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Blog do Grupo de Estudos sobre Comunicação, Cultura e Sociedade (GRECOS), coordenado pela professora Ana Lucia Enne (UFF), relacionado às disciplinas lecionadas por ela no curso de Estudos de Mídia e na Pós-graduação em Cultura e Territorialidades (PPCULT) da UFF, conjugando reflexões sobre sociologia, estudos culturais, história, antropologia, cultura, mídia, consumo, memória, juventude, movimentos sociais e identidade, dentre outros temas, e ao Laboratório de Mídia e Identidade (LAMI).
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
IBGE: ricos gastam 10 vezes mais que pobres no País
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Tropa de Elite II
Repassado por Flávia Risi:
Xexéo sobre 'Tropa de Elite': O chocante é a platéia - http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2007/09/26/297889226.asp
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Tropa de Elite I
Vamos publicar, aqui no blog do GRECOS, uma série de artigos sobre o filme Tropa de Elite, que tanta polêmica levantou, ok?
Para começar:
Osso duro de roer
(Enviado por João Cuenca, O Globo, 27/09 - repassado por Adriana Facina)
Se precisasse definir o Brasil numa frase, diria que é o país do perdão. O país da anistia ampla, geral e irrestrita. Anistia que, em lei aprovada pelo governo Figueiredo, não somente livrou a cara dos perseguidos pela ditadura entre 1964 e 1979, mas que também abriu as asas da liberdade aos perseguidores e criminosos “oficiais”. Neste país de consciência livre, estupradores, torturadores e assassinos hoje jogam peteca na praia de Copacabana e curtem sua tranqüila aposentadoria. Depois de encher os bolsos, mandar bater e lotear estatais por duas décadas com sobrinhos com dificuldade de aprendizado, os milicos têm a vida que pediram a Opus Dei.
O Brasil, e isso costuma chocar mais nossos companheiros latino-americanos do que a nós mesmos, é o país mais atrasado do continente quando se fala em punir os responsáveis pelos abusos cometidos pelo regime militar. Para o bem da “paz e harmonia nacionais”, o governo e a sociedade preguiçosa abaixam as orelhas e deixam pra lá. No país da anistia, tudo é perdoado com esquecimento. O que aconteceu deixa de ter acontecido, como se a roda da história se alimentasse de si mesma, num processo autofágico e irreversível.
O custo dessa amnésia tão simpática e conveniente é alto. Esse déficit moral faz com que o brasileiro aceite a idéia de tortura e violência policial como quem come um pastel de carne moída.
***
Escrevo esses parágrafos, como vocês devem imaginar, movido pela experiência de assistir à pré-estréia de “Tropa de elite”, na última quinta-feira, no Odeon. Além da equipe do filme e usuais papagaios de pirata, a sessão contou com a presença, in loco, de Harvey Weinstein, criador da Miramax, vencedor de 45 oscars, produtor de blockbusters como “Pulp Fiction” e “Senhor dos Anéis” e, claro, co-produtor de “Tropa de elite”. Weinstein, segundo perfil publicado pela New Yorker, é conhecido como “Harvey mãos de tesoura” pelo seu hábito de interferir na montagem dos filmes que produz. Imagino que não tenha sido o caso.
Poderia entrar no mérito exclusivo do filme e dizer que é impecável no que se propõe e que, apesar (e por causa) da pirataria, será um sucesso de bilheteria estrondoso. Ainda poderia escrever que “Tropa de elite” na maior parte do tempo parece um institucional nauseante do BOPE – no final, só faltou o “Aliste-se já!”. Apesar disso, levanta algumas lebres, dá um par de tiros certeiros e deixa pelo menos uma cena na memória – aquela do policial Matias invadindo uma passeata pela paz na PUC.
Ao mesmo tempo, o filme é de um reacionarismo que talvez não tenha paralelos na história do cinema nacional. O texto é claro como pó de mármore: o tráfico de drogas é um câncer, a elite branca é hipócrita, a PM é corrupta, e o BOPE é incorruptível. Só o BOPE, através de seus imaculados princípios, nos salvará das trevas. E para isso, tem certas licenças nada poéticas – a tortura é a principal delas. Eles, que são puros, fazem o serviço sujo que nós, hipócritas de classe média, não encaramos. A lógica do discurso policial que “Tropa de elite” reproduz é cristalina.
O problema começa quando esse monstro disforme chamado opinião pública faz uma leitura do filme que corrobora esses métodos e valores. E aí, “Tropa de elite” pode perigosamente entrar para a história como o filme da geração “Cansei”. O público torce pelo herói torturador e mata com ele, tortura com ele, em repetidas cenas à la Abu Ghraib – ou “Guantanamo no Rio de Janeiro”, como disse meu amigo Daniel Alarcón. As celebridades enfiadas em black-tie aplaudem cada porrada, num frisson de adrenalina, e todos se convertem instantaneamente em perfumados torturadores de gabinete.
Depois, é claro, sabe-se que vem o perdão, nossa querida e mui conhecida anistia, para o torturador assassino justiceiro e para nós, apêndices conexos dessa violência, como diz a lei número 6.683. Porque, para o bem da “paz e harmonia nacionais”, os fins justificarão os meios até o (nosso) fim. Enquanto isso, o pastel de carne moída segue descendo bem pela goela de todos. O uísquinho servido em coquetéis de estréia como a de “Tropa de elite” pode ajudar.
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site do CPDOC/FGV
Outro site que vale a visita é o do CPDOC (Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil), da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Através dele, é possível acessar o banco de entrevistas de História Oral, os artigos da Revista Estudos Históricos e os verbetes do Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro, dentre outras fontes de pesquisa.
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novo site do LACED
Já está na rede o novo site do LACED (Laboratório de Pesquisas em Etnicidade, Cultura e Desenvolvimento), ligado ao Departamento de Antropologia do Museu Nacional/UFRJ.
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II Jornada: Educação de Jovens e Adultos Trabalhadores
PROGRAMAÇÃO
10h às 12h
A influência dos organismos internacionais sobre a Educação de Jovens e Adultos Trabalhadores
Profa. Jaqueline Ventura (Doutoranda UFF)
Profa. Simone Lessa (Doutoranda UFRJ)
14h às 16h
O mundo do trabalho e processos de construção de conhecimentos
Prof. Geraldo dos Santos (Doutorando UFF)
Profa. Lia Tiriba (UFF)
16h às 18h
A Educação de Jovens e Adultos Trabalhadores como espaço de disputas entre projetos societários
Prof. Ênio Serra (UFRJ/Doutorando UFF)
Mardônio Barros (Pedagogia UFF/MST)
18h às 21h
Desafios da Educação de Jovens e Adultos Trabalhadores na atualidade
Prof. Gaudêncio Frigotto (UERJ/UFF)
Prof. Rui Canário (Universidade de Lisboa)
Auditório Florestan Fernandes
Campus do Gragoatá – Bloco D - Faculdade de Educação – UFF
Participação aberta a todos os interessados
Promoção:
UFF/Faculdade de Educação/Programa de Pós-Graduação em Educação
Núcleo de Estudos, Documentação e Dados sobre Trabalho e Educação - NEDDATE.
Grupo de Estudos: Políticas de Educação de Jovens e Adultos Trabalhadores
Coordenação: Profa. Sonia Maria Rummert
terça-feira, 13 de novembro de 2007
aula de Roberto DaMatta na PUC-rio
"O que a Antropologia me ensinou sobre a vida" é o título da Aula Magistral que vai ser proferida pelo Prof. Roberto DaMatta no dia 23 de novembro de 2007 às 16:00 hs, na PUC-rio (Depto. de Sociologia e Política).
lançamento do livro "Mundos em Movimento: Ensaios sobre Migrações"
O Núcleo Interdisciplinar de Estudos Migratórios tem oprazer de convidar para o lançamento do livro: Mundos em Movimento: Ensaios sobre Migrações.
Organizado por: Giralda Seyferth, Helion Póvoa Neto, Maria Catarina Zanini e Miriam Santos.
O lançamento acontecerá no dia 23/11 às 18:00h no Centro deFilosofia e Ciências Humanas (CFCH), Auditório Manuel Maurício de Albuquerque, térreo, Av. Pasteur, 250, Urca – RJ e será precedido pela mesa redonda: "Mundos em Movimento".
nova fase do GRECOS
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