tanto pelos negros como pelos intelectuais. A questão não é a existência ou não das cotas. O fundamental é aumentar o contingente negro no ensino superior de boa qualidade, descobrindo os caminhos para que isso aconteça.

Para mim, as cotas são uma medida transitória, para acelerar o processo. No entanto, julgo que não somente os negros, mas também os brancos pobres têm o direito às cotas. Se as cotas forem adotadas, devem ser cruzados critérios econômicos com critérios étnicos. Porque meus filhos não precisam de cotas, assim como outros negros da classe média.

E. A.: O sr. iniciou suas declarações dando uma opinião contra as cotas, mas agora aponta para o problema da urgência. As cotas aparecem como uma medida de urgência?

K. M.: Sim. Ao menos que o país diga que tem hoje uma outra proposta emergencial melhor, que não abra mão de uma política universalista com vistas ao aperfeiçoamento do nível do ensino básico. É bom lembrar que a escola pública já apresentou melhor qualidade, mas o negro e o pobre não entravam nela.

Melhorar a escola pública

E. A.: O sr. acha que a médio prazo a alternativa seria uma transformação mais profunda do ensino básico e secundário? Um número considerável de alunos negros faz o segundo grau em escolas públicas. Não falo deles como negros, mas sim como pobres. Será que as cotas não resolvem o problema porque o enfrentam no fim da linha, em vez de atacá-lo no começo?

K. M.: Sim. Porém, vivo aqui há 28 anos e desde que cheguei escuto esse discurso. Mas nunca vi luta política e social alguma para a melhoria da escola pública. Só há o discurso. Mas o que fazer com a vítima? Esperar que isso aconteça por milagre, ou pressionar a sociedade através de uma proposta: como pelo menos cuidar da escola pública? A dúvida que tenho é a seguinte: num país onde a privatização do ensino é cada vez maior e no qual o lobby das escolas particulares é tão forte, só posso antever uma melhoria a longo prazo. Lembro-me de que o primeiro processo contra as propostas de cotas no Rio de Janeiro veio do sindicato das escolas privadas.

Devido a essa tendência para a privatização das escolas públicas, não acredito numa rápida melhoria delas. A desigualdade social que existe há quatrocentos anos não pode ser resolvida por meio de políticas universalistas. É preciso, portanto, traçar políticas específicas para se encontrar uma solução.

A discriminação racial

A palavra “social” incomoda-me muito. Quando dizem que a questão do negro é uma questão social, o que quer dizer “social”? As relações de gênero são uma questão social; a discriminação contra o portador de deficiência é uma questão social; a discriminação contra o negro é uma questão social. Ora, o social tem nome e endereço. Não podemos diluir, retirar o nome, a religião e o sexo e aplicar uma solução química. O problema social tem de ser atacado especificamente.

A discriminação racial precisa ser urgentemente enfrentada. Nós, negros, também temos problemas de alienação de nossa personalidade. Muitas vezes trabalhamos o problema na ponta do iceberg que é visível. Mas a base desse iceberg deixa de ser trabalhada.

Estou aqui, como disse, há 28 anos. Vou a restaurantes utilizados pela classe média e a centros de alimentação nos shoppings. Encontro famílias brancas comendo (homem, mulher e filhos), mas dificilmente estão ali famílias negras. Há uma classe média negra, mas que se autodiscrimina e que é também discriminada. Desafio vocês a me dizerem que encontraram quatro famílias negras em cinco restaurantes de classe média em São Paulo. Vejamos o meu caso: em meu segundo casamento (que é interracial) percebia aquelas “olhadas” – mulher branca, filhos negros do primeiro casamento e filhos mestiços do segundo. Ninguém me expulsava desses lugares, mas eu via as “olhadas”...

(…)

Um antropólogo em dois mundos

E. A.: O sr. poderia descrever um pouco sua trajetória até chegar no Brasil?

K. M.:  Nasci no antigo Zaire, que hoje se chama República Democrática do Congo, numa aldeia no centro do país. Estudei num colégio interno de jesuítas e fiz graduação em Antropologia. Aliás, fui o primeiro antropólogo formado naquela universidade e o único aluno que teve aulas com professores franceses, belgas e americanos convidados, pois não havia ainda professores africanos na Universidade quando eu entrei. Lá, nós acabávamos a graduação com um tipo de dissertação que se chamava Mémoire. O sistema belga dava o direito de se entrar diretamente no doutorado. Em razão disso, comecei o doutorado em Louvain, na Bélgica, em 1969. Dois anos depois, voltei para pesquisas de campo. Mas houve complicações políticas. Cortaram a bolsa e não pude fazer mais nada.

Por coincidência, encontrei no Congo, em 1973, o professor Fernando Mourão, que ali estava realizando palestras sobre as contribuições africanas para a cultura brasileira. Conversamos e ele me disse que a USP possuía um projeto de cooperação com as universidades africanas e que nela eu poderia completar o doutorado. Cheguei aqui em 1975 e me inscrevi no doutorado, sob a orientação do professor João Batista Borges Pereira. Como eu estava bastante adiantado, em dois anos defendi minha tese. Trabalhei sobre o processo de mudanças socioeconômicas numa comunidade no sul do Congo. Voltei correndo à militância para colocar meus conhecimentos à disposição de meu país. Mas quando cheguei lá, tive de fugir para o Brasil.

Quando houve a independência do meu país, o antigo Zaire (em 30 de junho de 1960), eu estava com dezoito anos. A Faculdade foi criada pela Bélgica, seis anos antes da independência, em consequência de pressões internacionais. Fui alfabetizado na minha língua materna, mas no fim do primeiro grau começou o ensino em francês. O resto do curso foi em francês. Isso porque, com mais de duzentas línguas, não era possível escolher uma para ser a língua nacional. Todos os alfabetizados falam francês.

E. A.: Alguma dessas línguas africanas é hegemônica?

K. M.: O suahili que é uma língua falada em muitos países africanos, em parte do Zaire, Tanzânia, Burundi, Quênia e Uganda.

E. A.:  Suahili tem alguma coisa a ver com o árabe?

K. M.: Cerca de vinte por cento do vocabulário, porque desde a Antigüidade os árabes tiveram muita influência no continente, a partir do oceano Índico, além de terem sido responsáveis pelo tráfico oriental e transaariano (entre os anos de 600-1600). Mas a estrutura da língua é totalmente bantu (africana)".


*Para acessar a entrevista completa, clique aqui.


Postagem: Matheus Bibiano - graduando de Estudos de Mídia/
Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UFF - GRECOS/LAMI

quarta-feira, 11 de março de 2015

Lançamento da Revista DR - Uma revista de política e cultura feita por mulheres.

Domingo passado, dia 8 de março, foi o lançamento da Revista DR. Não à toa, na data intitulada como "Dia Internacional da Mulher", a Revista chegou metendo o pé na porta para reafirmar o quão importante é a criação de canais de informação que possam promover o diálogo e a troca dentro da comunidade feminina. Anti-capitalista e feita por mulheres, a DR aborda temas de cunho político e cultural, tendo como objetivo desconstruir questões sociais enraizadas, atentando sempre ao poder do discurso e buscando o empoderamento feminino.


Além do conteúdo indispensável, a revista foi muito bem produzida e dá gosto de ler e ver. O projeto conta com os textos de Mariana Patrício, Thamyra Thâmara de Araujo, Fernanda Bruno, Tatiana Roque, Barbara Santos, Oiara Bonilla e Ana Kiffer (foto acima), além de convidadas a cada edição. E a número 1 conta com a participação da coordenadora do GRECOS, professora Dra. Ana Lucia Enne.

Saiba mais no site www.revistadr.com.br e não deixe de conferir a primeira edição da DR aqui.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

#NãoVaiTerCopa: o embargo da voz brasileira e um dossiê de verdades inconvenientes


Muitos brasileiros já tiraram a poeira da camisa da Seleção Brasileira que estava guardada no fundo do armário para torcer pelo time nos amistosos que precedem a Copa do Mundo 2014. E a essas pessoas, asseguro: não se preocupem, vai ter copa, sim. O mega evento poderá ser assistido por milhões de brasileiros de suas casas e, para uma minoria exorbitante, dos próprios estádios. De que se faz, então, o grito de "Não vai ter Copa"?

Com exceção da reapropriação tomada por internautas brasileiros (sempre muitos antenados e favoráveis a um novo meme), a expressão cantada em alguns protestos emergentes se posiciona como grito simbólico em oposição ao contexto violento que ele abarca. O pagode da FIFA (clique aqui para saber mais) parece uma piada de mau gosto frente às truculências que uma parcela considerável da população brasileira sofreu para a realização do evento.

A fundação alemã Heinrich Böll reuniu em seu site um dossiê com reportagens, artigos, mapas, fotos e vídeos que evidenciam esse desrespeito com a população - através de políticas covardes em afrontamento às reações negativas - em prol do "legado da Copa". Disponibilizado, além de em português, também em alemão e em breve em inglês, "Copa para quem e para quê?" retrata em artigos e estimativas como o evento ultrapassou os custos previstos, acarretou no despejo de mais de 200 mil pessoas, intensificou a militarização da repressão contra os movimentos sociais, entre dezenas de outras consequências que afeta negativamente a população brasileira. 

Clique no link a seguir para acessar o dossiê: http://br.boell.org/pt-br/dossie-copa-para-quem-e-para-que

terça-feira, 8 de abril de 2014

Para pensar o "Rolezinho" e outras ocupações como movimentos sócio-políticos.


No final de 2013 e no início de 2014, a sociedade brasileira se deparou com um fenômeno chamado
 Rolezinho. Ao contrário do que foi colocado pela mídia, esse não é um movimento recente e tem um caráter político importantíssimo. Para se pensar a estrutura sócio-racial que segrega a população negra e pobre diariamente, segue um texto da Marília Moscovich e o documentário "Hiato".

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Rolezinho: Isso não é (só) sobre consumo

Quando começaram os protestos de junho, houve quem me chamasse de louca por considerar que estávamos diante da “primavera brasileira”. Houve quem dissesse que os protestos não eram protestos, verdadeiramente, já que as pessoas não sabiam muito bem o que fazer nas ruas, nem conhecessem precisamente maneiras um tanto “técnicas” de travar a luta política. Houve quem dissesse que nenhuma reivindicação desejava mudança estrutural. Desde o começo me pareceu muito claro: podemos sim, dizer que começou ali uma primavera brasileira. Uma insatisfação com a maneira geral como nos organizamos em sociedade. Em especial, com o abandono que sentimos em relação ao Estado, uma estrutura que deveria servir aos interesses de muitos mas se curva diante de caprichos de poucos. Assim como os protestos contra o aumento da tarifa de ônibus em todo o Brasil, e contra os abusos da FIFA na Copa das Confederações e Copa do Mundo, os rolezinhos vão na mesma onda, gritando: assim não está bom.

Os rolezinhos e a luta contra o aumento das passagens (e, em última instância, pelo passe livre) têm absolutamente tudo em comum. Muito tem se dito sobre os rolezinhos serem uma questão de “consumo”, apenas. Dizer isso é banalizar o rolezinho. Se fosse uma questão de consumo, individual, bastava um grupo de quatro ou cinco amigos da periferia combinar de ir ao cinema um dia num shopping como o Iguatemi JK que estaria tudo certo. Mas o rolezinho não é isso. O que é que estão dizendo as centenas e milhares de jovens que se engajaram em rolezinhos, quando utilizam uma das táticas de luta política mais antigas e sólidas – a ocupação – em shoppings de grandes cidades?



DOCUMENTÁRIO "HIATO"


SINOPSE

Em agosto de 2000 um grupo de manifestantes organizou uma ocupação em um grande shopping da zona sul carioca. O episódio obteve grande repercussão na imprensa nacional e ainda hoje é discutido por alguns teóricos. O filme recuperou imagens de arquivo e traz entrevistas de alguns personagens 7 anos após essa inusitada manifestação.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Sociologia e Comunicação I - Trabalhos Finais: #murosdauniversidade


Continuando a série de postagens sobre os trabalhos.

A aluna Luiza Gomes, de Sociologia e Comunicação I, criou um tumblr a fim de retratar algumas intervenções nos muros da UFF. Ótimo trabalho, ótimas intervenções!
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#murosdauniversidade


Durante as aulas de Sociologia e Comunicação um dos temas abordados foi a ocupação e a apropriação do espaço urbano. 



Entre atos em praças, shoppings e passeios públicos a forma mais comum de intervenção urbana é a pichação. Seja em frases de resistência ou em forma de desenhos (os chamados grafitte) a arte está presente em praticamente todos os cantos da cidade.

O espaço escolhido para retratar as pichações e o grafitte foi a própria UFF, espaço que percorremos quase que diariamente e poucas vezes damo - nos conta do que seus muros dizem. 


Link para o Tumblr: http://murosdauniversidade.tumblr.com/

quarta-feira, 12 de março de 2014

Sociologia e Comunicação I - Trabalhos Finais: Resenha dos curtas-metragens: “A pedreira de São Diogo” (1962), de Leon Hirszman e “Do Porto ao Porto Maravilha” (2011) de Priscilla Xavier.


Estamos no início de mais um semestre letivo no curso de Estudos de Mídia e, como de costume, vamos postar os trabalhos que mais se destacaram no semestre passado nas turmas de Sociologia e Comunicação e Sociologia e Comunicação I.

Para abrir essa sequência, segue a resenha da aluna de Sociologia e Comunicação I, Joana d'Arc.

Joana teve como objeto de análise os filmes "A Pedreira de São Diogo" e "Do Porto ao Porto Maravilha". Ambos foram exibidos em uma sessão do CINECLUBE DO GRECOS, com direito a um bate-papo com a idealizadora do segundo filme, Priscila Xavier.

A resenha da Joana é muito interessante para pensarmos a atual conjuntura da cidade do Rio de Janeiro e seu entorno. A partir de um breve apanhado histórico, com a referência do filme de Leon Hirzman e a contextualização contemporânea a partir do filme de Priscila Xavier, a aluna aborda temas como a remoção de comunidades inteiras, resultado de um processo de gentrificação cada vez mais presente em uma cidade-empresa destinada a ser campo para mega eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, e a resistência popular, imprescindível para a utilização mais democrática do espaço público.
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Resenha dos curtas-metragens: “A pedreira de São Diogo” (1962), de Leon Hirszman e “Do Porto ao Porto Maravilha” (2011) de Priscilla Xavier.

Décadas separam os curtas “A pedreira de São Diogo” e “Do Porto ao Porto Maravilha”, porém, as transformações urbanísticas pairam em ambos, conjuntamente com a remoção da população de sua moradia. Além disso, ainda que sejam períodos distintos, ainda que o primeiro curta seja uma ficção, ainda assim, eles revelam um retrato real, problemático e que se repete ao longo da história da cidade do Rio de Janeiro: um retrato de transformações que se dizem embasadas em avanços, melhorias, investimentos, mas que parecem nada se importar com a população local.

O curta “A pedreira de São Diogo” conta a história de trabalhadores de uma pedreira que ao perceberem que o aumento da carga de uma das explosões irá ocasionar o desabamento dos barracos da favela, localizada acima da pedreira, resolvem convocar a população para resistir e impedir a continuação das explosões. Vale ressaltar que esses trabalhadores também são moradores dessa favela, mas não podem parar seu trabalho, pois precisam dele e também porque sabem que podem ser substituídos por outros que darão continuidade as explosões. Esse curta aponta para o descaso com a população pobre e moradora de favela, nele tem-se a sensação de que as casas e aquelas pessoas não são consideradas e com isso as “remoções” (devido as explosões) das casas seriam apenas como mais pedras retiradas do caminho.

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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Mídia e Mobilização Social - Trabalhos Finais: "Sem Partido"

Mais um trabalho da turma de Mídia e Mobilização Social!

As alunas Helena de Serpa e Júlia Pacheco analisaram a apropriação e ressignificação das mobilizações populares, ocorrentes a partir do mês de junho desse ano, por parte dos partidos políticos PPS, PV, PDT e PRB, através de suas propagandas televisivas vinculadas na mesma época das mobilizações. Para expor o resultado, as meninas utilizaram uma plataforma de revista digital que pode ser acessada a partir do link abaixo.


Clique AQUI para conferir o material completo!

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Mídia e Mobilização Social - Trabalhos Finais: "'É hora de pôr um ponto final nisso': mídia e criminalização dos movimentos sociais"


Retomando os trabalhos da turma de Mídia e Mobilização Social, hoje vamos compartilhar o excelente texto da Letícia Barbosa. Através de um apanhado histórico, a aluna analisa e promove uma reflexão muito interessante sobre as formas de repressão aos movimentos sociais e a importância da resistência popular.

Vale a pena ler tudo!

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imagens década de 60, Brasil; imagens década de 10, Brasil

"É hora de pôr um ponto final nisso": mídia e criminalização dos movimentos sociais

"A questão social é uma questão de polícia". Esta comparação poderia ter sido retirada de algum depoimento dos atuais dirigentes políticos sobre as diversas manifestações que se alastraram - e ainda se fazem presentes - no território nacional ao decorrer dos meses de junho e julho desse ano. Mas a célebre frase entrou para os anais da história republicana brasileira durante o mandato do presidente Washington Luís (1926-1930), último representante da República velha, refletindo claramente sua postura criminalizante em relação aos movimentos sociais que surgiram durante seu mandato, revindicantes de amparos sociais e direitos trabalhistas inexistentes à época (SANSON, 2008). Tratar movimentos sociais como "casos de polícia" não é, portanto, uma postura inédita nem exclusiva dos governos municipais e estaduais vigentes aos recentes protestos.

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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Mídia e Mobilização Social - Trabalhos Finais: "Xota M Xota"


No último semestre, a professora Ane Enne ministrou a disciplina de Mídia e Mobilização Social. Um curso novo em Estudos de Mídia que encontrou um período mais que propício para a discussão do tema em sala de aula. Além de fazer um apanhado histórico sobre diversos movimentos sociais, em função da série de manifestações que vêm acontecendo desde junho desse ano, as aulas foram tomadas de trocas e discussões pautadas nas experiências pessoais de cada aluno que foi pra rua compor o movimento e na cobertura midiática sobre as manifestações, gerando um semestre muito produtivo e positivo.

Como fruto, os trabalhos finais do curso de Mídia e Mobilização Social não poderiam passar batidos. Dessa forma, iremos compartilhar aqui no blog os trabalhos dessa turma também.

Dando início à sequência, o trabalho dos alunos Bruno Pestana, Pilar Diniz e Pollyane Belo, feito na última Marcha das Vadias que aconteceu em Julho, no Rio de Janeiro.
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O vídeo "Xota M Xota" foi produzido como trabalho final para a disciplina de Mídia e Mobilização Social, com o objetivo de pensar questões discutidas em sala de aula. O nome foi dado em referência a um dos gritos bradados durante a Marcha das Vadias, satirizando a sigla "JMJ", da Jornada Mundial da Juventude, que estava ocorrendo no mesmo momento.

Na disciplina, discutimos as diversas formas de mobilização social, luta e resistência dentro e fora da mídia. Durante o período em que a disciplina foi lecionada, diversas mobilizações e marchas ocorreram. Dessa forma, conseguimos experimentar o que estávamos estudando em sala de aula.




segunda-feira, 25 de março de 2013

Comunicação e Cultura Popular - Trabalho Final: Flash Mob


Mais um semestre dos cursos de Comunicação e Cultura Popular e Sociologia e Comunicação, mais um semestre com ótimos trabalhos! Sendo assim, as próximas postagens do blog serão direcionadas a eles.

A começar pelo *mais novo hit da internet*. Não é para tanto! Mas o Flash Mob produzido pela turma de Comunicação e Cultura Popular desse ano ganhou grande visibilidade na web, chegando a mais de 27.000 visualizações no YouTube. Guiando-se através do conceito de hibridização cultural e da ideia de ocupação e apropriação do espaço público, a turma criou uma coreografia para a música "Passinho do Volante" de Mc Federado e os Leleks e apresentou-a em forma de Flash Mob no Centro Cultural Banco do Brasil.

Abaixo, segue a ficha técnica e a justificativa do trabalho, junto com o vídeo!

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Flashmob: Ah, Lelek Lek Lek Lek Lek Lek

Música: Passinho de Volante - MC Federado e Os Lelekes

Local: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) - Centro, Rio de Janeiro, RJ

Data: 16 de março de 2013

Alunos:
Ana Beatriz Domingues, Bruno Pestana, Bruno Rocha, Caroline Dabela, Caroline Moreira, Clara Sacco, David Barenco, Eduardo Glasser, Enio Graeff, Gisele Vargas, Helena de Serpa, Ioná Ricobello, João Pedro Martins, Júlia Corrêa Pacheco, Júlia Robadey, Juliana Henrice, Lia Ribeiro, Lonya Mana, Luana Calazans, Luana Furtado, Lucas Camacho, Mariana Darsie, Paulo Victor Gitsin, Pilar Diniz,Rafael Cathoud, Raquel Mattos, Rávellyn Borges, Tatiana de Moraes, Teresa Barros, Thayná Couto Faria, Vinícius Küster, Wesley Prado, Yone Benicio.

Participantes convidados:
Aline Massa (filmou), Débora Nunes (filmou), Emmanuel Ferreira (filmou), Felipe Lemos (filmou), Fernanda Moraes (dançou), João Mendonça (filmou), Isabelle Pacheco (filmou), Larissa Mendonça (dançou), Lis Neves (dançou), Marcelo Mucida (dançou), Marcelo Weber (dançou), Negra Maria (filmou), Rodolfo Darsie (dançou).

O Flashmob foi uma perfomance desenvolvida como trabalho final para a disciplina Comunicação e Cultura Popular II, ministrada pela professora Ana Enne.

Motivados em parte pela vontade de realizar o sonho da professora e em parte pelas incríveis possibilidades de significação de um flashmob, escolhemos este "veículo" para dar vazão as diversas questões trabalhadas em sala. O simples fato de inserir o funk "hit" do momento, que tão bem representa a cultura popular, em um espaço de cultura, dito democrático, mas que abriga manifestações culturais já consagradas e, principalmente, hegemônicas problematiza a hierarquização da cultura e evidencia seu papel como espaço de luta e disputa por significação.

Relação com os conceitos trabalhados na matéria:
O flashmob objetivou trabalhar a cultura como espaço de lutas, evidenciando a dinâmica relação entre cultura hegemônica e cultura popular. Nas aulas de Comunicação e Cultura Popular, inicamos os estudos compreendendo a construção do conceito de cultura popular e suas duas visões clássicas: a Iluminista e a Romântica, que a colocam, respectivamente em uma posição de cultura menor, não letrada, aleatória, bárbara - que deve ser controlada, evitada e no lugar da tradição, da essência, do rústico - aquilo que deve ser preservado. Vimos que a distinção entre a "elite" e o "povo" é o tempo todo reafirmada no espaço da cultura que é permeado por questões de distinção e "níveis de cultura".
Em um esforço de desconstrução dessas duas noções e complexificação dos processos em torno da cultura, em particular da cultura popular, a disciplina constrói um caminho teórico a ser trilhado e posteriormente exemplificado em diversos âmbitos e através de veículos e produtos culturais diversificados. Partimos dos estudos de Peter Burke sobre a cultura popular na Modernidade onde ele afirma que a cultura oficial, representada pela elite aristocrática e pela Igreja Católica, se mistura com a popular, porém com transformações significativas, mantendo-se a separação do poder econômico. Redfield (EUA) trabalha com a ideia de que a cultura erudita tem grande tradição, muita preocupação e cuidado na sua manutenção. Por sua vez, a cultura popular tem uma pequena tradição, mas é bastante viva. Acompanhamos o processo de transição entre as ideias de biculturalidade (ou bilíngue), reforçada por Bakhtin, e de circularidade cultural, trazida por Grinzburg. A circularidade confere, a qualquer processo cultural, a negociação de discursos com seus referentes contemporâneos, antecessores e sucessores. Podemos articular o flashmob à diversos autores da Nova História Cultural. A apresentação do funk no CCBB se relaciona aos conceitos de hibridização de Canclini, apropriação de Chartier e "modos de fazer com" de Certeau. As fronteiras entre identidades, tradição e modernidade tornam-se mais difusas, mais flexíveis, mas este instante também representa contradições, por este ser um local que deve refletir a cultura brasileira e, muitas vezes, é focado na dita "alta cultura". Assim, o flashmob representa, em pequena escala, uma ação contra-hegemônica de mediação, mais uma vez reflexo de nossos estudos, incluindo aqui Gramsci e Barbero.

A organização foi feita virtualmente, através de um grupo secreto no Facebook. A partir da mobilização de alguns grupos de alunos - que, separadamente, pensavam em realizar flashmobs -, foi criado o grupo para integrar todos os que desejassem fazer parte deste projeto, assim realizando apenas um flashmob, com o maior número possível de alunos. A partir de então, diversas ideias foram colocadas em pauta, e uma votação foi criada.

As possibilidades eram:
- "Ah lelek lek lek" a ser realizado no CCBB;
- "Um novo tempo" a ser realizado em um dos seguintes locais: SAARA, Central, rodoviária Novo Rio;
- Outro Funk;
- Alguma música que representasse a hibridização (exemplo cogitado: Dona Joana canta Zezé Di Camargo e Luciano);
- Alguma música do projeto "Jeito Felindie";
- Tecnobrega;
- Harlem Shake;
- Festa no Apê.

Para a realização, foram realizados apenas dois ensaios presenciais: o primeiro no dia 12 de março e o segundo no dia 16 de março.

O encontro do dia 12 foi a única reunião realizada de forma não virtual, desta reunião foram retiradas as seguintes comissões:

Comissão de Coreografia: Gisele Vargas, Lonya Mana, David Barenco e Tatiana Moraes.
Responsável por elaborar a coreografia de forma simplificada e gravar um tutorial para que todos pudessem ensaiar indivudualemente em suas casas. O tutorial possibilitou também a participação de pessoas que não eram da turma.

Comissão de Audiovisual: Wesley Prado e Débora Nunes
Responsável por direcionar todas as pessoas que iriam filmar, pensar o posicionamento das câmeras e o melhor aproveitamento da captação de som.

Câmeras: Wesley, Débora, Felipe, João, Isabele e Caroline
Convidados para realização das filmagens e alunos que preferiram filmar.

Comissão de edição: Lia Ribeiro
Responsável por juntar todas as filmagens oficiais e algumas extra-oficiais.

Comissão do Som: Mariana Darsie, Teresa Cristina e Lia Ribeiro
Responsável por procurar algum equipamento de som a base de pilha a ser usado no dia.

Comissão da Surpresa: Clara Sacco
Responsável por articular a ida da Professora Ana Enne ao CCBB, para que ela visse o flashmob, mas sem estragar o elemento surpresa.

Outras funções importantes:

Menino Maluquinho: Paulo Victor Gitsin
Interação coreográfica com a exposição do CCBB, Paulo Victor foi o escolhido para iniciar a coreografia dançando no Kinect com o Menino Maluquinho.

Puxadora: Gisele Vargas
Responsável por dar o play no som e iniciar o canto da música, dando o tempo certo a todos os outros participantes.

O ensaio geral e a realização aconteceram no mesmo dia, 16. O ensaio, porém, ocorreu mais cedo na Praça XV, depois todos se encaminharam para o CCBB.


Assista ao vídeo!



domingo, 9 de dezembro de 2012

Occupation 101



Occupation 101 é um documentário de 2006 que aborda o conflito entre Israel e Palestina, fazendo um breve apanhado histórico na busca de explicar a origem do conflito. O filme mostra a visão da população palestina, trazendo questões que a grande mídia evita transmitir: limpeza étnica, genocídio do povo palestino, relações entre Israel e Estados Unidos, violação dos direitos humanos, abusos cometidos pelos colonos e soldados israelenses contra a população palestina, dentre outras.






O filme está disponível legendado no youtube em 9 partes, nos seguintes links:

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Negros no Brasil: Brilho e Invisibilidade

No sábado passado, o programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, exibiu o episódio "Negros no Brasil: brilho e invisibilidade". A matéria aborda assuntos como a discriminação racial, a questão trabalhista, cotas nas universidades, construção de identidade do negro, resistência cultural, dentre outras.

O programa ganhou o prêmio nacional Abdias Nascimento de 2012. O prêmio, que está na sua segunda edição, homenageia o político e ativista Abdias Nascimento e tem como objetivo estimular a cobertura jornalística sobre temas relacionados à população negra e incentivar o combate ao preconceito e desigualdade socioeconômica consolidados no Brasil. 

Acesse o site do prêmio para outras informações e conheça melhor a proposta, premioabdiasnascimento.org.br.


Confira o programa na íntegra abaixo.


quinta-feira, 10 de março de 2011

Verão da Cultura.Urgente e Para ouvir uma canção

Sugestão de dois eventos interessantes que acontecem agora em março.

Nos dias 19 e 20, o projeto "Verão da Cultura.Urgente" ocupará o Parque Lage para debater duas questões centrais: "Para onde vai a cultura no século XXI?" e "Quais os futuros possíveis que podem ser construídos hoje a partir das práticas culturais, em seus vários formatos, linguagens e recursos?". O evento contará com exposições e mesas de debate, onde participarão pesquisadores, artistas, integrantes de movimentos sociais e coletivos.
A programação completa está disponível aqui.

Já entre os dias 22 e 31 de março, acontece o ciclo de conferências sobre a canção popular brasileira, "Para ouvir uma canção", na Caixa Cultural. As inscrições são gratuitas e será conferido certificado aos participantes.
Mais informações, aqui.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

APA FUNK

Para quem não conhece, esse é o blog da APA FUNK (Associação dos Profissionais e Amigos do Funk), que vem desenvolvendo um fundamental trabalho de conscientização e luta pelo funk no Rio de Janeiro e no Brasil.


É preciso apoiar essa luta, tão árdua, tendo que lidar diariamente com o preconceito de classe, a ação criminosa e discriminadora da grande mídia, a atuação repressiva, ignorante, cínica e estigmatizadora das forças do Estado, dentre outros problemas, em nome da arte, da cultura, da cidadania, do direito à expressão e comunicação.

Parabéns, APA FUNK. Tamo junto.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

entrevista com Julian Assange, do WikiLeaks

O blog Diário Gauche (vale a pena conhecer o blog, muito bom!) publicou uma ótima entrevista com Julian Assange, do WikiLeaks. Uma boa oportunidade para conhecer melhor o pensamento do jornalista e ativista australiano, criador de uma ferramenta de divulgação de documentos secretos e comprometedores de autoridades políticas/militares de diversos países.



Em 20/12/2010 - complementando o post:

1) para saber mais sobre o caso WikiLeaks - clique aqui

2) Para ver o mapa com todos os documentos vazados (por país) pelo WikiLeaks - clique aqui