quarta-feira, 22 de julho de 2009

Mulheres-Sanduíches, O Consumo Mediado



Por Giovani Barros e Mariana Ramos

 
Quando a gente pensou em um projeto para Sociologia da Comunicação II, logo nos veio a mente a imagem das mulheres-sanduíche. Homens-sanduíche (ou homem-placa, assim no masculino mesmo) é o termo que a gente costuma ouvir quando para se referir àquelas pessoas que ficam com placas em seu corpo, paradas na calçada, fazendo propaganda. No começo, só se encontrava (ou se percebia) anúncios de “Vendo/Compro Ouro” e similares. Mas atualmente, a gama de empresas que utilizam dessa estratégia se diversificou (é importante ressaltar que estas empresas geralmente atuam no setor de varejo). Agora existe placa pra tudo! A maioria deles só anuncia com as próprias placas mesmo, é raro ouvir um desses gritando e/ou anunciando o produto. Dessa forma, decidimos focar nosso trabalho nas mulheres que desempenham esse tipo de atividade. Estávamos interessados em realmente ver (e não somente olhar) essas mulheres, encontrar o que cada uma delas tinha de diferente: iríamos perguntar sobre moda, televisão, trabalho e outros assuntos que achávamos plausíveis para o entendimento de suas identidades.

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Por Bárbara Defanti.

Uma situação rotineira se apresentou ao acaso como um intrigante objeto de estudo. Todos os dias minha avó assiste compenetrada o canal de câmeras do nosso prédio e eu nunca tinha parado pra pensar o quanto um essa ferramenta de segurança pode resultar em diferentes situações de controle. A vigilância dela com a câmera acabou sendo a minha com ela pra realizar o curta-metragem, e só assim percebi que a experiência cotidiana de Dona Maria José e todos os personagens que envolvem a vivência dela tornou-se simulada, mediada por aquelas cenas em preto e branco. Claro e diário exemplo da ideologia de Guy Debord e seu espetáculo, representadas pelos moradores de um edifício não muito movimentado.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Trabalho da disciplina de Soc. e Com. II


Temos postado aqui os excelentes trabalhos realizados na disciplina de Sociologia e Comunicação II (obrigada, monitores, pelo trabalho árduo de postar todos os trabalhos). Agora, indicamos as monografias produzidas também nesta disciplina, todas muito recomendadas. Estão todas armazenadas no site do GRECOS, e podem ser baixadas. A seguir, a lista com nome do alunos e tema das monografias. E boa leitura para todos:

Entrevista com Bauman (em espanhol)


How to spend it.... Cómo gastarlo. Ese es el nombre de un suplemento del diario británico Financial Times. Ricos y poderosos lo leen para saber qué hacer con el dinero que les sobra. Constituyen una pequeña parte de un mundo distanciado por una frontera infranqueable. En ese suplemento alguien escribió que en un mundo en el que "cualquiera" se puede permitir un auto de lujo, aquellos que apuntan realmente alto "no tienen otra opción que ir a por uno mejor..." Esta cosmovisión le sirvió a Zygmunt Bauman para teorizar sobre cuestiones imprescindibles y así intentar comprender esta era. La idea de felicidad, el mundo que está resurgiendo después de la crisis, seguridad versus libertad, son algunas de sus preocupaciones actuales y que explica en sus recientes libros: Múltiples culturas, una sola humanidad (Katz editores) y El arte de la vida (Paidós). "No es posible ser realmente libre si no se tiene seguridad, y la verdadera seguridad implica a su vez la libertad", sostiene desde Inglaterra por escrito.
Bauman nació en Polonia pero se fue expulsado por el antisemitismo en los 50 y recaló en los 60 en Gran Bretaña. Hoy es profesor emérito de la Universidad de Leeds. Estudió las estratificaciones sociales y las relacionó con el desarrollo del movimiento obrero. Después analizó y criticó la modernidad y dio un diagnóstico pesimista de la sociedad. Ya en los 90 teorizó acerca de un modo diferente de enfocar el debate cuestionador sobre la modernidad. Ya no se trata de modernidad versus posmodernidad sino del pasaje de una modernidad "sólida" hacia otra "líquida". Al mismo tiempo y hasta el presente se ocupó de la convivencia de los "diferentes", los "residuos humanos" de la globalización: emigrantes, refugiados, parias, pobres todos. Sobre este mundo cruel y desigual versó este diálogo con Bauman.


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sábado, 18 de julho de 2009

Análise sobre 'The Fear' de Lily Alen



Por Bruno Roger e Rodrigo Morelato


Introdução:

Neste pequeno trabalho, nos propomos à análise de um produto da indústria cultural – a saber, o videoclipe da música “The Fear” (2009), de autoria da cantora e compositora britânica Lily Allen.
Fazemos, desde já, ressalvas quando aos empecilhos por nós encontrados ao longo da análise – como os possíveis problemas de tradução e interpretação da letra; a falta de um conhecimento mais vasto acerca da linguagem e da história do videoclipe; a questão da projeção subjetiva (tomada aqui num sentido reflexivo, ou seja, que, na decodificação de bens culturais, recorremos a um repertório adquirido via nossa experiência de vida).
Esses empecilhos nada mais são, na verdade, do que o resultado da ausência do horizonte de referências segundo o qual tal bem cultural foi produzido. Acreditamos, como afirma Pierre Bourdieu acerca da imigração de idéias, que “(...) as situações de ‘imigração’ impõem com uma força especial que se torne visível o horizonte de referência o qual (...) pode permanecer em estado implícito”. (Sobre o Poder Simbólico, p. 7).


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Brinquedos pra eles e pra elas

Trabalho final de Sociologia II de Renato Reder.



 
As diferenças relacionadas aos sexos masculino e feminino estão absolutamente presentes em nossa sociedade. Sexo é biológico, mas os papéis designados a ele, expectativas de comportamento, divisão de tarefas e jogos de poder são todas construções sociais.
A educação de meninos e meninas se diferencia desde muito cedo, e cabe à criança assimilar as informações referentes ao seu gênero, construir significações e organizá-las a fim de reproduzir estereótipos e padrões sociais. O princípio gerador de nossas escolhas e de nossa conduta – o habitus, segundo Bourdieu – antecede todas as práticas e é justamente o ambiente familiar, o primeiro espaço onde o habitus começa a ser incorporado seja através da educação, coerção, imitação.
A imagem busca refletir sobre o papel dos brinquedos na incorporação do habitus na infância. Os pais constroem o primeiro ambiente de brinquedos da criança, antes que ela comece a fazer suas escolhas. No nascimento, o quarto das meninas é rosa. O dos meninos, azul. Os brinquedos do universo feminino são ligados à casa, à família, à sensiblidade. Já no masculino estão presentes aos carrinhos, brinquedos que rementem à força, aventura, ao mundo externo e do trabalho.
Será mesmo que elas necessariamente preferem bonecas e eles, carrinhos? Porquê meninos brincando de Barbie e meninas de luta causariam constrangimento ‘aos outros’? Pensar em uma educação mais neutra e menos determinista em relação ao sexo e ao gênero não seria bom?


Disputa Simbólica



Fizemos um site experimental para incentivar a discussão sobre comerciais televisivos. A partir dos conceitos apresentados no curso, criamos categorias de links e um forum. Temos também um e-mail para contato (disputasimbolica@gmail.com) e um canal no youtube, em que favoritamos videos para leitura crítica e hospedamos o video-apresentação do site. O site se chama Sentido em Disputa e o forum Disputa Simbólica. Alunos e alunas do grupo: Francis Carnaúba, Tiago Rubini, Marilia Dias e Thais Dias.

As Múltiplas Identidades dos Sujeitos Pós-modernos


O trabalho Carlos Eduardo, Felipe dos Santos Claudino e Juliana Chalu, pretende pensar e levantar questionamentos em torno da construção da identidade.
O sujeito te a liberdade de se reinventar no mundo, criar sua identidade, desempenhar inúmeros papéis sociais. Vive em construção da identidade contemporânea, na qual “quem você é só faz sentido se você acredita que possa ser outra coisa além de você mesmo”. Sendo assim, vale a pena pensar até onde somos nós mesmos, ou somos produtos dos meios; nossa identidade não é a que domina, se nosso gosto, nosso modo de vestir é realmente nosso....

Panografia: a fotografia pós-moderna



A idéia para o trabalho de Ana Carolina Perdigão surgiu a partir de reflexões levantadas nas aulas de Sociologia e Comunicação II, mais especificamente, no debate sobre Globalização e Pós-Modernidade. Busquei, através desta colagem, trazer de alguma forma essas questões para o campo da arte fotográfica.
Se a fotografia é moderna por essência, é verdade que em tempos de descentramento do tempo-espaço e da disseminação da multiplicidade de discursos, ela corre riscos de perder o seu valor como registro. O homem, sentindo-se desorientado e angustiado com a impossibilidade de estabelecer certezas, perde a crença na máquina capaz de registrar com luz um recorte de visão por ele selecionado. Surge então, e dissemina-se pela internet, uma nova forma de fotografar (ou colar fotografias), a panografia. Ainda que sua ampliação no recorte do tempo-espaço de alguma forma possibilite uma criação de sentido/afetividade facilitada, este não parece ser o intuito da panografia. Sua única verdade é justamente a incapacidade de afirmar-se como completa.

Os comerciais das Sandálias Havaianas


Análise dos comercidas Havainas. Trabalho Final de Matheus Marins Alvares para a disciplina de Sociologia.
A escolha, nos comerciais, de um slogan que generaliza seus espectadores ("havaianas, todo mundo usa") e a série extensa de propagandas das sandálias utilizando basicamente a mesma fórmula, a cada vez com uma celebridade diferente vivendo um contexto variado, em geral sendo uma situação curiosa, mas que poderia ser vivida por qualquer ser humano. O que remete a adoção de uma cultura massificada em seu desenvolvimento, já que o grande atrativo do produto é a ideia de que todos o consomem. Liga, então, no comercial com a situação “todo mundo vive”, a imagem do produto “todo mundo usa” com uma celebridade que se torna um todo mundo pode ser pelas circunstâncias na propaganda de uma sandália que quase todo mundo pode ter.
Seguindo esse raciocínio, podem-se encontrar princípios de generalidade por tratar-se sempre de “todo mundo”, exterioridade por existir independente da vontade individual e coercitividade por agir sobre as consciências individuais, incentivando a agir de determinada maneira. Nota-se, portanto, no comercial uma relação com a ideia de consciência coletiva e com o conceito de fato social, desenvolvidos pelo sociólogo Émile Durkheim, em que as diversas celebridades que protagonizam os comerciais podem ser encaradas como a imagem que representa a maioria, por fazerem, falarem e criarem valores que poderiam ser vivenciados por essa massa, mas que são apresentados apenas por uma celebridade, representando a maioria. Entra então, o uso das sandálias na publicidade com o objetivo de atingir a sociedade e faze-la encarar como um comportamento comum e já estabelecido, estratégia não raramente utilizada em propagandas.