quinta-feira, 3 de julho de 2014

Mídia e Representações da Favela - Trabalhos Finais: "Copa do Mundo Brasil 2014 - Artifícios da mídia para persuadir nas opiniões"

O segundo trabalho do semestre para a disciplina "Mídia e Representações da Favela" foi produzido por Fábio Figueiredo, Maria Cecília Pretti e Priscila Estrella: um registro fotográfico que busca analisar como o audiovisual "influenciou de maneira direta no pensamento da sociedade, a favor de se construir um pensamento nacionalista excessivo para garantir o engajamento da população na Copa do Mundo 2014."

A ficha técnica apresentada também disserta sobre o cenário nacional na luta pelo discurso de representação na TV em relação com o clima festivo que ele propõe, em oposição à luta simbólica que embarca o contexto #nãovaitercopa e a influência da exaltação ao patriotismo neste período de ufanismo consumista exacerbado. Abaixo você confere as fotos registradas e, logo em seguida, o trabalho completo para a leitura:










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Copa do Mundo - Brasil 2014

Artifícios da mídia para persuadir nas opiniões

 
Objetivo:

O objetivo deste trabalho é mostrar, através de alguns objetos de estudo, as reações causadas na sociedade brasileira desde a notícia de que o Brasil sediaria a Copa do Mundo, até o início do evento. Destacando o papel das redes sociais e dos meios de comunicação de massa como principais influenciadores na formação de opinião de um modo geral, buscamos mostrar as alterações e mudanças no comportamento de uma grande parte da população, através principalmente, dos recursos e obras audiovisuais.

Produto da Análise:

O produto que será analisado é um álbum de fotos, registradas no período do mês de junho, que mostram como foco principal, o crescimento extremo da venda de produtos com o tema voltado para Copa do Mundo, assim como o engajamento da população com a chegada de um dos maiores eventos esportivos ao país. Camisas do Brasil, cornetas, chapéus, e diversos adereços tomaram conta das ruas, não só no comércio legal, como no mercado ilegal principalmente.
Nas fotos podemos observar a quantidade de camelôs, que normalmente vendem outros produtos, vendendo agora os adereços em verde e amarelo.

Etapas de Análise:


Primeiramente foi recolhido o produto que seria analisado (as fotos), e posteriormente foram lidos diversos textos, passados em sala de aula da matéria de Mídia e Representações da Favela, para embasamento teórico.  O texto escolhido como foco da análise das fotos foi  “A estética turística e cinematográfica da favela” de Sarah Borges Luna e Karla Estelita Godoy, com foco no subtítulo “A favela cinematográfica e a favela turística”, onde resumidamente podemos dizer que os autores propõe falar sobre a influência do audiovisual, principalmente o cinema, na forma como é criada a estética da favela, num sentido de estereotipa-la.


Clique aqui para ler o trabalho na íntegra!

terça-feira, 1 de julho de 2014

Sociologia e Comunicação - Trabalhos Finais: "Uma interpretação marxista sobre o protagonismo do sistema capitalista na produção de saudades dos Cria"

Dando continuidade à série de postagens dos trabalhos finais das disciplinas, apresentamos hoje o trabalho de aluna Gabriela Luna para a matéria "Sociologia e Comunicação". Através de referências bibliográficas das obras de Marx e Engels, a aluna analisa os meninos que nascem e crescem nas favelas, refletindo sobre as condições que lhes são concebidas e quais resultados estas acarretam.

Vale a pena ler tudo!


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Uma interpretação marxista sobre o protagonismo do sistema capitalista na produção de saudades dos Cria



Introdução
Intraduzível, a palavra saudade expressa a falta que algo ou alguém faz ao(s) outro(s). Caminhando por favelas do Rio de Janeiro não há como não notar os muros repletos de pichações do tipo “Saudades dos cria”, “Fulano eternamente”, “Sicrano para sempre” e outras tantas declarações saudosas aos amigos que partiram. Mas porque tanta saudade? Para onde foram esses amigos?
Pensar na tinta e no muro não é suficiente para compreender a recorrência deste fato. Essas pichações revelam o encurtamento da vida dos jovens que ficam na linha de frente do narcotráfico. Os operadores de caixa deste mercado que movimenta milhões diariamente. A juventude pobre, majoritariamente, negra e favelada. Com baixos níveis de formação escolar, detentores apenas de sua força de trabalho, são, no mercado formal, mão de obra barata para a execução de subtarefas.
            Este trabalho busca justamente identificar como os reflexos do sistema de produção vigente, criticado por Marx, influencia no afastamento dessa juventude do mercado formal os aproximando do trabalho informal, sem carteira assinada. O interesse em estudar o processo de resistência desses meninos ao mercado formal e essa afinação deles com o narcotráfico surge do convívio cotidiano com eles nas comunidades onde moro e de visitas a outras comunidades do Rio de Janeiro aonde o impacto visual das pichações supracitadas começou a instigar-me.

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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Mídia e Representações da Favela - Trabalhos Finais: "Copa das Representações: #nãovaitercopa #vaitercopasim"

Com um grande número de inscritos, a turma de "Mídia e Representações da Favela" rendeu ótimos trabalhos finais a serem apresentados - estes que, em revezamento com os da disciplina "Sociologia e Comunicação", ganharão destaque nas próximas postagens do blog. A começar com o trabalho de Beatriz Terra, Daniel Rios, Joana Darc de Nantes e Negra Maria Gomes: o grupo produziu um vídeo que aborda os diferentes discursos acerca da Copa do Mundo, com entrevistas com moradores de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Confira no vídeo abaixo:



Além de propor a oposição entre as campanhas publicitárias que regem a TV durante o período da Copa e os depoimentos dos discursos dos moradores, para trabalhar o conceito de representação, o grupo também apresentou no vídeo o clipe da música "Alegria das Pernas" do grupo de funk carioca Bonde do Passinho. Uma análise mais profunda do contexto em que ele foi inserido, destrinchando o jogo visual e a composição lírica da canção pode ser encontrada no ficha escrita, que utiliza da bibliografia disponibilizada no curso para abordar os assuntos já descritos - e está disponível na íntegra logo abaixo.

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Copa das representações: #nãovaitercopa #vaitercopasim


1) Objetivo

Neste trabalho, procuramos refletir sobre áreas da cidade que não foram contempladas com as obras ditas de “revitalização” da cidade e os movimentos de resistência que os moradores dessas áreas produzem. Essas obras são decorrentes dos grandes eventos que o município do Rio de Janeiro está recebendo, em especial a Copa do Mundo de 2014. É notável que a cidade do Rio está em um processo de espetacularização da cidade, visando apenas os locais de passagem turística e reafirmando assim a ideia de cidade como marca a ser vendida ao exterior. Porém, no discurso principal sobre a realização da Copa no Brasil, encontra-se, justamente, os argumentos de melhorias urbanas para a própria população brasileira e a ideia de que os eventos podem ser aproveitados por todos.
Entretanto, o que fazem aqueles que não têm condições de aproveitarem os jogos de fato? E o que fazem aqueles que preferiam outros tipos de melhorias ao invés de obras faraônicas? E, principalmente, o que fazem as pessoas da periferia para se auto-representar enquanto brasileiros dentro dessa configuração de cidade na qual vivemos?

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sexta-feira, 6 de junho de 2014

#NãoVaiTerCopa: o embargo da voz brasileira e um dossiê de verdades inconvenientes


Muitos brasileiros já tiraram a poeira da camisa da Seleção Brasileira que estava guardada no fundo do armário para torcer pelo time nos amistosos que precedem a Copa do Mundo 2014. E a essas pessoas, asseguro: não se preocupem, vai ter copa, sim. O mega evento poderá ser assistido por milhões de brasileiros de suas casas e, para uma minoria exorbitante, dos próprios estádios. De que se faz, então, o grito de "Não vai ter Copa"?

Com exceção da reapropriação tomada por internautas brasileiros (sempre muitos antenados e favoráveis a um novo meme), a expressão cantada em alguns protestos emergentes se posiciona como grito simbólico em oposição ao contexto violento que ele abarca. O pagode da FIFA (clique aqui para saber mais) parece uma piada de mau gosto frente às truculências que uma parcela considerável da população brasileira sofreu para a realização do evento.

A fundação alemã Heinrich Böll reuniu em seu site um dossiê com reportagens, artigos, mapas, fotos e vídeos que evidenciam esse desrespeito com a população - através de políticas covardes em afrontamento às reações negativas - em prol do "legado da Copa". Disponibilizado, além de em português, também em alemão e em breve em inglês, "Copa para quem e para quê?" retrata em artigos e estimativas como o evento ultrapassou os custos previstos, acarretou no despejo de mais de 200 mil pessoas, intensificou a militarização da repressão contra os movimentos sociais, entre dezenas de outras consequências que afeta negativamente a população brasileira. 

Clique no link a seguir para acessar o dossiê: http://br.boell.org/pt-br/dossie-copa-para-quem-e-para-que